Notas iniciais
Holla gente, voltei, fiz esse capitulo em 3 dias, creio que foi um dos mais difíceis, ele é realmente muito importante e escrever os sentimentos deles, foi um desafio pra mim! Obrigada pelos comentários e continuem assim por favor! Este é o anti-penúltimo capitulo, ou seja preciso de reviews por favor! Boa leitura

“Senhor, não deixe nada acontecer com minha filha! Ela é tudo pra mim, por favor”

–- São vocês que estão acompanhando a paciente Melissa Castilho Vargas? – Disse um médico aproximando lendo uma papelada, eu e Leon levantamos rapidamente.

–- Sim – Respondemos em uníssono

–- O que ela tem doutor? – Perguntei muito nervosa

–- Bom, quero conversar com vocês a sós, me acompanhem, por favor.

Eu e Leon acompanhamos o médico, meu coração estava prestes a sair do meu peito, minhas pernas tremiam, achei que fosse cair ali de tanto nervosismo. Leon estava com sua mão na minha cintura tentando me passar segurança. Seguimos por aquele corredor com aquelas luzes fortes me deixando tonta. O medico parou abrindo a porta de uma sala. Ele fez sinal para que eu e Leon sentássemos, assim fizemos.

–- O que ela tem?Ela estava normal e do nada desmaia – Disse Leon

–- Errr... Eu não sei como falar isso a vocês, mas a Melissa, esta com uma hepatite. Não posso dizer hepatite, pois o caso dela é diferente, não posso julgar a doença que ela tem como hepatite A, B ou C. A filha de vocês tem uma grave infecção no fígado.

–- Que? Mas... Como assim?

–- Estive... Olhando as consultas da Melissa aqui no hospital desde pequena ela toma remédio – Eu e Leon assentimos nervosos – Bom, os remédios não foram suficientes para combater a doença que ela tem! A Melissa precisa de um transplante urgente de fígado

Ate aquele momento eu já estava chorando, Leon também.

–- Er... Eu sei que é bastante difícil, mas creio que somente vocês poderão salvar a vida da filha de vocês. Na maioria das vezes o fígado compatível são os dos pais.

–- Como, vamos poder ajudar ela? – Perguntou Leon

–- Vocês irão passar por muitos exames e testes, quero também pedir esses exames para os avos, tios, primos talvez, os que tiverem grau de parentesco mais próximo dela.

–- Tudo bem! – Falei limpando minhas lagrimas – Quando, n[os vamos poder começar a fazer a fazer esses exames?

–- O mais rápido possível, o caso da Melissa é bastante grave, preciso fazer esse transplante o mais rápido possível – Disse – Eu não vou mentir para vocês, se ela não tiver o transplante em 30 dias, creio que... Ela não conseguirá suportar.

Ela não conseguirá suportar. Essa frase me atingiu com uma força enorme, eu não posso perder a Melissa, eu chorava muito, tentei me controlar naquele momento

–- Eu posso vê-la?

–- Não esta no horário de visitas, mas vou deixar vocês verem ela, tenho certeza que ela ficará radiante.

–- Muito obrigada doutor – Dei um sorriso amarelo

O medico se levantou e mostrou a mim a sala que Melissa estava, eu e Leon não podíamos visitá-la juntos. Abri a porta com delicadeza caso ela estivesse dormindo. Estava como um anjo, aquelas roupas de hospital horríveis, o cabelo castanho um pouco bagunçado, estava ligada por aqueles aparelhos aquilo doeu profundamente, me aproximei dela.

–- Minha princesinha... Falei sentando na berada da cama em que estava deitada – Você vai ficar bem viu meu amor!

Eu soluçava muito, sentia como se meu peito fosse cortado, aquele quarto branco com aquelas luzes fortes estavam me incomodando, queria tira-la daquele lugar de alguma forma. Peguei a mão fofa dela dando um beijo na mesma

–- Ma-mamãe? – Disse docemente abrindo os olhos com dificuldade – Aonde estamos?

