Ally: Jogo de Amor

22 Cara ou Coroa?


Intervalo de quarta-feira, Nick caminha até Ally que está na grama lendo, chegando perto percebe que seu rosto está pálido e com um pouco de olheiras em baixo dos olhos, logo imagina que ela chorou sem parar depois que a deixou em casa no dia anterior:
– Ally? — A chama sério.

Ela levanta o rosto, está sentada e com os óculos de leitura:
– Minha mãe disse que você não vai se consultar hoje. — Completa.

– Sim. Tenho que chegar cedo, minha mãe está em casa hoje e quer passar o tempo que tem comigo. — Explica calma.

– Hum. — Resmunga. — Eu trouxe suas coisas que estavam lá em casa. — Ele a entrega uma bolsa.

Ela abre e vê as roupas que estava usando antes de ir para a cafeteria, a pulseira que estava presa na calça dele e a câmera. Pega a câmera e a pulseira na mão e o olha:
– Elas são suas! — Ele ressalta.

– Eu não sei se devo ficar com essa câmera. — Fica confusa.

– Ela é sua Ally.

– Mas... — O olha e vê que a encara.

Intimidada ela guarda tudo dentro da bolsa:
– Obrigada. — Agradece receosa.

Ele balança a cabeça e impulsiona sair, porém para e volta:
– Ally... — Pensa um pouco. — A Nane falou que se você quiser conversar mais tarde pode ligar para ela. — Informa.

– Está bem. — Responde meiga e volta a ler.

Acabado o horário da escola Ally pega o metrô e vai para casa, cumprimenta a mãe ao chegar e vai tomar banho. No banheiro encosta a cabeça na parede enquanto a água cai em sua cabeça, desliga o chuveiro e se enrola na toalha, caminha para o quarto e pega o celular que tem uma mensagem de Baby:

"Baby:
Então ele te deu mesmo a câmera polaroid?"

"Ally:
Deu sim."

"Baby:
:3
Acho que ele tem certos sentimentos por você :3"

"Ally:
Não fale besteira, você está vendo muito filme. O Nick só é imprevisível e conquistador."

"Baby:
Como tem certeza que ele não gosta de você?"

"Ally:
Eu vi ele beijando uma garota na escola, ontem."

"Baby:
Ah '-'
Só que você gosta dele, não é mesmo!?"

"Ally:
Não me faça responder essa pergunta."

"Baby:
Ontem você não chorou só por causa da saudade, né?"

"Ally:
Não. É complicado Baby."

Enquanto isso na casa de Douglas Nick conversa com ele e Carina:
– Você não perguntou como ela estava!? — Pergunta Carina surpresa.

– Não. Estava na cara que ela não estava bem, mas se eu tivesse perguntado ela iria mentir de novo. Ela mente para encobrir. — Nick explica. — Eu só sei que a ver chorar é agoniante, meu peito aperta e dá uma grande vontade de fazer ela parar...

– Isso ainda não é nada meu amigo. — Douglas diz irônico abraçando Carina.

– É verdade! Sabemos porque você senti isso, mas não vamos falar, você tem que admitir para si mesmo sozinho. — Ela ressalta sábia.

Com os dias passando rápido sexta-feira chega, no refeitório da escola Ally parece perdida, milhares de palavras voam em sua mente:
– Eu não sei o que comer. — Cochicha. (A barriga dela ronca)

– Acho melhor comer algo, está com fome. — Nick diz se aproximando dela por trás.

– Não sei o que comer. — Acentua avoada.

– Espera.

Ele vai até o balcão e volta com duas bandejas:
– Pegue, esse é o seu! — A entrega.

Na bandeja dela se encontra uma tigela com salada de fruta, um prato com torradas e um copo de suco de laranja; ela olha tudo:
– Obrigada. — Agradece e anda até as mesas.

As meninas chamam por ela, porém Ally repara que alguns meninos desagradáveis estão com elas então se senta só. Ao a ver sozinha Nick puxa uma cadeira sentando na frente dela, que fica o olhando:
– O que foi? — Indaga com a boca cheia. — Também não gosto desses lesados. — Detalha.

