All you Need is Love

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Gente, eu nem sei o que comentar... Só que a fic ficou um pouco pesada... Mas de toda forma é um presente para Pessoa X e Daiko-chan. Um dia ainda faço sobre nossos outros OTPs, mas por enquanto prefiro mergulhar nesses dois lindinhos. Eu sei que as coisas podem parecer um pouco loucas no decorrer da fic, então favor não me lincharem, ok? Sobre a personalidade do Peter Parker, me baseei inteiramente nas HQs (o fato dele afastar o Wade nos "avanços" e o tom um pouco zoeiro/irritadiço em algumas vezes. Não quis retratar ele emo/olhos azuis/muito abobalhado e etc como acontece no primeiro filme. Eu amo a primeira trilogia, mas já venho aqui esclarecer que minha base é mais especificamente a HQ). Vocês vão perceber também a presença do dispositivo que o Peter usa para fazer as teias... Isso não foi uma invenção do filme "O Espetacular Homem-Aranha". Isso realmente existe nas HQs e o filme só usou desse elemento. E sobre o Wade (sobre a boquinha suja do Wade), é algo que eu vejo frequentemente (também fiz algumas referências da HQ durante a fanfic, mas isso é irrelevante, já que não muda em nada o entendimento da fanfic). Então não estou inventando personalidades para os dois. Não cheguei a assistir o desenho, então sob qualquer diferença de personalidades, estou explicando que minhas referências foram os quadrinhos. Comentários e coisas do tipo são bem vindos (críticas construtivas são sempre bem vindas!), mas se tiver vergonha de se mostrar, não faz mal! Só espero deixar alguém feliz onde quer que esteja; e aos que deixarem comentários, responderei a todos! Boa leitura, pessoal! *AVISO* Eu sei que eu prometi dar continuidade a esta fanfic, mas como a fiz como presente para uma pessoa (Pessoa X) que não mais me interessa a amizade, tampouco merece este presente, venho comunicar a vocês que acabamos All you need is love neste primeiro capítulo mesmo. Me referi a ela com esse pseudonick porque sei que dá processo usar nomes e apontar, embora eu não esteja ofendendo ninguém aqui (então não dá processo, whatever, até porque nem sei se essa pessoa existe mais em sites de fanfics e prefiro nem saber kkkk). Perdoem-me por parar a fic aqui, sei que devo ter decepcionado muitos de vocês. Entretanto, preferi ser sincera. Eu tinha trabalhado em mais capítulos, tinha me atrasado por diversos motivos para postá-los: perdi HD, faculdade e etc. Somado a esse caso, acho que nossa saúde mental é mais importante e estou muito bem desde que me livrei dessa pessoa. Um dia talvez volte a escrever. Se você é próximo a uma pessoa que te faz mal, saiba que se afastar não faz de você uma pessoa sem caráter. Você não precisa aguentar até as últimas. Se você fez tudo para dar certo e não deu, se você foi pisado e no final aquela pessoa ainda tenta ser a vítima de tudo... Rapaz, saiba que você é um campeão e a falta de caráter não vem de você. A aceitação disso me deixa tão leve quando uma pluma. Isso faz de você uma pessoa livre que poderá brilhar muito mais sozinho que em má companhia. Encerro a fanfic aqui sem peso algum, na verdade tirei um peso imenso das costas. *AVISO*

Esse cara... Deadpool andava realmente muito estranho. Eu nunca achei as brincadeiras daquele babaca estúpido divertidas, mas tenho de admitir que vê-lo de boca fechada por mais de duas horas conseguia ser assustador pra caramba. Não que eu me importasse, mas...

— Acordou de mau humor hoje?

— Não enche. Nem dormi pra ter acordado pra começo de conversa.

Ué... Não precisava responder como se quisesse me engolir. Era só ter dito "sim". Arqueei uma das sobrancelhas e cruzei os braços. Tava um saco mesmo, hein? Além desse comportamento estranho, ainda tava me seguindo. Para com isso, na boa.

— Que seja. Parece que tá de TP...

