All of me
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Os dias foram passando, levando embora o que restava do meu penúltimo ano em Hogwarts. Faltava pouco mais de dois meses de terminar o ano letivo e os professores estavam nos acabando com trabalhos e simulações das nossas provas finais. Durante a semana as aulas eram puxadas e, nos finais de semana, tínhamos uma tonelada de deveres para fazer. Virou uma prática comum, eu e o Albus nos juntarmos aos primos deles nas refeições nos sábados e domingos, quando eram menos pessoas circulando pelo castelo nos horários de sempre. Eu já nem me sentia mais estranho ao sentar com as minhas vestes adornadas de verde em meio os alunos de vermelho, do mesmo jeito que a Rose não parecia se importar quando se juntava a mim e o Albus.
Estávamos todos juntos, comendo o café da manhã num sábado e discutindo qual das casa ganharia a taça naquele ano.
—Claro que vai ser a Grifinória! — se vangloriou a Rose.
—Discutir isso aqui não está parecendo justo — o Albus reclamou, mostrando a nossa desvantagem.
—O lugar não importa, Al, vamos ganhar e pronto — o irmão dele se adiantou a dizer.
—Na verdade estamos tecnicamente empatados, então só vai depender das notas das provas, já que pelo jeito a taça de quadribol é da Corvinal esse ano — eu observei.
—E como foi que isso aconteceu mesmo? A corvinal! — o meu amigo olhou provocando a Rose e o irmão que estavam no time de quadribol.
—Ainda temos chances! — eles falaram em uníssono, provavelmente algo que a capitã do time devia repetir diariamente.
—É, mas vocês estão dependendo da Lufa Lufa ganhar o próximo jogo e sabemos como o time deles anda esse ano, né?
—Cala a boca, e come, Al! — a Rose acabou com a discussão.
De qualquer jeito, o assunto morreu com a chegada do correio matinal, trazendo a minha carta semanal dos meus pais e um pacote avantajado para o colo da Rose.
—Por Mérlin, o que a mamãe mandou dessa vez? — o Hugo falou mortificado.
—Você nem sabe de quem é, Hugo — falei e ele balançou a cabeça.
—Eu conheço a minha mãe, tem laços duplos no pacote, só pode ser dela…
—É dela mesmo — a Rose confirmou — material para as provas — ela explicou.
—Para as provas? — olhei confuso.
—Todo ano ela manda, pergaminhos macios, penas que curam o cansaço dos dedos, tintas que não acabam — ela me explicou.
—Chegou meio cedo dessa vez — o James observou e ela só deu de ombros.
A Rose começou a distribuir os pacotes individuais para os primos, que já estavam mais do que acostumados com acontecimento, porém ela olhou confusa quando ainda tinha dois deles nas mãos até que se virou para mim.
—Aparentemente esse é para você — ela me entregou o embrulho.
—Pra mim? Tem certeza? — fiquei surpreso com o gesto.
—Tem seu nome — ela puxou um bilhetinho que realmente tinha meu nome.
Eu abri o papel e encontrei a mesma letra elegante que tinha autografado o meu presente de natal no ano anterior.
“Olá, Scorpius,
espero que você não se importe por eu ter tomado a liberdade de mandar algumas coisinhas para você também. São para deixar os exames mais tranquilos.
Boas provas, querido
Com carinho,
Hermione Granger-Weasley”
Ela achava que eu ia me importar? Fiquei olhando igual um bobo, relendo várias vezes as poucas palavras e colocando na minha cabeça que a Ministra da Magia, e mãe da Rose, tinha se dado ao trabalho de me incluir no que ela reservava para a família.
—Fecha a boca, Scorpius, são só umas papéis e penas! — meu amigo debochou me chacoalhando.
—Deixa eu ficar feliz com presente, seu insensível! — empurrei-o de volta, fazendo todos em volta rirem.
—O Scorpius é o fã número um da tia Mione — ele explicou para os outros só para me provocar.
—Ela é uma bruxa brilhante e ótima Ministra, por que eu não seria? — me defendi, olhando feio para ele.
—Claro que ela é! — a Rose me ajudou nos argumentos, sendo endossada pelo irmão, ambos com caras de orgulho.
—Não posso mais nem brincar... — o Albus resmungou.
—Se for pra ser idiota, não — a Rose completou no tom autoritário dela, fazendo os primos e o irmão rirem.
—Da próxima vez, fica de boca fechada, Al — a Lily comentou ainda rindo — ainda mais se forem sobre os tópicos favoritos da Rose — ela completou olhando de um jeito engraçado para mim, o que me deixou meio sem graça.
