Sexta, 11 de Setembro. (Continuação)
Nick fica paralisado vendo Ally sentar em seu colo do nada. Ela se encolhe mais enquanto vê TV quieta:
— Por que motivo fez isso? — A pergunta tentando voltar ao normal.

— Hã... Bem. — Gagueja.

— Diga! — Pede ainda um pouco receoso.

— Eu estava me sentindo um tanto sozinha lá em cima, meio perdida, então lembrei que quando estou com você não me sinto assim. Seus braços sempre me protegem! — Diz doce sem olhá-lo.

Ele sorri bobo diante de sua resposta:
— Hum! Entendi! — Exclama.

Sabendo a razão de seu ato Nick a ajeita e abraça aquecendo seu corpo. Ele alisa sua perna devagar e levemente enquanto assiste TV, até que percebe que Ally dormira com a cabeça encostada em seu peito. Com um impulso se levanta a pegando no colo, caminha devagar para a escada, sobe e vai para o quarto de hóspedes, ao qual abre a porta lentamente e a põe na cama:
— Pronto! — Resmunga. — Está entregue moça! — Sussurra.

Nick a vê murmurar sonhando e sorri bobo. A cobre com o edredom e admira sua beleza, vendo como ela está encantadora ele se senta ao seu lado:
— Queria estar com você nesta cama, mas, não posso. — Cochicha alisando seu rosto. — Apenas me deitar ao seu lado e te admirar dormir a noite toda seria o suficiente para mim. Agora que admito todos esses sentimentos não vejo problema em te falar estas coisas, mesmo que não esteja ouvindo. — Conta baixo e enfeitiçado. — Sua boca é tão linda! — Detalha a vendo mordê-la. — Tenho muita saudade do seu beijo! Saudades de te beijar! — Alisa seus lábios docemente.

Ele aproxima o rosto quase encostando os lábios ao dela, porém para e beija sua bochecha:
— Mas, por mais que sinta saudades não posso te roubar um beijo sem sua permissão. Não vou fazer isto! — Assegura decidido. — Acho que já falei demais. — Resmunga. — Bem, vou deixá-la dormir em paz. Boa noite minha garota, tenha belos sonhos, comigo de preferência! — Sorri leve e se levanta.

Caminhando até a porta ele pensa no ato dela mais cedo; ao abrir a porta ele vira de repente:
— Eu te... — Diz e trava. — Eu... Eu te vejo amanhã! — Conclui e fecha a porta.

Sábado, 12 de Setembro.
De manhã Ally dorme como não fazia há muito tempo, só acorda de 10h50. Sophie pede sua ajuda para fazer o almoço na intenção de lhe dar vontade de comer, o que não é um fracasso, mas também não é sucesso, pois Ally não come por medo de vomitar.
Após a refeição Nick a leva para o hospital, onde ela vê o pai e passa a tarde ao seu lado. Na cafeteria Ellie conversa com os dois enquanto lancha algo leve:
— Como está se sentindo filha? Se recuperando? — A pergunta um pouco preocupada.

— Estou bem mamãe, estou melhor. Não estou comendo como antes ainda, apenas algumas gramas, um pouquinho ao dia. É o que consigo ingerir, mas não estou vomitando, e me sinto mais estável e sadia. — Conta doce.

— É muito bom ouvir isto minha filha. Sinto muita saudades sua, mas seu pai ainda não está recuperado, tem muito tratamento pela frente. — Explica receosa. — Mas vai ficar tudo bem agora!

— Sim vai. Papai está sendo forte, vai ficar bom logo! — Torce esperançosa. — E venha nos visitar lá na casa Blacker mamãe! — Pede fofa.

— Sim Sra. Fllower, passe um dia conosco! — Nick ressalta.

— Passar o dia creio que não dê, mas vou jantar com vocês qualquer dia desses. Vou vê-la fora deste hospital querida! — Beija sua testa. — Eu te amo querida!

— Eu sei mamãe. Também te amo! — Ela a abraça apertado.

