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4 Chapter Three - You're Beautiful


Notas iniciais
Dois meses para publicar... Este novo capítulo TÃO CURTO!!! TOT
Preciso criar vergonha na cara... PERDOEM-ME!!
"Mas o meu objetivo não era de fazer capítulos curtos?"
Sim, era isso. Mas em média dos últimos dois capítulos, a quantidade de palavras eram de 1,000 para 1,500...
Realmente sinto muito se os leitores/leitoras se desapontara, mas prometo que o próximo capítulo será um pouco mais 'longo' T T
O trecho da música pertence ao James Blunt, da música 'You're Beautiful'.
Well, boa leitura.

Chapter Three

“You’re Beautiful”

“Você é linda.

Você é linda.

Você é linda, é verdade.”

À tarde de verão daquele dia era quente. Quente até por demais. Tanto que fui obrigado a despir o casaco, e lá estava a minha bata... Idiota. Mas graças, as sombras das árvores o disfarçavam.

Mas não importava se estava quente ou não. Porque eu tinha uma companhia.

A companhia de Lílian Evans.

Ela me pegou desprevenido enquanto andava distraído pelo chão de concreto rachado, ela me puxara para dentro de uma moita e tinha um lugar perfeito para poder conversarmos sem sermos interrompidos.

Sem os barulhos irritantes de Petúnia Evans, para ser específico.

A meu ver, claro. Lílian apenas queria um sossego. Pois ela estava ciente que se a sua irmã estivesse ao lado ou por perto, daria um jeito de ter um acesso de gritos e fúria para arrastá-la de volta para casa, ameaçando-a que iria contar para os pais. Coisas desse gênero.

Com esta é a terceira vez que estamos conversando depois daquele incidente de algumas semanas atrás.

Primeira vez foi para conhecermos. Algumas palavras no parquinho abandonado.


Um olá.

Nomes apresentados.

Pedidos de desculpas.

E duas perguntas.


“- O que você quis dizer com “eu sou uma bruxa”?”

“-... Você também consegue flutuar os objetos?”

Algumas respostas.

Algumas exclamações.

Uma mão suada.

Um obrigado.

E um “até logo”.

A segunda foi para esclarecer outras perguntas. Também foi para conhecermos melhor. Sobre nós mesmo... Incluindo a nossa família.

E aqui estamos, no rebate da pergunta e resposta outra vez.

Mesmo ela tentando se controlar, sempre, em uma hora certa se exalta. Euforia borbulhava e se transbordava, pelas exclamações ou até mesmo em um sorriso. Algumas perguntas bobas e outras mais complexas que apesar de tentar, ela não ficava muito satisfeita, pois ainda restava uma mescla de dúvida. Há poucos minutos ela até ergueu um graveto no ar! Girando-o lentamente feito uma varinha. Imaginações de criança... De menina sonhadora. Tão encantadoras...

Sorrisos.

Ah, como ela sorria...! Quanto mais falava do Mundo dos Bruxos mais sorrisos, mais de Hogwarts mais emoções. Às vezes tinha que dar uma pausa e tatear o meu rosto, atrás de curvaturas no canto da boca para ver se eu estava sorrindo bobo. Muitas vezes desviava o olhar automaticamente, para não me perder. E confesso, era uma luta para poder desviar...

Mas era conversa a empolgava demais, tornando-a um tanto insensível. Ou as suas perguntas eram cruéis demais.


“- O seu pai não gosta de magia?”

A sua inocência era de se admirar até.

Já perdi a conta de quantas folhas já rasguei em pedaços desiguais. Um monte deles? Generalizando...

–Severo?

Foi no momento que a minha vaga mente foi bofetada com sua doce chamada. Fazendo-me reagir, elevando o olhar dos meus sapatos desgastados até o seu olhar.

– Quê? – exclamei. Senti os meus músculos se movendo na região da minha boca, mas minhas mãos estavam ocupadas demais rasgando as folhas. Talvez eu estivesse sorrindo. Discretamente.

Rezei que fosse discreto.

– Me fale outra vez dos dementadores. – a sua expressão era um pouco séria. Até se ajeitara para sentar-se melhor.

Arqueei uma sobrancelha.

– Para que quer saber sobre eles?
Ela estava um pouco agitada, mas percebi que ela estava tentando disfarçar com uma seriedade inútil. Levou uma mão até uma das mechas vermelhas de seus cabelos e colocou-as atrás da orelha. Ela deu um leve suspiro e juntou as mãos nos joelhos. Estava apreensiva.

– Se eu usar magia fora da escola...

– Não entregariam você aos dementadores só por isso! – quase berrei, quase me levantei. O calor que subiu até a minha testa desceu até as maçãs do rosto, em um leve constrangimento. Baixei o olhar. – São para pessoas que fazem coisas realmente ruins. – estremeci um pouco. – Os dementadores guardam a prisão dos bruxos, Azkaban. Você não vai para Azkabam, você é... – baixei ainda mais a voz. – você é muito... – peguei um tufo de folhas, quantos coubessem em palma da minha mão e tratei de rasgá-los. Nervoso.

Sentia muito calor, e não era por causa da tarde quente. O meu rosto estava quente, e o culpado não era o sol.

Era pelo quase erro cometido. De dizer palavras repentinas em momento não adequado.

Tentei até pronunciar, continuar. Mas algo me impedia, ficavam entalados na garganta e de lá não queriam sair. Lílian achou curioso, porque ficou encarando-me por um bom tempo.





Você é linda.

Não tem nada a ver com o motivo de você não ir para Azkaban. Se eu estivesse dito, você acharia esquisito. Estranharia, tenho certeza.

Mas não posso fazer nada. Veio do nada em minha mente.

...Você é linda.

Notas finais
Fin.
Sinto muito, foi curto, não foi?? T T
Sei que está meio monótono. Devem se perguntar:
"Quando eles vão para o Hogwarts??"
"Quero ver logo o Thiago vai se encrencar com o Snape!!"
"Briga! Briga!! Ciúmes!! ROUBE-A DELE, SNAPE!!"
... Well, uma confissão só para compensar o curto capítulo.
No próximo capítulo já vai começar as lembranças em Hogwarts. Espero que contem os dias para poder ler o próximo capítulo.
Um Happy Christmas, leitores!
Até o próximo capítulo!