Notas iniciais
Oi, gente! Esse vai ser um capitulo extremamente emocionante. Então, se tem algum problema cardíaco como a Pamela, leia com calma e presuma o pior, não na história, mas com sua saúde.

N: Allysson.

“Eu não estou grávida!”, eu afirmava em pensamentos.

A última coisa que eu queria era ter razões para dizer “Cris, você tinha razão.”

Medo? Óbvio! Vocês sabem muito bem porquê.

Acordei depois naquela manhã com uma maldita vontade de beber o refrigerante que eu mais odeio no mundo. Com tanta coisa saldável eu queria aquilo? Me dava nojo, mas eu não podia parar de beber. Então eu me levantei naquele sábado antes dele, tomei um banho, escovei meus dentes (o que não é comum nos Estados Unidos a essa hora da manhã, geralmente é só depois, mas como disse, sou nascida e criada no Brasil) e fui tomar café. Preparei torradas e coloquei um copo daquela droga de refrigerante. _Coca-Cola? É sério? Tão sedo assim?_ Cris me abraça por trás (nem vi ele chegar).

_Me deu vontade, eu quis tomar!_ dou de ombros.

_Quando vai parar de negar?

_Quando vai parar de paranoia.

_Não é paranoia! Quer apostar que estou certo?

_Se você vencer, escolhe o nome do bebê,_ me virei de frente _se eu vencer, bom, nem haverá um, então eu penso em algo.

_Você não está levando isso a sério, está?

_Claro que não!

_Eu estou.

Olhei para ele assustada. Bom... eu estava assustada. Não queria estar errada, não naquela hora. Cris percebeu que eu não reagi bem. Ele me encarou como se dissesse: “Viu agora? No fundo, você sabe que é verdade.”.

_Cris, eu não estou grávida e posso te assegurar disso.

_Amor, eu sei muito bem o quanto você teme isso, mas não é algo ruim e você precisa intender isso!_ sua voz era calma e doce, tão calmas como sua mão em meu rosto, mesmo que as palavras soassem para mim assustadoras _Mas eu te amo e eu juro que estarei ao seu lado e te ajudarei de todas as formas possíveis.

_Eu sei. Mas...

_Procure um médico, faça um exame, por favor.

_Mas...!

_Nada de “mas”, Ally. Sabe que eu estou pedindo isso porque te amo.

Engoli seco e respondi: _Se vai fechar sua boca, então tudo bem.

Mas a última coisa que eu iria fazer é marcar aquele exame e acabar sendo reconhecida por algum médico que conheça e goste da Banda Light e acabe me reconhecendo e gerando polêmica sobre uma suposta gravidez, então coloquei um casaco com capuz e fui a uma farmácia comprar um daqueles exames caseiros. Mas foi só sair de perto do caixa e...

_Ally? O que faz aqui?

Me virei surpresa: _Summer, eu é que te pergunto!

Então ouvi uma outra voz familiar: _Com licença? Viram uma ruiva com as mãos de duas cores diferentes e uma tatuagem?_ Sério que ela perguntou isso? Ela me viu e disse: _Ruiva! Cris disse que estaria aqui.

Escondi a caixinha atrás de mim e perguntei: _O que houve, Pam?

_Você não vai acreditar, mas te conto mais tarde.

_Tem a ver com a Escola de Rock ter vencido o duelo?_ perguntou Summer.

_O que?!_ eu e Pamela perguntamos juntas (estranho).

_Verdade! Pam devia saber! Está saindo com o Lawrence!

_Sim, eles são amigos._ eu disse.

_Olha, ruiva, era sobre isso que eu queria falar: não tenho certeza, mas acho que estamos juntos._ confessou Pam.

_Pamela Drew Vincent, como assim não tem certeza?!_ eu não escondi essa mistura de confusão e indignação por parte de uma mulher cristã.

_Sei lá! Ele só me beijou!

_Eu sabia que tinha algo estranho acontecendo com ele!_ comentou Summer.

Comecei a andar para trás esperando que elas não me vissem sair, mas Pamela logo comentou: _E Law não é o único estranho por aqui._ ela olha pra mim.

_Ham... não sei do que você está falando._ eu disse tentando não parecer apavorada.

_O que faz aqui?

_Nada demais! Não posso vir aqui?

_Tomando coca direto, vomitando...

_O que está insinuando?

_O mesmo que todos.

Deixei a caixinha cair no chão. Pamela corre e pega.

_Mas o que é isso?_ perguntou Summer.

_Vou ter uma parada cardíaca!_ diz Pamela quase gritando.

_Quer ajuda?!_ perguntou Summer com medo.

_Não. É por isso que ela usa marca-passo._ expliquei tranquilamente.

_Eu sabia! Sabia que estava esperando um bebê!_ diz Pamela quase pulando.

_Não! Eu não estou! Isso é só desencargo de consciência!

_Sei, claro que sim._ diz Summer sarcástica.

_Agora é sério: eu preciso ir.

_Quero ser a primeira a saber, hem!_ pediu Pam.

_Tchau, garotas._ me despedi e sai.

_Tchau, Ally!_ ouso um pouco longe a voz de Summer.

Teria sido melhor marcar um exame em alguma clínica.

Cheguei em casa e logo vi Cris. Mostrei pra ele o teste e depois fui até o banheiro. Depois de fazer aquele teste, tomei um banho e vesti uma roupa leve. Antes de sair do banheiro, eu fiz uma breve oração: _Senhor, seja feita a Tua vontade. Mas se a Tua e a minha forem as mesmas, fico eu bem mais feliz. Caso não seja... tire esse medo do meu coração.

Quando abri a porta do banheiro, lá estava Cris de braços cruzados só me esperando. Eu fui até ele e o abracei. Era o medo do que poderia acontecer.

_Ally, eu juro que vai ficar tudo bem.

_Tem certeza?

_Por que não? Se eu estiver certo, vamos ter um filho, o que é bom. Se você acertar, tudo volta ao normal.

_Você conhece meu medo.

Ele olhou nos meus olhos, acariciou meu rosto e disse: _Seja feita a vontade de Deus.

_Amém.

_Acho que já apareceu o resultado, eu vou ver.

Cris havia colocado encima de uma almofada no sofá. Ele foi até lá e eu fui atrás dele. Eu estava em pé e ele sentado. Quando viu o resultado, deu um sorriso familiar: o mesmo de quando eu disse “Sim!” quando ele me pediu em casamento. Com uma lágrima e tudo.

_Positivo!_ mal parecia uma exclamação. Ele quase cochichou.

_O que disse?!_ pergunto assustada.

_Positivo! Você está grávida!_ ele fala mais alto. Agora sim exclamou.

Meu chão caiu. Eu me sentei no sofá e vi tudo na sala girando. Como aquilo poderia vir a acontecer comigo?! Eu não queria ser mãe, mas eu ia e... eu estava apavorada.

_Eu estou grávida!_ eu afirmava em voz alta.

Notas finais
Alguém quer que eu chame a ambulância?