Always
1 A Aula de Poções
Harry, Rony e Hermione saíram apressados do Salão Comunal da Grifinória, com os pesados livros da aula de poções quase caindo dos seus braços. Eles tinham certeza que, se chegassem atrasados mais uma vez na temida aula de poções, o Prof. Snape daria uma noite de detenção, e menos 25 pontos da Grifinória para cada um, como havia prometido. Duas vezes, Rony tropeçou na capa e quase caiu, e Hermione já havia derrubado os próprios livros uma vez.
Finalmente, eles chegaram na masmorra onde era a sala de aula de poções. Tentaram chegar discretamente, mas era impossível com a respiração ofegante devido à correria. Snape de repente parou de falar, observando a cena.
—Ora, ora. Parece que os meus três alunos preferidos acabaram de chegar — disse Snape, com a costumeira irritação na voz, quando falava com algum aluno que não fosse de sua amada Sonserina. — Obviamente, creio que não se importem tanto com o preparo de poções. Não é mesmo, Potter?
—Nos importamos sim, Snape — desparou Harry, que já estava cheio do professor. Rony e Hermione lançaram um olhar a Harry de urgência e censura e medo, tudo misturado. Snape lançou um olhar mais do que fulminante a Harry, que agora quase tremia. Snape começou a andar devagarinho ao encontro de Harry que estava, com sempre, do lado de Rony e Hermione. Mione parecia procurar algo entre as vestes... talvez o vira-tempo.
— Desculpe Potter, acho que não ouvi direito. Repita exatamente o que havia falado. —ele estava agora a uns 20 centímetros do rosto de Harry, falando friamente com o mesmo olhar.
—EU FALEI QUE SIM, REALMENTE GOSTAMOS DA MATÉRIA, MAS, COM UM PROFESSOR CHATO COMO VOCÊ, FICA DIFÍCIL DE NOS INTERESSARMOS PELO ASSUNTO — disse Harry, gritando na cara de Snape. Ele tomou ar para continuar de olhos fechados, para não precisar encarar a feição do professor — E ALÉM DO MAIS, MEU NOME É HARRY, CONSEGUE SOLETRAR? OU PRECISO DESENHAR, PARA O MESTRE SUPER-INTELIGENTE DE POÇÕES CONSEGUIR ENTENDER? É HAR-RY! — Ele finalmente abriu os olhos para ver o estrago que havia feito. O prof. Snape agora o olhava com uma cara de espanto, ódio extremo, com um olhar que decididamente poderia competir com o de um basilisco, com os lábios crispados.
— COMO OUSA, POTTER? ALÉM DA DETENÇÃO, VINTE E CINCO PONTOS A MENOS PARA CADA UM, AGORA QUER PERDER CENTO E CINQUENTA PONTOS A MENOS, PARA CADA UM TAMBÉM? — disse Snape, bem mais alto que Harry, e depois continuou — EU TINHA ESCUTADO PERFEITAMENTE DA PRIMEIRA VEZ, MAS POTTER PREFERE SER TOTALMENTE INJUSTO COM TODOS DA SUA CASA. E NUNCA, NUNCA SE REFIRA A MIM SEM “SENHOR” OU “PROFESSOR”. SERÃO QUINHENTOS E VINTE E CINCO PONTOS A MENOS PARA GRIFINÓRIA! QUINHENTOS E VINTE CINCO... — Snape não tirou os olhos dos três um único segundo, fazendo-os tremer. Respirou fundo e examinou-os detalhe por detalhe, como se esperasse alguma coisa a mais para tirar mais pontos de Grifinória, como se já não tivesse sido o bastante. Depois se virou e começou a ser afastar lentamente, com a cabeça erguida.
— Muito bem, creio que já foi o bastante por hoje. Tragam um relatório completo sobre a aula de hoje, detalhado sobre 7 poções, como prepará-las, efeitos e etcétera. Quero esse relatório para a próxima aula, que vai ser segunda feira. Estão liberados. — Snape sentou-se na sua cadeira e encostou sua testa com sua mão apoiada na mesa.
