Alpha - The Survivors

5 A Caminho de Casa


Notas iniciais
Desculpem-me de novo pela demora para postar o capítulo. Prometo que vou tentar postar os próximos mais rápido. Esse capítulo não tá muito bom (no meu ponto de vista), mas o próximo vai ser melhor.
Espero que gosstem

Enquanto faço a mala para a Visita, fico pensando nas pessoas que morreram na Reunião hoje. Seis famílias irão receber a visita de duas pessoas à mando do Governo, que estarão levando a triste informação que um de seus filhos estão mortos, irão também levar o caixão com o corpo do aluno. As famílias mais ricas irão organizar um grande funeral e, provavelmente, irão construir um grande e bonito memorial para seus filhos em alguma propriedade particular. Já as famílias pobres irão solicitar um pequeno pedaço de terreno no Cemitério Público, criado pelo Governo para as famílias que não tem dinheiro o suficiente para bancar um memorial e funeral decente, e irão enterrar seus filhos com a presença de alguns parentes e amigos.

Mesmo depois de anos, ainda existe a diferença de classe entre as pessoas. Isso acontece pois várias pessoas depois de passarem pelo Teste Final, ficam traumatizadas e não têm um aproveitamento bom em seus respectivos trabalhos, fazendo com que ganhem menos que as outras pessoas. Isso também acontece quando algum aluno não faz nada impressionante no teste e tem a sorte de ser um dos últimos sobreviventes no Teste Final, quando isso acontece, o Governo designa um trabalho de baixo nível para o sobrevivente sortudo, e dão um salário que é apenas o suficiente para se manter vivo.

Quando estou terminando de arrumar a mala, John entra no dormitório.

– Como Vanessa está? – pergunto enquanto fecho o zíper da minha mala

– Um pouco melhor agora – ele responde em um tom baixo – Mas ela ainda está em choque com a morte de Eric.

– Entendo... Mas enfim, vá arrumar sua mala. Você não quer se atrasar para pegar o trem certo? – falo mudando de assunto

– Ok. – Ele se dirige a gaveta que contém suas roupas e a abre, então pega todas as roupas de uma vez e joga elas na cama, ele se abaixa para pegar a mala que está embaixo de sua cama e a joga em cima dela também – Que tal uma ajudinha aqui? – diz ele forçando um sorriso

Ajudo-o a fazer a mala, e quando terminamos nos dirigimos para a saída da escola, onde um grupo de militares nos levam até a estação de trem da cidade de Akadima. Nunca considerei Akadima como uma cidade, ela está mais para um campus gigante. Muitos a chamam também de Zona Escolar por ser onde todas as escolas de nosso país, Optimum, estão localizadas.

Chegando na estação, John se despede de Vanessa e mais algumas outras pessoas e então nos dirigimos para a plataforma 3, onde esperamos o trem que nos levará para Tekhno, para nossa casa.

Esperamos por alguns minutos na estação com mais alguns alunos, até que o trem chega. Pegamos nossas malas e entramos nele quando a porta se abre. O trem não é muito luxuoso, é praticamente igual a um dos antigos trem balas que eu vi em alguns livros que minha bisavó tinha deixado para nossa família, só que maior. John e eu nos dirigimos até um ajudante para perguntar qual era os nossos vagões.

– Com licença. – digo – Onde fica nosso vagão?

– Nomes? – ele pergunta.

– Peter Lesker e John Lesker – respondo

Ele checa uma pequena prancheta, que eu nem havia notado que ele estava segurando.

– Aqui! – ele fala – Peter Lesker e John Lesker. Vagões A-7 e A-9. Gostariam que eu os acompanhe até eles? – pergunta

– Não, obrigado – John responde.

Então nos dirigimos até o corredor A do trem e procuramos nossos vagões.

– A-5... A-6...A-7! Aqui está meu vagão. – digo

O meu está logo a frente então – John diz

– É. – falo enquanto entro no meu vagão – Te vejo amanhã, boa noite.

– Boa noite – diz John enquanto caminha pelo corredor, indo para seu vagão

O vagão não é lá grande coisa, apenas um quadrado com uma pequena cama de solteiro , um criado mudo, um maleiro e uma janela. Fecho a porta, jogo minha mala no chão e me atiro na cama de solteiro. Tiro um tênis com um pé e faço isso com outro, jogando ambos no chão. O dia hoje foi muito cansativo e eu só quero dormir. Sinto o trem começar a se mover e adormeço observando a cidade de Akadima se afastar pela janela.