Alvo a Abater
30 Capítulo 30 - Narrado por Jasper Cullen
Capítulo 30 – Narrado por Jasper Cullen
Estava tudo uma grande confusão. Eu tentava acalmar a Alice, mas estava demasiado longe dela, por isso tentava gritar, mas Emmett e Carlisle estavam a lutar, a CIA tentava separá-los, eu tinha uma arma apontada há minha cabeça e as raparigas estavam em estado de choque, numa histeria total, ao berros e gritar pela Rosalie. Rosalie tinha sido baleada, por acidente, no diafragma. Se ela não recebesse ajuda imediata, morreria de certeza. Mas porque raio é que o Emmett tinha decidido começar à pancada com o nosso pai? Foi mesmo uma atitude estúpida, completamente estilo do Emmett: primeiro faz, depois pensa.
-Alice! – voltei a gritar. A minha pequena estava a gritar, a chorar, a berrar, a contorcer-se toda no chão, deixando pequenas gotas de sangue caírem da sua perna ferida para o chão. Se ela se mexesse mais, iria perder mais sangue, e ela também acabaria por morrer.
Muito bem, Jasper, pensa. O que posso fazer? Ela está do outro lado do campo, por isso, para a acalmar (e me ouvir) preciso de ir até ela. Como? Podia correr até lá, mas de certeza que iria ser alvejado. Podia tentar… será que se eu metesse aquele estúpido atirador que me está neste momento a apontar a arma a dormir, seria crime? Depende da gravidade…
Com um reflexo rápido bati com a mão no cano da arma, atirando-a para bem longe dali. O atirador ficou confuso e dei-lhe um murro mesmo no meio dos olhos. Caiu para trás completamente inconsciente. Corri até Alice que ainda estava a gritar pela Rose e encostei a sua cabeça ao meu peito, mantendo-a ali a chorar copiosamente.
-A minha irmã…
-Eu sei, Alice, eu sei – falei apertando-a mais a mim. Perder um irmão era horrível, eu sabia isso, porque o Emmett já esteve ás portas da morte devido à… Rosalie.
Era estranho como as coisas se inverteram para eles os dois. O Emmett levou um tiro da Rosalie e correu risco de vida. Agora, a Rosalie levou um tiro, não de Emmett, mas foi ele que causou a situação, e agora é ela que está em risco de vida.
O nosso pai caiu no chão, a sangrar do nariz e da boca. OMG, o que o Emmett lhe tinha feito!
Quando ele se levantou, é que percebeu o erro que tinha feito. O seu rosto gelou e correu para Rose.
-Não… não… não… a minha Rose não! Rose, por favor, aguenta! Amor, eu adoro-te, por favor, não me faças viver sem ti!
Coitado, nunca o tinha visto assim! Ele estava mesmo preocupado com a Rosalie!
-Todos quietos! – gritou alguém, mas ninguém prestou atenção.
-Jazz, eu tenho um telemóvel dentro do meu bolso – sussurrou ela. – Eu tenho uns amigos meus que vivem em Port Angels. Se eu conseguir contactá-los…
-Alice, o que estás a pensar! É demasiado arriscado! – falei no mesmo tom, mesmo não sendo preciso porque todos estavam aos berros.
-Eu preciso de ajuda, Jasper. Ela precisa de ajuda.
O que eu fazia? Eu amava Alice e nós precisávamos de ajuda urgentemente, mas eu não a podia deixar correr aquele risco tão grande que é fazer uma ligação enquanto estamos reféns.
-Tive uma ideia, amor. Tu sabes onde é que estão as armas que nos tiraram?
Ela acenou com a cabeça.
-Onde, Alice?
-Mesmo atrás de nós – falou ela, ainda mais baixinho, num som tão inaudível que era praticamente impossível ouvi-la.
Olhei para trás imediatamente, e vi um saco gigante ao fundo. Era onde elas deviam de estar.
-Vem comigo – falei e rastejei até lá. Ninguém nos viu, tal era a confusão que estava na clareira.
-Qual é o teu plano?
-Eu li há alguns tempos atrás uma táctica que foi usada na segunda Guerra Mundial. Vamos fazer barulho sem acertarmos alguém – falei. Eu sabia que o meu plano era infalível.
-Eu tive uma ideia melhor, Jasper. Enquanto tu fazes barulho, eu acerto nos atiradores.
-Como? Eles saberiam a trajectória! – exclamei. Ela podia morrer, era demasiado arriscado.
-Não se eu estiver nas árvores. E como os ramos são muito juntos uns dos outros, eu conseguiria fugir.
-É muito arriscado, Alice.