A turma toda da Sonserina e da Grifinória já havia saído, por causa da aula movimentada, e a da Grifinória havia saído apressada por causa dos pontos perdidos. “Provavelmente,”, pensou Harry “foram à biblioteca tentar recuperar os pontos nas próximas aulas”. O trio começou a se levantar meio trêmulos, recolhendo os livros que nem chegaram a usar. Eles foram os últimos a sair da sala.
— Venham aqui — disse Snape de repente, e meio desconfiados, caminharam até a mesa do professor. — Sinceramente, Srta. Granger, Sr. Weasley e... Sr. Potter. — Ele hesitou em se referir a Harry como “senhor”. —Como acham que eu me sinto, depois de preparar conteúdo para a aula, organizar de acordo com o aprendizado de vocês, e chegar aqui e três... alunos se atrasarem 5 minutos na minha aula?...
—Senhor, podemos explicar... — começou Hermione, mas logo Snape retomou a fala.
—Não, não pode Srta. Granger! E... o que é isso? —Snape de repente voltou a atenção a um pequeno objeto que estava na mão de Hermione, e tomando da mão dela —...Um vira-tempo? Sinceramente, Granger! Tentando voltar no passado para recuperar seus... Quantos são mesmo?... Quinhentos e trinta pontos a menos!
—Com licença senhor, mas são 525... — Tentou argumentar Hermione de novo.
— A irritante Sabe-Tudo! Eu sabia que ia fazer isso Granger, por isso, tirei 5 pontos a menos para Grifinória antecipados... —Um pequeno sorriso brotou nos lábios de Snape — E sem contar com esse vira-tempo, Dumbledore sabe da existência desse objeto nos terrenos de Hogwarts?
—A Prof. Minerva deu a ela. Mandou umas quinhentas cartas pro Ministério. — Disse Harry.
—Então, creio que já havia falado pros senhores se retirarem — E... eu fico com isso, Granger. Entrego próxima aula, tenho alguns planos para ele.
Hermione saiu pisando fundo. Não tinha jeito. Eles perderam quase todos os pontos que tinham ganhado, e parte da culpa era dela. Tinha que dar um jeito, então, foi à caminho da biblioteca junto com os outros alunos da Grifinória. Snape voltou à habitual cara de sempre: a cara de impaciência.
— E vocês três... Quero o relatório sobre 15 poções, modo de preparo, efeitos de cada uma, e etcétera. Como havia falado anteriormente. — Disse Snape.
“Mas senhor...” “Professor...” “Eram apenas sete! Sete poções, não se lembra?” Tentaram os bruxinhos, mas nada fez o professor mudar de idéia. Sairam pisando fundo, como Hermione a caminho da biblioteca. No caminho, encontraram o diretor: Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore, mais conhecido pelo último nome.
—Ah! Diretor! Estávamos mesmo querendo falar com você! —Disse Harry.
—Estávamos? Ah... É... Estávamos! —Lembrou-se Rony da aula de poções.
—Sr. Weasley e Harry! O que tanto querem falar comigo?—Disse Dumbledore sorrindo.
—É o prof. Snape, sabe —,Harry disse, fazendo uma careta.
—Pois é! Deu a mim, Harry e Hermione detenção! Além de quinhentos e trinta pontos a menos para Grifinória! Quinhentos e trinta! Poxa, vamos ter que nos esforçar bastante nas próximas aulas... — Disse Rony, indignado.
—Quinhentos e trinta? Vou conversar com Severo. Bem, estou bastante ocupado hoje. Depois digo a decisão dele á vocês. Até mais, Sr. Weasley e Sr. Potter. —Despediu-se Dumbledore. Os meninos entraram na biblioteca e Madame Pince comentou “Outro aluno da Grifinória? Já passou uns 15 por aqui... Devem estar em época dos N.O.M.S”. Hermione estava lendo um livro (o que não era novidade), e, pela e enorme pilha de livros na mesa, pretendia ler muitos. Estava com uma cara furiosa, de quem pode dar um soco na cara de quem falar alguma coisa que não a agrade.
—Mione? Aí está você! —disse Rony.
