Alone

1 Capítulo Unico


Notas iniciais
Fic pra minha Marida Mihaell.
Espero que goste mulher, seu homem se esforçou u.u
Boa Leitura

Carreguei o corpo até os fundos da casa e peguei a pá para enterra-lo, comecei a cavar o buraco e cada monte de terra que eu tirava dali a culpa começa a me consumir.

Terminei meu “serviço” e deixei a pá no chão.

Voltei ao cadáver e fiquei admirando a beleza dele por alguns instantes, até algumas horas atrás ele estava vivo e feliz ao meu lado e agora por minha culpa ele estava morto...

Nunca me importei em retirar a vida de alguém, mas dessa vez é diferente, dessa vez eu matei alguém que eu amava e nunca mais poderei ficar ao lado dele.

Tudo isso por puro descuido...

Flashback ON

- Quero geleia de morango – Pedi ao moreno que estava se vestindo após nossa sessão de sexo matinal.

- Você tem que tomar café primeiro – Ele avisou, ultimamente ele me trata como se fosse minha mãe, até parece que ele se alimente direito.

- Mas eu quero agora – Falei decidido e ele apenas sorriu.

- Beyond por que você nunca me escuta? – Ele perguntou se sentando na cama ao meu lado.

- Porque você é um chato desgraçado – Respondi serio e ele apenas bagunçou meu cabelo.

O moreno se levantou da cama e foi até o guarda roupa, depois voltou com uma muda de roupas e jogou na minha cara.

- Se vista – Ele ordenou – Vamos compra a sua geleia de morango.

Pulei da cama no mesmo instante e vesti a roupa que ele me deu, uma camisa branca simples e uma calça Jeans rasgada; assim que eu terminei saímos do quarto e descemos a grande escadaria da nossa casa.

- Vamos de carro? – Perguntei quando vi ele pegar as chaves do mesmo e me entregar.

- Sim – Ele falou frio e com cara de tedio – Você dirigi, estou dolorido demais para sentar naquela posição.

Acendi com a cabeça e segui para porta da rua, saímos de casa e entramos no conversível dele, dirigir calmamente cortando os carros que estavam no meu caminho, avancei alguns sinais vermelhos e atropelei um cachorro...na calçada.

- Beyond cuidado! – Ele gritou quando eu quase atropei uma velha que estava atravessando na faixa de pedestre.

- Calma L, eu sei o que faço – Revirei os olhos e desviei de outra pessoa que estava na calçada, por que elas ficam ocupando a calçada? Querem que passe por onde se a pista está cheia de carros?

Finalmente chegamos à loja onde costumávamos comprar nossos doces, estacionei o carro de qualquer jeito e desci correndo pra dentro da loja.

- Beyond você parece uma criança – Ele comentou quando me viu admirando os vidros de geleia de morango.

- Vou querer todos – Falei animado começando a coloca-los na cesta de compras.

Continuamos nossas compras em silencio, eu coloquei todos os vidros de geleia de morango na minha cesta e na cesta de L, peguei também um bolo de morango pra ele, se me lembro bem os bolos dele estão acabando.

- Dinheiro, cartão ou cheque senhor? – Perguntou a mulher da loja quando me viu com a porra do talão de cheque na mão.

- Vou pagar com o meu corpo – Falei debochado e vi L rir ao meu lado.

- Desculpe senhor mais isso não paga nem a tampa do vidro de geleia – O que essa mulher disse? Segurei a faca que estava no meu bolso e olhei em volta, não havia ninguém além de nó na loja.

- Você vai se arrepender por ter falado isso – Alertei tirando a faca do bolso e pronto para acertar a garganta dela.

- BEYOND NÃO! – L gritou e ficou na minha frente para tentar segurar meu braço.

Fui tudo tão rápido, L não conseguiu me deter e acabei cravando a fata em seu peito, já a mulher se assustou e bateu na estante atrás dela fazendo os vidros com calda de chocolate caírem em cima dela.

- L! – Exclamei assustado ao ver o sangue dele jorrando.

- I-idiota – Ele falou encarando a faca.

- Cala a boca eu vou te levar pro hospital – Falei pegando ele do colo.

- Só me leva pra casa Beyond – Ele falou com certa dificuldade.

Ele sabia que se eu aparecesse em um hospital ou algo mais movimentado seria preso na hora, mas o ferimento dele era grave demais pra ser cuidado em casa.

O que eu faço?

- Beyond vai ficar tudo bem – L falou quando coloquei ele no carro – Vamos pra casa.

Dirigi o mais rápido que pude pra casa, tenho certeza que atropelei alguém, mas isso não importa.

Chegamos em casa e eu subi com L no colo pro quarto e o coloquei na cama, peguei a caixa de primeiros socorros e sentei ao seu lado.

- Vai doer – Avisei segurando o cabo da faca.

- Tudo bem – Ele sussurrou cansado.

Retirei a faca e vi o sangue escorrer por sua camisa e empossar a cama.

- D-desculpe – Pedi nervoso e comecei a fazer os curativos tentando estancar o sangue.

No final consegui fazer um bom curativo, havia estancado o sangue, mas mesmo assim ele perdeu sangue demais...

- Beyond estou cansado – Ele falou com a voz arrastada – Que tal dormirmos um pouco?

- Tudo bem – Me deitei ao lado dele e o abracei ignorando o sangue.

- Beyond eu te amo – Ele sussurrou e me deu um selinho.

- Também te amo Lawliet...

Deixei o cansaço me dominar e acabei dormindo, tive um sono sem sonhos, porem não foi relaxante, me sentia ansioso, mas não conseguia acordar.

Até que por fim consegui abrir os olhos, estava tudo escuro, já devia estar de noite.

Senti Lawliet ainda em meus braços, ele estava mais gelado que o normal.

Apertei ele e senti que o coração dele não estava batendo nem ele respirando, um nó se formou em minha garganta e a única coisa que eu fiz foi aperta-lo ainda mais.

As horas se passaram e eu continuei abraçado a ele, até que voltei ao normal e me lembrei que devia enterrar o corpo.

Levantei da cama e peguei L nos braços.

Flashback OFF

Coloquei o corpo do buraco e comecei a jogar terra em cima, aos poucos Lawliet foi sumindo; quando finalmente terminei cravei a pá na terra e sentei encostado nela abraçando os joelhos.

Abaixei a cabeça e deixei algumas lagrimas escorrerem, eu nunca mais veria aquele chato de novo e esse era o fato mais triste da minha vida...

- Desculpa Lawliet – Falei entre soluços e continuei cultivando minha dor sozinho.

Sozinho... é assim que eu estarei daqui pra frente.

Notas finais
Aeww curtiu? *-*
Deixem reviews u.u
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!