Notas iniciais
(testando, 1, 2, 3) Ah, sim. Oi. Alguém ainda lembra de mim? Espero que sim, mas se a resposta for não tudo bem, eu sumi por bastante tempo. MAS EU VOLTEI! Não exatamente para ficar porque caramba, deixem-me contar para vocês como o "terceirão" acaba com uma pessoa. Pois bem. Terminar o ensino médio, passar para faculdade e tudo isso é MUITO mais estressante do que parece. E requer estudar mais do que nunca. Além disso, várias neuras pessoais e etc. MAS eu resolvi tomar vergonha e postar esse capítulo. Não faço ideia de quando o próximo sai, entretanto. Vai depender de muita coisa, mas posso dar certeza que termino essa fic esse ano o/. ENJOY IT e vejo vocês rapidinho nas notas finais!!!! P.S: não tive tempo de revisar ainda, perdoem possíveis erros.

As luzes piscavam, e eu não me lembrava de ser tão impressionante assim. As cores me deixavam desnorteadas, e em meia hora me arrependi de estar ali. Ficar em casa deprimida era bem melhor, certo? Errado, mas minha mente insistia nisso. Eu juro que tentava fugir, mas era tão mais forte do que eu.

Lily pelo menos parecia estar se divertindo, virando um drink qualquer e rindo para estranhos. Ela devia mesmo aproveitar. Roxanne já tinha sumido na escuridão, enquanto Dominique fazia a social com as outras convidadas de Lily. Eu podia até tentar me esgueirar para fora e ir para casa, mas sabia que os olhos de águia de certa loira me impediriam. Sim, eu sei o que vocês imaginam. Rose Weasley, você é ridícula. Depois de um ano continua nessa fossa, cada vez mais sendo sugada para baixo. Pois bem, nada posso fazer para impedir. Eu sempre tinha sido assim. Tudo que sentia, era muito. Minha mãe tinha até me levado em psicólogos diversos, mas eles alegavam que eu era normal. Muito sensível, mas normal.

–Ei, Rose. – Roxanne reapareceu levemente descabelada e sorrindo de orelha a orelha. – Bela noite, hã? Que tal um drink?

–Não sei o que aconteceu para te deixar tão feliz... – falei, e ela riu. – Mentira, eu sei sim, dona Roxanne. Uma boa dose desse humor da senhorita todo dia é tudo que eu precisava.

–Quem precisa de doses de bom humor não sou eu. – Roxanne retrucou. – Você precisa viver Rose. Eu sei que Scorpius foi o grande amor da sua vida, mas nem sempre amores duram para sempre. E você é jovem e linda. Precisa virar essa página.

–Ninguém será como ele, Roxy.

–Mas é claro que não! – Roxanne exclamou. – Alguém vai aparecer e reviver seu coraçãozinho triste, mas não será igual. Nunca nada acontece da mesma forma duas vezes.

Eu suspirei, tentando abrir um sorriso enquanto pegava qualquer que fosse a bebida que Roxanne tinha pedido.

–Quando foi que ficou tão sábia?

–É o álcool falando. – ela piscou. Olhou em volta. – Vamos dançar.

–O que?

–Qual é, Rose. Todas aqui. – fez um gesto indicando a mesa e o pedaço do balcão que ocupávamos. – São comprometidas. Menos nós duas. Até a Delacour tem um bofe esperando em casa.

Nesse momento Dominique se voltou para nossa conversa.

–Se pretendem ir para a pista sem a melhor dançarina aqui, eu mato vocês duas. – ela gritou, já se levantando.

–E James? – perguntei.

Dominique deu de ombros, agarrando minha mão e a de Roxanne.

–James sempre adora que eu dance. – ela piscou, abrindo um sorriso suspeito. Não consegui conter meu riso. Talvez a noite saísse um pouco divertida, no final.