–- Oii meu anjo – Falei limpando minhas lagrimas, não queria que ela ficasse preocupada – Você desmaiou, mas vai ficar tudo bem – Falei sem esperança – Eu espero – Cochichei.

Ela sorriu estava achando muito estranho aqueles aparelhos ligados a ela

–- P-pra que esses negócios aqui?

–- Pra te ajudar a respirar! Vou chamar o médico ta bom?

–- Aham – Concordou, levantei, mas ela segurou minha mãe me puxando levemente – Vai rápido? Não quero ficar sozinha aqui – Sorriu amarelo

–- Tabom! – Falei – Já venho

Pov’s Violetta

Deu um beijo na testa dela saindo dali, as lagrimas voltaram rapidamente, andou devagar, as pernas de Violetta tremiam, soluçava forte pensando em cada palavra que Melissa me dizia

Vai rápido? Não quero ficar sozinha aqui

Naquele momento todos a olhavam, abaixou a cabeça na intenção de tentar esconder o soluço forte que a dominava. Encostou-se naquela parede extremamente branca e gelada, estremeceu com o toque, foi escorregando ate sentar no chão, aquele com certeza, não era um dia bom para Violetta

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Leon estava impaciente, Violetta estava demorando muito, levantou-se do banco em que sentava e caminhou, estava abatido, a dor o consumia, revirou seus pensamentos lembrando-se da sala em que Melissa estava. Virou ao corredor vendo Violetta sentada no chão com a cabeça abaixada sobre os joelhos. Caminhou o mais rápido possível, o corredor não tinha quese ninguém, so alguns médicos andando calmamente por la. Agachou afagando os cabelos de Violetta ela rapidamente levantou a cabeça, os olhos inchados tirando o brilho incondicional dos olhos dela. A tristeza dominava, Leon deu a mão puxando Violetta com leveza, deu um abraço forte, o abraço que acalmava, mandava a pouca esperança que havia nos dois.

–- Leon... – Violetta procurava palavras, mas elas não saíam

–- Shiii, não precisa falar nada! Vamos comigo ver a Melissa, estou com saudades da minha pequena

Um sorriso sincero brotou no rosto de Violetta, deram as mãos e foram ate o quarto em que Melissa estava.

–- Papai – Melissa falou feliz pela presença de Leon ali. Os dois se aproximaram e Leon deu um beijo delicado na testa de Melissa.

–- Como você esta? – Leon tentava esconder a fúria e a tristeza que sentia

–- Estou bem – Falou – Só não gostou dessas coisas grudadas em mim – Deu uma gargalhada fofa. Aquele rostinho angelical de Melissa deixava Leon e Violetta babando, a coisa mais importante que os dois tinham alem do amor dos dois, era ela.

(...)

Pov’s Violetta

Estava nervosa, depois de dias, com muitos exames iríamos saber se havia alguém com o fígado compatível. Explicar o que Melissa tinha a ela foi uma tarefa difícil, não conseguiu entender muito bem. Mais Leon tinha um jeito incrível de explicar a ela o que acontecera, Marco também estava ajudando bastante, o médico de Melissa agora era ele, tinha uma carreira muito boa, com certeza cuidaria muito bem da minha filha.

Eu e Leon entramos no carro e Leon deu partida, chegaram no hospital em 10 minutos, o caminho era curto. Leon estacionou o carro e desci muito nervosa, olhei para as portas do hospital, respirei fundo mas exitei ao entrar ali, eu estava com muito medo

–- Vamos! – Leon apareceu em miha frente – Vai ficar tudo bem com a Mel, ela é incrivelmente forte, vai superar meu amor.

Deu um sorriso amarelo, as palavras de Leon me confortaram, ele tinha esse poder, de fazer meu mundo ficar perfeito, por mais que estivesse desmoronando. Abracei-o com força.

–- Te amo! – Falei – Mais que tudo no mundo

–- Eu também te amo! – Demos um beijo profundo.

