Alma Gêmea
1 Capítulo 1- Desemprego é uma desgraça!
Notas iniciais
PS: Fic movida a reviews. Se você estiver lendo a fic deixe um reviwes, não doi e deixa a~autora aqui suuper feliz e com vontade de postar mais rapido ;D
Aquela manhã eu acordei com olheiras que mais pareciam que eu tinha levado um soco. Tinha passado a noite acordada estudando para as provas que já estavam chegando. Meu cabelo castanho claro liso estava preso, mas ainda sim espichado. Escovei rapidamente meus dentes e tomei banho. Tomei café e me arrumei, colocando um terninho preto e cabelo preso em um rabo de cavalo alto. Peguei minha bolsa e sai. Na porta, tive que mais uma vez ver a ordem de despejo. Não tinha pagado o aluguel pois estava desempregada. Meu chefe resolveu efetivar o estagiáriozinho de merda- que por sinal estava tentando me foder desde que tinha entrado naquele lugar- e me demitir. É, pelo isto eu teria que ficar uns tempos na casa de meus pais. Comprei um jornal e fui em direção ao McDonalds tomar café da manhã. Os classificados não mostravam nenhuma proposta de emprego interessante. Eu tinha que arranjar um emprego rápido. Podia ficar sem apartamento mas eu precisava pagar minha faculdade.
Peguei o celular pra ver a hora e vi uma ligação perdida. Mãe. Retornei, e no terceiro toque fui atendida.
–Alô?
–Mãe?-Disse eu.
–Ah, oi querida! Estava precisando falar com você! Tudo bem?
–Tudo mãe, é que eu vi sua ligação aqui e resolvi retornar.
–Ah, sim, é mesmo. Bom, eu queria perguntar se você não quer passar uns tempos aqui até você estar empregada e se estabilizar...
–Oh...Hum, estranho pois eu ia perguntar se eu ia poder ficar ai por uns tempos. Recebi uma ordem de despejo.
–Mas claro que pode! Deve!-Disse ela radiante, afinal ela nunca aprovou a ideia de eu morar longe dela...- Mas e ai? Alguma novidade?
–Hummmm... Estou esperando a resposta de algumas empresas ainda...
~1 Semana depois~
O taxi chegou na casa de meus pais e minha mãe correu pra pagar, já que não queria que eu gastasse meu dinheiro. Descarreguei minhas coisas e meu pai me ajudou a levar pro quarto. Meu quarto... As quatro paredes azuis que eram escaladas por adesivos de uma árvore de cerejeira e móveis de madeira de lei iluminadas pela pequena janela que tinha ali... Foi ali que eu passei minha adolescência inteira, já que não era do tipo social.
Após deixar tudo no quarto meus pais me receberam com um café da tarde e um sorriso bem vindo e acolhedor. A decoração que exagerava nas flores e a iluminação amarelada tornava o lugar mais acolhedor do mundo! Meu pai iniciou uma conversa descontraída mas logo ficou sério.
–Então, como tem sido os últimos meses?-Perguntou ele.
Uma pequena pontada de...-o que? Desapontamento?- na sua voz me fez lembrar por que eu me esforçava tanto. Era por ele! Pela minha mãe! E pelo meu falecido irmão que eu pouco conheci... Meu irmão era 10 anos mais velho que eu. Morreu com 16 anos, assassinado por seus colegas de classe em um ato de bulying fora do controle. Meu irmão era um gênio, extremamente inteligente que deixava a todos orgulhosos, meus pais, meus avos, os professores e isso despertou a inveja em seus colegas... Eu por ser muito isolada quase sofri por bullying mas nunca dei confiança e também pelo que aconteceu com meu irmão, o chefe de policia local, Karl, sempre estava de olho em mim pra minha proteção.
–Difíceis-Respondi.
–Martin...-Disse minha mãe em tom de reprovação.
–O que foi Erica? Só estou perguntando!-Disse ele.
–Está pressionando, isso sim! Não vê que ela está se esforçando?
–O quê? Estou te pressionando Mika?
Dei de ombros.
–Não, imagine...
–Mas é claro que...-minha mãe continuava a discussão, mas eu sai da mesa e fui em direção a sala e liguei a TV mas acabei cochilando no sofá- tinha passado a noite arrumando as coisas, então não tinha dormido direito.
Era cerca de sete horas quando senti uma pequena pressão em cima da minha barriga me fazendo acordar. Abri os olhos e dei de cara com uma bolinha de pelos cinza malhada.
–Heeeeey...-Sussurrei. o Gatinho tinha subido em cima de mim e me encarava. Passei as costas da mão por entre suas orelhas.-Um gato. Agora... Temos um gato?
Me levantei e peguei a bolinha de pelos e fui em direção á cozinha onde podia se ouvir as vozes de meus pais.
–Hey mãe. O que significa isso?-Disse quando entrei.
Minha mãe mechia em uma panela e meu pai sentado em uma cadeira próxima dela. O cheiro da comida caseira empestiava o lugar... Eles se viraram assim que ouviram minha voz. Minha mãe ao ver o gato nas minhas mãos iluminou-se.
–Oh! Este é Damon, o gatinho de nosso vizinho William. Entranho, ele nunca vem com nenhum de nós!
–Sim, mas o que ele faz aqui?-Perguntei
–Ah, é por que Willie trabalha até tarde na cafeteria dele e ele pediu para cuidarmos do gato dele enquanto ele fica fora.
–Willie era amigo de Paul, Mika! Você precisa conhecê-lo! Tenho certeza que vai adora-lo!- Completou meu pai, citando o nome do meu irmão.
–Ele é tão fofinho!-Disse segurando o gatinho no alto. Ele me encarou e sua falta de expressão e entendimento do que estava acontecendo era cômica!
Eu o coloquei no chão e disse aos meus pais que iria subir pra estudar um pouco. Minha mãe anunciou que o jantar logo estaria pronto. O pequeno Damon me sequiu até meu quarto e dormiu em meu colo enquanto eu lia a apostila.
~Naquela Noite~
Desci pra jantar com meus pais, assisti um pouco de TV com eles e voltei ao meu quarto, tomada pelo sono. Damon me seguiu e deitou em cima da minha barriga, tão aninhado, que dava dó de mecher. Logo adormeci...
Acordei com o movimento de Damon em cima de mim. Ele tinha levantado e voou pra porta e começou a arranha-la. Eu abri a porta, e Damon saiu correndo pelo corredor. A luz da cozinha no andar de baixo estava acesa. O ronco alto de meu pai e minha mãe logo me alertaram que nenhum dos dois estava lá. Ouvi um barulho de pratos batendo e comecei a entrar em panico. Fui no armário e peguei o velho bastão de baseball do meu pai com medo que fosse um ladrão. Tive um pequeno sobressalto quando a luz da cozinha apagou. Desci as escadas lentamente e mesmo no escuro, pude ver um cara perto da porta com a travessa que tinha os restos do jantar em uma mão, e Damon na outra. Oh não, o cara ia levar Damon!
–Hee...heeeeeey! Largue isso!-Balbuciei nervosa.
Pelo visto o cara ainda não tinha me visto. Levou um susto tão grande que deixou a travessa cair.
–Es...Espera!-Disse o cara. Ele não tinha soltado o pobre Damon ainda. O gatinho nem sequer reagia...
–Solta o gato!-Disse.
–Não! Ele é...-Ele começou a dizer, mas eu bati com o bastão com força contra sua perna.
–Mas o que está acontecendo aqui?-Eu pude ouvir a voz do meu pai no alto das escadas.
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