Depois das coisas que aconteceram na NCIS-FBI, houve um fluxo de mudanças.

Para começar, Jenny e Gibbs conversaram de uma forma bem incisiva e decidiram que deixariam a agencia. Suas filhas estavam tomando direções completamente novas para si mesmas e eles queriam um descanso e quem sabe, novos ares.

Penelope, que não lidava muito bem com mudanças, ficou um tempo estranha, mas logo se acostumou com tudo.

— Eu nem acredito que vocês dois logo serão apenas Jenny e Gibbs. – Penelope estava ajudando na mudança do escritório de Jenny. – Qual a sensação?

— Estranha e maravilhosa. – Jenny sorriu. – Acho que depois de tudo o que rolou, Gibbs e eu queremos um pouco de descanso.

— Nem acredito que já se passaram 10 anos desde que tudo aconteceu. – Abby suspirou. – Acho que nunca vou me acostumar com essa reviravolta da vida.

— Bem, entre você, torres, suas filhas e aquele projeto seu, estamos todas em mudança. – Penelope sorriu. – E Callen e Elisa estão tendo um oitavo filho muito em breve.

— O fogo do casamento não se apaga para os dois. – Jenny sorriu. – Você vai ficar bem, Pen?

— Eu sei que fui uma pessoa estranha desde que vocês anunciaram tudo, mas é que eu nunca lidei com a mudança. – Pen olhou para uma foto na parede de agente falecidos. – E desde que Rossi faleceu, acho que eu apenas vivi.

— Eu sei. – Jenny suspirou. – E como vão suas filhas?

— Indo para a faculdade quase. – Pen brincou. – Não acredito que minha primogênita tem uma genialidade como a de Reid.

— Se ela não se parecesse com Derek, eu duvidaria. – Abby brincou.

Enquanto isso, Gibbs empacotava suas coisas que tinha em sua mesa. Ele puxou uma caixa e encontrou a pulseira que havia sido de seu pai. Ele a colocou no pulso, pensando em tudo o que aconteceu desde aquele momento que ele descobriu que Abby estava em perigo infiltrada.

Mudanças aconteceram, ele descobriu que a mulher que ele amava estava viva e uma avalanche de felicidade ao mesmo tempo que outra de maldade vinda de uma traficante brasileira vinha ao mesmo tempo.

— Precisa de ajuda? – Tim perguntou a Gibbs. – Nem sei o que estou sentindo vendo você deixar a agencia de vez.

— Acredite em mim, a hora é agora. – Gibbs sorriu. – Então, como vai a empresa de Delilah?

— Bem. – Tim suspirou. – Estou pensando em deixar a NCIS-FBI para ir trabalhar ao lado dela. Especialmente agora com quatro crianças.

— Não tenha medo de mudar, Timothy. – Gibbs o abraçou. – Nós todos fizemos mudanças desde o momento em que começamos aqui.

— Eu preciso falar com o diretor Hotchner antes. – Tim falou. – Mas agora com a chegada dos novos treines acho que é o momento certo.

Callen estava esperando a esposa subir na maca do médico. Ela estava quase de nove meses e era a última consulta antes do parto. Elisa fez uma careta e Callen, que já tivera filhos, sabia exatamente o que era.

— Enfermeira? – Callen agradeceu por eles já estarem em um hospital. – Vamos ter que cancelar a consulta. E ir para a sala de parto.

— Oh! – A mulher viu Elisa com bastante dor. – Acho que tem algo errado.

Dois médicos correram e perceberam que o bebê não conseguiria deixar o ventre pelo caminho normal. Elisa foi levada para uma cesariana de emergência.

Callen colocou a roupa especial e ficou aguardando dentro de uma sala em anexo ao centro cirúrgico.

— Encontramos um problema na sua esposa, Sr Callen. – Um médico se aproximou. – Ela está sedada e precisamos do seu consentimento para garantir que ela não passe por isso novamente.

Callen olhou para Elisa deitada na maca e suspirou, apenas acendo a cabeça uma resposta positiva.

Eles já tinham nove filhos e Elisa com certeza iria ser a primeira a autorizar se ela pudesse.

O time estava todo na sala de espera, com o coração dolorido, apenas esperando que ela ficasse bem.

De repente, o medo de Callen foi substituído por alegria quando ele ouviu o choro de sua nona filha. Ela era saudável e Elisa estava fora de perigo.

— Sr Callen. – Uma enfermeira o levou até o lado do obstetra. – Esta é sua filha.

— Ei. – Callen colocou a garotinha em seus braços e suspirou, vendo a esposa ainda desacordada. – Eu preciso ir avisar meu time.

— Claro. – A enfermeira segurou a pequena. – Vamos fazer todos os testes e ambas estarão confortáveis em um quarto.

— Obrigado. – Callen sorriu, saindo da sala.

Ele viu todos ansiosos por alguma notícia.

— É uma menina. – Callen sorriu um pouco. – Elisa e ela estão fazendo exames, mas ambas parecem bem. Elisa fez uma laqueadura por segurança.

— Bem, filhos vocês tem. – Reid ganhou olhares. – Desculpe ser muito intrusivo.

— Tudo bem, Spencer. – Callen sorriu. – Na verdade, eu admiro por dizer isso. Ela vai entender e eu vou ajudar.

— Quando poderemos ver elas? – Penelope perguntou, com uma caixa de presente nas mãos.

— Daqui a pouco. – Callen sorriu.

Elisa acordou no quarto de hospital, sentindo-se mais cansada do que o normal. Ela viu Callen sentado contra o sol com alguma coisa nos braços.

— Grisha? – Elisa perguntou baixinho. – Amor?

— Ah, oi Lise. – Callen se levantou e foi até ela. – Acho que me distrai com nosso pacotinho de amor.

— É uma garotinha? – Elisa deduziu pela coberta cor de rosa. – Ela é linda.

— Sim. – Callen suspirou. – Ouça, quando você estava em cirurgia, eles encontraram alguns problemas e tiveram que fazer uma laqueadura. E eu autorizei.

— Está tudo bem, querido. – Elisa o beijou. – Acho que em parte é culpa desse fogo que temos.

— Nada precisa mudar. – Callen sorriu. – Tivemos quase dez filhos e ainda podemos adotar.

— Eu estou satisfeita por você não querer perder o fogo. – Elisa o beijou. – Porque eu odiaria.

— E temos essa garotinha. – Callen olhou para a filha bebê. – Ela precisa de um nome.

— Que tal, Vitória? – Elisa sorriu para ele. – É um nome perfeito.

— Vitória Elizabeth Callen. – G sorriu para a filha. – É um nome bem lindo mesmo.

— Sim. – A porta se abriu e todos entraram.

— Desculpe, não queríamos esperar mais. – Jenny sorriu. – Sua filha é linda, G.

— Obrigado, Jenny. – Callen sorriu. – O nome dela é Vitória.

— Bem moderno. – Penelope deixou a caixa de presentes sobre a cama. – O primeiro presente.

— Obrigada. – Elisa sorriu quando abriu e encontrou um conjuntinho de body de gatinho. – São lindos, Penelope.

— Pessoal, eu tenho algo a dizer. – Tim olhou para Callen e Elisa e os dois o permitiram dizer. – Depois de conversar com Hotch, eu decidi sair da NCIS-FBI para trabalhar com minha esposa.

Todos sorriram, sabendo que Tim estaria bastante feliz e talvez mais mudanças estariam a frente. para todos.