-Eu gosto de coisas arriscadas – disse ela sorrindo. Só mesmo a Alice para me saber dar a volta. No entanto, continuava a ser muito arriscado. A altura das árvores era enorme, ela podia magoar-se.
-Alice…
-Eu consigo – finalizou ela.
Tive que aceitar, apesar de discordar. Não me agradava nada a ideia de ela ser exposta a mais perigo.
-E a tua perna? – perguntei eu, na esperança que ela se lembrasse repentinamente dela e desistisse da ideia maluca de ser uma monkey girl.
Ela olhou um pouco para a perna e depois falou:
-Nada que eu não aguente. Já levei piores.
Revirei os olhos. Das duas, uma: ou ela estava a dizer a verdade, ou ela estava a armar-se em forte. De qualquer das maneiras, eu estava de frente para uma das melhores agentes secretas do FBI, por isso, era normal ela não se importar muito com a dor (pelo menos enquanto não chega ao hospital).
Aproximei-me lentamente dela e beijei-a. Ela correspondeu ao meu beijo, como eu sabia que ela faria. Eu sabia que ela me amava, e eu também a amava. Com é que eu sei isto? É muito simples: sei isto, desde que a vi, naquela discoteca. A maneira de ela ser, espontânea, criativa e fiel, os seus olhos, o seu sorriso… tudo me encantava nela. E eu amava-a. Por todas as coisas que gostava nela, e por todas as outras que eu não gostava e que viria a conhecer (se ela me deixasse).
O beijo acabou demasiado rápido para mim, mas os olhos da minha pequena mostraram preocupação.
-Podemos falar disto mais tarde? Agora temos uma missão.
Ela parecia um pouco atrapalhada. Eu não queria ultrapassar a fronteira que existia entre nós, não a queria forçar a nada. Que burro! Ela se calhar até tem namorado!
-Claro que sim. Temos uma missão.
-Muito bem, eu vou subir. Fazemos um circulo há volta deles: eu vou pelo lado direito, tu pelo lado esquerdo.
Ela trepou a uma árvore com munições e uma metralhadora. Fiquei a vê-la e quando ela acenou, fui pelo lado esquerdo, como tínhamos acordado. Começámos a fazer barulho com as metralhadoras e vi que todos gelaram na clareira. Depois, os agentes secretos começaram a evacuá-los. Tal como nós queríamos. Com tudo aquilo, Jacob e Vanessa conseguiram sair dali, embrenhando-se na floresta. Mais tarde iria ter com eles.
Continuei a andar e a disparar, tentando acertar nos nossos “raptores”. Não era fácil, pois eles estavam todos juntos. Ainda bem que a minha Alice não estava ali, no entanto, era bastante horrível ver Rosalie nos braços de Emmett quase inanimada e Emmett a chorar furiosamente, pedindo para ela se manter consciente.
Zac passou mesmo à minha frente e ele deve de ter visto a minha sombra, porque perguntou logo:
-Jasper?
-Fala mais baixo, por favor.
-És tu que estás a fazer isto? – perguntou ele entrando um pouco mais para a densidade da floresta. Também me afastei um pouco, para termos um pouco mais de privacidade para falarmos.
-Eu e a Alice – respondi.
-O que é suposto fazermos?
-Tenta recuperar os máximos que puderes, mas sê discreto. Depois disto devemos retornar a Port Angels para tratar da Rosalie, da Vanessa e da Alice.
-O Emmett levou uma bala, mas foi de raspão – informou-me Zac. – Vou ser discreto. A Vanessa, viste-a?
-Está com o Jacob. Já saíram da confusão.
-OK. Fico mais descansado.
Zac saiu e enfiou-se na confusão. Não prestei mais atenção nele, apenas nos alvos. Conseguia ver algumas folhas de árvores a moverem-se, possivelmente porque Alice se mexia lá em cima. Se ela caísse… era capaz de me matar. Quem devia de ir lá para cima era eu, ela devia de ter ficado em terra.
Fiz pontaria a um dos agentes do FBI e acertei-lhe em cheio no peito. Caiu para o lado com um som surdo. Continuei a correr e parei há espera que eles corressem mais um pouco.
Em poucos minutos, a clareira estava deserta.
Voltei para onde tinha partido. Alice estava a descer de uma árvore agilmente. Quando aterrou no chão sorriu para mim.
-Correu tudo bem.
-Sim, realmente correu tudo bem. Felizmente – concordei.
-Jasper! – chamou alguém conhecido, que eu não reconheci imediatamente. Virei-me para trás e vi Zac, trazendo atrás dele, todos da nossa família e da de Alice. O meu pai carregava Esme nos braços, que ainda estava inanimada.
Realmente, tudo tinha acabo bem.
Notas finais
XOXO
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