Mas tive de interromper a frase e saltar usando meus reflexos rápidos, já que eu não tava afim de levar um tiro. As pessoas que estavam na rua se assustaram e ouvi um garotinho falar enquanto era carregado pela mãe: "mas é o homem aranha e a namorada dele".

— Hohoho... Até o pirralho sabe. Viu essa, docinho?

— Cala a boca! Ele não sabe de nada porque você não é a minha namorada. — Resmunguei já cheio de mau humor também.

Provavelmente, até o fim do dia íamos acabar nos matando... E pelo jeito ele tinha voltado a falar bem rápido; mas, por mais estranho que possa parecer, os monólogos são apenas meus aqui e não dele. Estávamos parados em frente a um grande outdoor natalino e ele parecia indignado... Bem, não me pergunte o porquê.

— Eu não consigo mais olhar pra alces... Malditos alces filhos da puta.

"Uh?!"

— Odeia tanto assim o Natal? Humbug.

— O focinho deles lembra um cu! E as pessoas acham aquilo fofo... Pft.

— Não lembra não, seu doente... Tá com inveja dos alces? Talvez por sua cara também parecer um c... — Ia sair de fininho, mas como eu disse, ele tava me seguindo.

— Inveja eu tenho é de um cavalo. Sua bunda é muito bonita, baby boy.

Tava de brincadeira, certo? Minha bunda é bonita? Ele tem inveja de cavalos... Quê?! A vontade de mostrar o dedo do meio era grande.

— Não quer mais falar comigo?! Ah, vamos lá, Petey... Tenho certeza que você andou se esquecendo de algo, queridinho.

— Vai se foder, Deadpool!

— Não vou, vou pra onde você me levar! Se quer que eu me foda... Bem...

Eu já tinha lançado a teia e estava prestes a saltar daquele telhado de mercearia, mas então ele se agarrou nas minhas pernas e cortou a teia com uma das katanas, derrubando nós dois numa pilha de lixo.

— O que pensa que tá fazendo? — Tentei afastar ele, que tinha caído bem em cima do meu colo, mas não consegui.

— O manual diz que depois disso a gente deve tomar um banho juntos... De preferência numa banheira contigo sentado no meu colo desse mesmo jeito.

— O manual manda um cara de merda calar a boca e sair de cima de mim!

— Hey hey, Spidey... Tá sendo tão engraçado me chamar de merda que eu tou cagando pra você. Sinto até a bosta em baixo de mim.

“Eu tou embaixo de você, seu trouxa...”

— ...

Eu preferi nem responder, ou iríamos acabar em uma guerra onde os alvos seriam nossas mães outra vez. Primeiro aquele cara foi pago pra me encher o saco e em pouco tempo já queria ser meu "amiguinho". Quem é o bosta aqui mesmo?

— Nesse clima natalino, eu lembro do velho alpinismo... E eu sinto como se estivesse no pico de uma montanha... Sentado bem em cima dele, quero dizer.

Oh, merda. Dei um soco nas costas dele, tentando fazer o maldito parar de se remexer em cima de mim. Por acaso queria me estuprar com a bunda ou o quê? Sabia muito bem a que ele se referia quando citou o papo de montanhas. Eu estava ficando “duro” e não era nada agradável, somente constrangedor... Totalmente constrangedor, na verdade.

— Deadpool...

— Não estou de brincadeiras, baby boy. Não se preocupa, não vou gravar nem nada... E também, o que você fizer não vai machucar ninguém. Vai em frente, pode brincar. As portas para o seu “amiguinho” estão sempre abertas... Só não pode arrombar. Se bem que eu duvido que seja você a me comer.

Eu corei porque eu sabia que ele não estava brincando e que eu estava excitado naquele beco cheio de lixo com ele rebolando em cima do meu colo... Era errado, mas ele tinha me provocado.

— Aqui não, Wade...

Por Deus, queria acreditar que não era apenas eu que estava sentindo aquela excitação. Pus a mão entre as penas dele e senti como seu membro estava ereto também. As palavras de Deadpool daquele dia em que eu o carreguei pelas paredes do prédio nas costas se faziam minhas agora: se alguém gravasse, acabaríamos mesmo ferrados em algum site.

