Always and Forever

11 Superando os medos


Minha vida estava finalmente começando e não quero dizer recomeçando, é começando mesmo. Porque pela primeira vez eu sentia uma vontade maior do que sobreviver, eu queria viver, queria planejar meu futuro sem ter que seguir nada, queria viver ao lado dela e ir para onde a vida levar.

Algumas coisas estavam me incomodando, na verdade, uma delas estava me matando... Que era: Obviamente a doença da Aly.

Não sei se era medo de perder algo que eu nunca imaginei que ganharia ou por simplesmente não confiar na medicina e não conseguir pensar positivo em relação a isso. Queria mais do que tudo conversar sobre isso com a Aly, mas eu não queria que ela se sentisse uma bomba relógio, como se fosse estragar a minha vida porque não, ela foi a melhor coisa que tinha acontecido em toda a minha vida e por doença ou medo algum eu sairia do lado dela.

Os dias iam passando cada vez mais rápido e mais lento também, tínhamos cinco meses juntos e pra mim pareciam cinco anos e ao mesmo tempo cinco dias.

O meu celular tocou e com certeza era a Alyssa porque o toque era “You Give Love A Bad Name” do Bom Jovi e eu com certeza ficava me perguntando se ela colocou aquela música porque gostava ou realmente achava aquilo de mim... ou dela mesmo?!

Atendi o telefone no terceiro toque, ela disse “alô” antes que eu pudesse dizer alguma coisa, sua voz estava animada e esperançosa, já a minha... só perguntando a ela, mas com certeza estava muito estranha.

— Aly?

— Sim. Vamos sair depois da escola? Te amo, beijos. — E ela simplesmente desligou ai eu percebi que aquilo não foi um convite.

Joguei o telefone na cama, baguncei meu cabelo e sorri porque eu adorava aquele jeito dela, era espevitada e completamente louca.

Coloquei minha mochila nas costas e fui pra escola junto com minha mãe.

Por sorte os dois primeiros tempo eram de química. Quando cheguei na sala ela já estava lá, me esperando, sentada na cadeira do canto perto da janela como ela sempre fizera, ainda não tinha me visto então fiquei parado na porta só a olhando, ela não parava de rabiscar uma folha de seu caderno, seus cabelos se moviam conforme seu braço e sua mão faziam força para concluir o desenho. Ela usava uma boina preta, uma blusa de manga cor vinho — cuja as mangas eram maiores que os seus braços. —, uma parte de sua blusa estava caída em seus ombros, deixando sua blusa branca que usava por baixa da blusa vinho aparecer. Quando o sinal soou ela ergue seus olhos e me viu parado na porta, deu um breve sorriso e se ajeitou na cadeira, andei até ela, joguei minha mochila no chão e sentei na cadeira que estava ao seu lado, me inclinei e dei um beijo leve em seus lábios.

— Bom dia, belo rapaz. — Um lindo sorriso se fez em seus lábios.

Sorri ao ver. — Bom dia, bela moça. Estava de longe admirando sua beleza.

Ela bateu seu ombro no meu levemente. — Então por favor, levante-se e volte a ficar longe para continuar me achando bela.

Não pude conter a risada.

Os olhares dos alunos estavam na gente e cochichos e mais cochichos ressaiam naquela sala. Não era estranho depois de cinco meses que o garoto mais esquisito do colégio estava com a garota mais linda as pessoas ainda não se acostumarão?

Tinha uma garota de cabelos pretos, acima do ombro que não parava de olhar para mim e para Aly, mais precisamente pra mim e dava pra perceber que a Aly não estava gostando.

A garota vinha em nossa mesa ao menos duas vezes a cada dez minutos dizendo que estava com uma “dúvida”.

Depois da aula de química tivemos outras aulas, mas nem uma juntos, tivemos que esperar acabar todo aquele tempo separados.

Porém durante a aula de física essa garota ainda me fitava e procurava qualquer desculpa pra falar comigo e pra completar a minha felicidade o Jack não parava de olhar, toda vez que essa garota vinha falar comigo os olhos dele vinham juntos.

