Almost Valentine

10 The family of "Boyfriend"


Notas iniciais
OLHA QUEM CHEGOOOOOOOOOOOOOOU. Nem demorei desa vez u_u Gente, obrigado a todos os comentários do capítulo passado. Querem que eu responda os comentários, se quiserem me avisem, que a partir desse capítulo vou começar a responde-los. QUEM TÁ AMANDO? Eu to. P.S. Gostaram da capa nova? Espero que gostem ♥

Elena

Aonde estava o maldito vestido? E por que diabos eu estava tão decidida a ficar bonita mesmo? Nunca me importei com isso. Por que agora? E por que eu não consigo achar aquele vestido?

Eu havia retirado todas as peças de roupas do armário. Meu quarto estava uma verdadeira bagunça e eu ainda nem havia tomado banho. Meu Deus, o que os pais de Damon vão pensar se me virem assim? Quer dizer, o pai dele.

– Passou algum terremoto por aqui? — Ouvi a voz de Jeremias, olhei para a porta, tentando ignorar a pergunta do terremoto.

– Jeremy, eu sei que infernizar a minha vida é o seu passatempo favorito, mas eu to muito ocupada agora. — Digo, tentando em vão empurrá-lo para fora. — Sai, Jeremy.

– Damon me contou sobre o jantar. — Ele diz, ignorando meus protestos e entrando de uma vez em meu quarto.

Qual era o problema desses garotos? Será possível que a mente deles não consegue raciocinar quando uma mulher está tentando ignorá-los?

– Por que não liga pra sua amiga, a loirinha. — Ele se senta na cama, cruzando os braços e me encarando. — Ela pode dar um jeito... Nessa coisa. — Ele aponta para mim, me olhando de cima a baixo com uma careta.

– Eu não preciso da Caroline pra ficar bonita. E além disso, ela está me ignorando desde que soube sobre Damon e eu. — Rolo os olhos, voltando a procurar o bendito vestido azul.

Damon gostava da cor azul, sem falar que combina com os olhos dele... Por que eu to querendo usar esse vestido mesmo?

Ele é meu inimigo, o que significa que tenho que fazer coisas contrárias ao que ele gosta.

– Jeremias, você viu aquele vestido que usei no aniversário da vó Anne? — Pergunto, sentada no chão. Vejo Jeremy fazer uma careta.

– Eu acho que usei pra lavar meu carro. — Ele diz, passando o dedo no queixo.

Não me dou o trabalho de gritar com ele, até porque não valeria a pena. Apenas rolo os olhos, me conformando com minha total falta de sorte e incrível habilidade em ser perseguida por psicopatas.

Jeremy abriu um sorriso para mim, o mesmo sorriso que o diabo deve dar quando vê uma alma implorando por misericórdia, e então ele se levanta e sai do quarto.

O que eles têm contra mim? Será que existe alguma lei que diz que Elena Saltzman Gilbert precisa ser torturada e infernizada e passar o resto de seus dias sendo perseguida por dois maníacos sedentos de sangue?

Constando que um deles é meu irmão, e o outro é meu namorado. E por falar em namorado, eu acabei de me lembrar que não tenho nada para vestir no jantar na casa de Damoniaco.

Acho que meu irmão tem razão, talvez eu devesse ligar para Caroline e implorar por sua ajuda. Talvez sua alma misericordiosa tenha pena de mim e me ajude, ou talvez ela vá simplesmente continuar fingindo que não existo.

Por que as coisas tinham que ser tão complicadas? Até meu relacionamento, que nem é de verdade, está complicado.

Se eu ao menos soubesse me vestir bem, eu poderia dar um jeito. Mas não faço a miníma ideia de como se faz isso, minha mãe sabe, Caroline sabe, até as vadi... Espere um momento. Minha mãe?

Em questão de segundos eu me levanto do chão, correndo na direção do quarto de minha mãe e abrindo seu armário, dando de cara com a minha salvação.

