Alma perdida
1 Capítulo 1
Estilhaçada ficou minha alma com a tua partida
O que me intriga é a tua ausência
Tenho sim clemência de tua aptidão
Perdoe-me pobre coração
Esquecerei as desavenças
Relembrarei as lutas árduas que travamos
Fincarei minha espada no chão
Para sentir a emoção
De uma vitória eminente
Coração, me diga: o que devo fazer?
Gostaria de saber o que fazer, o que dizer
Em que deveria acreditar?
Estou farta de mentiras, de falsos moralismos.
De moda estou cheia, meu sapato é de salto agulha.
E com ele piso no egoísmo que tanto me atormenta
Com a espada luto pela justiça
Ainda que não a encontre
Buscá-la-ei até o fim.
Luto por causas justas
Não tem essa de saia justa
Sou uma guerreira que luta pelo amor e a justiça
Não em nome de ninguém
Para não causar transtornos, intrigas, guerra
Não tenho medo de nada
Ouse altear a voz para mim, coração
Que te direi umas boas verdades.
Pois tu já me usaste demais
Cruzaste o limite da paciência.
Tenha dó das almas perdidas
Elas não sabem que direção tomar
Não sei que o que irei me tornar
Estas almas precisam de luz
Para conduzi-las a um bom caminho.
Não se sinta sozinho, coração.
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