Seu nome era Paola, entrou no colégio depois do começo das aulas e parece que ela arrancava olhares de todos os garotos daquela sala, era realmente uma menina bonita e foi muito gentil comigo, mas eu não sabia se podia confiar nela, sentia cheiro de armação do Jack.

Paola saiu de perto de mim e após andar até seu lugar os meninos começaram a assoviar e soltar elogios indiscretos.

Finalmente, as aulas haviam acabado, estava livre, pelo menos naquele dia, mas não importava.

Fiquei sentado na escada da entrada do colégio olhando em volta até que vi a Maya e o Jack eles estavam discutindo e a Maya parecia bastante irritada, ela batia o dedo indicador no ombro dele repetidas vezes e ele a olhava com expressão de nada, tanto faz, o olhar dela veio em minha direção, pensei em desviar os olhos para outro lugar, mas não, simplesmente continuei a olhando. Jack saiu de perto dele e andou até seu carro, Maya respirou fundo, sorriu fraco para mim e foi atrás dele.

A Alyssa estava na sala do Diretor como de costume.

Ouvi passos vindo da porta do colégio, mas não quis me virar para ver quem era, quando a garota da aula de filosofia desceu as escadas passando por mim.

— É... oi?

Ela virou-se para mim e sorriu breve. — Olá, Nicholas.

Sorri de volta. — Desculpa perguntar, mas você é nova aqui? — Não, sei mas acho que depois que conheci a Aly superei o meu medo de falar com as pessoas.

— É... — Ela coçou a testa e sorriu fraco. — Na verdade não.

— Nunca tinha te visto por aqui.

— Eu mudei, ano passado eu era uma e hoje sou outra, mas enfim, me chamo Tessa.

— Nicholas, mas eu acho que você já sabia.

Ela riu. — Até mais, Nicholas.

Me senti mal por nunca ter notado ela antes, senti como se eu tivesse feito com ela o que as pessoas fizeram comigo praticamente a minha vida toda.

— Desculpa a demora, o diretor me enche o saco.

Sorri ao ouvi-la. — Tudo bem. — Levantei e segurei em sua cintura. — Está aqui agora.

Ela sorriu, passou seus braços levemente pelo meu pescoço. — Estamos aqui. — Pude sentir seus lábios tocarem os meus. — Vou ter que passar em casa, tudo bem? — Ela fez bico.

— Tudo, claro.

Entramos no carro e a Aly dirigiu até a sua casa, no caminho ela ficou cantando todas as músicas que tocavam na rádio e batia sem parar seus dedos no volante no ritmo da música.

Após chegarmos em sua casa, Aly estacionou o carro e saiu do mesmo, rodeou o carro até chegar em minha porta, abriu a mesma.

— Por favor, dama. — Disse fazendo reverência.

Empurrei sua testa de leve e ri. — Idiota.

— Que você ama. — Apertou meu queixo, sorriu de lado e saiu saltitando até a porta de sua casa, a segui, mas não saltitando, fui andando mesmo.

Ela abriu a porta e falou de um jeito teatral. — Deem boas-vindas para a nossa rainha, Nicholaya Harris. — Fez reverência para que eu passasse, seus olhos estavam fechados, porém os meus bem abertos. Estava cheio de gente na sala, Emily parecia ter convidado umas pessoas para alguma comemoração ou algo do tipo, Josh Bale também estava lá.

Emily pigarreou.

Aly se recompôs e olhou em volta, arregalou os olhos. — É... — Gritou nervosa. — VIVA A RAINHA NICHOLAYA.

Todos gritaram juntos e começaram a rir e bater palma.

— Daria uma boa atriz. — Disse um cara que segurava duas garrafas de vinho.

Aly aproximou-se de mim e me puxou para a escada, sussurrou — Droga.

Entramos em seu quarto. — Aly, você é muito louca.

Ela jogou os cabelos para o lado. — Eu daria uma boa atriz. — Fez bico de modelo.

Aly era muito louca e não tinha medo de mostrar isso.

Ela tomou os seus remédios e sentou-se na cama.

— Para onde vamos? — Perguntei.

— Eu não sei, eu fiquei de pensar durante as aulas, mas esqueci.

