Allergente
1 Prólogo
Notas iniciais
O teste de aptidão é amanha, eu sei qual facção escolher, o problema é que eu não quero deixar meu pai, não quero deixar ele sozinho mais ele quer que eu escolha a audácia, ele me preparou para esse dia desde os meus 6 anos, ele vem me treinando me deixando mais forte, eu acho que ele queria que eu nascesse homem... Meu pai veio da Audácia, aos 14 anos ele já era instrutor de luta na audácia todos achavam que ele iria continuar lá, mas minha mãe que também era da audácia queria sair, ela era divergente e o lugar mais seguro para ela ficar era a abnegação, então como ele a amava muito ele resolveu mudar de facção junto com ela.
–Pai eu não quero deixar você sozinho aqui.
–Desde quando eu preciso de você para alguma coisa? Muito pelo contrario você é que precisa de mim.
–Eu sei pai ,mas eu vou sentir sua falta.
–Eu também vou sentir sua falta filha- Ele se aproximou e me abraçou, eu sempre me sentia protegida quando ele fazia isso, ele era alto, forte, mesmo nas roupas da abnegação dava pra ver o contorno dos músculos dele, ele tinha cabelos castanhos cacheados ele parecia um adolescente comparado a idade dele. – Suba para o seu quarto e vá treinar eu quero que você fique em primeiro lugar entre os iniciados, Você promete que vai ficar ?
–Eu vou fazer o possível pai.
–Não. Você tem que fazer o possível e o impossível ,você promete pra mim?
–Prometo pai.
Eu subir para o meu quarto e comecei a esmurrar o saco de pancadas improvisado que meu pai tinha feito a 10 anos. Eu esmurrei com tanta força que meu punho atravessou o saco degastado e a farinha começou a jorrar de dentro dele como se fosse uma torneira sendo aberta.
Eu não limpei a bagunça que meu quarto ficou apenas fui dormi, só acordei no outro dia, no dia da escolha das facções. Ouvi meu pai subir as escadas correndo ele praticamente invadiu meu quarto ,quase derrubando a porta, ele transbordava ansiedade ,ele nem reparou na farinha espalhada pelo chão.
–Rápido filha vai se arrumar, você ainda tem que tomar café, vamos levanta dessa cama logo.
Eu ainda estava com sono mais levantei assim mesmo não queria que ele tirasse aquele sorriso do rosto ,eu gostava de ver ele sorrir.
Depois de tomar café fomos andando para a cerimônia.
–Eu estou muito orgulhoso de você filha. Você se tornou uma mulher linda, Sua mãe ia ficar muito orgulhosa de você.
–Eu sei pai, eu sei...
Chegando no local da cerimônia eles fizeram filas de cada facção eu estava no meio, e pra mim isso foi um alivio não queria ser a primeira, mais também estava muito ansiosa para querer ser a ultima. Quando chegou minha vez eu peguei a faca e procurei meu pai no meio daquela multidão, ele estava pulando e fazendo o sinal de legal pra mim, parecia mais meu irmão do que meu próprio pai não tinha como não sorrir pra ele, depois de voltar para a realidade eu fiz o corte na minha mão, vi o sair o sangue grosso e vermelho vivo, eu fiquei encantada com aquilo, virei minha mão e deixei meu sangue cair sobre o carvão.
Fale com o autor