Alvorecer
1 Prólogo
Notas iniciais
O avião pousou. Na sala de desembarque, respirei fundo o novo (e conhecido) ar. Fiquei ali, com minha bolsa de mão junto ao corpo, usando-a como uma barreira única de proteção sob tudo o que me aguardava, esperando minha mala. Ir ao Brasil outra vez estava na lista das coisas pra fazer antes de morrer, mas morar aqui novamente eram outros quinhentos. Será que meu pai vai me reconhecer? Ou melhor, será que eu vou reconhecê-lo? Não que não nos importássemos um com o outro, mas nós já não nos víamos há uns quatro anos, desde que ele foi me visitar em Nova Iorque, onde eu morava com minha mãe. Estava em altos pensamentos quando me dei por conta que minha mala já estava na minha frente e eu quase a deixo passar. Peguei-a e levantei o puxador, encaminhando-me para eu achava que deveria ir. Passei pela porta e identifiquei um homem com uma placa com meu nome: "Violeta". Ainda prefiro sem esse "a", mas talvez seja só uma questão de costume considerando que passei toda uma vida vendo minha mãe escrever doutro jeito. Fui até ele, que me abraçou dizendo "Oi, filha!".
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