— Esqueceu de pensar ou o que a gente ia fazer?

— De pensar.

Balancei a cabeça e sentei ao seu lado na cama. — Vamos para onde quiser.

Ela virou-se para mim com um sorriso animado que eu confesso aquilo me assustava, sabe-se lá o que aquela louca pensou.

— Nite... — Começou ela. — Do que você tem medo?

— Não sei, acho que de falar em público?

Ela riu. — Sei o lugar perfeito que podemos ir.

— Meu Deus!

Ela me puxou pelo braço e desceu as escadas, virou-se para os convidados da Emily. — Tchau, meus fãs, tchau irmãzinha, tchau futuro cunhado.

Emily pegou a almofada e jogou nela. — Vai pra merda, Alyssa.

Eu e Aly entramos no carro e ela dirigiu em alta velocidade e eu não sabia se ficava com medo de morrer de acidente de carro ou de pra onde ela estava me levando. Ela estacionou o carro em frente a uma lanchonete na esquina da rua, era vermelha e azul, tinha um hambúrguer gigante e colorido como logotipo, vários carros estacionados em frente a ela e uma placa grande dizendo: Temos Karaokê toda QUINTA. E quinta estava bem grande. Aly saiu do carro e eu sai logo em seguida.

— Vamos comer?

— Não! Quer dizer... também.

Peguei meu celular para olhar a data e para a minha alegria era quinta, eu estava completamente ferrado com aquela garota.

Aly segurou em minha mão e me puxou para dentro da lanchonete e mais uma vez, para completar, estava cheio, várias pessoas rindo, comendo, e totalmente vidradas nas outras que subiam no palco para fazer uma apresentação muito louca e amadora.

Um cara que estava na entrada e usava uma roupa nada formal entregou um cartão para mim e outra para a Aly que pegou uma caneta que estava no bolso da calça do homem, e escreveu meu nome no meu cartão e o meu no dela. A segui até uma máquina que parecia engolidor de cartões, ela colocou o dela e apertou o botão vermelho e logo após fez a mesma coisa com o meu.

Sentamos em uma sofá vermelho com uma mesa azul que acendia e apagava toda hora.

— Parece que estamos em um bar de Stripears. — Eu disse enquanto olhava em volta.

Ela riu. — Não, meu amor, aqui não tem essas coisas.

— O que você vai me fazer fazer, Alyssa?

Ela fez bico. — Nada, não. Vem cá. — Segurou em meu queixo e deu vários beijos em meus lábios. — Confia em mim.

— Meu Deus. — Me afundei na poltrona.

Uma cara subiu no palco e começou a parabenizar a garota que tinha acabado de fazer uma apresentação da música “Don’t stop the music” da Rihanna. — Chamaremos agora, Alyssa Stand.

Todos começaram a bater palma e gritar o nome dela, arregalei os olhos e tampei minha cara.

Falei baixo. — Você é louca?

Ela saio do sofá e andou até o palco. — Obrigada! Boa noite, galera. — Incrível como todos gritavam boa noite de volta. — Estou aqui com meu namorado, Nicholas. Dá um oi amor. — Ainda encolhido na poltrona acenei de leve. — Ele é tímido. Trouxe ele aqui para enfrentar sua timidez e bom, vou começar por mim.

Ela aproximou-se do cara que estava com um computador e sussurrou em seu ouvido, pegou o microfone auricular, jogou o outro para uma garota e chamou ela para o palco.

Aly colocou suas mãos para cima e juntou as duas, começando a mexer a cintura a lentamente e a garota fez o mesmo, em seguida a garota virou e começou a cantar. — He said, I'm worth it, his one desire.

E Aly se virou lentamente e me olhou fixamente, sorriu. — I know things about him that you wouldn't, want to read about — Fez um movimento rápido com o corpo o jogando para trás.

E a cada movimento que a Aly fazia eu ficava de boca aberta.

A garota voltou e começar a caminhar no palco. — He kissed me, his one and only. — Aly cantou junto com ela. — Yes, beautiful liar.

Aly foi para frente do palco e moveu seu corpo lentamente e cantou com a voz forte. — Tell me how you tolerate the things you just found out about you never know.