—Bom, chega desse assunto, tenho um trabalho de História da Magia para entregar segunda, vocês já fizeram? — ela olhou para mim e o Albus, já que estávamos na mesma classe.
—Rose, você não fez, o que acha do resto do mundo? — o irmão a provocou.
—Não fizemos — o Albus respondeu — e nem vou fazer agora, talvez mais tarde... o dia está bonito demais para história da Magia — ele completou com uma careta.
—Desse jeito seu trabalho não vai sair bom, Al — ela advertiu, mas o primo só deu de ombros, o que a fez revirar os olhos — estou indo para a biblioteca, você vem? — ela se levantou e olhou para mim, esperando uma resposta.
—Vou sim! — respondi sorrindo com o convite e, ao dar uma última mordida no meu bolo e levantar, percebi que os rostos que me olhavam sorriam também.
Eu tinha quase certeza que os primos da Rose já haviam entendido boa parte do que se passava entre nós ela, no entanto, insistia em agir como se não fosse nada demais. Disfarcei a atenção que eles me davam e apressei o passo para alcançá-la. A biblioteca se encontrava consideravelmente cheia para um sábado de manhã, vários alunos tentando tirar o atraso nos trabalhos e estudos. Nós andamos por entre os corredores, indo direto para o local reservado onde sempre estudávamos, sendo juntos ou separados. Eu puxei uma das cadeiras e me acomodei, ela fez o mesmo com a cadeira diretamente ao meu lado.
—Você tem todos os livros aí? — ela perguntou olhando para a pilha de volumes que precisaríamos para completar nosso trabalho.
—Sim, senhora! — brinquei, passando metade deles para ela.
Colocamos a cara dentro das páginas, tentando compilar o máximo de informação sobre o tema que o professor havia requisitado, no entanto a minha mente não estava exatamente no trabalho a minha frente. Minha atenção se desviou das letras impressas para a garota lendo atentamente ao meu lado, subitamente me dando vontade de fazê-la dar o mesmo tratamento para mim ao invés do livro.
—Rosie? — chamei.
—Hum? — ela levantou os olhos sem mudar de posição.
—Você sabia que existem 142 escadas em Hogwarts? — tirei o primeiro fato aleatório que apareceu na minha cabeça, fazendo-a me olhar de um jeito confuso.
—Por acaso eu sabia, mas isso é pertinente para que mesmo?
—Cultura geral — dei de ombros.
—Nosso trabalho não envolve a arquitetura da escola, Scorpy — ela respondeu revirando os olhos, claramente não entendendo o meu objetivo com a pergunta e voltando a atividade de antes.
Mais alguns minutos se passaram e eu resolvi tentar de novo.
—Rosie? — sussurrei, dessa vez levanto a minha mão até a perna dela, pousando-a em sua coxa.
—Que foi? — dessa vez ela se ajeitou na cadeira e me encarou por inteiro, meus dedos ainda fazendo pressão na pele dela através da saia.
—Sabia que o sangue de dragão só é comparado com o pêlo da cauda de um testrálio em raridade e poder? — perguntei com cara de inocente.
—Sim, eu e todos os alunos do primeiro ano — ela me olhou inclinando a cabeça — o que você quer, Scorpy? — um sorrisinho diminuto escapando da boca propositalmente apertada.
—Nada — dei de ombros, fingindo voltar a ler e recolhendo a minha mão.
Até consegui ler uns dois parágrafos, antes de pegá-la lançando olhares para mim também, parecia que não era mais só eu que não estava concentrado. Eu já tinha desistido completamente de me focar no trabalho, aquilo já havia virado uma brincadeira. Sem dizer nada, encostei o meu braço no dela por debaixo do livro que ela segurava. Ao vê-la se forçando a manter a compostura, eu corri os dedos pelo comprimento do braço dela, chegando até o ombro e descendo pela cintura. Nós não nos olhávamos, mas eu escutei ela respirando mais fundo quando minha mão voltou à perna dela.
—Rose? — chamei novamente, mas dessa vez com o rosto mais próximo do dela, que já virou pra mim sem conseguir segurar o riso.
—O que foi dessa ve… — eu interrompi a pergunta dela com um selinho rápido em seus lábios.
—Nada, pode voltar ao trabalho — indiquei o livro e olhei novamente para o meu, sabendo que ela ficou alguns segundos parada me olhando antes de conseguir retomar à concentração de antes.
Alguns minutos se passaram e eu aproximei a minha cadeira da dela.
—Scorpius, você está me distraindo! — ela reclamou, embora não estivesse mal humorada.
