Almost Loved
6 Six - Exactly the way I tought
Notas iniciais

Não haviam feito nada de muito importante, na realidade, passaram o dia como duas crianças. Depois de tanto escreverem e desenharem no muro, eles caíram exaustos na mesa da primeira sorveteria que viram e tomaram o maior sorvete de suas vidas. As horas se passaram sem que eles percebessem, deixando Lucy apavorada.
Quando chegou em casa, lá pelo fim da tarde, Lucy tinha um sorriso no rosto. Mas quando entrou, seu conto de fadas caiu como um balde de água em sua cabeça. Ela havia perdido três aulas, seu carro ainda estava na escola, receberia um sermão sobre como é errado sair sem avisar ninguém, e o pior de tudo, havia deixado Matt plantado a esperando na hora da saída. Mas que se dane, por um dia ela pensou em si mesma e não nos outros. E havia gostado.
Após aproximadamente meia hora de um discurso exagerado de sua mãe, ela subiu as escadas e tomou um longo banho, repassando o dia que tivera com Jason várias vezes em sua mente. Ao terminar, pegou o celular e se preparou para a enxurrada de perguntas e mensagens que cairiam sobre ela assim que desbloqueasse a tela. Mas, ao contrário do que esperava, não havia nada.
...
Na manhã seguinte, Lucy já terminava de tomar o café, ainda pensando no trajeto que teria de fazer a pé e na explicação que teria que dar a Matt, quando ouviu a campainha tocar. Tomou um último gole na xícara de café e correu para atender, ficando surpresa ao ver quem era.
–Você? — ela disse com um sorriso no rosto, sem entender muito bem.
–Fiz você deixar o carro na escola, o mínimo que posso fazer é te dar uma carona. Não sou tão ruim, vai!
–Tudo bem, espere um minuto.
Como sua mãe já havia saído, Lucy pegou sua mochila e trancou a porta atrás de si.
Após algum tempo de percurso, Jason parou em um sinal e tirou um cigarro do bolso, acendendo-o em seguida.
–Com quantos anos você começou? — Lucy perguntou curiosa, e Jason lançou-lhe um olhar divertido, oferecendo o cigarro — Não posso.
–Você diz muito isso — ao ver que ela estava pensativa, continuou — Qual é, não é nada de mais! Acredite, você vai gostar — deu uma tragada em seguida, soltando a fumaça no rosto da garota, que fechou os olhos.
–Qual é o gosto?
–Mais ou menos assim — e sem aviso prévio, ele a beijou. Foi um beijo intenso, cheio de desejo de ambas as partes. Suas línguas se moviam em sintonia, e só pararam quando o ar se fez necessário.
–Acho que vou adorar o gosto — ela disse, com o rosto ainda próximo ao dele. Então, pegou o cigarro e deu uma tragada, após alguns segundos, soltou a fumaça no rosto de Jason assim com ele havia feito. A diferença é que ela tinha menos prática, e estava se segurando para não tossir.
–Quem diria, você não é aquela que eu imaginava — ele disse, recuperando a postura e acelerando o carro.
–Ah é? Bom, pois você é exatamente como eu imaginava.
CONTINUA
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