Dominique liderou nosso até então pequeno grupo, se movimentando como se tivesse nascido para isso. Lily e as outras foram se incluindo até formamos uma roda, rindo e bebendo enquanto deixávamos a batida da música enevoar nossos pensamentos por pelo menos algum tempo. Eu não fazia mais ideia da hora, porém não importava. A última vez que tinha me divertido assim tinha sido em muito, muito tempo. E por me divertir assim quero dizer antes do meu romance com Scorpius. Talvez a noite em que nos conhecemos... Sim, aquela tinha sido a última vez até agora. Meu Deus fazia quase cinco anos, eu acho.

Outubro de 2012

Joguei minha cabeça no ritmo da música. Não dançava como Dominique, mas dava para o gasto. Mexia meu corpo o melhor que podia, e satisfatoriamente sentia os olhares sobre mim. Tinha dezenove, e olhares eram tudo que eu procurava. O segundo cara da noite estava prestes a se aproximar quando meu primo, Alvo Potter, apareceu me puxando e acabando com a diversão.

–O que foi? Ainda não vamos embora. – sentenciei. Ele era basicamente meu motorista, pelo menos naquela noite.

Alvo balançou a cabeça.

–Não é isso. Quero que conheça um amigo meu da faculdade.

–Agora, Al?- perguntei, revirando os olhos e voltando o olhar para a pista. – Aquele cara estava prestes a chegar em mim.

Alvo me ignorou já me puxando por entre as pessoas. Tomei consciência rápida do meu estado lamentável. Suada, cabelos grudados no pescoço e morta de sede. Que se dane. Não queria impressionar ninguém mesmo. Iria dizer oi para o tal amigo do Alvo e então voltaria para a pista de dança, pronta para outra. Alguém mais bonito ia aparecer, com certeza. Era melhor fazer logo o que Alvo queria. Aposto que o amigo dele era um nerd de primeira.

E talvez eu estivesse certa, mas era um nerd muito do bonitinho.

–Rose, este é Scorpius Malfoy. Scorpius, essa é a prima de quem eu lhe falei. – Alvo nos apresentou.

Scorpius estava sentado, mas apressou-se em levantar e beijar minha mão como um cavaleiro medieval faria num filme. Tinha cabelos loiros muito claros, que quase brilhavam nas luzes piscantes da boate. Os olhos pareciam transitar entre o claro e escuro e não saiam de mim. Sorri internamente. Ganhar a atenção de um garoto bonito era tudo que eu queria. De repente, a pista não parecia tão tentadora assim.

Após alguns minutos de conversa, Alvo riu.

–Pode voltar para sua pista agora, Rose. – ele olhava longamente para uma morena do outro lado do salão.

–Acho que não, estou um pouco cansada. – menti. O álcool corria pelas minhas veias, eu não sentiria cansaço tão cedo. Alvo balançou a cabeça em negação. Murmurou um “você é impossível”, tão baixo que só eu pude escutar e se foi. Me virei para o loiro ao meu lado. – E então? Vai me pagar um drink?

–Pago quantos você quiser. – Scorpius respondeu, e talvez tenha sido ali, naquele olhar e naquele toque de mãos me arrastando para o bar que eu me apaixonei. Nunca saberei de verdade, mas sentia como se fosse pelo menos ali que eu tive a certeza de que aquele cara seria especial, no bom ou no mau sentido.

Dias atuais

Levantei os braços quando uma música mais conhecida começou a tocar. Lembranças, para que as quero? Não, não hoje. Chega de chorar pelo Malfoy. Roxanne estava certa. Eu precisava viver. Tinha vinte e três, não era o fim do mundo. A batida da música cresceu, assim como minha vontade de ser feliz. Deus abençoe Lily por aquela despedida de solteiro numa boate lotada. Pela primeira vez em muito tempo, apreciei os olhares que recebia de novo. Roxanne e Dominique sorriram orgulhosas quando afirmaram que iam beber alguma. Continuei ali. Não queria parar tão cedo.

