Altruísmo Egoísta

1 Capítulo Único - Altruísmo Egoísta


Notas iniciais
Boa leitura

Hogwarts, ano do Torneio Tribruxo

— Cedrico – disse Harry –, a primeira tarefa vão ser dragões.

— Quê? – exclamou Cedrico, erguendo a cabeça.

—Dragões – disse Harry depressa, caso o Prof. Flitwick saísse para ver onde andava Cedrico. – São quatro, um para cada um de nós, e vamos ter que passar por eles.

Cedrico arregalou os olhos. Harry viu um pouco do pânico que andara sentindo desde o sábado à noite passar pelos olhos cinzentos do colega.

— Tem certeza? – perguntou numa voz abafada.

—Absoluta. Eu vi.

– Mas como foi que você descobriu? Não devíamos saber...

— Não importa – disse Harry depressa, sabia que Hagrid estaria em apuros se ele dissesse a verdade. – Mas eu não sou o único que sabe. Fleur e Krum a essa hora também já sabem,

Maxime e Karkaroff viram os dragões, também.

Cedrico se levantou, os braços cheios de penas, pergaminhos e livros sujos de tinta, a bolsa rasgada pendurada em um ombro. Fitou Harry atentamente e havia uma expressão intrigada, quase desconfiada em seus olhos.

— Por que é que você está me dizendo isso? – perguntou.

Harry olhou-o sem acreditar. Tinha certeza de que Cedrico não faria uma pergunta dessas se ele próprio tivesse visto os dragões. Harry não teria deixado seu pior inimigo despreparado para enfrentar aqueles monstros – bom, talvez Malfoy ou Snape…

— Não seria… justo, não acha? – disse ele a Cedrico. — Agora todos sabemos… estamos em pé de igualdade, não é?

Cedrico continuava a olhar o garoto com um ar ligeiramente desconfiado quando Harry ouviu um conhecido toque-toque às suas costas.

Londres bruxa, mais de mil antes

A lua cheia dominava o céu e seu brilho era tudo o que iluminava o caminho da loira que corria em direção aos gritos infantis.

Sob o luar a cidade destruída parecia belíssima, como as ruínas do Egito Antigo, mas a garota sabia o verdadeiro motivo de tal destruição: eles estavam em guerra.

As baixas eram tão altas que ela decidira parar de contar, preferia contar cada um que estavam a salvo, sem perder qualquer vestígio de qualquer um que ainda não estivesse são e salvo.

E esse era o motivo pelo qual a figura feminina poderia ser vista correndo pelas ruas do cetro londrino, isto é, se houvesse alguém ali para ver, a moça recebera uma coruja pouco antes de anoitecer, eram boas notícias Elizabeth estava viva, mas presa com dois jovens bruxos, escondidos dos inimigos em algum lugar do centro da cidade.

Os gritos ficavam mais próximos a cada instante, eles os encontraram a dona dos cabelos cor de sol apressou o passo.

Ao chegar na fonte do grito ela viu Elizabeth conjurando um patrono, as crianças, provavelmente, estavam atrás dela.

Os cabelos loiros caíram em ondas pelas costas femininas quando a jovem tirou a varinha, que segurara as madeixas douradas. O par de dementadores saíram de cima da negra e voaram para a recém-chegada, que conjurou seu patrono, um texugo.

Elizabeth caiu no chão de joelhos, mas seu rosto continuava erguido, pois ela não conseguia desviar o olhar do patrono que fora conjurado, ele era tão brilhante e tão forte, magnífico, pensou Liz.

Os olhos castanhos se arregalaram ao verem a quantidade de dementadores que surgiram para se alimentarem das boas lembranças de sua amiga.

Era impossível não sentir os joelhos fraquejarem e o esforço da dama era visível a olho nu, esse era o principal motivo por haver tantos bruxos mortes, as duas pensaram ao mesmo tempo, eles evitam ao máximo executar o feitiço do Patrono, pois os dementadores se multiplicavam rapidamente em busca de alimentos, a maioria preferia falecer logo de uma vez, para que outros pudessem sobreviver.

Elizabeth não teve dúvida, mesmo fraca ergueu-se do chão e a passos cambaleantes se aproximou da loira, empurrando-a para longe do perigo.

—Você tem um grande coração, além de ser uma feiticeira muito habilidosa, não pude salvar as crianças, mas você eu posso e vou salvar, pois os mundos precisam suas qualidades e qualidades.- Foram as últimas ditas por Elizabeth, com suas derradeiras forças antes de ser beijada pelo grupo de dementadores.

