Alvorada do Apocalipse

6 Capitulo 6 - A Tarde Tranquila.


Notas iniciais
Novo Capitulo GOOOO xD

Meu corpo fumaçava, os ferimentos faziam com que eu não conseguisse me movimentar, e sem abrir os olhos ainda, eu levantei meu braço procurando algo para tocar, e encontro um rosto aquela pele leve, e suave, era a Teena com sua pele branca e cabelos pretos, seus olhos azuis, sua boca sempre avermelhada, eu abri um olho, que fumaçava, e enquanto isso a minha iris, ia se transformando e tornando tudo mais real, abri o outro olho que passou pela mesma sensação, a Teena sempre foi como uma irmã pra mim, ela me tratava de forma com a qual a minha mãe a unica pessoa a qual pude me segurar antes, agora era a Teena quem tomava conta desse sentimento, enquanto colocava um pano na minha testa, eu o tirei, e a fumaça que saia do meu corpo aliviava e regenerava meus ferimentos, até que estava por completo e novo.

– Gente, o Hipo está bem! — A Teena gritou e todos vieram me ver, menos o Phil.

– Cadê... o Phil ? — Falei calmo e rouco.

– Ele foi caçar algo para comermos. — Jhon falou enquanto me ajudava a levantar.

– Mas e os Suplementos ?

– O Mike fugiu com todos eles, o vigarista só se aproveitou da nossa coragem e quantidade. — Jhon me Explicou

– Miserável — Disse meio raivoso.

Phil chegou naquele momento com nada nas mãos e quando todos perguntaram o que ele tinha obtido e o que ele apenas fez foi fazer um sinal com a cabeça negativamente, ele não tinha conseguido nada, até que lembrei de que tive a ideia de colocar alguns suplementos na mochila de cada um enquanto dormiam na noite antes da viagem, pois se caso acontecesse de se perder, teriam o que comer, e mandei abrirem suas mochilas.

– Caramba! Mas como assim? — Jhon falou e eu expliquei o por que dos suplementos estarem la.

– Nossa, vocês não olham suas coisas a dias. — Falei

Então assim eu deixei todos comendo, não estava com fome, quando eu sempre estava em meu modo "forte e rapido" eu não sentia fome e muito menos depois de voltar ao estado normal, e ai fui me sentar na beira do rio a qual havíamos parado, que estava também próximo a uma queda de cachoeira, e então tirei meu tênis e enfiei meus pés na água gelada, a sensação foi ótima, sentir aquilo depois de tanto tempo... então comecei a olhar pro céu e imaginar o tanto de coisas que poderia ter feito todo esse tempo e quantas coisas inacreditáveis estavam por vir, será que Windeljor ainda havia sobreviventes? Talvez o governo tenha destruído e feito uma invasão, não tinha internet nem sinal de rádio, tv ou ao menos um jornal papelado, será que estava pondo todos em perigo? eu sou o errado dessa história, estou sendo mandado para uma missão suicida, estaria eu me entregando para o governo ? Enfrentar diretamente o governo com meu poder seria o suficiente ? Mas ai seria o meu ultimo suspiro, mas eu queria salvar o mundo e não só a mim, queria livrar o povo desses nojentos corruptos e controladores universais, queria que tudo fosse verdade e o mundo enxergasse a quantidade de problemas que rodeavam nosso mundo, e eu e a Julie ? Daria tudo certo ? Só eu prevendo o futuro.

– Ei, Vamos nadar. — Julie passou e falou para mim, enquanto isso o Phil estava arrumando sua barraca, e os outros também mas ele não ia dormir ele ia ficar vigiando a noite pois ele disse que eu ja tinha passado muitos dias vigiando, foram dormir depois de arrumar as barracas enquanto isso segurei a Julie e ela ficou um pouco sentada.

– Tá, vamos logo antes que o sol se ponha. — Ela concordou e tirou a blusa e o short eu retirei a camisa e fiquei de short, então entramos na água que era azulada e muito limpa, era até suave nadar nela, e ainda mais com o som de uma cachoeira caindo.

– Hipo, sinto falta de nadar, ter feito natação não foi só uma opção dos meus pais, sempre quis nadar, eu achava legal e eu gostava. — Isso me veio na mente as várias competições dela nadando que eu presenciei.

– Eu sei, eu sentia isso no seu olhar, era difícil não notar.

– Hipo, você leu meu diário, eu disse uma coisa a qual eu não deveria dizer. — Ela foi se aproximando enquanto falava — Mas, e em quanto a você ? Você sente o mesmo ?

– Eu sempre senti, não dava para perceber ? Eu sempre te amei Julie... — falei calmo e aliviado por ter compartilhado isso logo com ela.

– Hipo, se eu pedisse para você me beijar, me beijaria ? — Ela falou envergonhada.

– Nunca... iria negar algo que eu tanto quero. — Respondi muito nervoso.

– Então me beije, mate essa vontade que tanto me persegue. — Sem pensar duas vezes segurei sua cintura aproximei meu corpo ao dela, enquanto nossos rostos estavam colados um ao outro, nossos lábios se tocaram, e foi mágico, e quando nossas bocas se abriram para o beijo o verdadeiro beijo, foi que tudo se tornou sonho, enquanto ela apertava minha nuca e eu segurava com minha mão seu rosto e com a outra sua cintura, quando terminamos o beijo ficamos submersos na água nós olhando e ai a dúvida me surgiu na cabeça: Seria ela mesmo a quem eu amava ? Ou eu estava enganado ? Eu senti algo diferente quando toquei a Teena hoje, eu lembrei da frase do Phil lá na caverna e então será mesmo que era ela ?