— Onde você quiser, Petey.

Lambi os lábios sob a máscara, vendo ele sair de cima de mim enquanto esperava que eu me levantasse também; o pênis dele fazia um grande volume apesar daquela roupa ser apertada e ele pareceu adivinhar que eu o estava olhando, mexendo no próprio membro e o colocando “em pé”. Ok, agora estava notavelmente colado à barriga dele.

— Para de olhar, ou te faço me chupar aqui no meio da rua.

Ele falou debochando e eu, enfim, consegui me pôr de pé. O levei até a minha casa... Bem, minha casa e da tia May. Felizmente ela tinha saído para resolver alguns problemas com o banco e estaríamos sozinhos agora. Era patético como eu tinha de entrar escondido pela janela para que ninguém me visse como Homem-Aranha ali e o idiota simplesmente adentrasse a minha casa pela porta da frente.

Ele só esperou que eu fechasse a porta para me segurar e me prensar na parede mais próxima. Me apoiei com as mãos e pés por reflexo nessa mesma parede, tal como se fosse escalá-la de frente para ele. Aquela posição não facilitava pelo fato de que — imediatamente — ele se encaixou entre as minhas pernas e começou a roçar o falo duro contra mim.

— E-ei...

Pus a mão na máscara dele, querendo tirá-la, mas ele não permitiu e parou o que fazia, me deixando sem entender bem. Seria por causa de seu rosto? Er...

— Não é querendo cortar teu barato, mas não quero que broche vendo a minha cara durante o sexo.

Wade brincava, era irônico... Ele era um idiota sem vergonha na cara, além de muitas outras coisas na maioria das vezes; mas eu sei como esse tipo de aceitação é importante pra ele... Era o mínimo a se saber depois de meses andando por ai juntos. Tirei a minha máscara e esboçava um sorriso, querendo passar confiança pra ele e novamente pus as mãos na parte de trás de sua máscara. Iria arriscar outra vez.

— Sabe aquele dia que eu fiz piadinhas da sua mãe...? Bem, você também fez da minha. Mas eu não quis falar da sua aparência daquela forma, nem te expor. E também, pensei que tinha dito que não gostava de mim desse jeito... Quero dizer, não sabia que sentia desejo por mim.

“Hoje você tá muito estranho... É, mas eu também estou.”

Eu sei que ele se espantou com as minhas palavras... Eu não era bem o exemplo de “vamos ser amiguinhos”. Na verdade sempre estivemos brincando de gato e rato enquanto ele queria algo mais próximo... Eu não queria ser amigo de um assassino mercenário, mas eu sei que a essa altura meu desejo é me tornar bem mais que isso.

“Eu só espero que ele não me rejeite como amante como eu o rejeitei como amigo.”

Ele permaneceu parado e eu mordi o lábio inferior, arriscando tirar a máscara dele sem ser interrompido dessa vez. Não foram as deformações, tumores ou feridas que me chamaram a atenção quando eu, enfim, pude encará-lo novamente “desprotegido”. Os olhos de Wade eram bonitos e expressivos... Aquela boca deveria se curvar em um sorriso diabolicamente sensual. Ele não tinha cabelos na cabeça e me pergunto de qual cor seria caso ele não fosse careca. Eu queria saber...

— Me olhando com essa cara de paisagem... É, a paisagem do inferno por sinal.

— Pode ser... parece quente. — Rebati arfante.

Ele riu e eu apenas resmunguei... Depois segurei o rosto dele e o puxei para um beijo, grudando o corpo de Wade ao meu enquanto minhas mãos o apertavam contra mim de forma insistente, saindo das bochechas dele e parando nos ombros largos que ele tinha. O colar dos lábios não parecia suficiente, ele empurrava a língua explicitamente contra minha boca e não pude fazer nada senão ceder rapidamente. Realmente era o inferno, estava ficando cada vez mais quente.