E, então, a figura feminina aparatou dali com os olhos repletos de lágrimas.

Hogwarts, ano do Torneio Tribruxo

Cedrico andava para lá e para cá. Quando Harry entrou, ele deu ao garoto um breve sorriso, que Harry retribuiu, sentindo os músculos do rosto fazerem muita força como se não soubessem mais sorrir.

— Bom, agora estamos todos aqui, hora de dar a vocês informações mais detalhadas! – disse ele animado. — Quando os espectadores acabarem de chegar, vou oferecer a cada um de vocês este saco – ele mostrou um saquinho de seda púrpura e sacudiu-o diante dos garotos –, do qual vocês tirarão uma miniatura da coisa que terão de enfrentar! São diferentes… hum… as variedades, entendem. E preciso dizer mais uma coisa… ah, sim… sua tarefa será apanhar o ovo de ouro!

Harry olhou à sua volta. Cedrico acenou a cabeça para indicar que compreendera as palavras de Bagman, e então recomeçara a andar pela barraca; parecia ligeiramente esverdeado. Fleur Delacour e Krum não tiveram a menor reação. Talvez achassem que vomitariam se abrissem a boca; sem dúvida essa era a sensação do próprio Harry. Mas, pelo menos, os outros tinham se voluntariado para ser campeões…

Cedrico enfiou a mão no saquinho e retirou o Focinho-Curto sueco cinza-azulado, o número “um” pendurado ao pescoço. Sabendo o que sobrara, Harry meteu a mão no saquinho de seda e tirou o Rabo-Córneo húngaro e o número “quatro”. O dragão abriu as asas quando o garoto o olhou e arreganhou os dentes minúsculos.

— Bom, então está decidido! – disse Bagman. — Cada um de vocês sorteou o dragão que enfrentará e a ordem em que cada um fará isso, entendem? Agora, vou precisar deixá-los por um momento, porque vou fazer a irradiação. Sr. Diggory, o senhor é o primeiro, só o que tem a fazer é entrar no cercado quando ouvir o apito, certo?

A multidão gritava…urrava… exclamava como uma entidade única de muitas cabeças, enquanto Cedrico fazia o que quer que estivesse fazendo para tentar passar pelo Focinho-Curto sueco. Krum continuava a olhar para o chão. Fleur agora passara a refazer os passos de Cedrico, dando voltas na barraca. E os comentários de Bagman tornavam tudo muito pior… imagens horrendas se formaram na mente de Harry, quando ele ouviu: “Aaah, por um triz, por muito pouco”...

“Ele está se arriscando, o campeão!”… “Boa tentativa – pena que não deu resultado!”.

Então, uns quinze minutos depois, Harry ouviu um urro ensurdecedor que só poderia significar uma coisa: Cedrico conseguira passar pelo dragão e se apoderara do ovo de ouro.

—Realmente muito bom! – gritou Bagman. – E agora as notas dos juízes!

Mas ele não irradiou as notas; Harry supôs que os juízes estivessem erguendo as notas no alto para mostrá-las à multidão.

—Cedrico fez uma coisa estranha, transfigurou uma pedra no chão… transformou-a em cachorro… estava tentando fazer o dragão avançar no cachorro e não nele. Bem, foi uma transfiguração legal, e até funcionou, porque ele apanhou o ovo, mas ele também se queimou, o dragão mudou de ideia no meio do caminho e decidiu que preferia pegar ele em vez do labrador, Cedrico escapou por um triz. — Ronald contou à Harry mais tarde.

(…)

A voz de Cho ecoava em seus ouvidos a cada passo. “Cedrico... Cedrico Diggory.” Harry tinha até começado a gostar de Cedrico – se dispusera a esquecer o fato de que o garoto o derrotara no quadribol, e era bonito e popular, e era praticamente o campeãofavorito da escola. Agora, de repente, ele se dava conta de que Cedrico era na realidade um garoto bonito e inútil que não tinha cérebro suficiente para encher um oveiro.

– Ei… Harry!

Era Cedrico Diggory. Harry viu que Cho ficara à espera dele no saguão.

– Que foi? – respondeu Harry com frieza, quando o garoto correu escada acima ao seu encontro.

Cedrico fez cara de quem não queria dizer o que viera dizer na frente de Rony, que encolheu os ombros, parecendo aborrecido, e continuou a subir as escadas.

– Escuta… – Cedrico baixou a voz quando Rony desapareceu. – Eu lhe devo um favor por ter me falado dos dragões. Sabe o ovo de ouro? O seu ovo solta um grito agourento quando você o abre?