Por achar engraçado e tonto ela sorri boba:
– Idiota! — Resmunga tímida.

Ele apenas retribui o sorriso bobo a vendo envergonhada. Duas semanas se passam seguindo o dia a dia dos dois irem para a escola, Nick ir com Ally para casa e ela fazer as consultas com Nane.

Domingo Ally acorda branda, se banha e veste um vestido branco até o joelho, um cachecol preto e uma sapatilha fechada, prende o cabelo num coque e passa um brilho nos lábios. Às 10h30 sai para respirar ar fresco, caminha passando por umas lojas e decide entrar numa floricultura. Lindas flores enfeitam a vista, vermelhas, amarelas, rosas, brancas, roxas, várias cores distintas; distraída com tanta beleza ela bate num vaso que cai da mesa, porém alguém o pega no ar antes de tocar no chão, ela o olha e sorri:
– Nick! — Exclama surpresa.

– Desastrada, como sempre desastrada Ally! — Ele ressalta colocando o vaso no lugar.

– O que está fazendo aqui? — Pergunta simpática.

– A Nane está comprando flores para casa. — Responde colocando as mãos nos bolsos do casaco.

– Ah, está acompanhando ela! — Conclui.

Ele balança a cabeça em sinal de sim:
– Querida! — Diz Nane chegando alegre por a ver. — Como está!?

– Estou bem. — Se abraçam.

– O que está fazendo aqui? Veio comprar flores ou está só passeando? — Pergunta com planos.

– Estou só passando o tempo, não tenho muito o que fazer. — Responde.

– Vamos lá pra casa, almoce conosco e passe o resto do dia lá. O que acha? Eu falo com sua mãe. — Nane pede.

– Pode ser. Eu adoraria! — Diz sorridente.

– Ótimo! Então vamos, já comprei as flores, vão entregar depois.

Eles entram no carro e partem para casa dos Blacker. Na sala Sra. Blacker pede para Ally acender a lareira:
– Ally, querida, será que pode acender a lareira pra mim? Eu vou ajudar a Ana à fazer o almoço agora. — Ela pede.

– Sim, claro! — Responde.

Com várias tentativas fracassadas ela se irrita e resmunga:
– Eu faço isso. — Nick diz passando na frente dela.

Muito facilmente ele acende, constrangida ela caminha para a porta:
– Você ficou feliz por me ver na floricultura, não ficou? — Indaga exibido.

Ela para e vira:
– Só fiquei surpresa. — Explica.

– Está mentindo, de novo. — Frisa se aproximando.

– Não estou...

– Agora vai dizer que está mentindo. — Assegura.

– Hã! — Resmunga.

– Eu quero ouvir a verdade de você Ally. — Para na frente dela. — Já sei, vamos fazer um jogo.

– Um jogo!? — Indaga confusa.

– Se eu ganhar você me responde 10 perguntas com as verdadeiras respostas. — Detalha.

– E se eu ganhar? — Ressalta curiosa.

– Você me faz às 10 perguntas. — Diz relaxado.

– Não, eu vou fazer às 10 perguntas, mas, para o Douglas. — Afirma esperta.

– Por que para ele?

– Porque ele te conhece melhor do que você mesmo. — Conclui.

– Ok. Ah, uma coisa, se eu descobrir que você mentiu, vai ter castigo. — Informa.

– Como pretende fazer isso? — Fica tensa.

– Não queira saber! Cara ou coroa?

– Cara. — Ela escolhe receosa.

– Coroa. — Ele sorri de lado. — Um, dois, três!

Nick joga a moeda e ela roda no chão por uns segundos, até que para e cai. Os dois olham e levantam o rosto:
– Ganhei. — Ele exclama sorrindo malicioso.

Ally fica paralisada:
– Ok, primeira pergunta. Qual é meu verdadeiro gosto?