—O que pensam que estão fazendo? Peguem três, cinco, dez livros nas estantes sobre poções! Quero terminar logo essa atividade de casa! Quero meu vira-tempo de volta. —Hermione respondeu furiosa. Madame Pince olhou com cara feia para Hermione, ela havia falado alto de mais na biblioteca. Harry e Rony pegaram dois livros pra cada um da enorme pilha de Mione.
Pela janela, observaram que devia ser mais ou menos a hora do jantar. Pegaram emprestado a maioria de livros da pilha de Hermione, porque nunca iriam conseguir carregar todos aqueles livros. Passaram nos dormitórios para deixar os livros e depois foram para o banquete que toda noite era servido em Hogwarts. Como sempre, sentaram-se na mesa da Grifinória, pois os colegas ainda estavam chateados com os três. Estavam entre Fred e Jorge, os únicos que pareciam que não haviam parado de falar com o trio.
—Ei, ficamos sabendo da detenção e dos pontos perdidos. —Começou Fred, servindo-se de peru.
—Olhe, ninguém vai parar de falar com vocês por causa desta besteirinha! Por exemplo, veja eu e Fred, já nos metemos em uma enrascada que nos custou... Quantos pontos Fred? —Perguntou Jorge, com a boca cheia de pudim.
—Se não me engano, foram quinhentos e cinqüenta! Nossa, batemos o recorde anual da Grifinória! —Respondeu Fred, com o olhar e o tom de voz sonhador. Mesmo assim, não convenceu Harry, Rony e nem Hermione. Snape, na mesa dos professores a todo momento olhava-os. De vez em quando, puxava assunto com Dumbledore, mas Dumbledore sempre dava por assunto encerrado. Depois do jantar, os três se dirigiram à mesa dos professores, e perguntaram a ele:
—Então, professor, com o que vamos cumprir a nossa... Detenção?— Perguntou Hermione. Dumbledore sorriu.
—Bem lembrado. O senhores ajudar o Prof. Snape e o Sr. Hagrid à pegarem ingredientes para as poções de Severo. —
—Vocês irão precisar de papel de pergaminho e tinta. Se não me engano, faltam uns 5 minutos. Sugiro que vocês irem buscar seus materiais — Disse Snape, meio nervoso. Os três atravessaram o Salão Comunal da Grifinória, e foram na direção dos dormitórios. Harry e Rony foram ao dormitório masculino e pegaram a pena e pergaminho nos malões, e Hermione entrou no dormitório feminino e saiu com os mesmos materiais. Enquanto iam para o Saguão de Entrada, Hermione ficava falando para os garotos não derem tanto trabalho, assim, poderiam tentar ganhar uns pontos para a Grifinória. Antes de bater na porta da cabana de Hagrid, ouviram a voz do Prof. Snape falando com Hagrid.
—Olhe, Hagrid, eu já falei pra você. Eu vou ficar anotando o que você, a Srta. Granger o Sr. Weasley e Potter vão coletar. Eu não tenho jeito pra essas coisas. —A voz de Snape falou.
—Como quiser, Severo. —Disse a voz de Hagrid.
Eles resoveram bater a porta.
—Alô? — Hagrid atendeu, olhando pra fora.
—Aqui, Hagrid! — Gritaram os três em uníssono.
—Ah, muito bem. Sentem-se, querem um chá, um bolinho? —Ofereceu Hagrid.
—Na verdade, Hagrid, eles vinheram aqui para cumprir a sua merecida detenção, e não se empanturrar de comida. Tiveram a chance lá no jantar —Disse rigidamente Snape.
— Com todo o respeito senhor —, começou Rony, se adiantando pra pegar uma xícara de chá — o senhor também teve a oportunidade lá no Salão e está aí, com uma xícara cheia.
Snape o encarou, mas Rony nem ligou. Estava feliz com sua xícara de chá.
—Bem, agora peguem seus materiais que pedi. Vou ditar o que precisamos coletar. —Snape avisou.
Notas finais
OBS: Não se importem se eu chamar ele de Severo, eu peguei essa mania de Dumbledore.
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