Diante de tal cena Nick sorri doce vendo o amor das duas, o amor da pequena família de Ally.

Voltando para casa, o carro percorre o caminho suavemente enquanto passa por lindos lugares e paisagens. A neve branquinha cobre as calçadas, as folhas das árvores e os carros que estão parados há muito tempo. Um frio de quase 0° graus marca no termômetro que fica no centro da cidade, as cafeterias servem diferentes tipos de cafés, chocolates quentes, chás e outras bebidas quentes.

O jantar é posto na mesa de 19h35, um pouco mais tarde que o normal, que é de 19h00 em ponto. A família Blacker e Ally sentam para fazer a refeição, com muitas comidas deliciosas e saborosas; ela como previsto prefere não arriscar e acaba se retirando da mesa sem comer nada. Mais tarde na cozinha Nick vasculha o armário a procura de um lanche noturno, quando Ally aparece na porta tímida:
— Hum. Oi! — Ele resmunga e sorri leve.

— Olá! — Se senta na mesa. — O que está fazendo?

— Procurando algo para comer, achei umas torradas, vou comer com queijo! — Diz pegando as coisas. — E você? O que veio fazer aqui?

— Vim atrás de você! — Responde mexendo na bandeja de frutas.

— Ah! — Sorri por dentro.

Ele se senta na cadeira ao lado dela:
— Ainda não comeu nada hoje! — Destaca receoso.

— É verdade. — Concorda de cabeça baixa.

— Coma agora. — Pede. — Eu faço umas torradas para você, ou acha que não cozinho bem? — Brinca.

— Na verdade, acho que você cozinha muito bem! — Acentua.

— Então vou fazer as torradas! — Se levanta. — Que queijo quer? — Abre a geladeira.

Ela sorri o vendo tão prestativo e afetuoso:
— Qual sugere? — Questiona amena.

No quarto de hóspedes Ally pega o celular e manda uma mensagem:

"Ally:
Olá!"

"Baby:
Oiiii Ly!
Demorou a aparecer, já são 22h58!"

"Ally:
Estava lá na cozinha, Nick me fez comer umas torradas, estavam muito boas!"

"Baby:
Ah :3
E por que subiu?"

"Ally:
Estou com muito sono, e gosto deste quarto."

"Baby:
Você com certeza está com sono acumulado
Kkkk"

"Ally:
Sua chata -_-
Não é culpa minha se não dormi aqueles dias!"

"Baby:
Eu sei meu amor.
Desculpe, estava brincando ^^' "

"Ally:
Eu sei :3
Você me ama ❤"

"Baby:
Amo sim ❤"

"Ally:
❤"

"Baby:
E por que não tenta dormir agora?"

"Ally:
Não consigo."

"Baby:
Tente!"

"Ally:
Baby! Só consigo dormir quando estou com o Nick!"

"Baby:
Como assim? 0-0"

"Ally:
Quando estou na sala com ele me fazendo cafuné."

"Baby:
Ah ta!
Fale mais!"

"Ally:
Ele me faz cafuné, fica mexendo no meu cabelo, às vezes fica alisando meu rosto.
Eu não consigo dormir sem sentir o toque dele, o perfume, o calor do corpo!
É estranho, mas eu me acostumei.
Ele era e continua sendo o único que me faz conseguir dormir desde o acidente do papai!"

"Baby:
Está totalmente apaixonada ★u★"

"Ally:
Estou! '-' "

"Baby:
E por que esta carinha?"

"Ally:
Não sei o que fazer.
Não quero mostrar muito esta paixão, vou ficar parecendo uma tonta!"

"Baby:
Ei! Você não é tonta, e não tente esconder seus sentimentos.
Você sabe que ele também tem os sentimentos dele, não fuja!
Ally, deixe às coisas se resolverem com o tempo.
Não se esconda e não force nada!
Deixe acontecer!"

"Ally:
Deixar acontecer?"

"Baby:
Sim! Com o tempo as coisas acontecem. Naturalmente!"

"Ally:
Okay!
Entendi!"

