Notas iniciais
Primeiro de tudo, pedimos desculpas por atrasar tanto para postar, mas a escola/faculdade está massacrando todo o tempo do mundo... Tá aqui e espero que gostem, porque deu um trabalhão para escrever. Não nos abandonem, um dia a fofura chega nessa fanfic eu juro de dedinho. Agradecemos o retorno que vocês estão dando pra fic, é maravilhoso ver vocês comentando e favoritando. Obrigada pelas babezinhas Damis Castle e Marcela Carvalho que favoritaram a fic no último capítulo... Vão para o capítulo agora! PS: Eu não sei porque as minhas notas iniciais ficam enormes u.u Vão logo...

Fiz aquela coleta de medula óssea, primeiro eles me deram uma anestesia e depois retiraram o material. Mesmo eu não sentindo nada, não foi confortável.

Fique durante algumas horas no hospital, Rick ficou ali comigo fazendo piadas para me animar. Mamãe e papai estavam na sala da doutora. Depois de umas duas horas a doutora apareceu junto com meus pais, falando que eu poderia ir para casa pois não tive nenhuma reação ao procedimento. Sorri ao me despedir da Eleanor, ela era realmente legal.

***

Passei o resto da tarde vendo Nebula – 9 e tomando sorvete de torta alemã com o Rick.

De todas as pessoas que eu poderia imaginar que poderiam descobrir uma leucemia aguda no final da adolescência, eu, definitivamente, não me incluía nessa lista. Eu queria saber o por quê disso estar acontecendo, injustamente comigo. Sempre fui saudável, treinava desde os 14 anos, na verdade eu treino para ser animadora desde pequena. Sempre foi meu sonho. Animar não é apenas vestir uma saia curta e rebolar na frente das escolas, mas sim, levar o nome de uma torcida inteira em nossos movimentos. Cada passo coreografado é uma ingestão de adrenalina para nós líderes de torcida, e estamos lá para demonstrar todo o nosso apoio e admiração pelos jogadores que levam o nome do colégio para as finais.

– Kate? – Rick me olhou atônito com uma cara engraçada.

– O que foi? – respondi sorrindo.

– O que foi pergunto eu, você quem está franzindo o cenho e arqueando as sobrancelhas aqui. – ele levantou as duas mãos como se estivesse se rendendo.

Eu gargalhei. Eu sei que deveria estar chorando e pedindo aos céus que tudo aquilo não passasse de um sonho ruim, mas de nada adiantaria. Rick estava me dando oportunidade de dar risadas verdadeiras e eu não queria perder a chance de ri-las.

– Rick, você me promete uma coisa? – perguntei olhando-o fixamente nos olhos.

– Claro, Kate, o que você quiser – Richard pegou minhas mãos nas suas e segurou-as com delicadeza.

– Promete que vai estar aqui para me ajudar com qualquer coisa?

Ele fez uma cara de quem não estava entendendo muita coisa do que eu havia dito.

– Eu quero que você prometa, Castle. – revirei os olhos.

– Tudo bem. Eu prometo estar aqui para o que der e vier. Mas o que você tem em mente? – ele me perguntou desconfiado.

– Como assim? – falei tentando me fazer de desentendida.

– Eu conheço Kate Beckett há muito tempo, para saber que ela não dá ponto sem nó.

– Você vai ver, logo, eu juro. – disse levantado e levando o pote de sorvete vazio para a cozinha.

***

Rick havia ido embora, depois que prometi que ficaria bem zilhões de vezes. Era bom estar com ele, me fazia bem. Peguei meu celular, que estava perdido no emaranhado de lençóis da minha cama, e vi que havia uma mensagem do Josh. Josh é o meu namorado, ele é o capitão do time de futebol americano do colégio, não poderia ser mais clichê que isso. Na verdade eu nem era tão apaixonada por ele, as meninas me induziram a ficar com ele porque ele é bonito, e fica no topo da pirâmide da escola.