Ficamos nos beijando por um tempo e as mãos deles não paravam de me provocar por um segundo sequer... Parar o ósculo também não ajudou quando a minha voz começou a soar constrangedora, já que a boca dele não estava mais na minha para disfarçar. Gemia contra o ouvido dele enquanto era mordido e recebia chupões pelo pescoço, uma das poucas partes do meu corpo que ele conseguia expor naquela roupa apertada que eu usava. Abri um pouco mais as pernas e me roçava nele em resposta ao que ele já fazia em mim, mas queria muito mais. Era dolorosa a forma como eu me sentia apertado como homem aranha naquele momento... Precisava ser apenas o Peter.

— O bebezinho já tá molhando o uniforme? — Ele sussurrou no meu ouvido com malícia e apertou a minha glande sobre a roupa. Só então, com um gemido desconcertante, eu percebi que ele estava falando do pré-gozo que criava uma mancha constrangedora na minha roupa.

— W-Wade... Merda, eu quero tirar isso.

Respirava com dificuldades com a boca colada no pescoço dele enquanto ele continuava a mexer comigo daquela forma. Era muito bom, mas droga, eu estava perdido. Então ele me soltou no chão e por um momento eu esqueci o que iria fazer... Bem, ele não teve paciência o bastante pra esperar e foi tirando a minha roupa bem mais rápido do que eu pude notar... E acabou rasgando também as peças que relutavam em sair do meu corpo, permanecendo em mim apenas os dispositivos lançador de teias em meus pulsos, que fiz questão de tirar e deixar cair ao chão.

— E-ei!

Tentei reclamar, mas fui pego outra vez nos braços como se eu fosse a “noiva”, sentindo ele se atrever ainda mais nos contatos comigo.

— O seu quarto tem janelas? — Ele perguntou já me levando até lá nos braços...

— Esse é o da tia May...

Resmunguei quando ele ia entrando justamente aonde não deveria, e me estiquei todo, bloqueando a entrada do quarto com as pernas e braços para que ele nem sequer ousasse... Bem, o sorriso que brotou nos lábios daquele idiota logo em seguida foi muito pior, mas ele resolveu colaborar... Como se eu fosse conseguir fazer isso no quarto da minha tia! E pra que ele queria saber se meu quarto tinha janelas?

Quando finalmente entramos no meu, ele me jogou em cima da cama, vendo que a janela estava aberta; mas nem se importou. Fiquei ali deitado com a mão próxima ao meu membro ereto — sobre a barriga — enquanto via ele tirar as roupas, vindo até mim logo em seguida.

— O ninfetinho já resolveu cooperar? — Não gostei nada do apelido, mas ele pareceu perceber rapidamente. — Hey, bebê... assim tá melhor? Se bem que a ideia de pedofilia não tem a menor graça. Você é um homem no final das contas... e espero que saiba engolir espadas.

— U-uh... cala a boca e vai logo, Wade.

Tentei cortar aquele papo antes que ele fizesse minha excitação passar. Mordi o lábio inferior quando ele segurou meu pênis e puxou a pele que cobria a glande um pouco mais para baixo, revelando-a rosada e aparentemente orvalhada pelo pré-gozo. Ele soltou meu membro novamente sobre o meu abdômen e sorriu de forma provocativa.

— Vou me calar... mas porque seu pau vai entrar na minha boca. É dotado... mas não vai fazer muita diferença.

“Merda...”

Apertei os lençóis em antecipação, vendo ele se aproximar lentamente do meu pênis com a boca sem a ajuda das mãos, beijando a glande e tocando consequentemente na minha barriga com os lábios. Contraí os músculos e gemi, vendo o movimento involuntário do meu membro quando ele o tocou... Estava esperando demais.

Ele pressionava a boca e a língua em mim como se quisesse somente provocar... Bem, estava conseguindo. Quase engasguei, soltando um gemido manhoso quando ele, enfim, abocanhou a cabeça do meu membro, sugando-o brevemente. Me contorci sob ele, movendo os quadris e incitando-o a me chupar mais; no entanto ele apenas deixou que meu pênis saísse de sua boca e roçasse em sua bochecha.