"Baby:
Ah!
Se você tiver vontade de beijá-lo, abraçá-lo, ficar ao lado dele, fique! Acho, tenho quase certeza que o Nick irá gostar!"

"Ally:
Okay!"

"Baby:
Boa menina :3"

"Ally:
Kkkk :3"

"Baby:
:3"

"Ally:
Eu vou sair agora
Bjuh"

"Baby:
Bjuh ❤"

"Ally:
❤"

Saindo devagar do quarto ela ajeita o casaco enquanto desce a escada, e diferente do que imagina não vê Nick na sala, caminha até a lareira, olha na cozinha, mas não o acha:
— Será que ele saiu? — Resmunga parada perto da escada.

De repente algo a levanta a assustando; Nick a coloca no colo espontaneamente:
— Está na hora de dormir! — Diz atraente e sorri.

Ally fica vermelha diante do acontecido. Ele caminha devagar até a sala da lareira:
— Por que a sala da lareira? — O questiona envergonhada.

— Está muito frio, aqui ficamos mais aquecidos! — Explica e levanta as sobrancelhas cativante.

— Está bem! — Conclui.

Nick se abaixa com Ally no colo e pega o controle remoto que está na mesinha de centro, com cuidado se senta no sofá, sem tirá-la do colo:
— Vamos procurar algo para assistir. — Resmunga se arrumando.

— Okay! — Concorda. — Deixe ai!! — Pede ao ver um programa.

— O que é? — A olha.

— É MasterChef Junior! Eu amo! — Conta eufórica.

— Tem seu preferido? — A pergunta curioso.

— Sim, tenho! Claro! — Destaca.

— Está bem. Vamos ver então. — Guarda o controle.

Ela se ajeita em seu colo, encosta a cabeça no seu ombro enquanto alisa com o dedo a camisa dele sem perceber:
— Então, onde estava que não te vi? — Interroga curiosa e concentrada na TV.

— Estava no meu quarto, subi logo depois de você e fiquei esperando. Vi quando saiu do quarto, e fiquei olhando me procurar da sacada! — Sorri encarando a TV.

— Não passei no seu quarto pois sempre está na sala. — Ela esclarece.

— Eu sei! — A olha nos olhos.

A concentração no programa permanece por um tempo, não muito. Nick levanta os pés e apóia na mesinha para ficar mais confortável:
— Opa! — Resmunga.

— Sou pesada? — Indaga sorrindo.

— Sim. — Acentua. — Mas não se atreva a levantar daqui! — Ressalta.

— Hum! — Impulsiona se levantar.

— Não saia de cima destas pernas! — A segura fazendo-a sorrir. — Sua boba! — Bagunça seu cabelo.

— Para! — Pega a mão dele sorridente enquanto ri. — Seu tonto!

Ele começa a abrir um sorriso devagar:
— Nossa! — Ela exclama admirando sua mão.

— O que foi? — A questiona.

— Sua mão é tão suave e aveludada. — Sublinha a tocando.

— Bem, eu acho ela muita grande! — Informa a admirando.

— Não é não. Só é um pouco maior que a minha! — Estica a mão e encosta na dele. — Viu?

— Hum. Verdade! — Concorda sem parar de admirá-la.

Por último Ally sorri e volta a encostar a cabeça em seu peito. Ela apóia o corpo no dele, no mesmo momento em que Nick hipnotizado na TV alisa sua perna docemente. Como consequência do frio um tremor leve passa pelo corpo dela:
— Está com frio? — A pergunta.

— Estou, um pouco. — Diz séria.

— Era para estar mais aquecida. — Ressalta.

— Estou com moletom, calça de lã e um casaco! — Frisa.

— Mas isto não está te protegendo do frio. — Diz sério.

— Hum! — Resmunga.

Treme novamente; ele a vendo gelada puxa o seu corpo para mais perto e o aperta no dele:
— Está melhor? — Indaga.

— Humrum, está! — Responde tímida.

— Ótimo! — Segura suas pernas.

