Always Love You
4 Caminho certo? Ou errado?
Notas iniciais
Estava chovendo, eu e Cronos (esse nome me parece familiar) ficamos escondidos dos Deuses, e agora estávamos em uma caverna não muito longe de Hollywood.
Cronos me contou sua história, de como ele lutava para os Deuses, como ele foi acusado de algo que nunca fez e foi mandado para o tártaro, o abismo mais escuro do mundo. Isso me fez ficar mais furioso com os Deuses. O que eles pensavam? Mandar alguém que eles acham que fez algo errado para o fim do mundo já é de mais.
No fim de seu relato, meu sangue ferveu. Mandar alguém assim como Cronos para um abismo mais profundo. Nesse dia tive mais raiva dos Olimpianos, queria que eles pagassem por tudo que fizeram para nós dois.
– Percy... Não precisa fazer isso por minha causa... – Argumentou Cronos.
– Não é por somente sua causa, mas minha também Cronos, quero me vingar pelo aquilo que fizeram com a gente.
– Mas, Percy...
– Nada de Percy e “mas”... Eles verão a fúria de Perseu Jackson. – Exclamei furioso.
– Vamos ter que achar um local onde os Deuses não saberão da gente... – Disse Cronos de repende.
– Heim? – Perguntei com as sombracelhas franzidas.
– Para eu te treinar garoto... Você se torná-la mais forte que qualquer Olimpiano. – Respondeu-me ele.
– Certo... Que tal... Alasca? Lá eles não tem controle nenhum...
– Como sabe disso? – Perguntou confuso.
– Não sei... Apensas sei disso.
– Então okay, Alasca ai vamos nós! – Exclamou Cronos sorrindo.
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Eles viajaram por vários países, por incrível que pareça, sem os Deuses perceberem.
– Como eles não nos percebem? – Perguntou ele curioso.
– Estou usando meu poder para nos... Digamos, disfarçar.
– Entendo. – Respondi olhando o horizonte.
Depois de dois dias eles chegaram ao Alasca, o lugar além dos Deuses.
– Chegamos, seu treinamento será uma hora depois de encontrarmos um lugar para descanso. – Disse Cronos olhando ao redor.
– Okay. – Respondi e segui-o pelas ruas congeladas.
Andamos por alguns minutos e encontramos uma barraca abandonada entramos nele, instalamo-nos e saímos para encontrar algum lugar para treinar meus poderes.
O lugar era pouco movimentado, prédios velhos se espalhavam pela rua, gigantes de gelo passeavam para lá e para cá, não havia nenhum monstro, somente os gigantes pacíficos do norte.
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Após longos minutos caminhando, encontramos uma área afastada da cidade, sem muito movimento. No local tinha uma cabana á beira mar, sustentada por estacas de madeira, inclinada na água, as paredes tinham buracos, a porta estava fechada por tábuas, e havia uma placa pintada á mão: Vagas – Depósito – Disponível. (N/A: Só os fortes entenderão essa parte :D)
– Bom, vamos começar com a água. – Falou Cronos se dirigindo ao lado da cabana.
– Concentre na água, pense que ela faz parte de você. – Explicou ele – Deixe sua mente limpa.
– Certo. – Respondi e fiz o que Cronos me dissera.
Passamos horas revisando todos os meus poderes sobre a água. Uma hora Cronos sugeriu treinarmos minha esgrima. Treinamos até anoitecer. Cansados resolvemos voltar para o hotel descansar para o outro dia de treinos.
– Amanhã vou te ensinar mais coisas Percy, então descanse bastante. – Sugeriu Cronos e entrou no seu quarto. E eu entrei no meu.
O quarto era um pouco pequeno, havia uma cama de solteiro, com lençóis brancos, a janela ia do teto até o chão. O chão era de madeira vernizada. No canto esquerdo tinha uma porta, provavelmente para o banheiro. Um pequeno guarda roupa marrom escuro.