“E ai gata! Sumiu o dia todo, por onde esteve?

Josh.”

Resolvi ligar para ele, eu estava mais calma agora, depois de um pote de sorvete e ter passado um tempo com Castle. Josh atendeu no terceiro toque.

– Hey Kate.

– Oi Josh – sorri – acabei de ver sua sms.

– Kate, tem como ser rápida? O jogo está para começar.

– Josh, creio que com o que eu tenho para dizer não dá para “ser rápida”.

– Então deixa pra depois, preciso entrar.

– Hey espera, eu preciso falar com você. Preciso de você aqui. — eu disse manhosa.

– Oh Kate, pare de ser grudenta, preciso ir, me deseje sorte, tchau.

– Josh... JOSH? – falei, mas a única coisa que ouvi foi a chamada sendo encerrada.

Grudenta? Eu? Acho que ele estava me confundindo com outra pessoa. Coloquei meu telefone para carregar e liguei o som para limpar a minha mente. Ele certamente havia me irritado, mas não quero pensar nisso agora. Tenho coisas mais importantes para fazer...

***

Mais um dia...

Meus pais me acompanhariam até o colégio hoje, eles queriam falar com o diretor sobre o meu estado de saúde. Eu disse que não era preciso, e que não queria que o colégio inteiro ficasse falando sobre mim. Desde sempre espalhavam boatos que me mal diziam, principalmente mitos sobre a minha vida amorosa, mas claro, eram apenas mentiras ditas para satisfazer o ego dos mais fracos.

Ao chegar aos portões da escola, que eu tanto conhecia outrora, minhas pernas viraram gelatina e vacilaram ao dar o primeiro passo para adentrar as dependências. Meu coração batia forte, quase arrebentando a minha caixa torácica, minha mãe segurava minha mão direita, notando o meu nervosismo quando apertei-a mais forte, meu pai tinha uma mão em meu ombro, encorajando-me a continuar andando.

Meus pais me deixaram no meio do pátio e saíram rumando a sala da direção. As pessoas me cumprimentavam sorrindo, Meredith veio falar comigo sobre a nova coreografia das “Wild Dolls”, as líderes de torcida do outro colégio, nossas concorrentes nas finais, e perguntar se eu havia visto o Rick, porque ele sempre me dava carona, e eu disse que não, que meus pais haviam me trazido.

Meredith era a pseudo-namorada do Rick, os cabelos ruivos mediam até o fim de sua cintura, com o mesmo comprimento dos meus, e seus olhos azuis-piscina, ela era linda, mas era a menina mais pirada e irresponsável que eu conhecia. Não sei como um garoto como o Castle se interessaria por alguém como ela, digo, ela era completamente diferente dele, mas ao mesmo tempo eles eram tão iguais.

Richard chegou logo após, trazendo um Moccanut da Starbucks para mim, cada dia era uma surpresa diferente, mas ele nunca se esquecia do meu café.

– Bom dia, você está melhor? – ele perguntou sorrindo.

Fiz uma cara feia, tanto pelo gosto do Moccanut, quanto pela pergunta dele. Então ele sorriu mais uma vez. Eu gostava de vê-lo sorrindo, me contagiava, e no fim eu estava sorrindo com ele.

– Castle, por que tem açúcar no meu café? – perguntei fingindo irritação.

– Porque eu quis adoçar o seu dia. – ele disse brincalhão.

– Você poderia ter feito isso com chocolate branco. – continuei com a cara amarrada, mas não por muito tempo, porque aquele sorriso estava lá de novo.

– Seus pais estão aqui? – Rick perguntou e eu assenti.

– Eles foram falar com o Diretor Jones.

O sinal bateu e fui para minha aula de Literatura sem o Rick. Essa era uma das únicas aulas que não tínhamos juntos.