– Vamos dormir. — Concordei, e ela prosseguiu pra sua barraca e eu para a minha então dormi pensando naquele beijo e naquele toque diferente com a Teena.

Quando acordei mais cedo que todos, alonguei os músculos e molhei o rosto na água do rio, e então pude notar que o Phil estava sentado numa rocha alta e grande que servia até como um trampolim para pular no rio, caminhei firmemente até ele, e então sentei, ele estava rebatendo algumas pedrinhas na água que pulavam sobe água.

– Phil, tudo bem ? — Quando eu falei pude notar que ele abaixou a cabeça e lágrimas caíram do teu rosto, com tanta vontade eu segurei seu ombro. — O que aconteceu ? Você sabe que... — Ele me interrompeu.

– Sei, e por isso irei falar, Hipo será que existe um proposito ? Será que minha mãe morreu em vão ? Sinto sua falta, mas eu queria um motivo pela sua morte, eu sou fraco, eu não fui capaz de salva-la da morte, e minha irmã? Eu nem me salvei, E-eu... — Eu o interrompi calmamente.

– Phil, você ... — Ele rebateu.

– É FRACO! EU SOU FRACO! EU NÃO PUDE ME SALVAR, COMO SALVARIA MINHA MÃE, EU SOU INÚTIL! — Ele gritou enquanto segurava minha camisa e depois apoiou sua cabeça no meu ombro enquanto ainda segurava a minha camisa, imediatamente eu puxei sua cabeça para frente.

– Você pode ser tudo, menos fraco, está vivo aqui não por ser fraco, os fracos não sobrevivem, sua mãe se sacrificou por você, ela é forte por que foi capaz de dar sua vida pela a sua, mas foi a força do amor que ela sente por tu, querendo ou não, aceite os fatos, encare que agora terá que lutar para sobreviver. — Ele abaixou a cabeça e consentiu, e imediatamente enxugou sua lágrimas e mudou o assunto.

– Hipo, eu penso que seu pai está te testando, acho que ele quer que você esteja preparado, para um ataque futuro do governo, ele te deu esse poder por um propósito, a qual queria te salvar. — Ele era muito ingênuo.

– Com certeza não, ele me odeia Phil, ele jurou que eu poderia ter minha vingança.

– E você pretende tê-la?

– Na medida da minha teoria ? Diria que eu seria um psicopata por querer vingança com o meu pai, mas ele já não é meu pai, é um sangue de um infectado que corre nas minhas veias, são nano-robôs.

– Eu não te julgaria dessa forma.

Nesse Momento um helicóptero parou acima de nós, e todos acordaram, eu e o Phil colocamos as mãos protegendo o rosto pelo fato do vento das hélices serem muito fortes, então imediatamente sem pensar duas vezes a Teena gritou:

– Hipo!!! — Ela pensou que iriam me levar mas na verdade, caiu um tipo de aparelho nas minhas mãos e o helicóptero seguiu em frente.

Eu toquei naquilo, e comecei a procurar um botão para fazer aquilo funcionar, e então todos começaram a se aproximar de mim e do Phil para saber o que teriam me entregado, acharam primeiramente que seria uma bomba, mas não era, e quando menos esperei toquei em algo que fez aquilo ligar.

– Aah, a transmissão começou, comecei a achar que você não tinha capacidade para ligar isso, bem, isso está sendo transmitido ao vivo. — Era o meu pai, e ele começou a mudar a feição para vingativo e mal. — Vejo que já utilizou suas chances três vezes, bem imaginei que pudesse ter uma chance te enfrentar, mas parece que não, terrível saber que vai morrer nesse mundo, queria te matar antes que o mundo o fizesse, mas se deseja morrer me matando, ou salvando seus amigos se conseguir me ultrapassar, é uma escolha, você passou por aqui, Countinhalter, lembra-se ? Me Encontro na Prefeitura, a sede do governo é aqui, você tem a informação que precisa para livrar o mundo disso, mas pode custar a sua vida, escolha. — E o aparelho desligou.

– O que vai fazer Hipo? Prefiro morrer aqui do que perder meus amigos, e logo você quem me ajudou para estar aqui vivo. — O Phil falou enquanto segurava meus ombros e todos concordavam.

– Eu daria a vida por todos aqui, e vocês sabem disso, mas não é só a vida de vocês que está em jogo, é das gerações que virão... — Eu falei, confiante.

– Então você vai ? — Jhon perguntou.

– Sim, mas antes, Windeljor precisa nos ajudar. — Me levantei e fiz um sinal de que precisávamos ir, todos se arrumaram suas coisas e fomos em direção a Windeljor.

Enquanto andávamos e eu na frente com uma tocha pois já era noite, a Teena apressou seus passos e chegou ao meu lado:

– Você a beijou não foi ? — Ela estava nervosa.

– Sim, mas... eu tenho dúvidas agora quanto aos meus sentimentos... Quando eu te toquei, quando te beijei, não foi algo ao qual eu esperava mas foi diferente, foi mais forte. — Ela meio que ficou envergonhada e eu duvidoso.

– Isso não muda o fato de que tu não sabe o quer, decida-se por favor Hipo, meu coração durou muito tempo para entregar a você, e ele se quebrar nesse momento...

– Eu tomarei a decisão cabível, Teena, mas eu tenho algo a te dizer antes que prossiga para perto do grupo lá atrás...

– O que ? — Ela se virou enquanto já estava indo.

– Eu te amo... É o que os meus sentimentos dizem nesse momento.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.