All the same
1 It's always the same
Notas iniciais
Quando abri a porta, lá estava ela mais uma vez. Chorando por culpa de algum idiota. Como sempre, abracei-a forte e beijei o topo de sua cabeça, para confortá-la. Não era novidade para ninguém que eu amava Rose Weasley, nem mesmo para ela.
– Vai ficar tudo bem. – sussurrei em seu cabelo, e a puxei para dentro de meu quarto.
“- O que será que tem de errado comigo? – quando ela perguntou isso, fiquei irritado, por que ela achava que tinha algo de errado com ela?
– Por que diz isso? – ela me encarou com seus olhos azuis cheios de lágrimas.
– James terminou comigo. – isso, James Potter, o primeiro beijo e o primeiro namorado dela, foi o primeiro a quebrar o seu coração. – Tem que ter algo muito errado comigo. – quando começou a falar, várias lágrimas saiam de seus olhos.
– Não importa o que tem de errado com você, todos temos algo de errado Rose. – e foi assim que começou, eu a abracei e prometi a mim mesmo, que cuidaria dela.”
– Por que eles sempre me deixam Scorpius? – ela fungou deitada em meu peito. – Por que ninguém me ama o bastante? O que há de tão errado comigo? – seu corpo tremia, então, apertei-a mais forte.
– Shii... – alisei seu cabelo. – Nada que precise ser mudado Rose, nada que valha a pena mudar. – ela assentiu, e se aconchegou em meu peito.
“- Ele vai partir o seu coração, eu estou te avisando. – ela negou com a cabeça.
– Não vai! – exclamou. – É diferente dessa vez, ele é diferente. – iludida, mais uma vez, iludida. A inocência de Rose com relação a garotos era e é incrivelmente estupida.
– Então vai, boa sorte com o Tyler. – virei-me para ir embora. – Mas, eu vou esperar pelo momento em que você vai voltar, porque você irá. – ouvi ela bufar, claramente irritada com o que eu disse.
– Eu não vou ter de ir atrás de você, eu sei que não. – e ela foi embora para a Alemanha com Tyler Schutter, não passou três meses, e lá estava ela, outra vez, batendo em minha porta.”
Rose parecia um anjo enquanto dormia, o sol batia em seu cabelo vermelho, e ela ficava absolutamente perfeita assim, já havia anos que nos conhecíamos, e era sempre a mesma coisa. Ela conhecia um garoto. Se apaixonava. Se entregava ao relacionamento. Eles terminavam. Ela corria atrás de mim, procurando o conforto e tudo que eu poderia lhe dar.
– Por que você está me encarando? – ela estava de olhos fechados, e sorria.
– Como sabe que estou te encarando? – seus olhos se abriram e Rose riu pelo nariz.
– Eu sempre sei quando você está me encarando. – deu de ombros e eu fiz o mesmo. – Então, por que você estava me encarando? – revirei os olhos.
– Você fica linda assim. – toquei seu nariz com o meu indicador e ela o franziu.
“- Ele me traiu. – afirmou assim que eu abri a porta, suas bochechas sujas da maquiagem borrada pelas lágrimas. Vê-la ali, quase me fez chorar, haviam passado semanas desde que ela descobrira isso, e ela não estivera aqui ainda, e eu realmente acreditara que ela não viria.
– Eu sei. – foi tudo que eu disse, antes de abraça-la em meio a um suspiro. – Não se preocupe, você vai encontrar alguém, ok? – ela assentiu, antes de beijar meus lábios, e a história se repetir.”
– Como você não se incomoda? – agora já era fim tarde, estávamos sentados na varanda do meu apartamento.
– Me incomodo com o que? – passei a olhá-la, enquanto ela encarava a fria paisagem de Londres.
– Eu. Aqui. – respirou fundo. – O fato de que sempre que eu sou magoada, eu volto aqui, e depois, vou embora de novo e de novo. – virei meu olhar para a cidade.
– Não me incomoda você ir, contanto que você volte. – prensei meus lábios. – Eu aceitei quem você é, o fato de você não me amar o tanto que eu te amo. – cruzei os braços e, quando voltei a olhá-la, ela me encarava com aquelas duas orbes absurdamente azuis. – Então, eu aproveito enquanto você está comigo. – passei o braço pelos seus ombros, puxando-a para perto.
“- Eu te amo Rose. – eu sussurrei em seu ouvido, Liam havia deixado-a por uma ravina peituda pouco antes do resultado do NIEMs, e eu estava a consolando, pela segunda vez, quando finalmente criei coragem para dizer isto.
– Você disse que me ama? – perguntou com os olhos arregalado, e eu assenti. – Oh Merlin. – disse surpresa, e então, beijou-me, eu achei que seria o fim daquela perseguição, mal sabia eu, aquilo era apenas o início.”
– Eu me sinto tão mal por isso. – Rose encarava o pudim, como se foi a coisa mais esquisita do mundo. – É como se eu tivesse usando você, mas não é esse o meu propósito. – mexeu o garfo sobre o pudim. Simplesmente revirei os olhos.
– Eu sei que não. – comi o resto do meu pudim. – Eu entendo você, como ninguém mais. – ela levantou os olhos e sorriu triste para mim.
– Por que eu não posso amar você? – suspirei.
– Quem disse que você não me ama? – ela mordeu o lábio, enquanto eu sorria.
– Você sabe, eu te amo, mas... – comprimiu os ombros. – não o suficiente. – revirei os olhos.
