Alternative Universe

2 A respeito de punhos e colarinhos puídos


Notas iniciais
Halo, pessoas... Fiz ontem sob a influência da Re-chan uma continuação para o capítulo anterior. Dessa vez eu foquei mais no Laxus, afinal, ele foi bem pouco aproveitado na one anterior. Não é nada super empolgante, até porque essa é uma ideia focada mais no dia-a-dia... mas eu achei fofo!

Boa leitura!

A respeito de punhos e colarinhos puídos

O final de expediente chegou e os funcionários cumpridores de suas funções no horário agora saiam das instalações da Fairy Tail Entreprises rumo a algum Happy Hour, ou rumo as suas casas mesmo. O engenheiro sênior da área de qualidade caminhava pelo estacionamento enquanto desabotoava os punhos de suas camisas, notando que mesmo não tendo tanto tempo de uso aquela camisa e muitas outras estavam com punhos e colarinhos puídos, droga de lavanderia.

Nota mental de pedir a esposa para lhe comprar mais camisas. Trocou algumas palavras com colegas de trabalho que foram tomando seus rumos e juntamente com seu velho amigo Jellal seguiram rumo ao seu Land Rover, afinal, como ambos moravam no mesmo prédio, faziam um revezamento para ir trabalhar sempre em um único carro, toda aquela coisa de sustentabilidade e melhoria do trânsito.

- A Erza não vai embora agora?

Perguntou destravando as portas com controle.

- Saiu mais cedo hoje, ela falou alguma coisa sobre médico... Na verdade, já devia ter me ligado para falar o que foi fazer no médico.

- Hum...

Ambos entraram no carro deveras grande e esportivo se tratando de que viviam em um país oriental onde prevalecia a cultura do uso de carros pequenos e econômicos. Entretanto, Laxus dizia que ele não tinha a padronagem de tamanho dos orientais e portanto um carro feito para eles não lhe era confortável, tanto que só dirigia o carro da esposa em casos urgentes.

O toque do celular ecoou segundos antes de ligar o carro e só atendeu porque quem ligava a esposa e Cana não costumava de ligar caso não fosse importante. Ela não fazia o tipo stalker que fica importunando o marido 100 vezes ao dia.

- Sim, Cana?

[- Já está saindo da FT?

- Acabei de sair, estou dentro do carro com o Jellal.

[- Passa aqui no shopping perto do jornal de Magnólia e me pega então.

- Está fazendo o que no shopping nesse horário? E cadê seu carro?

[- Eu terminei de catalogar a última leva de vinhos do restaurante e vim comprar camisas pro senhor eu-não-compro-minhas-próprias-roupas, já que não para de reclamar no meu ouvido sobre o quão puídos estão os punhos e colarinhos! E caso tenha se esquecido meu carro foi para manutenção.

- Okay, eu já estou passando aí, quando estiver perto te ligo e você sai na porta.

[- Tenho tempo de para um café?

- Com o trânsito em pico, pode até tomar uns cinco...

[- Perfeito então, beijo, Pikachu!! – ouviu uma risada debochada do outro lado da linha –

- Er... Beijo, e pare de me chamar assim!

Ela continuou rindo do outro lado da linha.

- Vamos passar o no shopping para buscar a Cana. – avisou o Dreyar para o passageiro –

- De boa, Laxus... Mas então, como anda tudo entre vocês, faz tempo que não ouvimos brigas titânicas!

- Estamos numa boa fase já faz um tempo, acho que estamos estabilizando finalmente...

Jellal ligou o som e trilha sonora do Dreyar não podia ser nada mais, nada menos do que AC/DC, afinal, o dono do veiculo é um homem com gosto musical apurado. Os dedos começam a tamborilar no volante ao ritmo da música.

- Já estava na hora... Estão casados a quanto tempo?

- Cinco anos. Mas não é como se sua vida com a senhora escarlate fosse um mar de rosas, se bem que no seu caso depois que ela começa a gritar você fica pianinho!!

A risada grutal do loiro arrancou uma veia saltada na testa do amigo que soltou meia dúzia de xingamentos impróprios para uma fic de família.

- Eu só prefiro evitar dar murro em ponta de faca, quando os ânimos se exaltam nenhum problema se resolve.

- Sem dizer que a sua mulher é faixa preta em umas três artes marciais, nem me estranha que ela tenha ido, ido e casado com o amor da adolescência.

- Hey, porque estamos discutindo meu casamento? O seu é que sempre foi o problemático!

Laxus riu, isso com certeza era certo, seu casamento, relacionamento em geral com a esposa sempre foi tempestuoso.

