Alvorecer

2 O Rio de Janeiro diz Olá


Notas iniciais
Desculpem a demora, andei ocupada com o fim de ano, Natal, formatura, curso... Mas agora voltei com tudo e não pretendo parar tão cedo. Preparados ou não, lá vou eu!

A cada rua fora do aeroporto eu via uma coisa nova, pessoas novas, de formas novas. Meu pai passou pela praia de propósito, ao que pude ver o quão lindo realmente é. Certas estão as pessoas em falar tantos bocados sobre Copacabana, nunca vi nada tão encantador. Eu já a conhecia, está certo, mas foi mágico como deve ter sido da primeira vez. Quem dera eu lembrar quando foi.

–E então... filha, — disse meu pai, interrompendo meus pensamentos — preparada para essa mudança?

–Não exatamente — respondi.

–Ah... filha, aposto que vais gostar muito de viver aqui. É tão alegre, tão colorido, se quiser, te levo numa escola de samba pra ver como é! Se gostares, pode até aprender a sambar!

Não respondi, ele estava me parecendo tão animado. Mas será que poderia parar de me chamar de "filha"?

–Mas se você não quiser, então tudo bem — o sorriso dele diminuiu um tanto — quer ir pra casa?

–Sim, aonde mais eu iria? — falei.

–Sei lá, filha... Talvez quisesse ir ver o Corcovado, o Cristo, Pão de Açucar, são tantos lugares — ofereceu-me ele.

–Melhor não, Fernando, vamos pra casa, quero arrumar minhas coisas, tomar um banho... — sentí-me um pouco rude — mas obrigado de qualquer jeito.

Chegamos ao apartamento no qual eu moraria nos próximos anos da minha vida. Era a uma quadra de copacabana, basicamente na rua de trás aquela que todo mundo conhece. Parecia ser um bom lugar para se morar; Fomos até meu quarto, que era uma suíte... O quarto era todo rosa, meu pai deve ter pintado quando ficou sabendo que eu viria, pois a mobília era marrom, básica, como se fosse um quarto pra visitas.

–Depois deixaremos do jeito que você quiser — ele disse — eu prometo — não respondi, então ele completou — bom... agora vou deixá-la sozinha, deve estar querendo um momento só pra você. Te vejo mais tarde. Te amo, tchau — ele fez 'beijinho' com a boca e saiu, deixando a porta aberta.

Levantei e a fechei. Me joguei na cama sem pensar duas vezes depois disso... bem no centro do quarto, preparando meu próprio eu para a cachoeira que viria a seguir. Desabei em lágrimas. Quanto sentimentalismo! Que saudades sentia dos meus avós, dos meus amigos... quanta coisa que deixei pra trás; que saudades da mamãe. A água corria pelo meu rosto e molhava meu travesseiro sem dó nem piedade. Eu não deveria estar assim. Eu não sou assim! Nunca fui.

Fiquei ali, deitada, agarrada às minhas pernas por algum tempo. Podem ser sido dez minutos, podem ter sido duas horas que passei imaginando o que seria da minha vida agora. Acabei dormindo, e que bom, já não aguentava mais essas minhas sentimentalidades!

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.