Alma De Um Escritor

1 Alama de um escritor


Eis que estava ébrio pela noite
A lua em sua melhor forma
Circular e brilhante

Não esperava encontrar
Uma bela dama a divagar
Cabelos longos e pele fria
Pude acariciar


Tamanha era beleza
Que meus orbes brilhavam ao olhar
Vestida com seu manto negro
Em seus olhos pude ver a dor

Quis tirar a fria tristeza
Que pude sentir
Ao encontrar nossos olhos

Olhava-me, hipnotizante:
-Me salva! Me salva!
Sua alma aflita, pois se gritar

Fizera-me um pedido
Neguei sem pensar
Mas em um toque enlouquecedor
Levou-me ao pudor

Não entendia os lamentos
Queria salva-la de qualquer forma
Mas o prazer e o vinho me deixaram fora de orbita

Estamos à frente ao abismo
Quando por mim atendi ao pedido
Enganado fui com aquele corpo nu
Tolo!

Ultima chance tive
Toquei a face gélida da mulher
Que me concedeu um sorriso

Lindo sorriso aquele
Que feliz estava ao contemplar seu desejo
A escuridão do abismo nos consumiu
E a morte se fez

Desde então
Minha alma presa ao abismo
Retrocede a suas ultimas lembranças
Escrevendo poemas
E descrevendo de quão bela era
A dama que me levou a vida
Sem poder de vingança.

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