Altos E Baixos De Uma Escalada
2 O coração pede e o cérebro manda
Notas iniciais
Sempre imaginei minha história começando com um poema, um poema inicial, e finaliza-la com outro poema. E depois, na segunda página clara e delicada do livro, escrito: "Clarisse, a garota que depositava seus sentimentos na poesia,bailando com suas palavras suaves e sensíveis, assim como ela." E depois, um comentário meu, resumindo e explicando aquele poema como alguns detalhes e comentários da minha vida, logo depois, começava-se outro e eu faria a mesma coisa.
"Estou caindo e ninguém me levanta
Estou morrendo e ninguém me ajuda
Algo me puxa
Algo me empurra
E eu nem se quer sei o que é
Talvez eu devesse parar
Talvez eu devesse esquecer
Mas como não sonhar?
Como não ler?
Ler as estrelas, o céu
Caminhar até você
Ver, ouvir e sentir por entre o véu
Tudo como deve ser
Daí..." — Um barulho atrapalhou as palavras que iam saindo da minha boca, olhei pela janela do meu quarto e vi um casal que brigava; o homem socava tudo a sua frente, inclusive a garota, já ela, chorava aos prantos. O homem foi embora e a garota ficou lá, sentada no chão. Não estava longe da minha casa, então avisei minha mãe que daria uma "volta" com a verdadeira razão de ajudar a menina, ficou com receio de deixar-me sair naquela noite fria, mas prometi que tomaria cuidado.
Ao chegar lá, ela estava ainda pior. Eu lhe perguntei aonde morava e a levei até sua casa, não disse nada durante o caminho, apenas que a ajudaria. É claro que tive vontade de perguntar o que acontecera, mas seria muita dor falar sobre o ocorrido. Quando chegamos na porta de sua casa, falei para ela procurar a policia e fui embora. Então, só digo uma coisa: "O amor machuca, e muito."
"...Daí eu acordo
E volto a realidade
Do que vejo, nada gosto
E desejo voltar com ansiedade
Porém este é o fim
Todos nós sabemos
Não pode ficar assim,
Por tanto, um muro construiremos."
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