Estilhaçada ficou minha alma com a tua partida

O que me intriga é a tua ausência

Tenho sim clemência de tua aptidão

Perdoe-me pobre coração

Esquecerei as desavenças

Relembrarei as lutas árduas que travamos

Fincarei minha espada no chão

Para sentir a emoção

De uma vitória eminente

Coração, me diga: o que devo fazer?

Gostaria de saber o que fazer, o que dizer

Em que deveria acreditar?

Estou farta de mentiras, de falsos moralismos.

De moda estou cheia, meu sapato é de salto agulha.

E com ele piso no egoísmo que tanto me atormenta

Com a espada luto pela justiça

Ainda que não a encontre

Buscá-la-ei até o fim.

Luto por causas justas

Não tem essa de saia justa

Sou uma guerreira que luta pelo amor e a justiça

Não em nome de ninguém

Para não causar transtornos, intrigas, guerra

Não tenho medo de nada

Ouse altear a voz para mim, coração

Que te direi umas boas verdades.

Pois tu já me usaste demais

Cruzaste o limite da paciência.

Tenha dó das almas perdidas

Elas não sabem que direção tomar

Não sei que o que irei me tornar

Estas almas precisam de luz

Para conduzi-las a um bom caminho.

Não se sinta sozinho, coração.

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