¢¢¢

POV – Rick

Estava indo para minha sala, mas não sem antes passar para ver como a Tia Johanna estava lidando com o Diretor Jones. Chegando à diretoria, vi Tyler Mills ouvindo atrás da porta. Tyler era o pior fofoqueiro do colégio, moreno, magricela, cabelos curtos e oleosos, e o maior dos problemas, ele tinha a boca maior do mundo.

Ele, com toda certeza, estava tentando ouvir o que os pais da Beckett estavam falando. Isso não seria legal, pois ele espalharia boatos pelo colégio inteiro e agora esses boatos não seriam apenas boatos e sim a verdade.

– Bisbilhotando conversa alheia? – falei arqueando uma sobrancelha.

O garoto me olhou assustado, mas constatando que era eu ele apenas relaxou os ombros e tirou um bloco de post-its amarelos do bolso do casaco.

– O que você faz aqui? Deveria estar em sala. – assumiu uma postura firme, sorrindo e mostrando seu aparelho fixo.

– Estava indo falar como Jones, mas acho que escutar atrás da porta é mais fácil – falei sacana.

Mills anotou algo no papel e me entregou.

– Você sabia? – ele perguntou.

– Hã? – olhei-o não entendendo, nem o porquê da anotação do “fato” e nem a pergunta.

– Você sabia que os pais da Beckett estão lá dentro?

– Ah... não – menti.

– Sabe? É realmente um desperdício, aquela gostosa da Beckett estar com câncer... – ele sorriu vitorioso deixando-me sem reação.

– O quê? – disse incrédulo, Tyler havia ouvido, ele sabia.

Por um momento eu imaginei uma bomba atômica, espalhando sua destruição por onde quer que passe. Não havia alternativa. Tyler Mills seria o bastardo que não deixaria Kate ter uma vida “normal”. Queria socá-lo.

– Katherine Beckett tem câncer, coitadinha, não? – ele fez uma cara de falsas condolências que fez com que minhas mãos agissem por contra própria.

Quando percebi o que estava acontecendo já era tarde demais, eu o havia acertado bem no meio do nariz, que agora jorrava um líquido vermelho, os outros diriam sangue, mas nem um ser humano poderia ser tão inescrupuloso, quanto o menino a minha frente.

O diretor saiu apressado de sua sala para ver o que tinha acontecido, com ele vieram o senhor e senhora Beckett.

– Castle. Mills. Para minha sala. Agora!

Acenei com a cabeça um tchau para Johanna e Jim e segui Jones para dentro de sua sala.

– O que aconteceu lá fora? – o diretor perguntou, olhando para mim e para Mills que limpava o sangue na manga do moletom.

Nenhum de nós falou nada. Tudo o que eu menos queria era encrenca, e o Tyler, sendo inspetor do corredor, também não iria querer.

– Eu estava ajudando o Tyler... Uns calouros passaram correndo e o derrubaram. – eu menti, mas o garoto assentiu.

Talvez ele estivesse com medo de levar outro murro. O diretor arqueou uma sobrancelha para mim, resolvendo se aceitaria ou não minha desculpa esfarrapada. Mas parece que ele tinha mais o que fazer, do que ficar dando sermão em nós dois, pois mandou Tyler ir atrás dos garotos que haviam feito aquilo.

Nós saímos da sala, mas assim que viramos no corredor o empurrei contra a parede.

– Se você ousar a falar da Beckett desse jeito, ou espalhar que ela está doente, considere-se um garoto morto. – ameacei-o.

– Relaxa, Castle. Eu não ouvi nada. – ele estava encolhido contra a superfície lisa da parede.

– Você entedeu certo? Nada de sair espalhando o que você não sabe... por que se você o fizer, eu acabo com você!

Notas finais
Espero que tenham gostado, porque eu adorei o Rick socando o Mills. Garoto chato né? Para mais capítulos digite 1 Para gostei/não digite 2 Para nos bater digite 3 Para todas as opções acima deixe seu comentário =3 Beijinhos e até a próxima