Notas iniciais
Olha eu de novo! Bom, nesse capítulo teremos uma grande participação de Dominique. Ela vai se "estranhar" com o Alvo, como disse, ela preencherá bem o espaço do Scorpius. Esse capítulo também é bem engraçado... Bom lá vai!

Na ceia de Natal, todos estavam cheios de tanta comida. Gina havia feito um frango especial para Gui, que o comeu de uma só vez. Luna e Alice, que adoravam pudim, comeram uma fôrma inteira. Rony e Harry discutiam com Neville os novos jogadores de futebol da Irlanda. Hugo não parava de fotografar as pessoas com a máquina nova. Hermione estranhara:

-Rosa, essa não é a sua máquina?

-É... Resolvi dá-la ao Hugo... Não uso ela muito mesmo... –disse, com um pouco de amargura na voz.

-Ah, e foi por uma boa troca, mamãe! –disse Hugo enquanto a irmã lhe lançava um olhar de censura. –Faça pose para a foto, Rosa!

Rosa, em vez de sorrir, deu às costas ao irmão.

-Tiago, eu posso vir aqui nas férias? Quero dizer, na sua casa? –Alvo ouviu Fred perguntar.

-Claro que pode, irmãozinho! –respondeu Tiago. –Posso te ensinar alguns feitiços e posso te mostrar o Teddy! Faz tempo que você não o vê...

-Falando em Teddy, ele não vem? –perguntou Alvo.

-É verdade... Mamãe, Teddy não vem? –perguntou Tiago.

-Não... –respondeu Gina. -Nem ele nem Victoire... Os dois voltaram para o Egito...

-Mas a Victoire não volta mais para Hogwarts? –perguntou Rosa.

-Claro que volta! Só que ela pode aparatar... –disse Hermione.

-Não em Hogwarts! –retorquiu Rosa.

-Na plataforma... –disse Hermione.

E eles continuaram a comer. Alvo, um pouco zangado com o jeito que Tiago tratava Fred, bem melhor que ele, mas tentou se distrair conversando sobre Hogwarts com a irmã, o que não foi uma boa ideia.

-Não me conformo! –resmungou Lilí.

-Com o quê? –perguntou Luna.

-Todos podem ir para Hogwarts e aparatar, menos eu!

-Ah, mas logo, logo, você vai...

-Que lindo seu colar, dinda! –exclamou Lilí.

Alvo olhou para Luna. Ela usava um colar em forma de pedra, mas com olhos.

-O que é? –perguntou Alvo.

-É um noopá. –disse Luna.

-E o que é isso? –perguntaram Alvo e Lilí ao mesmo tempo.

-São animaizinhos bem raros, os noopás... –disse Luna com o seu jeito sonhador, que Alvo estava acostumado a ouvir os pais e os tios comentarem. –São facilmente confundidos com pedras, mas isso é só uma camuflagem que o noopá usa para se proteger dos predadores que geralmente são fólpstes ou gionagues...

-“Fólps” o quê? –perguntou Lilí.

- Fólpstes. –disse Luna. –Também são bem raros, sabe...

Alvo virou para outro lado tentando voltar sua atenção para algo mais interessante do que fólpstes...

-Hum... –disse Rony. –Acho que está na hora do vinho. Alguém quer?

Ninguém levantou a mão, exceto Harry e Neville que sempre tomavam vinho nas festas.

-Então acho que vai ser preciso só uma garrafa.

-Ah, eu pego, papai! –disse Rosa. –Alvo, Tiago e eu já temos que ir lá em cima, mesmo...

Os três saíram da mesa. Subiram as escadas e foram para o quarto de Rony e Hermione. Era um quarto bem grande, com um piano ao canto. Como o de Rosa, também tinha uma estante de livros. Rosa foi até um armário que ficava ao lado de uma pequena mesa. Tirou uma garrafa de vinho.

-Hum... Acho que deve ter um vidro de cerveja por aqui... Achei! Vão ao banheiro e despejem metade da garrafa de vinho para podermos encher o resto com cerveja.

Tiago e Alvo fizeram o que Rosa pediu. Foram para o corredor e ficaram procurando na porta uma placa escrita “banheiro”. Era a terceira e última porta do corredor. Eles entraram. Despejaram metade do vinho no vaso sanitário e deram descarga. Depois voltaram ao quarto de Rony e Hermione. Rosa estava esperando com o vidro de cerveja à mão.

-Agora é só virar a cerveja...

Alvo segurou a garrafa de vinho enquanto Rosa despejava a cerveja. O vinho que antes era roxo, agora estava marrom.

-Acha que eles vão tomar? –perguntou Tiago.

-Tomar vão, mas... Será que vão ficar bêbados? –perguntou Alvo.

-Vamos torcer, era o último vidro cerveja...

-Tem certeza que eles vão tomar essa gororoba? –tornou a perguntar Tiago.

-Eles têm que tomar... É a nossa única chance de descobrir alguma coisa...

-Também se não der certo, a gente...

-Fica ferrado. –completou Tiago.