Damon

Stefan não parava de me olhar com aquele sorriso sacana nos lábios. É claro que ele teria uma namorada, e é claro que ele traria ela aqui.

A garota era loira, tinha olhos verdes e de acordo com meu pai "o sorriso mais adorável do mundo". O nome era Rebekah, e aparentemente eles se conheceram na faculdade, enquanto trabalhavam em um projeto de caridade. Ela é tão doce e tão falsa quanto meu querido irmão.

– Então Damon, aonde está sua namorada? — Stefan diz, se colocando de pé ao meu lado, na varanda da casa. Rolo os olhos, sem a minima paciência para aquele cabeça de cotonete.

– Por que a preocupação, irmãozinho? — Pergunto, sorrindo debochado enquanto me viro para olhá-lo.

– Não sei... Talvez seja porque eu não acredito nesse seu teatro com aquela garota. — Ele sorri, ficando de cara para mim também. — E aliás, irmão. Não tinha alguém mais ridícula?

Confesso que tive que me segurar para não afundar os dentes de Stefan, quem ele pensa que é para falar assim da minha garota?

– Cuidado Stefan, seu papai não pode te defender o tempo todo. — Sussurro antes de passar por ele, esbarrando propositalmente em seu ombro.

Ainda não eram sete horas, mas eu queria estar em qualquer lugar menos ali. E de preferência, eu preferia estar com a garota esquisita, desajeitada e mais estranha que já conheci em toda a minha vida.

Ela pode ter me empurrado da escada, me atropelado com o carro, ter tentado colocar fogo na minha barraca... Mas mesmo assim, ela não me abandonou depois que minha mãe morreu.

Não que ela estivesse exatamente do meu lado. Na verdade, Elena sempre teve uma mente maligna para ferrar as pessoas. Ela pode ter aquela carinha de anjo, mas por dentro ela é o capeta em pessoa.

Sinto até pena dela as vezes. A Elena parece aquelas garotas depressivas, que ficam esperando um macho intelectual derrubar café nela, para eles trocarem os telefones e viverem felizes para sempre. Tipo a Bella e o Eduardo, só que menos ridículo.

Acho que a diferença entre ela e todas as garotas que já conheci, é que nenhuma delas tem um terço da inteligência de Elena... E talvez nenhuma seja tão boa quanto ela.

Por que to pensando nisso? O que eu realmente estou tentando dizer, é que por baixo daquelas roupas escrotas que ela usa, Elena é gostosa. E eu quero tirar a virgindade dela.

Parei de frente a casa dos Gilbert, desligando o carro e saindo do mesmo. Tive um certo receio de andar até a porta, quando ouvi gritos histéricos vindos de dentro da casa.

Alguma coisa com "enfia" e "senta o pau nela"

Respirei fundo, caminhando com cautela e ouvindo os gritos aumentarem. Entrei na casa, me deparando com a cena de uma Elena pendurada nas costas de Jeremy, que estava com uma vassoura em chamas tentando acertar... Uma barata?

Cruzei os braços, me encostando na porta e observando os dois tendo tanta dificuldade em matar um simples inseto. E então me lembrei que Jeremias tinha uma certa fobia a baratas.

Elena

– Será que todos vocês Gilbert têm deficiência mental? — Pergunta Damon rolando os olhos, quando eu e Jeremy nos jogamos no sofá como duas crianças levando bronca dos pais. — Podiam ter incendiado a casa.

– Em minha defesa, ele que deu a ideia de colocar fogo na vassoura. — Digo, logo me calando quando Damon me lança um olhar ameaçador.

Por que eu estava recebendo uma bronca dele? O cara que desceu a rua rolando dentro de um pneu de caminhão.

Olhei para o relógio, vendo que Damon havia chegado cedo demais.

– O que está fazendo aqui? — Pergunto, cruzando os braços.

É a primeira vez que ele me olha desde que havia chegado. Digo, realmente me olhar.

– Por que não está pronta? — Ele pergunta, mudando o rumo da conversa.