–Está sozinha? – uma voz masculina perguntou. Dei uma boa olhada rápida. Alto, cabelos castanho escuros. Eu podia tentar, mas sinceramente hoje não. Um passo de cada vez.

–Infelizmente, estou comemorando com umas amigas. – fiz um gesto em direção ao grupo espalhado em duas mesas. – Quem sabe outro dia?

Não esperei resposta, apenas saí dali antes que ele insistisse. Roxanne me recebeu com gritinho de “é isso, garota!”.

–Não sei o que aconteceu com você hoje, mas podia acontecer sempre. – Dominique sentenciou.

Dei um gole no conteúdo do meu copo, sentindo-o queimar logo em seguida. Parte de mim queria voltar ao meu estado natural de depressão, mas a reprimi. Precisava começar a fazer isso. Um ano tinha sido perdido. Scorpius tinha sido maravilhoso, mas eu precisava aceitar que acabou.

O resto da noite passou voando. Saímos já era madrugada, Lily Luna carregada por mim e Dominique que estávamos em melhor estado. Riamos como loucas, como adolescentes, na verdade. Elas me deixaram em casa primeiro, em parte porque eu morava muito longe. Tirei os sapatos assim que cheguei no hall de entrada, andando pé ante pé com medo de acordar qualquer uma das velhinhas que moravam por ali. Elas realmente odiavam ser acordadas, e eu odiava despertar a ira delas. Idosas com guarda-chuvas podem ser muito assustadoras, ainda mais com uma sorte tendenciosamente ruim como a minha. Tropecei um pouco nas escadas, mas consegui chegar até meu corredor escuro.

A luz não estava acendendo, é claro, então estreitei os olhos. Não me lembro de muita coisa até cair no sofá, e sem tirar a maquiagem nem nada, cair no sono.

***

Minhas olheiras me denunciavam. E se não fosse isso, minha sensibilidade à luz o faria. Ali estava, Rose Weasley, de ressaca novamente. E não a ressaca amorosa na qual me encontrei por muito tempo, mas ressaca de verdade. Amaldiçoados sejam os chefes que abrem cafés sábados de manhã. Só trabalharia meio período, mas ainda assim... Estremeci só de pensar que ainda faltavam horas para ir embora.

O sininho da porta tilintou quando eu entrei na cozinha. Me joguei num banco qualquer, enquanto Rony ria da minha provável careta.

–A noite ontem foi boa, hein, menina Rose.

–Como sabe que saímos ontem? — eu entreguei completamente.

O cozinheiro riu.

–Vamos, pegue um muffin. Acabei de fazer. — ele ofereceu e eu peguei um dos deliciosos bolinhos de chocolate. — A chefe colocou algumas fotos naquela rede social lá. Minha filha me mostrou.

Eu assenti, querendo matar Roxanne e impossibilitada de responder devido a minha boca cheia. Caramba, aquele bolinho estava realmente ótimo. Teria que resistir a tentação de pegar mais um. Antes que eu pudesse finalmente responder, porém, Gretchen apareceu na porta.

–Rose, fica no balcão um minutinho? É que a Phoebe precisou dar uma saidinha, e alguém precisa cuidar das mesas. — minha colega explicou, parecendo sem graça. E pensar que eu era a segunda no comando, abaixo de Roxanne, que por sinal nem tinha aparecido para trabalhar. Como devia ser boa essa vida de dona do próprio negocio.

Suspirei, levantando e garantindo a Gretchen que já iria para lá.

–Rony, eu vou pegar mais um bolinho. — avisei, e o cozinheiro irlandês sorriu de novo, virando uma panqueca enquanto eu saia da cozinha com outra delicia na mão. Um dia trabalhar aqui ainda vai me fazer engordar horrores.

Ficar no balcão costumava ser tranquilo, por isso era sempre Phoebe que trabalha ali. Assim ela podia ligar constantemente para a mãe e saber como estava a filha, uma garotinha fofa de um ano e meio. Servi alguns cafés para viagem e aproveitei para passar algumas fases dos joguinhos do celular.