— Tem certeza que não tem nenhum problema em fazer isso comigo?

— C-claro que não. — Me sentei parcialmente, me apoiando sobre os cotovelos para falar aquilo para ele. — Eu não estou sendo estuprado, eu quero isso... Quero muito na verdade.

O carinho na minha voz era estranho... Wade era uma pessoa aparentemente insegura quando o assunto era sua aparência e os sentimentos das pessoas sobre ele e, mesmo que ele nunca tenha admitido, eu podia ver que isso o machucava... Eu sei que ele se importa muito com o que antes era e o que é agora, caso contrário não andaria vestido com aquele uniforme a esconder todo o corpo.

— Eu sei. — Ele sorriu e aquilo me fez contente. Ele deixou meu membro pra lá e veio me beijar na boca, deitando todo o peso do corpo sobre mim.

Foi estranho, mas eu deixei que continuasse. Minhas pernas envolviam a cintura dele e eu o pressionava contra mim, sentindo nitidamente o membro dele se roçar no meu corpo, causando um atrito gostoso. Gemi durante o beijo, deixando que ele fizesse como queria, até que foi descendo cada vez mais o alvo de seus lábios, atacando o meu pescoço e peito. Eu estava cheio de marcas e os pelos do meu corpo estavam arrepiados nitidamente. Como ele ainda tinha dúvidas sobre mim? Arranhei o pescoço dele acidentalmente ao cravar as unhas ali no momento em que ele sugou um dos meus mamilos, mas não cheguei a feri-lo.

Eu realmente estava sendo pego de surpresa, por mais clichê que aquelas carícias pudessem ser; mas o gemido dele ao ser arranhado me incitou a repetir aquele gesto e parece que teve volta quando dois dedos da mão direita dele me tocaram entre as pernas na região do períneo, entre meu ânus e testículos. Porra... Ele pressionou os dígitos naquela parte macia e eu estava sucumbindo àquelas sensações.

— Wa...de... A-ah!

Ele fez pressão com o polegar na parte interior da minha coxa enquanto se fazia de bobo, lambendo os meus mamilos, que já estavam endurecidos pela excitação que compartilhávamos. Tentava não perder o controle, mas estava sendo foda me segurar.

— Eu não quero enrolar ou não vou aguentar...

Ele sussurrou aquilo no meu ouvido, colando propositalmente os lábios ali e me fazendo arrepiar com os movimentos e a quentura que a boca dele me traziam. Estava tão absorto naquelas sensações, que meu corpo amolecido trocou de posições com o dele facilmente quando ele me puxou, ficando deitado comigo sentado desajeitadamente no colo. O pênis dele tocava a minha coxa e eu tinha uma “bela” vista do corpo dele.

As mãos de Wade se puseram nas minhas coxas e as apertou, subindo rapidamente para fazer o mesmo com o meu bumbum, dando uma tapa em mim sem avisar.

— Nh...an, merda... N-não faz isso.

— Você gostou... Muito safado, baby boy. Como quer que eu te chupe? Mostra aqui nos meus dedos.

Gemi com o aperto que ele deu no mesmo lugar onde me estapeou e sua outra mão foi parar na minha boca. Chupava os dedos dele sem ligar se estava sendo vergonhoso e rebolava languidamente contra a mão dele, pedindo mais contato ali. Provavelmente ele não iria mais me chupar... mas isso não importava. Eu não era nenhuma criança para não saber o que ele ia fazer com aqueles dedos. Dei uma mordida de leve e ele tirou a mão da minha boca como se tivesse sido desafiado.

— A cachorrinha resolveu morder?

Pus ambas as mãos no abdômen dele e me debrucei sobre seu corpo repleto de deformações, beijando-o na boca enquanto pressionava o membro dele contra a minha barriga e remexia os quadris. Ele me apertou outra vez e tocou na entrada do meu ânus, empurrando o dedo, mas era um incômodo que eu já esperava.

— U-unm... Pode colocar o outro.