- Pois é, mas acho que finalmente estamos entrando nos eixos... A Cana tem todo um histórico problema e eu também tive minhas fases negras, você lembra! Só que pelo menos eu tive o velhote para me botar nos eixos, o Gildarts é um cara legal, mas nunca serviu para criar e educar ninguém.

- A Erza comentou algo por cima que ela tinha contado, mas bem... Quem não teve sua fase juventude problema que atire a primeira pedra.

- Você que o diga, neah, Fernandez? Só Deus sabe o que te aconteceu naquela época que cultuava aquele tal culto negro de Zeref!

- Nem me lembre disso, Dreyar... Mas sua fase rockeiro maconheiro não perdeu muito para minha não!

Laxus fez uma careta e voltou sua atenção para a entrada do shopping.

- Liga para Cana e fala para ela sair que já estamos esperando!

Jellal tirou o celular do bolso e ligou, trocou meia dúzia de palavras com a senhora Dreyar e depois que pararam o carro na entrada principal ela não se demorou em aparecer repleta de sacolas. Com certeza mulher do amigo era muito bonita, estava vestida com uma saia de listras grossas pretas e brancas, uma blusa preta dentro da saia justa de mangas ¾ e um generoso decote, usava sapatos estupidamente altos e tinha os cabelos em ondas quase rebeldes.

Pelo tempo de convivência que teve com ela, sabia que não ligava muito para essas coisas de roupas, na verdade era muito tranquila com vestuário, no dia-a-dia do condomínio sempre a via arrumada, mas prezando pela comodidade, ao contrário de todas as outras mulheres que lá viviam. Só que como trabalhava no restaurante mais badalado da cidade, tinha que se vestir a caráter.

Ela veio sorrindo, sim, era muito simpática para a derrota do marido e debruçou-se através do vidro aberto.

- Então rapazes, será que podem me dar um carona?

O Fernadez corou até as orelhas já que o decote dela era extremamente profundo e de onde ele estava teve uma vista privilegiada do que Laxus gostava de lembrar que só ele via há pelo menos dez anos. Não que tivesse alguma atração ou qualquer coisa do gênero pela esposa do amigo, mas ela era uma mulher bonita e ele não era cego. Sem dizer que sabia que aquilo foi só um acidente de percurso, afinal, Cana era problemática, mas amava o marido. Até porque para aguentar Laxus Dreyar em seus dias de fúria precisava de muito amor.

- Entra logo, Cana, não posso ficar parado aqui! – rosnou o loiro notando o que ela não havia notado –

- Tsk... Quanto mau humor, por Kami...

E assim ela deu as costas para entrar no banco detrás e nesse exato momento a mão pesada do marido caiu violentamente sobre a nuca do amigo que quase deu de cara no porta-luvas devido a força.

- Hey, pirou, Laxus?

- Não vou te falar nada, Jellal! – rosnou o loiro –

Obviamente que ele sabia que tudo não passou de uma infeliz coincidência, mas não gostava mesmo assim de saber que outro homem viu o que lhe pertencia. Jellal era frouxo demais para sequer pensar em uma mulher que não fosse a senhora mandona com a qual era casado, mas sabe como é... Cuidado nunca é demais. Nota mental de dar um jeitinho da esposa diminuir os decotes... Precisava de um bom jeito porque não queria ouvir nenhum discurso sobre machismo, autoritarismo e provavelmente um ‘você não é meu dono e eu uso as roupas que quiser’.

- Então, cadê a Erza em? – perguntou acertando o cinto –

- No médico.

- Oh ela finalmente resolveu ir? – soltou e se arrependendo logo em seguida ao receber um olhar assustado do marido da amiga –

- Como assim? Ela está passando mal ou algo assim?

- Não, não... Eh que... É que ela tava reclamando do anticoncepcional que tava engordando ela...

- Ah tah... – ele parecia aliviado –

Pelo retrovisor interno, Laxus lançou um olhar significativo para a esposa, sabia que ela estava mentindo, mas resolveu ficar quieto porque bem... Não era de sua conta e ela deveria ter lá seus motivos.

***

Depois de um bom banho com certeza poderia dizer que voltou a ser uma pessoa. Gostava do trabalho, mas a FT andava numa fase de expansão que andava arrancando o couro de todo mundo. Saiu do banheiro e encontrou a esposa deitada na suntuosa e espaçosa cama de casal que dividiam.

- Vá experimentar as camisas, se tiver que trocar a gente vê isso logo!

- ER.... Sabe que não gosto disso...