As paredes tinham uma coloração de azul para o cinza. A porta do banheiro, trabalhada minuciosamente com desenhos de animais.
Fui até a cama onde minha pequena mochila se encontrava, ao longo do caminho Cronos comprou ela juntamente com roupas para eu usar, já que os Deuses me mandaram para o Tártaro sem nenhuma coisa minha.
Peguei algumas roupas e fui ao banho. Depois de alguns minutos saio e me seco, colocando a roupa escolhida, uma blusa azul com uma calça moletom preta.
Joguei-me na cama e adormeci.
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Na manhã seguinte fora a mesma coisa, aprimorar meus poderes sobre a água, treinar mais com a esgrima, estudar mais sobre os Deuses, Titãs e por ai vai. Minha memória nesses dias não voltou, Cronos disse-me que talvez os Deuses me deram muita água do esquecimento para eu não me lembrar de nada. E sim, ainda estou na minha aparência de um garotinho de doze anos.
Passaram messes, e meu controle estava perfeito. Tanto para a esgrima quanto para o controle da água. Cronos me ensinou também alguns de seus poderes. Controlar o tempo com a benção que ele me deu, eu posso parar o tempo, avançar ele, viajar para um tempo distante, ou o futuro.
Hora ou outra nós encontrávamos monstros que zanzavam por perto, e como treinamento, Cronos deixou eu matar aqueles monstros para ver o quanto eu progredi nesse período de tempo.
Depois de um árduo treino com o tempo, fui ao local onde estávamos acampando, no local havia um rio, não muito limpo, a água estava mais para lama. Manipulei essa lama, retirei toda terra que havia deixando somente a água, limpa e cristalina (é ser filho de Poseidon tem lá suas vantagens), fiz minha higiene e coloquei uma roupa qualquer e cai no sono profundo, que para minha infelicidade, tive um pesadeiro.
Sonho On:
Eu estava em um local escuro, frio e assustador ao mesmo tempo.
O teto era alto, as paredes que me cercavam eram de pedras úmidas, o chão corria um pouco de água. Logo percebi que era uma caverna, no teto tinha vários fios finos brilhando á luz tênue que havia na caverna.
Um som me fez virar e encontrar uma garota, a mesma tinha cabelos ondulados louros, a pele estava machucada com vários arranhões e hematomas, seus olhos de um cinza escuro, que demostravam medo.
– Onde esta? Onde você esta? – Murmurava a garota para o nada.
Um movimento chamou a atenção do moreno, acima de sua cabeça, escondido na escuridão, havia uma forma grande, com várias patas finas, oito no total, os olhos brilhavam vermelhos e cheio de maldade.
– Ora! Uma cria da sabedoria aqui em meus domínios? – Perguntou uma voz nada humana, era cansada e fria.
A garota se assustou, ela olhou para todos os lados e depois para cima. Seus olhos se arregalaram ao ver a criatura que desceu mais um pouco, podendo para ambos, a garota e Percy uma visão clara.
O monstro era parecido com uma aranha, pernas finas e peludas juntamente com seu corpo, seu rosto era parecido com uma caveira, ossos e uma fina camada de pele branca. Seus olhos vermelhos fitando a garota.
– A... Arac... – Gaguejou a loira.
– Hora da tortura! – Anunciou o monstro e a mesma puxou um fio brilhante e o chão em que a garota estava sumiu, dando espaço á um buraco fundo.
– Você vai ficar quietinha ai! Até amanhã... – Disse a criatura rindo maleficamente.
A garota, agora estirada no chão de pedras, ainda consciente, por incrível que pareça, ainda estava consciente.
– Cabe...Ça... De... Al... Gas... – Ela murmura fraca e depois desmaia.
Agora eu estava em um tipo de acampamento, adolescentes correndo para lá e para cá com armas e armaduras.
Eu estava no meio dessa bagunça, olhando ao redor pude ver uma casa grande com varanda, chalés distribuídos em forma de ômega (Ω), atrás de um chalé encrustado de conchas (presumi ser de Poseidon) estava o mar. E vindo dela, vários navios carregados de monstros e semideuses com armas em mãos.
