Altos e Baixos da Verdadeira Amizade
14 Landrut? Eu posso explicar!
Notas iniciais
De fato hoje é um dos dias mais estranhos dos cinco meses que eu já estou em Atatalia, para começar; acordo com uma mensagem de voz de Carrie em meu celular, alias... Uma não, VARIAS. E bem... Agora estou sentado com Courtney na sala da casa de Carrie, a espera da mesma sair de seu quarto. O silencio tomava conta de toda casa, palavra alguma sai da boca de ninguém... A única voz que podia se ouvir era da cozinheira de Carrie cantando sorrateiramente enquanto fazia seu trabalho.
– Vamos Oliver! Temos algo a fazer! – Falou Carrie aparecendo no alto da escada.
Nada falei, apenas me levantei e fui até a porta, e logo após Carrie fechar a mesma e caminhar até um carro que estava estacionado em frente a casa, parei na metade do caminho e falei:
– O que esta acontecendo?
– Vamos seguir Neiva. – Falou a mesma se virando. – Estou desconfiada que ela esteja me mandando mensagens ameaçadoras e preciso saber o que ela faz quando eu não estou por perto.
– Como é? – Perguntei confuso.
– Eu já falei e não quero e não devo repetir!– Falou a mesma chegando ao carro e abrindo a porta. – Vai comigo ou não?
– Jamais deixaria você fazer algo assim sozinha! – Falei seguindo a mesma e adentrando no carro.
Narrado por Neiva...
Primeiro dia de férias... Definitivamente não tem coisa melhor que poder acordar sem ter compromisso algum; Sol, piscina, compras... Tem algo melhor que isso? Ah sim, tem, em duas semanas estarei em uma das melhores ilhas do Havaí, o que quer dizer que terei sol, piscina e compras em dobro, e o melhor, ao lado de pessoas que realmente me fazem feliz, diferente de minha “família”. Oh... Digo por parte paterna, amo todos meus parentes maternos e eles me amam, já por parte de pai, queria dizer o mesmo. Na verdade estou dando graças a Deus que estou saindo da Califórnia; mesmo que seja por duas semanas, já que ontem à noite li em site que papai e meus irmãos passariam as férias em uma casa de campo na cidade vizinha, isto é, PROXIMO DE MAIS! Prefiro todos os “Landrut’s” na Alemanha, acredite, é melhor para todos.
– Querida! Alguém deseja falar com você. – Ecoou a voz de mamãe vindo da escada, foi fácil ouvir, minha porta estava aberta.
Sai o mais rápido que pude, apenas pegando meu robe que estava jogado em cima de minha escrivaninha ao lado da porta. Desci a escada ainda descalça e logo fui para a sala, onde o telefone se encontrava, mamãe e seu amigo Robbie acabavam de voltar da cozinha me pegando apenas com meu traje de dormir, isto é, uma roupa mais que curta. No momento fique totalmente envergonhada, alias; não só eu! Garanto que aquela cena foi inteiramente vergonhosa para todos que estavam me vendo com aquela roupa. Mamãe cuja acabava de devorar um muffin de chocolate com cobertura de creme, correu em minha direção com todos seus colares e pulseiras balançando e ficou tentando tampar a vista de Robbie para qualquer parte do meu corpo. E foi ai que uma voz masculina falou do outro lado da linha “Pensou que eu iria esquecer de você?” no mesmo instante sem pensar apenas falei o nome de Tyler com toda alegria possível. “Não amor! Não é seu namoradinho! Quem esta falando aqui é o papai” “Papai? Você deve ter errado o numero na hora de discar meu caro, eu não tenho pai e muito menos papai.” Falei desligando na cara do mesmo após minhas palavras anteriores.
Eu sou sua filha?
Ou apenas um prêmio de caridade?
Você tem um coração oco
Mas é pesado em seu peito
Eu tento tanto lutar contra isso, mas é irremediável
Irremediável
Você é irremediável
Oh pai,
Faz quatro anos
Desde a última vez que nos falamos.
Você ainda lembra-se do meu rosto?
Você ainda lembra-se de como eu sou?
Você ainda lembra-se de mim?
Você não pode ter de volta
O que nós nunca tivemos
Oh, eu posso ser manipulada
Mas eu sou sua filha...
Não demorou cinco segundo e o telefone tocou novamente desta vez uma voz feminina e exageradamente fina se pronunciou “ Querida, Mandy Landrut na linha! Vou ser breve pois ainda preciso fazer a make... É o seguinte, já estamos na limousine a caminho da casa de campo, papai quer que você esteja aqui em menos de uma hora e meia. Seja rápida.” “Mil dólares e eu vou estar ai antes mesmo de vocês chegarem!” “combinado! Esteja aqui antes das quatorze hora. Beijos de neon, Mandy desliga!”