–- Vamos, não quero atrasar

Entramos no hospital, estava muito melhor mais ainda nervosa, sentamos no banco que havia ali esperando nos chamar, não demorou muito. Marco conduziu eu e Leon ate a sala dele. Sentamos e ele começou

–- Violetta, tenho noticias boas – Disse sorrindo – Bom German tem o fígado compatível, porem não poderá doar uma parte pela idade, não vamos poder arriscar, mas Leon também tem! Leon você poderá doar o fígado para a Melissa.

Eu e Leon sorrimos extremamente felizes, demos um abraço sincero

–- Eu disse que ia ficar tudo bem! – Sussurrou em meu ouvido

–- Ahaham – Ouvimos um pigarro vindo de Marco – É, vocês não mudaram nadinha continuam mais apaixonados do que nunca

Nos rimos. Aquela noticia fez meu dia ficar ótimo

–- Marco, quando vou poder fazer a cirurgia?

–- O mais rápido possível, se você quiser amanha, só vou te passar algumas coisas que você terá que fazer até o transplante.

–- Ta bom!

(...)

–- Vai ficar tudo bem! Fica calma viu? Amo você – Disse Leon deitado sobre a maca do hospital

–- Não posso te falar que vou ficar calma, porque não vou conseguir – Falei sorrindo nervosa

–- Então pelo menos tenta se acalmar!

–- Eu vou tentar – Falei acariciando seu cabelo – Te amo Leon!

–- Eu também – Dei um selinho nele

–- Preciso aplicar a nestesia nele – Disse Marco entrando na sala – Fica calma Vilu, o Leon vai ficar bem, é um procedimento perigoso, mas vou estar com ele!

–- Obrigada Marco! Cuida muito bem deles, por favor, são tudo pra mim – Pedi abraçando e saindo do quarto em que Leon estava, fui ao quarto de Melissa, ela estava dormindo, ou pelo menos entupida de remédios. Aproximei-me da minha filha.

–- Vou estar com você em todo momento – Falei acariciando seu rosto angelical – Se já forte meu amor, como você foi quando nasceu não foi nada fácil, pra nós duas mais você conseguiu! Fica bem princesa! Te amo

Sentei em uma poltrona ao lado dela, eu poderia ficar com ela mais um pouco. Eu estava muito nervosa, tremia muito

–- Você precisa sair agora! – Disse uma medica entrando no quarto – Vamos começar o procedimento com ela agora mesmo!

Sorri amarelo

–- Boa sorte – Cochichei para Melissa dando um beijo na testa lisa dela

Sai dali em passos lentos, a vida de Leon e Melissa corriam risco, qualquer erro, por mais simples que seja destruiria a vida dos dois, e a minha também.

(...)

Estava suando, 3 horas 24 minutos e 19 segundos que eles estão la. As vezes choro tentando imaginar o que esta acontecendo com os dois lá dentro, eu andava de um lado para o outro quase caindo no chão, havia uma explosão de sentimentos dentro de mim.

–- Senhora Vargas – Ouvi um medico se aproximar de mim virei rapidamente ate onde vinha a voz grossa.

–- Já acabaram as cirurgias? – Perguntei ansiosa e com muito medo

–-Sim, sua filha esta se recuperando, esta dando resultados ótimos

Sorri das orelhas ate a boca, estava prestes a dar pulinhos ali e abraçar aquele médico

–- E Leon?

Pergunte esperançosa, se com Melissa deu tudo certo, com ele também deu, o medico fecho a cara no mesmo momento em que pronunciei o nome dele. Ele abaixou a cabeça lendo uns papeis que segurava

–– O que foi? – perguntei assustada

–- O seu marido senhora Vargas... – Deu um suspiro cansado – Esta na UTI, houve um erro na cirurgia, sinto lhe informar mais... O Vargas corre risco de vida.

Notas finais
Bom, não vou pedir que não me matem porque sei que não vai adiantar NADA! Quem sabe se vocês comentarem eu posto mais rápido kkkkk, brinks! Espero que tenham gostado, ate depois