– Solta.

– Então… toma um banho, certo?

– Quê?

– Toma um banho e… hum, leva o ovo junto e… hum, rumina um pouco as coisas debaixo da água quente. Vai ajudar você a pensar… acredita em mim.

Harry ficou olhando para ele.

– Vou lhe dizer uma coisa – disse Cedrico –, usa o banheiro dos monitores. Quarta porta à esquerda daquela estátua de Boris, o Pasmo, no quinto andar. A senha é Frescor de Pinho.

—Tenho que ir… quero dizer boa-noite…

Ele tornou a sorrir para Harry e desceu depressa as escadas para se juntar a Cho.

Harry voltou para a Torre da Grifinória sozinho. Recebera um conselho estranhíssimo. Por que um banho o ajudaria a descobrir o significado do ovo que gritava? Será que Cedrico estava gozando a cara dele? Será que estava tentando fazer Harry parecer bobo, para que, ao comparar os dois, Cho gostasse ainda mais dele?

Londres bruxa, mais de mil antes

A primeira coisa que ela sentiu ao chegar no esconderijo foi o calor da lareira, o que a fez suspirar.

A loira mantinha os olhos fechados, pois estava sem coragem para encarar o dono de um certo par de olhos verdes, os quais a olhavam de forma reprovadora.

Pelo barulho que a rapariga ouvia era claro que o homem preparava uma poção enquanto a olhava de forma reprovadora. Os passos dele ecoaram pela sala quase vazia, antes ela sentisse uma caneca ser colocada entre suas mãos.

—Você precisa parar de correr atrás dos estão lá fora é arriscado, Helga… — Ele sugeriu enquanto ela bebia a poção.

A loira se limitou a bufar, a final de contas não surtia nenhum efeito discutir com Salazar Sonserina sobre a legitimidade das habilidades mágicas que alguns nascidos trouxas apresentam.

Dois dias depois uma coruja chegou ao esconderijo , as únicas corujas que chegavam ali eram ou de bruxos escondidos, ou de bruxos que precisavam de ajuda ou de seus familiares e, para apertar o nó na garganta da loira, a carta que recebera era da mãe de Elizabeth, pedindo que a filha fosse o mais rápido possível para a casa, pois seu irmão mais novo tivera uma das pernas pisoteadas por um dos cavalos dos Sir Edward Tudot, o nobre para o qual Gale trabalha como cavalariço.

Bem, Elisabeth não está mais entre nós, pensou a jovem com tristeza, mas eu posso ajudar esse garroto, decidiu enquanto pegava, na bancada de trabalho de Salazar, os ingredientes necessários para fazer a poção Esquelesce, que poderia curar o menino.

E, então, a bruxa aparatou.

Londres trouxa, mais de mil antes

Ela pode ouvir a pesada chuva que caía sobre o telhado e batia violentamente contra a única janela do casebre, que consistia em apenas um cômodo grande com o fogão no meio.

—Quem é você? — Lucy, a mãe de Elizabeth perguntou com uma voz esganiçada e assustada.

—Sou Helga Huffpuffle, vim curar seu filho. — A loira falou ao mesmo tempo em que se dirigia para o fogão a lenha da casa a fim de preparar a poção.

—Se você está aqui, Elizabeth morreu, não é? — A voz esganiçada da velha mulher se tornou chorosa.

— Sim, sua se sacrificou por mim. — A voz da jovem também soou chorosa, pesarosa. — E é por isso que não deixarei que perca seu outro filho. —Afirmou a moça enquanto colocava a poção, já pronta em uma xícara.

Logo depois que o menino tomou a poção e sua perna quebrada curou-se instantaneamente, um homem, que até então a feiticeira não avistara ali, pegou a mão da feiticeira e a arrastou para fora.

—Temos aqui uma bruxa, vamos queimá-la. — Gritou ele.

Em poucos instantes uma multidão se formou gritando pela morte da moça, diziam que ela não merecia clemencia, deveria queimar no inferno.

No momento que todos voltaram sua atenção em voltado sujeito que a capturara, para discutirem a morte da feiticeira seria por enforcamento, ou, se ela queimaria viva na fogueira, a moça viu sua chance de escapar e saiu correndo.

A multidão ficou ainda mais enfurecida ao perceber que a bruxa escapara, por isso, corria embaixo de chuva com tochas acessas e facões atrás de uma jovem de vestes amarelas e cabelos loiros, que passava pelas ruelas imundas do centro londrino com pressa.