– Seu pai já esta na cidade não é? – Falou mamãe saindo de trás de mim e me deixando novamente exposta.
– Ele quer que eu vá até a cidade vizinha para encontrar a todos os Landrut’s, parece que ele tem algo de importante para falar comigo. – Falei não tão alegre como antes do telefonema. Família é um tanto complicado, sou filha do divorcio, renegada pelo pai, mas muito amada pela mãe, não tenho irmãos de sangue, apenas três por parte de pai e um por parte de mãe, bem mamãe não é casada. Mas tem Robbie que é como um marido, pai e amigo... Se ele não fosse gay, eu teria um padrasto, no qual iria gostar muito!
– Amor, vá se vestir e fique o mais bonita possível, pegue algumas joias de sua mãe para mostrar para a vadia da Mandy quem é que manda! – Falou Robbie mexendo em meu cabelo, deixando eles mais bagunçado do que já estava. – Você é melhor que todos daquela família juntos!
Narrado por Carrie...
E já estávamos ali a mais de uma hora, o relógio apontava 13h e 27min, Neiva ainda não havia saído de casa, seu carro ainda estava estacionado em frente a mesa, a rua estava completamente vazia, não se ouvia barulho algum ou muito menos se via alguém andando pelas calçadas de “Brooke Stone bridge” . Raramente algum carro passava por aquela rua, para minha sorte, nenhum morador se quer reclamou para os seguranças do condomínio do carro que estava estacionado na esquina da rua.
– Veja! Ela está saindo. – Falei ligando o carro e já me preparando para segui-la.
– Carrie! Vá bem atrás e com cuidado! Ela não pode saber que iremos a seguir. – Fala Oliver jogando o cinto sobre seu corpo e logo após travando o mesmo.
– Serio? Serio Oliver? Quer ensinar o professor a dar aula? – Falei em um tom irônico. – Não me diga o que fazer querido! Não esqueça que eu dito as regras aqui.
– Só não diga que eu não avisei! – Falou o mesmo cruzando os braços e fechando sua cara com uma criancinha do jardim de infância.
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San Francisco, Califórnia
14h e 00 min
Casa de campo
Oh, já estava na hora, finalmente Neiva havia parado seu carro, em frente a uma casa; sem nada em volta, sem vizinhos ou qualquer outra coisa, o que Neiva está fazendo ali? Isso eu tenho que descobrir! Custe o que custar Neiva não vai esconder a verdade, não desta vez! Olhei para Oliver que apenas me olhava de volta, falei rapidamente antes de sair do carro e ir atrás de Neiva “Não saia! Fique aqui!”.
– NEIVA! Pare agora mesmo. – Falei batendo a porta do carro chamando atenção de Neiva para mim. – O que você esta fazendo aqui? Eu não saio daqui sem uma explicação. Ouviu?
– Não Carrie! Não é uma boa hora. – Falou a mesma caminhando até mim. – Você não pode ficar! Você tem que ir embora o mais rápido possível.
Oh, eu podia sentir o medo correrem pelas veias de Neiva, ela estava ali, segurando seu braço direito com a mão esquerda... Ah, ela estava sim com medo, Neiva sempre segura no braço de quem quer que esteja perto quando se sente ameaçada, como desta vez ninguém esta do lado da mesma o único jeito é segurar o próprio braço, hoje seria apenas ela e eu.
– Não... Só o que faltava! O panaca também veio! Tem mais alguém ai dentro do carro? Sarah, Math ou até mesmo John? Agora que o circo esta armado! Estão felizes? Agora eu estou ferrada! – Falou Neiva afastando-se da estrada dando espaço para uma limousine branca estacionar. Assim que a mesma parou e o motorista logo saiu dirigindo-se para a porta e logo abrindo a mesma para um homem, um homem alto, branco, cujo beirava os cinquenta anos, o mesmo saiu e ficou olhando Neiva; logo após o mesmo, veio uma garota; cabelos loiros, rosto repleto de maquiagem, look chamativo e muito colorido, se não fosse pelas madeixas loiras e pelo péssimo gosto, diria que aquela garota é a Neiva; e a outra porta se abre, desta vez saindo uma mulher com aparentemente 45 anos, ela era a copia mais velha da outra garota, loira, rosto com muita maquiagem e com muito mais muito mesmo péssimo gosto da moda.
– NEIVA CLARK LANDRUT! QUE RAIOS ESTÃO ACONTECENDO AQUI? – Gritou o tal homem dando um leve susto na garota que se encontrava ao seu lado.
– Landrut? – Oliver e eu perguntamos na mesma hora.
– Eu juro para vocês que posso explicar! Eu juro!
Continua...
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