– Tudo tem seu tempo. – eu encarei seus olhos. – Ás vezes, é tudo uma questão de maturidade, talvez você não esteja pronta ainda, ou talvez eu encontre outra garota, um dia. – ela franziu as sobrancelhas ruivas e voltou a encarar o pudim. – Até lá, vou fazer de tudo para continuar sendo aquele que sempre está aqui por você.
“- Rose, essa é Vivian, minha namorada. – nessa época, Rose namorava o Albus, o primo dela e meu melhor amigo, o que foi uma merda. Exatamente por isso, eu comecei a namorar a Vivian, nós estávamos juntos há cerca de dois meses.
– É um prazer conhece-la. – a ruiva disse fungando, e eu já sabia o que havia acontecido. – Eu realmente preciso falar com você Scorpius. – ela olhou para minha namorada como se pedisse para que ela fosse embora.
– Só um segundo... – puxei a Vivian para dentro. – Eu preciso falar com a Rose a sós. – ela negou com a cabeça.
– Nem pensar, ela terminou com o Potter, e você sabe o que vai acontecer. – neguei com a cabeça.
– Você não confia em mim? – ela bufou.
– Eu confio em você, não confio no seu sentimento por ela, nem nela. – cruzou os braços, e me encarou em desafio. – Eu ou ela? – e foi ai o problema, quando se trata de Rose e qualquer outra pessoa, eu sempre escolho ela.
– Ela.”
– Não é justo com você... – ela começou a colocar suas roupas. – Eu tenho que parar com isso, eu te que ir Scorpius e deixar você livre. – disse enquanto colocava a blusa. Levantei-me rapidamente, e fiquei em frente a ela.
– Não. – disse enquanto segurava seu braço.
– Eu sempre vou embora. – ela anunciou, encarando-me profundamente.
– Mas eu sempre sei que você vai voltar. – toquei seu rosto. – Porque nenhum deles sou eu, nenhum deles te ama como eu, e você nunca vai se sentir com eles, do jeito que eu faço você se sentir. – ela parecia desolada, eu sabia que a sensação que provocava nela. Nenhum deles a fazia se sentir amada do jeito que eu fazia.
– Scorpius... – seus olhos pareciam que iam se derramar a qualquer momento. – Eu não posso mais fazer isso com você. – disse enquanto soltava o braço.
– Eu não me importo Rose. – coloquei as minhas mãos nos bolsos, e encarei o chão. – A sensação de perder você para sempre, é pior do que ser trocado por um garoto que nunca vai ser o suficiente para você. – após dizer isso, senti seus lábios do meus, aquecendo mais uma vez o meu coração.
“- Eu o amo Scorpius. – estávamos “juntos”, pela primeira vez, à cerca de três semanas. – Mais do que a você, me perdoe. – eu assenti, e fiquei encarando-a, enquanto ela ia embora pela porta do apartamento, para se encontrar com o novo namorado dela, o quarto namorado dela, deixando-me pela primeira vez, e naquela época, eu não sabia que ela voltaria. Quando a porta se fechou, eu deixei que toda a dor de perde-la me consumisse, caindo no chão e sentido que me coração era arrancado do peito. Eu ainda senti aquela dor várias vezes, até finalmente aceitar que ela sempre voltaria, e eu teria que passar por aquilo, de novo e de novo.”
– Nós podemos tentar... – ela estava deitada em minha cama, enquanto eu lia um livro na poltrona, levantei os olhos e sorri.
– Tentar o que? – ela estava de bruços, me encarando com as mãos sob o queixo.
– Ter um relacionamento, ou coisa assim. – riu pelo nariz, e voltei a encarar o livro, passando para próxima página.
– Tipo o que a gente sempre faz. – voltei minha atenção para o livro, e logo senti duas mãos envolverem meu pescoço.
– Não... – sussurrou no meu ouvido. – não assim. – ela suspirou.
– Não? – marquei a página do livro e o fechei. – E como seria isso? – fechei o livro, e coloquei sobre a mesinha. Rose fez a volta na poltrona, e sentou em meu colo.
– Sei lá, você poderia me levar para sair e a gente tentar fazer isso como um casal normal, com todos sabendo que tipo de relacionamento temos. – ela passou suas delicadas mãos pelo meu rosto, colocando meu cabelo para trás. – O que me diz?
– Tipo, namorada e namorado? – franzi o cenho e ela assentiu. – Isso seria totalmente esquisito. – coloquei minhas mãos em sua cintura, enquanto ela gargalhava.
– Nós nunca tentamos isso. – suspirei pesadamente.
– Eu não sei se é uma boa ideia... – encarei seus olhos perturbados.
– Pensei que era isso que você queria.
– Não sei se estou pronto para arriscar perder você. – fechei os olhos e joguei a cabeça para trás. – Porque se nós tivéssemos algo sério, e ele acabasse, eu iria perder você. – sentia seus lábios sobre o meu.
– Eu entendo. – ela sussurrou sobre os meus lábios. – Mas, eu realmente quero tentar. – quando abri os olhos, seu rosto estava bem próximo, e eu podia ver cada sarda do seu rosto.
– Pra quem você correrá quando eu quebrar seu coração? – perguntei com o nariz franzido, e ela sorriu com os lábios colados aos meus.
– Para quem eu sempre corro. – disse antes de nos beijarmos mais uma vez, talvez fosse o momento certo, talvez não, mas era hora de arriscar e mudar o fim da nossa história.
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