A garota foi para o lado da Aly e tocou em seu ombro, Aly virou-se para ela e fez um movimento com as mãos e jogou seu corpo para frente, as duas começaram a andar pelo palco enquanto cantavam juntas. — Why are we the ones who suffer I Have to let go He won't be the one to cry (Ay) Let's not kill the Karma (Ay) Let's not start a fight (Ay) It's not worth the drama For a Beautiful Liar (Oh) Can't we laugh about it (ha ha) (Oh) It's not worth our time (Oh) we can live without him Just a Beautiful Liar. — A cada virada que a Aly dava para me olhava profundamente e sorria de lado.

Quando a música acabou eu ainda estava paralisado e surpreso.

As duas pararam a música em uma pose uma de costas para outra e as mãos para cima. As pessoas que estavam naquele local começaram a gritar e bater palmas, Aly e a garota bateram uma na mão da outra, ela desceu do palco e correu até a mim.

— Gostou? — Disse ofegante.

— E-u é... a-m-mei — Gaguejei ao dizer, ela sorriu e me deu um selinho.

— Vocês gostaram dessas meninas espetaculares? — Disse o cara que estava em cima do palco. — É, eu sei que sim, agora vamos chamar aqui. Nicholas Harris.

— Eu não vou.

— Ah, amor, vai sim. Não precisa dançar. — Ela riu. — Só... canta para mim,

Aly me empurrou para subir no palco, até que subi e todos começaram a aplaudir e a Aly ficou em pé só olhando pra mim, olhei para ela e ela soltou um beijo, balancei a cabeça.

Eu estava nervoso pra caramba, meu Deus, todos olhavam pra mim, ninguém ia beliscar uma comidinha nem nada, o foco deles era eu, eu, eu, eu. Me virei para o cara do som e falei o nome da música que queria.

Segurei o microfone com força, tremendo, quando a música começou, cantei meio desajeitado e muito nervoso, meu olhar estava fixo no chão. — It's a beautiful night We're looking for something dumb to do. Hey baby I think I wanna marry you. — Olhei para a Aly e ela me olhava com a cabeça inclinada para o lado e um sorriso lindo no rosto. — Is it the look in your eyes Or is it this dancing juice? Who cares, baby I think I wanna marry you. Well I know this little chapel on the boulevard we can go no one will know. Oh come on girl, who cares if we're trashed, got a pocket full of cash we can blow Shots of patron And it's on girl. — Pude ver seus lábios se mexendo, ela estava cantando. — Don't say no, no, no, no-no Just say yeah, yeah, yeah, yeah-yeah And we'll go, go, go, go-go If you're ready, like I'm ready Cause it's a beautiful night We're looking for something dumb to do Hey baby I think I wanna marry you Is it the look in your eyes Or is it this dancing juice? Who cares baby I think I wanna marry you I'll go get a ring let the choir bells sing like So what you wanna do? Let's just run girl If we wake up and you wanna break up that's cool No, I won't blame you It was fun girl.

Quando terminei de cantar minhas mãos estavam tremendo, Aly veio correndo e me abraçou, todos começaram a bater palma, escondi meu rosto no pescoço da Aly.

Ela riu. — Seu bobo, você foi ótimo.

Ficamos um tempo na lanchonete, vendo as outras pessoas cantarem, pedimos uma porção de batata frita e a Aly ficou toda animada.

— Você canta muito bem.

— E você dançar muito bem. — Ela riu e piscou os olhos lentamente.

Aly melava a batata frita em uma mistura de Ketchup, Maionese, Mostarda e mel e Agridoce. Fazer o quê? Ela era estranha e eu completamente apaixonado por ela. A sua felicidade em comer batata frita era igual a de uma criança prestes a ganhar um saco cheio de bala.

— E você? Qual o seu medo?

— Eu vou te levar lá.

— Lá onde? — Levantei uma sobrancelha.

Aly pegou o prato que estavam as batatas e caminhou até a saída da lanchonete, eu a segui, mas o prato era da lanchonete. O segurança que recebeu a gente viu o prato na mão dela e teve a mesma reação que eu, ficar quieto. Aly entrou no carro e fiz o mesmo logo em seguida.