-Bom, seja o que Deus quiser...

Eles chacoalharam a garrafa e desceram para a cozinha. Rosa entregou o vinho ao pai.

-Obrigado, querida...

Rony serviu um copo. Cheirou-o e fez uma careta. Olhou se estava vencido e depois, meio desconfiado, bebeu o copo de vinho. Quando terminou, fez uma cara horrível, mas de repente soltou um sorriso sorriu.

-Ah, eu adoro este vinho!

Harry e Neville foram provar vinho, e como Rony, fizeram a mesma careta e depois elogiaram o vinho. Depois de acabarem com a garrafa, eles não paravam de soluçar.

-Crianças, vamos, ick, lá para a, ick, sala. –chamou Rony.

E Rony, Harry e Neville foram para a sala, junto com resto das crianças. Harry não achava o sofá, e de repente Rony caiu por cima dele. As crianças sentaram-se nos pufes e ficaram esperando enquanto riam de Rony que achava que Harry era o sofá.

-Temos que fazer alguma coisa... –disse Rosa olhando para trás. Gui, Fleur, Jorge, Angelina, Hermione e Gina, estavam sentados. –Se eles falarem alguma coisa, os adultos vão abafar ou tampar a boca deles...

-O que vamos fazer?

-Já sei... –disse Rosa indo até a mãe. Ela falou alguma coisa e Hermione a levou para a cozinha.

Alvo e Tiago podiam vê-la. Ela os olhou. De repente começou a gritar;

-Ai, mãe! Ai, está doendo! Minha barriga!

De repente todos os adultos foram saindo da sala e indo para a cozinha ver o que estava acontecendo.

-Tem que admitir, Rosa é brilhante! –comentou Alvo.

Bastou os adultos saírem da sala, para eles começarem a falar:

-E então por qual, ick, história vamos, ick, começar? –perguntou Harry.

-Ah, vamos contar aquele em que, ick, tivemos um duelo contra o Draco, no primeiro, ick, ano. –sugeriu Rony.

-Ah, sim... –disse Harry. -O Rony foi meu, ick, padrinho, e nós marcamos um duelo a meia, ick, noite. Mas o Draco não, ick, apareceu. Aquele medroso!

Alvo lembrou direto de Scorpius, e quando olhou para Tiago, viu que o irmão ria silenciosamente, Alvo teve um mau pressentimento.

-Ah, e conta, ick, para eles o que aconteceu quando você, ick, morreu. –sugeriu Neville.

Alvo e Tiago se olharam. Harry e Rony também se olharam como se de repente tivesse acordado. Mas outra vez Harry sorriu e contou:

-Ah, foi quando o, ick, Voldemort me matou. Então eu me vi num lugar estranho, parecia a, ick, Estação de King’s Cross... Fui ver debaixo de um banco e adivinhe quem estava lá?

-QUEM? –perguntaram Rony e Neville animados.

-Voldemort! –exclamou Harry. –Só que estava pequeno, todo deformado e com aquela, ick, pele branca e nojenta.

-O Voldemort estava, ick, branco? –perguntou Rony.

-O Voldemort, ick, sempre foi branco! –disse Neville.

-Não é verdade! –protestou Harry. – O Tom, ick, Riddle não era branco! Era normal!

-Mas depois ficou, ick, branco...

-Branco... –disse Rony pensativo. –Branquinho!

-Ah, que, ick, engraçado, branquinho! –riu Harry bobamente.

-Você sabe contar, ick, piadas, Rony! –disse Neville. –Ah, não tem mais daquele vinho?

-Não, Neville! –exclamou Rony. –Você não, ick, deve beber mais!

-É, — concordou Harry. –senão Bob Rondres vai saber onde achar o medalhão! No seu armário de bebidas!

Harry, Rony e Neville não paravam de rir. Alvo e Tiago se olharam. Medalhão... Não era muito estranha, essa palavra... Onde foi que ele ouvira? Mas de repente Rosa voltara e sentara-se do lado dos dois.

-Descobriram alguma coisa? –perguntou.

-Você nem imagina...

–É bom mesmo, por que mamãe me fez tomar um remédio horrível...

-Não acredito que conseguiu distrair todos eles...

-É, nem eu... Mas eu sou uma boa atriz... Sei fingir...

-Ótimo, então finja calma e não caia para trás quando te contarmos...

-Vai lá, manda a bomba...

Quando Alvo começou a contar, sua voz foi abafada por uma grande gargalhada de Rony, seguida pela de Harry e Neville.

-Acho melhor deixar para depois...

Depois que eles terminaram de contar as histórias, ou pelo menos tentaram, o que era difícil quando tinham vários acessos de risos. Gina e Hermione estavam organizando as camas, extremamente zangadas, e não paravam de xingar Rony e Harry, bem diferente de Luna:

-Ah, eu avisei que não era para você beber, mas já que você bebeu... Agora, você viu meu espectrocs?

