Allysson Grey Vs Escola de Rock

22 Só nos resta dobrar os joelhos


Notas iniciais
Nesse capitulo, aprendemos o que fazer quando um amigo precisa de ajuda.

N: Lawrence.

Ao dizer as palavras, seus olhos se fecham lentamente. Eu entro em pânico e tento mantê-la acordada:

_PAMELA! PAM, POR FAVOR! NÃO FECHE OS OLHOS!

Summer anuncia que Amy chamou a ambulância, que já estava a caminho enquanto Allysson e Cris se ajoelham abraçados no lugar onde estavam e começam a orar e com lagrimas. Os que estavam lá e creram fizeram o mesmo. Na verdade, me assustei vendo Freddie naquela posição. Mas estava ocupado demais com Pamela nos braços, orando e checando sua fraca pulsação.

Logo a ambulância chegou e eles socorreram Pamela, mas o coração dela parou e foi preciso usar o desfibrilador. A cada choque que davam no coração dela, era uma faca que entrava no meu. Mas eu sabia exatamente o que ela iria me dizer naquela hora: “Chega de drama e coloca nas mãos de Deus, ok?!”. Era muito a cara dela. Eu amava seu jeito determinado. Foram precisos dois fortes choques no peito de minha amada para seu coração voltar a bater. Estava descompassado e fraco, mas batia. E eu só tinha a agradecer.

A ambulância a levou para um hospital e eu fui atrás no meu carro com alguns da Escola de Rock. Cris e Allysson vieram atrás de mim com mais alguns da “ER” e a Banda Light. E foi difícil dirigir pensando no perigo que Pamela corria. Ela estava entre a vida e a morte.

No hospital, demoramos horas para saber mais do que “A Srta. Vincent está no meio de uma cirurgia.”, ou “Sua parada cardíaca foi causada pelo problema de coração que ela tem. A bateria de seu marca-passo chegou ao fim.”, mas nada de saber se ela ficará bem ou não. Se vai sobreviver e... voltar pra mim.

_Ela vai ficar bem, cara._ Dewey tentava me acalmar.

_Como sabe?_ perguntei.

_Bom... eu..._ ele não terminou, já que não sabia.

_Pamela pode ser doida e divertida, mas é durona. Ela vai voltar._ disse Allysson.

_Sem contar que, chata do jeito que ela é, não vai nos deixar em paz tão sedo._ comentou Jeremy.

Allysson se levantou de onde estava sentada e pediu que eu me sentasse. Eu a encarei e disse:

_Prioridade à gestantes.

_Não. A quem está sofrendo mais.

Mas eu vi uma lagrima sair de seus olhos. Então me sentei e respondi: _Pamela é uma de suas melhores amigas. Eu sei o quanto está mal.

_Eu aguento._ mas não aguentou e chorou.

Cris a abraçou, procurando confortá-la. Ela ainda cobria o rosto com as mãos enquanto os braços de seu marido estavam ao redor de sua cintura. Comecei a pensar em Pamela e nos nossos momentos juntos. O livro que ela queria escrever: “Teclados e Sorvetes”. Eu jurei naquele momento que escreveria aquele romance. Zack estava encostado na parede abraçando Summer por traz, que parecia preocupada. Allysson chorava nos braços de Cris inconsolavelmente. Até Jeremy e Amy que eram amigos estavam procurando consolo um com o outro com um abraço e algumas palavras. Eu não parava de pensar em Pamela.

Ficamos horas por lá. Alguns fãs nos reconheceram e perguntaram sobre a competição. Mas nenhum de nós tínhamos cabeça pra isso naquela hora. Então, quando anoiteceu, um médico chegou perguntando por Ayume Danchi (que chamou a ambulância), mas as duas bandas se levantaram ai ao mesmo tempo.

_A Srta. Vincent está no quarto. Já foi sedada, mas está instável. Só poderemos dizer se ela está bem mais tarde. Sugiro que voltem para suas casas.

_Tudo bem._ Amy assentiu.

_Boa noite._ disse o doutor se retirando.

Amy nos encarou e disse: _Não fará diferença estarmos aqui ou não. Se pudéssemos fazer algo...

_Dobrar nossos joelhos é o melhor a fazer agora._ Jerry diz segurando suas mãos.

_Vamos logo pra casa._ eu falei, desanimado.

N: Allysson.

Nunca me senti tão aflita ou assustada. Não conseguia imaginar o que poderia acontecer. Era um sentimento de pânico contido no meu peito que vazava pelos olhos, que estavam tão vermelhos quanto o que restou de vermelho rubro no meu cabelo. Eu estava deitada na minha cama, já com minha camisola branca quando Cris deita ao meu lado e me abraça por trás.

_Ally, está tudo bem?

_Minha amiga está num hospital e não sabemos seu estado de saúde. Acha que está tudo bem?

_Ao menos ainda tenho vocês!

_No plural?

_Sim. Você e o pequeno Luke Rowley._ ele colocou a mão na minha barriga. _Allysson, não se preocupe. Ache um motivo para agradecer.

_Pamela está viva. Apesar de tudo, continua respirando, mesmo entubada.

_Então! Amor, ela está bem! Está nas mãos de Deus e se Ele quiser leva-la, que seja!

_Cris, não fale...

_Só quero que durma e não se preocupe.

_Creio que ela ainda vai morder muito as bochechas do sobrinho no casamento dela com Lawrence._ acabei rindo.

_Depois você me pergunta por que te amo!

_Cris, eu nunca...

Meu celular toca, interrompendo o que eu ia falar. Era Amy. Eu me preocupei. Atendi o telefone com as mãos trêmulas:

_Amy?

_Oi, Allysson._ o tom dela era sério.

_Aconteceu algo?

_Sim. Me ligaram do hospital._ me assustei no mesmo momento. _É sobre a Pamela.

Uma lagrima escorreu no meu rosto. Presumi o pior.

Notas finais
Feliz ano novo! Só volto a postar no ano que vem, ok? Comentem suas teorias e não deixe a QRaspati sozinha!