Rolo os olhos, me levantando do sofá e subindo as escadas para o meu quarto.

Me pergunto se Jake estaria lá. Mesmo que esteja passando uns dias com a Caroline... Iria ser bom ter um rosto amigo.

Encarei o vestido que estava na minha cama, mordendo os lábios enquanto me imaginava nele.

Suspirei e comecei a me arrumar, passando toda aquelas coisas no rosto e nos olhos e na boca, o que na verdade estava me incomodando. Eu parecia aquelas mulheres do comercial da Avon.

Acho que se nada na minha vida der certo, eu posso ser revendedora da Jequiti.

Quando terminei, meu rosto já estava rebocado, não como as meninas da escola, é claro. Elas parecem mais aqueles sósias do Bozo, sabe? Como se estivessem tentando roubar o lugar de algum palhaço por ai, ou disputando o cargo do capeta. Acho que quando elas não tentam se arrumar, ficam menos desagradáveis. Eu estava razoavelmente normal. Sem os óculos ou rabo de cavalo, sem as camisas largas e calças que ficam com a barra arrastando no chão. Eu usava um vestido preto, não era tão curto mas também não era longo, marcava minhas curvas e tinha um leve decote, com uma abertura nas costas. Por mais comportado que fosse, eu não me sentia confortável.

– Elena, já está pronta? — Era impressão minha, ou Damon Salvatore havia realmente batido na porta, ao invés de entrar e se jogar em minha cama.

Me olhei novamente no espelho. Eu não quero ir. Eu não estou bonita. E eles vão me odiar.

– Sim. — Digo, suspirando.

Vejo o reflexo dele pelo o espelho. Damon me olhava de um jeito diferente, não como se eu fosse a namorada falsa dele, mas como se fosse uma mulher.

– Eu não consegui achar o vestido azul. — Me viro, o olhando com certa ansiedade. Ele havia gostado? Ou só estava me encarando porque procurava uma forma gentil de dizer que eu estava horrível?

– Preto é bom também. — Ele sussurra, se afastando da porta e se aproximando de mim.

Proximidade não é bom. Principalmente quando se trata dele.

– Eu nunca te vi tão... — Damon olhava em meus olhos. Ele não estava olhando para minhas pernas ou meus seios como sempre fazia. Ele olhava em meus olhos, e eu juro que pude ver sua parede de gelo se derreter. — Maravilhosa. Você está linda, Elena.

– Esse vestido é da minha mãe. — Abaixo a cabeça, sentindo as bochechas arderem.

Meretriz que deu a luz, por que estou corando?

– Quero te dar uma coisa. — Ele diz, puxando do bolso um colar. Era prateado, com alguns desenhos e uma pedra vermelha. — Era da minha mãe.

Ele franze a testa, posso ver algo parecido com dor em seus olhos. Mas logo desaparece, retomando a frieza de sempre.

– É lindo. — Sorrio, me virando de costas e afastando meu cabelo. Damon coloca o colar em mim, logo descendo as mãos até minha cintura. Nos encaro pelo o reflexo do espelho, me perguntando como seria se aquilo não fosse apenas uma mentira. Por um momento eu desejei que não fosse, e então me lembrei de quem se tratava.

– Vamos? — Damon pergunta, se fastando de mim.

Apenas aceno com a cabeça, respirando fundo e me preparando mentalmente para encarar a família do meu "namorado".

Notas finais
Gostaram? Odiaram? O capítulo não foi lá essas coisas, mais ele vai ser super importante pra fic. Obs. O Colar que o Damonlicia deu, é o mesmo colar que a Elesma usa na série. STEFANIA TÁ VENENOSA. Parece que a Rebekenga vai entrar na história ASKAOPSKAOÇLSKAPO. E o Jeremias com medo de barata? Tá certo produção? Elena do bairro tá evoluindo. VAI SAMBAR EM TODO MUNDO SAPORRA. Estão gostando? Eu espero que sim. Até o próximo capítulo. Não se esqueçam de comentar ♥ ~Mad