- Não seja um chato, Laxus, além de se recusar a ir comprar suas roupas ainda fica cheio de mimimi!

- Eu odeio lojas... – disse enquanto foi pegando as camisas nas sacolas – Onde estavam as camisas brancas?

- Já tem um monte delas, resolvi variar!

- Mas eu não gosto de variar e quem vai usá-las sou eu!

- Então vá comprar suas próprias roupas! Não sei por que os homens acham que não precisam mais comprar roupas depois que casam!

O loiro experimentava as camisas e como o esperado todas serviam perfeitamente. O que não lhe agradava muito era a variedade de cores, nada muito expressivo, mas ainda sim... Foi então que uma em tom roxo lhe chamou atenção. Aquele ranço de época que tocou guitarra em uma banda de rock veio e meio que nutriu um carinho por aquela. Cana sabia mesmo do que ele gostava.

Não a usaria para trabalhar, mas com certeza quando saíssem para um barzinho seria usada. Terminou a sessão camisas e jogou o corpo pesado sobre a cama balançando-a, Cana rabiscava alguma coisa num bloco de desenho, fazia tempo que não a via fazer algo assim.

- Seu cartão está na mesinha e você me deu dois lindos pares de sapato hoje.

- Oh eu dei? – riu –

- Sim, sim... Não lembra? Resolveu presentear sua adorável esposa a quem quase coagiu a se enfiar num shopping que mais parecia um formigueiro!

- Hum... E ficou feliz?

- Muito. – disse se virando, segurando-lhe o rosto e dando um beijo que foi sumariamente respondido –

- Que bom! E eu não dei nada que me fizesse feliz também?

- Não, não... Foram presentes completamente desinteressados!

E a risada cristalina dela foi como música para os ouvidos. Realmente estavam numa fase boa, mas se tratando de Cana de uma hora para outra podiam cair na mais tensa turbulência sem que nem notassem. Ela rolou para cima de seu peito com os cabelos castanhos caindo sobre seu rosto, levou a mão até o rosto feminino e fez um carinho.

- Então, a Erza tem algo sério?

- Não, sério... Ela está ótima e eu acho que o Jellal vai ficar estupidamente feliz quando ela falar!

- Menos mal... O Fernandez depressivo é um pé no saco!

Ela devolveu o carinho passando o polegar de leve na falha que o marido tinha do lado esquerdo da sobrancelha, resquício de alguma briga do passado. Amava tanto aquele homem que chegava a ser estranho.

- Eu te amo, sabia? – disse com uma tranquilidade que não conseguia fazer até alguns anos antes –

- É óbvio que ama, senhora Dreyar, eu sou tudo o que poderia querer!

Ela fez uma careta e lhe deu um tapa no ombro.

- Não fez nem cócegas! – ralhou para irritá-la e a jogou no colchão a prendendo pelos pulsos –

- Nossa, você só não casou com você mesmo porque não tinha jeito neah?

- Não, o que eu gosto, eu não tenho... Prefiro você mesmo, dá pro gasto!

- Dá pro gasto, é? Então porque fica me cercando feito um cão de guarda? Se só dou pro gasto pode arrumar outra!

A risada grosseira dele causou arrepios na pele dela e depois de um beijo suculento a olhou nos olhos bem fundo.

- Eu também te amo.

E assim eles começaram a fazer algo com certeza bastante divertido, mas infelizmente para eles, antes que pudessem realmente entrar num entrosamento a campainha ecoou estrondosamente atrapalhando o clima para a fúria do loiro. Não gostava de ser interrompido.

- Deve ser o Jellal... – disse ela fechando os olhos –

- É bom ele ter um bom motivo, ou eu mato ele!

Saiu da cama irritado pronto para abrir a porta e batê-la em seguida na cara de quem quer que fosse.

- O casal maravilha vai ter um bebê!

Disse a morena num tom mais alto para o marido ouvir e em seguida o viu andar para trás e a olhar abismado.

- O quê???

- Pois é! Agora nós seremos os únicos do circulo social sem filhos!

Owari...

Notas finais

Gentee, olha aqui... Jellal e Erza vão ter um baby??? Ownnnn!!! Agora nosso casal adorável será os únicos sem filhos... que tenso em!! hahahahhha Fiquei bastante feliz com a aceitação da fic, ela foi até recomendada

UM SUPER HIPER KISSKISS PARA MINHA QUERIDA SOPHIA STRAUSS!!!

UA não é minha zona de conforto, mas até que estou me divertindo escrevendo!

PS: Obrigada pelas ideias re... eu meio que usei uns pensamentos seus para montar a história!

Kisskiss