—Saiam da frente! Afastem-se, essa garota é uma bruxa! — As pessoas gritavam, assustando os feirantes, mulheres e crianças, que perambulavam por ali àquela hora da manhã.

É claro que todos abriram caminho sem pestanejar, mas, mesmo assim, o grupo de perseguidores derrubavam as barracas de fritas, pisoteavam em galinhas e derramaram leite.

A garota de vestes amarelas se destacava na multidão, o que a fazia um alvo fácil de ser seguido. Ele viram quando ela entrou no que sabiam ser um beco e a seguiram até lá, mas tudo o que viram ao chegarem na viela sem saída foi uma poça de água, os trouxas não sabiam, porém qualquer bruxo perceberia que a loira aparatara.

Londres bruxa, mais de mil antes

De longe, escondidos pelas sombras dos prédios, que foram demolidos em algum momento desde que a Batalha começara, um homem dono de um par de olhos tão verdes quanto suas vestes observava a loira de forma reprovadora, sem deixar de estar atento ao laborioso subir e descer dos peitos femininos, movimento esse causado pela respiração irregular, que por sua vez, fora provocada pela fuga.

Quando se deu conta o bruxo estava ao lado dela a arrastando pela mão, a fim de levá-la ao esconderijo.

—Você nunca mais vai ao mundo trouxa está me ouvindo? — A voz masculina não passava de um grunhido furioso.

—Você não manda em mim. — Replicou ela com firmeza, mesmo sendo ela quem estava sendo arrastada.

—Mando. Você é minha e lançarei um feitiço Avada Keravada em quem chegar perto. Sem falar que você ficou muito gostosa nesse vestido, sabia?- Helga corou violentamente ante as palavras dele e decidiu calar-se, pois estava exausta demais para brigar com Salazar.

Só que, ela precisava admitir uma coisa: fugira por muito pouco desta vez, não podia ser tão displicente numa próxima vez.

Hogwarts, ano do Torneio Tribruxo

– Bem, os nossos campeões estão prontos para a segunda tarefa, que começará quando eu apitar. Eles têm exatamente uma hora para recuperar o que foi tirado deles. Então, quando eu contar três. Um... dois…três!

O apito produziu um som agudo no ar frio e parado; as arquibancadas explodiram em vivas e palmas.

Cho Chang estava amarrada entre Hermione e Ronald. Havia ainda uma garota que não aparentava ter mais de oito anos e cujas nuvens de cabelos prateados deu a Harry a certeza de que era irmã de Fleur Delacour. Os quatro pareciam profundamente adormecidos. Suas cabeças balançavam molemente sobre os ombros e um fluxo contínuo de pequenas bolhas saía de suas bocas.

Os sereianos que o rodeavam começaram a apontar excitados para alguma coisa acima da cabeça dele. Harry ergueu os olhos e viu Cedrico nadando em direção ao grupo.

Havia uma enorme bolha em torno de sua cabeça, que fazia suas feições parecerem estranhamente largas e esticadas.

—Me perdi! — Disse ele silenciosamente, com uma expressão de pânico. — Fleur e Krum estão vindo agora!

Sentindo-se imensamente aliviado, Harry viu Cedrico puxar uma faca do bolso e libertar Cho. Ele a puxou para cima e desapareceu de vista.

Londres bruxa, mais de mil antes

Sem dizer mais nenhuma palavra Sonserina aparatou com Helga para o abrigo.

A primeira coisa que a loira viu foi oito macas espalhadas pelo chão com bruxos de todas as idades e todos estavam feridos.

Godric Gryffindor e Rowena Ravenclaw corriam de um lado para o outro, fazendo poções, pastas e emplastos de toda sorte para medicar os feridos.

—Helga, querida, que bom que Salazar a encontrou. — Godric disse quando se virou para ver quem chegara. — Eu sei que você precisava ajudar o probre garotinho, não se preocupe. — Sorrigiu gentilmente. — Poderia nos ajudar a cuidar destes agora? — Pediu, quando foi incapaz de conter um suspiro provocado pela fadiga.

—Claro, eu e Sal preparamos o remédio enquanto você e Roweana os aplicam. — Dicidiu Helga sem se importar com a expressão de Salazar, que a olhava de forma feia, mas, se ela tivesse reparado bem, teria percebido que ele olhava da mesma forma para Gryffindor, ele estava com ciúmes.

Os quatro passaram as próximas horas tratando dos feridos enquanto Godric contava à Helga como os oito recém-chegados apareceram ali depois de dias de busca pelo esconderijo.