Levantei o olhar, despreocupada, quando notei uma sombra a minha frente. Quase quis não o ter feito. Scorpius Malfoy estava ali, lindo e loiro, piscando os olhos cinzas tempestade. Meu estomago ameaçou se jogar para fora, arrastando coração pulmão e o que estivesse no caminho. Era inevitável, mas daquela vez eu não iria chorar. Não iria deixar mais a presença de Scorpius Malfoy me abalar daquele jeito, não importa o quanto eu ainda o amo.

–Bom dia. – desejei, soando verdadeiramente sincera. Droga, Rose. Tente não agir como uma boboca apaixonada agora. – O que deseja?

–Rose? – “Não, ela tem uma gêmea do mal agora”. – Onde está Roxanne? E a menina que geralmente fica aqui...

Dei de ombros.

–Roxanne não veio. A Phoebe precisou sair, e sobrou para Rose cuidar do caixa e do balcão. – expliquei. – E então? Cappuccino de canela, grande?

Scorpius ficou em silêncio. Ele parecia não saber o que dizer, talvez pelo modo casual e despreocupado que eu estava me forçando a usar ao trata-lo. Se ele ia continuar a aparecer pelo meu trabalho, teria que ser assim, certo? Não posso tratar mal os clientes. Mesmo aqueles que eu queira, ou que joguem café em mim (já aconteceu).

–É, a festa da Lily Luna deve ter sido boa. – ele comentou. Quase quis perguntar se ele tinha me visto nas fotos. Como ele se sentia. – Fico feliz que ainda lembre meu favorito.

–Foi um ano, Scorpius, não uma vida inteira. – me ouvi retrucar, antes de me virar e colocar as máquinas para funcionar.

Scorpius parecia decidido em conversar comigo agora.

–Estive como seu irmão ontem.

–Ele está ótimo para alguém que vai casar tão jovem. – eu disse, e Scorpius riu, e aquele som era como chuva de mashmallows.

–Eu notei. Todos parecem muito bem... Como se nada estivesse mudado, exceto que tudo mudou. Faz sentido?

Na verdade, fazia, mas eu não iria admitir para ele. De onde tinha surgido toda essa conversa mesmo?

–Aqui está. – peguei a caneta piloto, escrevendo o nome dele no copo, como de praxe. – São cinco e cinquenta.

Scorpius tirou a carteira e pegou o dinheiro. Ele estava prestes a me entregar quando parou o movimento. Me analisou de novo e deu um sorriso um tanto melancólico.

–Fico muito feliz que esteja bem, Rose. Havia boatos de que... Bem, eu só fico feliz que não sejam verdade.

Respirei fundo, fechando os olhos por um segundo.

–Durante algum tempo, eu não estive. Mas agora sim, agora eu posso dizer que estou bem. – sorri, pelo menos sabendo que falava a verdade.

–Pode ficar com o troco. – ele disse, e eu agradeci.

Enquanto observava Scorpius se virar e ir embora, algo se revirava dentro de mim. Como um estalo, eu vi o precisava fazer para acabar com a sensação ruim que me perseguia, e conseguir virar aquela página de verdade. Eu voltaria a ser livre, voltaria a ser feliz, e de hoje não passava.

Notas finais
VOCÊS SÃO LINDAS (OS) E MARAVILHOSAS (OS) OS/AS MELHORES DO MUNDO!!!! (recadinho de amor para os leitores). COMENTEM COMENTEM RECOMENDEM POR FAVORRRRR (já que eu voltei, voltei direito implorando por review). Prometo responder os últimos dois ou três ainda sem resposta e não vou me estender aqui. AMO VOCÊS E LEMBREM-SE DE COMENTAR EU NÃO ATACO NINGUÉM SEM MOTIVOS! (pare de usar caps, Bruna)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.