– Eles vieram mais rápido que imaginávamos... – Murmurou um centauro balançando seu rabo com nervosismo.
– Quíron! – Chamou uma garota com urgência – Eles também estão vindo da floresta e da colina meio-sangue.
– Avise aos filhos de Atena planejarem uma estratégia, os de Ares e a metade de Hermes, tentem ganhar tempo até os filhos de Atena planejarem algo, vão para a floresta, os restantes de Hermes e Apolo, fiquem na retaguarda. Chalé de Deméter, façam ervas venenosas crescerem e bloqueiem as entradas o máximo que puderem! Os restantes vão ficar perto da praia, tentarem impedi-los e... – Mandou o centauro e todos assentiam, mas ele é interrompido por uma voz conhecida.
– Acho que não é necessário... – Falou a voz, olhei para onde ele vinha, mas só via uma silhueta de um homem borrado.
– Você... – Gaguejou ele e os campistas arfaram.
Sonho Off
Acordei suando, aquele pesadeiro, aquela garota... Percy sabia que a conhecia, mas de onde?
Os dias foram se passando e com ele, as habilidades de Percy foram melhorando cada vez mais e mais.
Ele não conseguiu tirar aquelas imagens de sua mente, sempre que dormia, tinha os mesmos pesadeiro. Só que da última vez que viu a garota, ela estava magra, suja e machucada, quando alguém entrou na caverna e tirou-a de lá. Não dava para ver quem era, pois o sonho era borrada e sem foco. Só via-se uma silhueta de um, provavelmente, homem.
Aquilo o incomodou, não sabia o por quê, mas incomodou o jovem.
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POV Autora
Enquanto isso no acampamento.
– O QUE? – Perguntou uma voz de garoto – NÃO ACREDITO! ELES NÃO CONSEGUEM UM DIA DE PAZ?
– Calma Luke! – Repreendeu uma garota de olhos azuis elétricos – Vida de semideus é assim.
– Não Thalia! Primeiro, os Titãs, depois Gaia! E agora? Quem será o inimigo? – Perguntou de forma sarcástica o tal do Luke.
– Luke! – Repreendeu novamente a garota Thalia.
– Thalia! Luke! – Chamou um campista – Reunião urgente na sala da Casa Grande!
– Certo. – Responderam juntos e correram para a reunião.
A sala, na verdade é uma sala de recriação. Uma mesa de ping-pong estava no centro, ao seu redor, varias cadeiras ocupadas pelos campistas lideres de cada chalé. Kate Gardner de Deméter, Zack Drawell de Apolo – Novo conselheiro chefe e campista – Sandy de Atena e Lika de Dionísio – Novas campistas — Todos os líderes de cada chalé estavam presentes. Claro que Thalia representaria Ártemis, quanto que Luke representaria Hermes.
Deve-se estar se perguntando: “Mas o que Hades ele esta fazendo vivo?” bem, a história é complicada até para o mesmo.
Um dia ele havia aparecido na floresta, uma campista de Melinoe passava pelo local, disse que ela estava refrescando a mente. Dai ela vira o garoto de cabelos cor de areia caído no chão, desacordado. Ela o levara para a enfermaria, isso aconteceu no mesmo dia em que uma campista de Atena, Annabeth Chase, tinha saído á procura por seu namorado, o filho de Poseidon, Perseu Jackson.
Luke Castellan não tinha memórias de antes disso. Thalia fora convocada para ajuda-lo já que Annabeth estava sumida. Nesse dia fizera quase dois meses deles estarem sumidos.
Vários campista saíram em missões para encontrarem os dois mais fortes do acampamento, seu líder e a estrategista. Mas nada fora encontrado. Somente rastros de pó de monstros, os campistas não sabem se era dos monstros que os dois destruíram ou de algum outro campista. Estavam as escuras procurando os dois da antiga Profecia dos Sete.
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