Alone But Loved
6 Capítulo 6
Um raio de sol espreitou pela minha janela, acariciando-me o rosto, lentamente me fazendo despertar do meu sono. Dei um salto da cama em direção ao quarto da minha princesa. Hoje tinha acordado bem disposta. Espreitei entre a porta do quarto da Catarina, e vi que ela ainda dormia. Como ela ainda não tinha acordado, decidi ir fazer o pequeno-almoço. E que tal panquecas...? Sim, panquecas com doce de morango. Fui para a cozinha preparar as panquecas e, enquanto isso, dançava e cantarolava pela casa. Meu deus eu hoje acordei mesmo bem disposta...
Quando já estava a acabar as panquecas, ouvi uns passinhos atrás de mim.
- Humm... mamã... O que estás a fazer? — bocejava ela enquanto esfregava os dois olhinhos azuis.
Peguei-a ao colo.
- Estava a fazer panquecas para a minha gatinha... pode ser com doce de morango?
- Sim, sim, sim! Eu gosto muito de doce de morango!
- Eu sei bebé. Vá, vamos para a mesa papar.
- Está bem! Mamã, quando é que eu vou para a minha escolinha?
- Amanhã meu amor. Porquê? Queres ir conhecer os teus novos amiguinhos?
- Não. Eu queria ficar contigo.
- Oh meu amor. Mas tu sabes que a mamã tem de ir trabalhar.
- Eu sei mamã. Mas eu queria ficar contigo à mesma.
- Desculpa bebé.
- Não faz mal mamã. Eu seu que tu tens que ir ganhar tostões.
- E tu tens que ir papar para te despachares. Vamos passear. Que tal irmos ao parque ao pé do palácio?
- Sim! Vamos ver a rainha, mamã!
- Aha. Eu não preciso de ir ver a rainha.
- Porquê mamã?
- Porque que eu já tenho aqui a minha princesa, não é?
- Eu, sou eu! Eu sou a tua princesa não é mamã?
- Pois é meu amor. — dei-lhe um beijinho na ponta do nariz.
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- Olha mamã! Um passarinho! Posso lhe dar papa?
- Está aqui. Dá-lhe estas migalhas que ele vai gostar.
Lá foi ela. A correr em direção ao passarinho que ela tinha visto. Atirou as migalhas e esperou que o passarinho as comece. Depois voltou para o banquinho em que eu estava sentada.
- Mamã, mamã! O passarinho comeu tudo!
- Pois foi meu amor. É para crescer muito e ficar muito forte!
- Eu também quero crescer muito mamã!
- Então também tens que papar tudo.
- O que é que eu tenho que comer tudo para crescer muito?
- A sopa.
- Oh mamã... blhack!
- Pois, pois. Queres crescer muito ou não?
- Quero.
- Então tens que comer a sopa toda.
- Está bem mamã...
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"Ding-Dong" Tocaram à campaínha. Quem seria?! Ainda por cima a esta hora... Baixem o lume do fogão onde a minha sopa estava a fazer, e fui abrir a porta. Era o Carlos.
- Olá Destiny! Que bom ver-te! Posso entrar?
- Oi Carlos! Sim claro! Entra.
- Obrigada. Desculpa não te ter avisado que vinha, ainda por cima a esta hora, mas o meu telemóvel ficou sem bateria...
- Não faz mal. Eu est- fui interrompida pela Catarina.
- Carlos, Carlos!!
- Olá pequena.
- Já não vou ser pequena!
- Ai não? Então porquê?
- Porque vou comer sopa! Assim vou crescer muito! Se quiseres também podes vir comer.
- É melhor não Catarina... a tua mamã pode não que- interrompi-o.
- É claro que não faz mal. Anda. Vem comer conosco!
- Destiny, tens a certeza? — largou a Catarina no chão e fomos andando para a cozinha.
- Mas... sim! Qual é o problema de jantares conosco?
- Humm, nada. Não é nada. Podias só querer despachar-te mais cedo para amanhã levantares-te a horas para ir trabalhar...
- Oh... Claro. Não faz mal. Eu cá me arranjo. Agora anda. Vamos comer. Depois de por a Catarina na cama logo podemos falar.
- Ok! Assim temos mais privacidade.
- Hãm?
- Hum? O quê? Nada. Não disse nada.
- Oh... Ok...
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- Então Carlos... Do que querias falar?
A este ponto, já tinhamos jantado e a Catarina já estava na cama a dormir. Eu e o Carlos estávamos sentados no sofá da sala.
- Oh... sim claro! Bem eu... humm... queria...
- ...Querias...?...
- ...Humm, queria que me disse-ses!
- Dizer-te o quê?!
- Humm a... que... A QUE DIA FAZES ANOS? Sim era isso que eu queria que me dissesses.
- Humm, bem... só isso... um pouco estranho...
- Pois...
- Bem eu faço anos dia 28 de Fevereiro.
- Ah, pois... ESPERA! Isso é hoje! Destiny tu hoje fizes-te 15 anos! Parabéns!
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