— Você que sabe. Não é minha bunda... por enquanto.

— Hu... Possessivo?

Ele apenas deu uma risada safada e pôs o outro dedo com um pouco de dificuldades... Eu contrai o ânus na entrada da metade do segundo e estava sendo difícil por causa do aumento do incômodo, mas não chegava a ser dor... Estava dilatado o bastante para suportar e o desejo não me faria parar.

— A-ai...

Tentei ajudar me empurrando contra ele enquanto ele forçava a entrada. Uma vez dentro, não foi tão difícil que se iniciasse e eu deixei que ele me preparasse como podia, mesmo que aquilo estivesse sendo complicado. Queria logo que ele me preenchesse, mas quando ele pôs o terceiro dedo, eu só queria que acabasse de uma vez. Eu sabia que estava ferrado e que logo o tempo da preparação acabaria, mas sabia também que uma pequena lágrima tinha escorrido em meu rosto com aquela ocupação. Estava sendo doloroso e ele pareceu notar a travada que dei.

— Petey...?

Ele afastou os cabelos dos meus olhos e notou a minha expressão, parando de mexer os dedos dentro de mim.

— T-tira... — Olhei para a mão dele entre as minhas nádegas e senti ele puxar com cuidado. — A-agora a gente pode terminar isso... Cansei dos dedos. — Tentei soar convincente, mesmo com o medo da dor.

— Até parece... — Ouvi ele dizer com aquela voz estranhamente grave.

Ele revirou os olhos e me jogou para o lado, me deixando de costas para si... Não demorou dois segundos para que eu sentisse ele me abraçar pelas costas e plantar um beijo na minha nuca. Senti meu rosto corar e fiz um bico, mas não estava achando ruim que Wade estivesse sendo carinhoso.

— Virgem? Não tou falando do seu signo...

— N-não, idiota...

— Também não tava falando do seu pau.

Meu rosto esquentou ainda mais... E merda, não conseguia escapar de jeito nenhum da conversa constrangedora que a gente tava tendo...

— Isso muda alguma coisa? — Perguntei hesitante, vendo a mão dele me masturbar e gemi me grudando mais a ele.

— Só a forma que a gente vai brincar.

Engoli em seco, notando o tom de aviso que ele usou... Era quase como uma ameaça se eu não dissesse a verdade.

— Sim...

Falei virando o rosto para encará-lo. Estava corado e com uma expressão de birra na face. Filho da mãe... Ele riu da minha cara e levantou a minha perna, se encaixando melhor por trás. Senti o membro dele roçar em mim e pus a mão para ajudá-lo a entrar certo. Fechei os olhos, tentando me controlar enquanto ele me ocupava por inteiro e eu o sentia tremendo atrás de mim.

— E-espera...

Mordi o lábio quando ele se remexeu e terminou de entrar com tudo, me fazendo gemer com um pouco de dor. Cravei as unhas no braço dele, que segurava a minha perna, e tentei relaxar.

— E-espera, idiota... V-vai ter pau grande...

Ele deu um riso nasal e parou, apenas se inclinando com cuidado pra me beijar e sussurrar um “relaxa” no meu ouvido. Depois disso não falei mais nada, assim como ele, que me abraçava. Ele estava sendo tão carinhoso... Parecia querer descontar qualquer incômodo com os beijos e eu me sentia desesperado e desarmado por aquelas atitudes vindas de alguém normalmente tão rude.

“Quando estamos juntos, você simplesmente não para de falar bobagens por um segundo sequer... Mas eu prefiro que continue falando agora... Apenas isso me deixa tranquilo, Wade.”

Desfizemos aquela posição inicial pouco tempo depois que me acostumei e estava com ele entre as minhas pernas sem que ele se preocupasse muito como ia... Não era tão doloroso como antes... Na verdade estava sendo gostoso.

— Já parou de contar carneirinhos...?

Ele me perguntou de forma idiota, provavelmente se referindo aos longos minutos que passamos parados para que eu me acostumasse, mas eu não me importei muito com isso e, na verdade, a voz dele — sempre grave — carregada de tesão estava me deixando louco.