— Acho que o prato era da lanchonete.

— E as batatas são minhas.

Ela olhou pelo retrovisor, deu ré e saiu em disparada a algum lugar. E lá estava eu, mais uma vez sem saber onde a Aly estava me levando, fiquei o caminho todo colocando batata frita na boca dela pra ela não sujar o “bebê” dela de gordura. Ela estacionou o carro na frente de um prédio, o prédio mais alto da cidade. Saiu do carro, fiz o mesmo.

— Amor? O que vamos fazer aqui?

— Tenha calma.

Ela olhou para dentro do prédio e virou-se para mim.

— O que está fazendo?

— Vendo se tem segurança aqui na frente.

— O plano é o seguinte, eu vou distrair o cara da recepção e você entre no elevador, ok?

— E você?

— Confia em mim, mas segure a porta pra mim, por favor. — Ela entrou no prédio e olhou para mim para que eu pudesse entrar também, andou até a recepção. — Moço, por favor, me ajuda.

— O que aconteceu?

— Eu não sei, mas eu ouvi uma mulher gritando e ela parecia estar muito assobrada.

— Eu não posso abandonar a recepção.

— Não tem nenhum segurança aqui, tem?

Ele olhou para conferir. — Aqueles imbecis.

A Aly estava se saindo completamente bem, ela falava com muito drama e um medo bem credível. — Você vai se sentir culpado pelo resto da vida se não me ajudar a ajudar a essa moça. E quando eu aparecer na televisão eu vou dizer que você... — Ela olhou para o crachá dele. — Liam não quis me ajudar. — Ela se afastou do balcão.

O Liam saiu de trás do balcão. — Moça, espere.

Ela virou-se para ele. — O que foi seu sem coração?

— Onde é?

— Aqui do lado. — Aly olhou para mim para que eu possa apertar o botão do elevador e logo em seguida saiu do prédio com o Liam.

Fiquei segurando a porta, até que ela apareceu correndo e andou até o elevador. — Vai, vai. Último andar.

Apertei o último andar. — Cadê o Liam?

— Ele virou a esquina.

— Sua louca.

Ela piscou pra mim e sorriu. — Eu sou.

O elevador parou e a porta se abriu, ela saiu e me puxou.

— O que estamos fazendo aqui?

— Vou te levar para o meu maior medo.

Aly abriu uma porta de ferro e entrou na mesma, entrei junto com ela, procurei um lugar para acender a luz, mas não tinha, estava tudo escuro, segurei a mão dela e comecei a subir as escadas lentamente, até que a Aly escorregou, segurei em sua cintura com força.

— Cuidado, loira.

— Está forte, hein Cowboy?

Sorri e continuei a subir.

Aly abriu a porta e saiu me puxando junto com ela, subiu na borda de terraço e abriu os braços. — Bem-vindo ao meu medo, meu amor.

Andei até ela e subi na borda, olhei para baixo, realmente era muito alto, muito mesmo, ela sentou-se na borda.

— O que está fazendo?

— Enfrentando o meu medo.

Sentei ao seu lado e voltei a olhar pra baixo, era realmente, muito alto, acho que vou ficar repetindo isso. — E ai?

— E ai... que eu não estou com tanto medo como senti quando vim aqui na última vez.

— Então você superou.

— Não... — Seus olhos encontraram os meus, seu lábio inferior estava preso entre seus dentes.

— Então o que foi? — Coloquei uma mecha de seu cabelo para trás.

Ela soltou seu lábio. — Você... me sinto segura com você.

Aproximei mais dela. — Eu acho que meu maior medo não era enfrentar as pessoas.

Seus olhos estavam mais fixos nos meus, seu rosto perto do meu. — Então o que é.

— Eu tenho medo de perder você, muito medo. — Toquei em seu rosto, sua mão se encaixou em cima da minha, ela sorriu. — Sério, Aly, muito medo.

Senti suas mãos tocarem meu rosto e subirem para a minha nuca, encostou a testa na minha e por fim sussurrou. — Eu te amo!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.