Notas iniciais
Acho que esse é o maior >_> E ainda assim é pequeno (?)
Parte do mistério será resolvido!

F

Depois do susto, Raito tinha plena convicção que L estava vivo. \"Mas, como? Eu o vi morrer. Senti seu coração parar! Vi seu enterro. O shinigami que o matou sumiu\". Eram muitas questões. Mesmo horário da saída anterior. Ele se prepara para sair e então Misa aparece, pedindo para ir junto.

- Não.

- Como não? Quero passear com meu namorado, não posso?

- Vou resolver coisas, me deixe em paz.

- ...

E sai sem dizer mais nada, enfrentando o olhar de reprovação de Ryuku. Os dois descem as escadas e Yagami cumprimenta o porteiro, que estava acostumado com as saídas do outro.

Novamente circulam pelas mesmas ruas, não encontrando nada, incialmente. Mas Raito decidira ir a fundo. Vai até a \"Doce Vida\" e entra, alcançando o balcão rapidamente.

- Pois não, o que deseja?

- Quero uma informação... Você por acaso viu uma jovem de olhos verdes, cabelos pretos, olheiras notáveis?

- Eu nunca vi. Mas eu sou novato, vou perguntar à gerente. — O rapazinho sai do balcão indo até uma senhora de cabelos curtos, falando algo para ela.

Raito estava impaciente. Pedira discretamente para Ryuku observar a rua, caso visse a moça ou alguém como L, ele o avisaria.

- Ah, sim. — A senhora vai até ele. — Eu a vi. Ela vem muito aqui e compra tantos doces que sempre acho que é para festas.

- E a senhora por acaso viu um rapaz com ela? Sabe o nome de um deles?

- De vez em quando um rapaz descalço vem com ela. E escolhe doces. Eu perguntei o nome dela, mas estranhamente pediu que eu a chamasse apenas de F.

- Ela já esteve aqui hoje?

- Não, ainda não. Ela mudou de horário. Antes vinha por agora, mas ultimamente só aparece quando a loja está quase em horário de encerramento, às 7 da noite.

- Obrigado.

- De nada, moço!

Raito sai satisfeito do local. K... Quem é você? Eles seguem andando para o prédio. Sem que o outro dissesse coisa alguma, Ryuku já sabia que voltariam na hora dita pela gerente.

E são as três horas de espera mais longas que Raito já teve na vida. Se a espera dos 40 segundos do Death Note eram uma tortura para ele, que dirá essas horas. Ele vai para o banho.

Na sala, Matsuda e Soichiro debatem pistas, sem saber que eram falsas. Misa, apesar de sofrer um conflito com Raito, ainda mantinha o sonho do namorado de criar um Novo Mundo. E ela era mais inteligente do que parecia.

Passam-se uma, duas, três horas. Ryuku já estava na porta e outro chega num salto. Sai sem se despedir, correndo o máximo que pode. Ao chegar, não havia sinal da moça. Ele se esconde para observá-la.

- Raito, e se não for L?

- E se for?

- ... Eu não sei... VEJA! É ELA! — Ryuku olha com vontade para ler seu nome, mas ainda não conseguia.

- Calma, não vamos nos precipitar. Se formos até ela agora, todos da loja estarão contra nós. Vamos esperar essa F sair e então a seguimos.

- Combinado.

A moça entra na loja, demora uns dez minutos e sai, carregando uma sacola cheia de alguma coisa. Ela olha ao redor e segue andando num passo lento. Carregava uma bolsa enorme, onde coloca a sacola.

- Vamos, Ryuku.

Raito vai devagar por onde ela passa, sempre se escondendo pelos cantos para que ela não notasse. Chegam num beco escuro, a moça percebe que está sendo seguida e para, olhando para trás.

- Quem está aí? O que quer?

- Só quero conversar, não farei mal algum! — Raito aparece pra ela.

- Você de novo?! Que diabos você quer!?

- Qual é o seu nome?

- Acha mesmo que eu vou dizer pra VOCÊ?

A ênfase na pronúncia do \"você\" fez o rapaz desconfiar ainda mais. Se aquele fosse mesmo L, teria dito quem era kira e então ela saberia quando tomar cuidado, não é? Ele tenta se aproxima de F, mas esta puxa de dentro da blusa um punhal reluzente.

- Mais um passo e eu te mato sem piedade!

Só então Raito percebe que dentro da bolsa enorme da moça havia uma ponta branca, semelhante a extremidade de um caderno. Ele se lembra que da primeira vez que a viu, ela carregava o mesmo caderno.

- Qual é o seu problema, moça? Só quero saber se conhece L Lawliet...

- Não sei quem é. Agora suma.

- Quem é aquele rapaz que estava com você outro dia? Descalço, blusa branca...

- Suma daqui.

Raito perde a paciência, andando rapidamente até F. Esta deixa a bolsa no chão e avança contra ele, com o punhal em mãos. Eles trocam alguns golpes, até que F, muito ágil, consegue imobilizá-lo, apontando a arma para sua garganta.

- Por favor... não me... mate...

- Eu avisei que iria acabar com você sem piedade!

- Só quero saber quem é aquele rapaz... Parece com alguém que... que eu amo muito... e me deixou...

- Aposto que não te deixou por que quis, não é mesmo? — A ironia na voz da moça fez Raito ter certeza de que ela sabia mais do que contara.

- Não tive culpa...

A jovem abre os olhos com espanto e depois, num gesto raivoso, dá um murro extremamente forte em Raito, partindo-lhe o lábio inferior. O rapaz vai se arrastando até a bolsa de F, para encontrar algo, mas ela desfere nele um golpe com o punhal, e então ele desvia.

Raito se levanta, em seguida avança vorazmente até a bolsa. Aquele caderno o interessara muito. Quando está perto de tocá-lo, F joga o punhal com força, perfurando o braço direito do rapaz, que grita, mas não recua. Ryuku apenas observa.

- NÃO TOQUE NO CADERNO!

- O que ele tem de interessante?

- Não. O. Toque.

Ela salta, segurando no punhal e o fincando ainda mais no braço de Raito, que não se rendia de forma alguma e estava a alguns centímetros do caderno, quando K chuta a bolsa pra longe.

- Ryuku! Veja do que se trata! — Raito grita, sem se preocupar com a outra.

F larga o kira e aparentemente corre para a bolsa. O shinigami se despreocupa, pois ela supostamente não pode vê-lo ou tocá-lo... Supostamente...

- Mas o que...! — Raito fica chocado ao ver que F corria em direção a Ryuku.

- Seu shinigami de merda, fique longe do caderno!

Ela salta, ficando o punhal nele, que solta um grunhido assustador. Há milhares de anos que ele não sabia o que era \'dor\' e nem lembrava que podia senti-la. E agora tinha um punhal atravessado em seu ombro. A dor piora quando F puxa a arma com força, tirando do membro de Ryuku.

- MAS O QUE DIABOS É VOCÊ!? — Raito apertava sua ferida com força, porque sangrava muito.

O sangue de Ryuku era um tom roxo e era um pouco pastoso, bizarro.

Notas finais
WEEEEEEE ~
Me empolguei em postar coisas aqui, é. -q Espero que esteja divertido. Que acham?