— P-para de falar... A-ah... I-idi... ota.

Aquilo não soou exatamente convincente, na verdade soou como se eu estivesse pedindo para ele não me provocar... A voz de Wade era atrativa e diferente... Bem, eu era cheio de gostos estranhos por sinal.

— Relaxa, cabeça de teia... Fica tão fofo fazendo biquinho. Hm... puto gostoso.

Eu senti um prazer fino percorrer o meu corpo, contraindo o membro dele em resposta e arrancando dele também alguns gemidos e imprecações. Tentava encontrar novamente aquela sensação, me movendo contra ele com uma expressão de sofreguidão.

— W-Wade... a-ah...Nhm... F-faz aquilo de novo...

— Porra...

Fechei os olhos e joguei a cabeça pra trás quando ele segurou as minhas pernas para mudar o ângulo, repetindo o movimento de outrora de forma certeira, me fazendo contorcer de prazer embaixo de si. Arranhava os braços, já feridos dele, enquanto esperava desesperadamente que aquelas sensações chegassem ao limite. Senti a mão de Wade largar minha perna e pegar o meu pênis, que estava entre nós dois, terminando aquilo com apenas algumas estocadas mais. Eu fui o primeiro a chegar ao ápice, apertando o membro grosso dele dentro de mim enquanto ainda rebolava contra ele, mesmo com o ânus comprimido, aproveitando da sensibilidade do momento para literalmente me desmanchar embaixo dele. Acabei sujando nos dois com o sêmen, mas isso não era nada demais... Estava mais do que satisfeito.

— S-sai... de dentro.

Eu empurrei o peito dele, mas ele não respondeu. Parecia uma vingança ou uma obrigação, eu não sei... Não, era apenas aquele sentimento possessivo; e sua expressão rígida era como a dizer um “não” de forma bem expressiva, porque eu sabia que ele queria que eu fosse somente dele quando gozasse dentro de mim.

— Peter... — O olhar dele fez eu me arrepender do pedido e apenas toquei no rosto dele, usando as poucas forças que tinha para sorrir.

— T-tudo bem, vai em frente.

Ele se inclinou para me beijar e deixei que escapasse uma frase pelos lábios; tão baixo que não sei se ele escutou... Espero que não, afinal sei que para ele isso não tinha sido nada senão sexo.

Soube quando ele chegou ao orgasmo também, sentindo ele se mover languidamente e me apertar contra o próprio corpo enquanto o gozo me preenchia. Aquele tinha sido o melhor sexo da minha vida, mesmo que a pessoa fosse o Wade...

Mesmo que ele não fosse nenhuma das garotas com que estive antes.

Bem, eu estava feliz que era apenas o Wade.

Não sei o que ele pensou logo em seguida, já que eu dormi enquanto ele ainda estava acalmando a respiração em cima do meu peito... Mas de uma coisa eu tinha certeza: ele estava estranho mais cedo porque tinha feito algo em seu caderno que nunca pretendeu me mostrar... Acordei sozinho na cama, mas eu ainda sentia ele ali comigo. Vi meu uniforme de Homem-Aranha jogado sobre a cama e eu estava coberto com um lençol. O clima abafado no quarto me fez olhar imediatamente para a janela... É, ele queria mesmo que fosse a primeira coisa que eu fizesse ao acordar.

Bem, ele era esperto, isso tenho de admitir.

Confesso que senti um pouco de frustração por estar só, mas sorri quando vi e soube que não tinha sido somente eu que havia me entregado:

A folha com um “Eu te amo, Petey... Mas acho que agora o homem aranha está soltando teia pela bunda” estava pregada na minha janela e eu não consegui conter um riso baixo.

Mesmo assim, me sentia idiotamente feliz. Cara, que ridículo...

Notas finais
Espero que tenham gostado de ler como gostei de escrever! >w<(Meninas, me diverti bastante escrevendo isso, ACHO QUE DEPOIS FAÇO MAIS E PROMETO MELHORAR-Q)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!