Always In My Heart
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Enjoy...
Pov's Annabeth
Tudo estava escuro. Cada vez que respirava era como... se me machucasse, e mesmo sonhando eu sentia dor. Acordo assustada ao som de Fix You, do Coldplay. Preciso me lembrar de não colocar minhas músicas favoritas como toque do despertador.
Por um momento não lembro aonde estou e porque estou acordada ás 7:00 da manhã. Mas depois de alguns segundos lembro que é meu primeiro dia de aula no tárta... quer dizer, escola.
— Annabeth, acorda ou vai se atrasar.— ouço minha mãe gritar da cozinha.
Levanto, ascendo a luz do meu quarto (que está uma bagunça pois não tive tempo de arrumar), vou até o banheiro tomo um banho e tento arrumar meu cabelo. Quinze minutos depois, já estou vestida e tentando amarrar meu cabelo em frente ao espelho do meu quarto, mas como nas outras vezes não dá certo, então deixo ele solto.
Estou vestida com uma blusa branca com uma coruja no centro, calça jeans e meu all stars preto, Pego minha bolsa que está jogada embaixo da cama e coloco os materiais que usarei hoje nela.
Passo rápido pelo corredor e desço a escada de dois em dois degraus, quase caio na cozinha, o que é bem típico de mim. Minha mãe está preparando o café da manhã enquanto meu pai está dormindo, e por um momento, reparo nela e nos movimentos que faz. Reparo em como seus cabelos negros, com poucos fios brancos, estão pressos em um coque no alto da cabeça (que não são parecidos com os meus, pois nesse aspecto puxei ao meu pai, sou loira com os cabelos encaracolados), em como seu robe de dormir azul é antigo, e em como seus olhas cinzas e tempestuosos como os meus, estão de alguma maneira alegres. Me sento á mesa e então pergunto:
— Mãe, a senhora não vai trabalhar hoje?
— Não querida, ainda tenho uma semana de férias.— diz com um sorriso no rosto.Este deve ser o motivo da felicidade,penso comigo mesma, afinal o trabalho de arquiteta não é nada fácil. Mas desde que minha mãe, a grande Atena, era pequena sonhavaem ser arquiteta, e foi assim que conheceu meu pai, Frederick Chase.
Ótimo,pensei, só eu acordo cedo e já tenho que sofrer tortura na escola.
Engulo meu café da manhã rápido, pego minhas coisas, minhas chaves do carro, dou um beijo na testa da minha mãe e vou para a escola.
Nós moramos em Long Island City, uma cidades classe média, subúrbio de Nova York. Particularmente amo este local, com suas casas de dois andares, suas varandas decoradas e seus jardins florescentes. Entro no carro e em alguns minutos já estou no estacionamento da escola. Pego minha bolsa, fecho a porta do carro e olho em volta. Todo o ano é a mesma coisa, os alunos se reencontram, se abraçam e contam o que fizeram nas férias. Estou andando até a entrada da escola quando sinto alguém puxar meu pulso, e lá estava ela, minha melhor amiga de anos, Thalia Grace, minha rockeira favorita. Ela estava vestida com uma calça jeans preta rasgada no joelho, com seus all stars azuis, uma blusa branca com uma caveira co centro e jacketa de couro, com seus cabelos negros e curtos rebeldes. Ela me abraça apertado, o que quase quebra os meus ossos.
— Que saudades senti de você!!!! Porque não ligou? Esqueceu que eu existo é? Arrumou outra amiga? Porque não avisou que já tinha chegado?— diz Thalia com aquele seu drama básico logo de manhã.
— Também senti sua falta, é que cheguei ontem a tarde e estava morta de cansaço, e não, não arrumei nenhuma outra melhor amiga. — digo para ela.
— Ah, tudo bem, mas agora me conta tudo que fez nessas férias, como foi ir para Londres? — diz ela com curiosidade. Estou tentando achar uma maneira de não contar quando sinto alguém atrás de mim, me viro e me deparo com um menino cinco centímetros mais alto que eu (tenho um 1,65), com olhos verde água e cabelos negros. Me surpreendo no começo até lembrar que é.
— Percy! Cara, o que você fez nessas férias, hein?! — digo abraçando ele.
— Califórnia me fez bem.— diz ele com um sorriso no rosto— Porque não ligou?
— Era o que eu estava querendo saber.— disse Thalia, me fitando com aqueles olhos azuis eletrizantes que só ela tinha.
Tento achar uma saída para não contar o motivo do meu afastamento nas férias, quando vejo o resto dos nossos amigos.
— Depois eu conto para vocês. Agora vamos encontrar o pessoal.— digo e já saio em direção á eles. Thalia e Percy se olham, provavelmente se perguntando porque não quero contar agora, e me seguem.
Ainda não me sinto bem para compartilhar o que aconteceu, é meio doloroso. É, parece que vai ser um longo dia na escola.
Notas finais
Não sei quando vou postar o próximo capítulo, mas não vai demorar.
XOXO
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