—É uma pena. — Rowena Ravenclaw comentou, falando pela primeira vez de que a loira voltara. — Enquanto estivermos em guerra contra os dementadores as baixas continuaram. — Completou ela com pesar.

Hogwarts, ano do Torneio Tribruxo

O olhar do diretor foi de Madame Maxime e Hagrid a Fleur Delacour e seus colegas de Beauxbatons, daí para Krum e os alunos de Durmstrang à mesa da Sonserina. Krum, Harry observou, parecia preocupado, quase temeroso, como se esperasse Dumbledore dizer alguma coisa desagradável.
— Cada convidado neste salão —disse o diretor e seu olhar se demorou nos alunos de Durmstrang — será bem-vindo se algum dia quiser voltar para cá. Repito a todos, à luz do ressurgimento de Lorde Voldemort, seremos tão fortes quanto formos unidos e tão fracos quanto formos desunidos.

“O talento de Lorde Voldemort para disseminar a desarmonia e a inimizade é muito grande. Só podemos combatê-lo mostrando uma ligação igualmente forte de amizade e confiança. As diferenças de costumes e língua não significam nada se os nossos objetivos forem os mesmos e os nossos corações forem receptivos.”

“Creio – e nunca tive tanta esperança de estar enganado – que estamos diante de tempos negros e difíceis. Alguns de vocês, neste salão, já sofreram diretamente nas mãos de Lorde Voldemort. As famílias de muitos já foram despedaçadas. Há apenas uma semana, um aluno foi levado do nosso meio.”

“Lembrem-se de Cedrico Diggory. Lembrem-se, se chegar a hora de terem de escolher entre o que é certo e o que é fácil, lembrem-se do que aconteceu com um rapaz que era bom, generoso e corajoso, porque ele cruzou o caminho de Lorde Voldemort. Lembrem-se de Cedrico Diggory.”


Londres bruxa, mais de mil antes

As palavras de sua amiga não saíam da cabeça da loira, ela precisava fazer alguma coisa, ficar horas a fio discutindo como eles ficaram depois de curar e alimentar os feridos, infelizmente não os encontrar uma solução.

Dementadores têm a forma de um humano, com aproximadamente três metros de altura, mas cobertos por capas escuras e encapuzadas que só revelam mãos e rostos cinzas e deteriorados. Eles não têm olhos, apenas um enorme buraco no lugar da boca, que é usado para sugar a alma da vítima em um processo chamado o Beijo do Dementador, que é geralmente considerado pior que a morte.


Sabe-se que eles se desenvolvem como fungos nos lugares mais sombrios e úmidos, criando uma neblina densa e fria. Diferentemente de outras criaturas, que se movem com a ajuda de algum suporte físico, dementadores podem voar livremente, sem nenhum sustento.


Dementadores sentem e se alimentam das emoções positivas dos seres humanos de modo a sobreviver, forçando-os a reviverem suas piores memórias. Só a presença de um dementador faz a atmosfera ao redor da vítima se tornar fria e escura, e os efeitos vão aumentando à medida que cresce o número de dementadores, eles são cegos, além de já terem sido humanos. Helga repassou mentalmente.

Talvez a ouvissem e parassem de matar todos os bruxos, se ela fosse capaz de tocar a humanidade deles, que estava perdida no meio das travas, pelas quais eles eram dominados agora.

Graças à Salazar, que sugeriara atacar o covil dos dementadores, a feiticeira sabia exatamente onde deveria aparatar e foi exatamente o que fez, assim que os demais adormeceram.

Um vento frio percorreu sua espinha dorsal e ela precisou fazer com que a ponta da sua varinha lançasse faíscas brilhantes para que conseguisse enxergar alguma coisa.

A horda de dementadores se aproximou dela, que começou a conversar com eles, sem conjurar seu patrono, eles começaram a se alimentar dela.

Com sorte sua morte acabaria com a guerra, pensou ela quase à beira do falecimento, mas quando o bando a beijaria um patrono no formado de um texugo, assim como o dela, sugira entre eles e ela, e só então a garota reparou que o texugo conjurado por outra pessoa era verde.

No instante seguinte ela ouviu a voz de Salazar preguejando alguma coisa antes dele a envolver em um abraço e apataratar consigo.

— Nunca mais faça isso! — Esbravejou ele. — Esse seu ato de altruísmo egoísta quase me matou do coração. — Murmurou ele junto ao ouvido feminino. — Amo você, não me deixa, Helga. — Sussurrou o homem,. Sendo sincero ele mesmo e com ela sobre seus sentimentos a respeito da loira pela primeira vez.

Notas finais
Comentem e façam esta autora feliz
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!