Always

6 шест


Notas iniciais
:3 E aí, galera?

Ressentida, acordei duas hora depois.

Abro os olhos lentamente, deparando-me com a imagem distorcida do meu amario.

No fundo eu me sentia feliz por estar de volta em casa, mas a dor na cabeça só piorava a cada segundo.

No silêncio, reparei sons estranhos vindo lá de baixo. Parecia um choro excessivo da parte da minha mãe.

Tentei me levantar, falhando miseravelmente com o resultado desanimador das pernas trêmulas. Arrisquei-me novamente, o que gerou em uma tontura profunda na cabeça.

Graças às forças superiores, consegui me segurar na cama a tempo de não cair no chão.

Manquei para fora do quarto até o corredor branco e deserto. Do hall dava pra escultar o choramingo de mamãe na sala. Ela berrava sem parar estar perdendo sua única filha.

— O médico disse que ela tem apenas quinze dias de vida. Você sabe o que isso significa? Nossa filha está morrendo, vamos perde-la definitivamente.

Aquilo doeu. Doeu tanto. Ouvir a minha mãe falar essas coisas corrompeu qualquer laço de força que eu tinha. A agonia e o medo entrou no meu peito.

As lágrimas caiam sem qualquer esforço.

— Meu amor, temos que ser fortes. — papai tentava acalma-la. — Ela é a nossa princesa... Nós não podemos parecer desesperados.

— E como você acha que vou conseguir tirar forças para dizer isso a Katherine? — foi a vez dela dizer.

— Não vamos. — murmurou em resposta.

Voltei para o meu quarto claudicando. Deitei-me na cama, pedindo para por dormir muito mais tempo sem me preocupar com o amanhã.

Meu corpo se tornara tão frágil que um simples impacto deixaria marcas eternas. Essa marca era a doença.

Acabei apagando de tanto chorar. Eu estava preparada pra morrer? Você está?

Acordei na manhã seguinte me sentindo muito melhor. Andei até à cozinha para tomar café da manhã sem mancar tanto, embora ainda doesse.

Papai e mamãe ficaram felizes em me ver viva e comendo. Disseram que me amavam muito e estava tudo bem.

Em momento algum citaram que eu estava prestes a morrer em cerca de 15 dias, apenas que o médico me deu alta por alguns dias.

Me ofereci para jogar o lixo do lado de fora, afinal, "trabalhar" nos ajuda a se sentir vivos.

Vi Henry na frente da casa dele. Estava brincando de skate com um garoto ruivo.

Quando me viu, decidiu se aproximar sorrateiramente.

— Pelo visto já está se sentindo melhor. Você quase morreu. — comentou ele, me olhando de canto de olho.

— Ainda estou semi morta. — experimentei abrir um sorriso.

Quando ele fez careta, me lembrei que odiava humor mórbido.

— Seus pais estavam muito triste. — disse Henry, muito sério.

Decidi agir como o mesmo.

— Sim, eu sei. Anos de câncer... A leucemia deixa muito buracos estragados e constantes na família.

— Bom, eu já estive doente antes mas agora estou bem. Espero que também fique. — foi a ingenuidade de Henry que mais me doeu. Eu não ia ficar bem. Eu estava morrendo.

— Sabe qual é a parte pior de morrendo? — perguntei.

— Qual?

— Estar morrendo e nunca der beijado ninguém. — desabafei brincalhona, suspirando dramaticamente.

Henry abriu um sorriso.

— Eu e o meu amigo ali, Calebe, — apontou com um gesto para o garoto ruivo. — estamos indo nos vingar.

— Vingar? — indaguei, franzindo um pouco a sobrancelha.

— Sim, do professor dele. — explicou. — Parece que andou irritadinho depois de ser rejeitado pela mãe do cara e agora tá dando notas vermelhas com injustiça.

Abri um sorriso.

— Quer ir com a gente? Vamos jogar cinco tubos de papel genínico na casa dele.

— Sim. — respondi. — Um segundo.

Voltei para dentro de casa, pedindo autorização pros nossos pais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.