Os casais ficariam nos quartos e as crianças nos sacos de dormir, na sala. Alvo e Tiago contaram tudo a Rosa e eles passaram um bom tempo conversando sobre Bob Rondres.

-Mas como assim seu pai morreu? –perguntou Rosa quando Alvo terminou.

-E você acha que eu sei?

-Mas é impossível... –disse Rosa, o mais baixo que pode. -Não, eles estavam bêbados, não pode ser...

-Foi o que disseram... –disse Alvo sacudindo os ombros.

-É, não sabemos se é mentira ou verdade, mas... –disse Tiago.

Os três se encararam por um tempo.

-Acho que eles nem... Bem, não estavam falando coisa com coisa... –disse Rosa.

-É, mas e se for verdade? –disse Tiago.

-Isso a gente não vai saber, não é? Não podemos chegar e perguntar, dessa vez já foi muito arriscado...

-Temos que pensar em alguma coisa... –disse Rosa. -Alguma coisa que...

-Funcione? –disse Tiago sarcástico.

-É! –disse Rosa, não percebendo o tom de voz do primo.

-Ótimo, mas o quê? Esse Rondres é esperto...

-Psiu, Alvo! –disse Rosa. –Tem mais gente aqui!

-Falando em mais gente... Como acha que eles... Quero dizer, eles ouviram o papai falando que já morreu... –disse Alvo.

-É bem provável que não acreditem...

Naquela noite, Alvo se acordara assustado. Tivera mais um pesadelo. Sonhou desta vez que estava em um túnel muito pequeno. E que no fim do túnel, um homem encapuzado falava com ele. Dizia que ia matá-lo. Não era a primeira vez que Alvo tivera esse sonho. Levantou-se e foi até a cozinha tomar um copo de água. Mas quando chegou teve um grande susto. Dominique estava sentada a mesa e dera um grande grito:

-O que está fazendo aqui? –perguntou ela escondendo depressa um pedaço de pergaminho.

-Vim tomar um copo de água... E você?

-Nada. –respondeu ela depressa.

-O que você está escondendo?

-Não é da sua conta! –respondeu Dominique irritada.

-É uma carta? –perguntou Alvo.

-Já disse que não é da sua conta!

De repente como se uma luz acendesse na cabeça de Alvo, ele entendeu.

-É para o Scorpius, não é? Vai contar tudo a ele, não vai?

-Me deixa em paz! –retrucou a garota.

-Não, você não vê que ele vai contar para o pai dele! Ele só quer ajudar Bob Rondres!

Dominique ficou espantada.

-Não sei como você sabe dele, mas...

-Mas será ruim para você também! –disse Alvo. Por que ela não entendia? -Não entende? Acha que ele vai poupar você só por que é amiga dele?

-Não sei do que você está falando! –respondeu ela, indo embora.

-Sabe sim! –disse Alvo, puxando a prima pelo braço.

-Eu não devo satisfações para você! –disse Dominique se desvencilhando.

-Deve quando vai contar para um estranho, segredos da minha família! –disse Alvo.

-Malfoy não é um estranho, ele é meu amigo, e a família também é minha e por último: não, eu não devo satisfação alguma!

-Ah, tá! Ele te pagou para ser amiga dele? –perguntou Alvo.

-Não, ele não me pagou. –disse Dominique, sal voz ecoando pela cozinha.

-Então por que você é amiga dele? Ele maltrata as pessoas, ele não é normal!

-Para de falar assim dele! Se ele maltrata ou deixa de maltratar as pessoas o problema é todo dele e vocês é que não são normas! –disse ela. De repente desistira de ir embora e decidira ficar para discutir com Alvo.

-Como assim a gente é que não é normal? –perguntou ele.

-Olha, vê se me deixa em paz! A gente nunca se falou, a gente nunca se olhou, a gente nunca chegou perto um do outro, então... Que tal continuar assim, eh? –propôs a Dominique.

-Não vou deixar você entregar a carta para ele! –disse Alvo, tentando pegar a carta.

-Você não manda em mim!

Dominique saiu dando um encontrão em Alvo. Ele tomou o copo de água e voltou silenciosamente para a sala que estava cheia de sacos de dormir. Ele manobrou por trás da cabeça de Alice, e, quase caindo em cima de Hugo, chegou ao seu saco de dormir. Puxou as cobertas e se enfiou dentro. Dava para ver a janela... Lá fora nevava bastante... Conseguia, de longe, ver seu reflexo da janela. O reflexo de um menininho encarando ele mesmo... Fechou os olhos... Pensou no irmão, Tiago, um grande exemplo para ele... Era respeitado por todos... Nunca tinha medo... Alvo imaginou se algum dia ele ficaria pelo menos parecido com Tiago... Onde passasse as pessoas apontavam... Apontavam positivamente, é claro, por que agora todos apontavam e diziam: “o Potterzinho, o menino medroso!”.

Notas finais
Gostaram? Sim? Não? Deixem um review. No próximo capítulo teremos outra briga do Alvo e da Dominique, e também um acerto de contas do Harry com o Tiago...
Bjs, Amandinha Weasley...