— Seu corpo é sempre muito quente! — Encosta a cabeça em seu peito. — Sempre me aquece com ele! — Murmura.

— Sim. É verdade! — Concorda. — Sei os momentos certos de usá-lo! — Acentua.

— Hum!

Enfeitiçada Ally ouve seu coração bater:
— Seu coração bate forte! — Diz automaticamente. — É tão bom ouvi-lo. — Começa a ficar sonolenta!

Nick diante da cena se encanta completamente e sente todo o corpo tremer:
— Tuntum... Tuntum... Tuntum! — Ela resmunga baixo e lento.

Os olhos dela se fecham, todo o som do coração dele batendo a faz entrar em transe, sua respiração se estabiliza junto ao racional e emocional de Nick, que fica sem reação a vendo tão ingênua, doce e vulnerável.
— É tão bom sentir seu coração, seu perfume, seu calor! — O abraça passando os braços por seu peito.

— Vou te aquecer sempre que precisar! — Ele cochicha alisando seu rosto suavemente, o que a faz abrir os olhos.

Os dois se olham enfeitiçados, acariciando o rosto dela ele se aproxima devagar, mas quase tocando sua boca ela vira e esconde o rosto em seu peito delicadamente, como uma forma de dizer 'não' ao beijo. Imediatamente ele entende a mensagem e se afasta; fazendo-a cafuné ela adormece meiga, os olhos dele também começam a pesar, até que apaga.

Horas mais tarde, a casa está toda na escuridão, se ouve ruídos da noite, e se vê a neve caindo pela janela. Os olhos de Nick começam a abrir, ele levanta a cabeça muito sonolento:
— Nossa! — Esfrega o rosto. — Apaguei! — Pega o celular. — 02h46! — Exclama espantado. — Caramba! — Olha para Ally. — Temos que ir para a cama! — Tenta sorrir, mas boceja com sono. — Vamos! — Se levanta tombando cansado.

A levando no colo ele sobe a escada e a leva para o quarto de hóspede como de costume, mas desta vez murmuros de sonhos o chamam a atenção:
— Nick... Você é muito lindo! — Ally resmunga sonhando. — Me abraça, fica comigo!

Um sorriso torto se estampa nos lábios dele:
— Está bem! Estou morto de sono mesmo, não tem nada que posso fazer agora a não ser dormir! — Boceja.

Ele ajeita o edredom e se deita ao lado dela na cama. Ally o abraça na cintura, o que o faz ficar bobo, se vira e a puxa, ela sobrepõe a cabeça no peito dele ainda o abraçando na cintura.
— Seu corpo é quente! — Sussurra sonhando. — Gosto disto!

— Boa noite! — Sorri leve e adormece.

Domingo, 13 de Setembro.
O dia amanhece branco, poucos pássaros cantam, e o consciente de Nick começa a despertar, ele acorda se revirando. Olha para o relógio que marca 05h50 e admira Ally ao seu lado:
— Está na hora de voltar para a minha cama! — Sussurra. — Bom dia! — Beija sua testa doce.

Ele se põe em pé, a arruma, a beija a testa novamente e caminha para a porta:
— Não me deixa! — Ouve fraco.

— O que? — Vira. — Está sonhando ainda! — Boceja sonolento.

— Não me deixa sozinha! Fica comigo! — Ela resmunga.

— Te vejo mais tarde. — Sorri meigo e se vira para sair.

— Nick! — Chama. — Meu Blacker!

Ele para e a olha. Uma grande vontade de abraçá-la percorre seu corpo:
— Está bem! — Cede.

Voltando para a cama ele deita de frente a ela, fecha os olhos, os abre, e a admira:
— Minha garota! — Frisa.

Sorri e os fecha novamente. De 08h00 da manhã Ally boceja abrindo os olhos, que já vê Nick dormindo na sua frente, ela sorri encantada:
— Você é tão fofo dormindo! — Murmura enamorada.

Ela acaricia a bochecha dele docemente, e ao sentir o toque dela ele desperta. Eles se olham hipnotizados e sorriem bobos!