—Estou? — perguntei com inocência fingida.
—Temos um trabalho para fazer — ela deu um tapinha no livro.
—Temos, deixa eu ver como está o seu aliás — eu me inclinei por cima dela com a desculpa de olhar o pergaminho que ela tinha do outro lado, mas a verdade era que eu só queria mais proximidade — parece bom — falei, ignorando a respiração dela na minha bochecha e permanecendo ali mais tempo de que o necessário.
—Scorpius… — ela murmurou.
—O que? — virei o rosto de frente para ela, fazendo nossas bocas quase se encostarem — não quer ver o meu também? Está do lado de cá — indiquei o lado mais longe dela, para o qual ela teria que se inclinar no espaço que eu ocupava.
—Nunca vi jeito mais trabalhoso de pedir um beijo — ela revirou os olhos antes de me alegrar com a mão no meu rosto e os lábios nos meus.
O beijo foi bem mais rápido do que eu gostaria. Ela se afastou, me empurrando de volta para o lugar com delicadeza, mas determinação. Eu ainda tentei roubar mais um beijo, porém ela protestou.
—Você está impossível hoje! Precisamos terminar isso, e aqui é a biblioteca!
—Não te impediu antes — eu dei de ombros e ela me olhou torcendo o nariz.
—Você não vai deixar eu me concentrar, vai? — eu olhei de lado para ela, que suspirou e afastou a cadeira.
—Para onde você está indo? — perguntei alarmado.
—Para mais longe — aquilo era o oposto do que eu queria, meu feitiço saiu pela culatra, mandando-a para longe, no entanto eu me enganei quanto ao nível de radicalismo que ela adotaria, pois ela simplesmente cruzou a mesa e foi se sentar na cadeira a minha frente, que claro, era consideravelmente mais distante do que a do meu lado, mas muito menos do que ela poderia conseguir se trocasse de mesa, ou ainda se voltasse para o dormitório.
—É só esse tanto que você consegue ficar longe de mim? — perguntei presunçoso.
—Para de pensar besteira e faz o seu trabalho, Scorpy! — ela tentou soar séria, mas falhou, fazendo o meu sorriso aumentar.
Claro que eu não consegui voltar ao trabalho, o que fez do nosso dia um exemplar perfeito de como não executar um trabalho de maneira eficiente. Fiquei chamando a atenção dela com pequenas desculpas, pernas se encostando por debaixo da mesa, olhares que diziam mais do que aparentavam, em conclusão: ainda estávamos na biblioteca depois que escureceu e os nossos trabalhos permaneciam incompletos A bibliotecária avisou a todos que faltavam apenas cinco minutos para o fechamento da biblioteca, já tinha dado o horário de voltarmos para os nossos dormitórios.
—Eu ainda não acabei e a culpa é sua! — a Rose me acusou.
—Eu também não terminei — dei de ombros, sem realmente me importar, ainda tínhamos tempo.
—Já vamos ser expulsos — ela continuou reclamando, apertando os olhos em minha direção e fechando os livros.
—Sabe… eu conheço um lugar — recriei a frase que tinha usado no dia do baile do ano anterior, minha cara não escondendo as ideias nada inocentes que passavam na minha cabeça.
—Você está pensando em qualquer coisa que não é estudo, né! — ela jogou uma folha de papel amassado em mim, mas eu a peguei com facilidade.
—Claro que não, boas notas em primeiro lugar! — afirmei e quem ouvisse pensaria que eu estava sendo o mais sincero possível.
—Se é assim, eu controlo a sala hoje — ela me desafiou levantando sem me esperar juntar as coisas na minha mochila.
Corri atrás dela, alcançando-a na saída da biblioteca. Nos esgueiramos pelos corredores até chegar no local exato onde a sala precisa existia. Dessa vez o controle sobre a criação da sala ficou com ela. E quando a porta surgiu, ela deu lugar a nada menos do que uma biblioteca, muitas vezes menor do que a que estávamos, mas mesmo assim com estantes cheias de livros, algumas mesas e cadeiras, além das luminárias que se encontravam em sua grande maioria apagadas. Ela colocou a mochila em uma das mesas acendendo com a varinha a lâmpada que ficava acima da mesma. Eu permaneci em silêncio, vendo-a puxar os materiais de dentro da mochila ainda de pé. Antes de se sentar, ela se virou para mim e declarou.
—Pronto, agora vamos terminar o que começamos — ela não podia ter escolhido melhor as palavras. eu estava morrendo de vontade de terminar o que começamos desde a hora que chegamos na biblioteca pela manhã.
Ela não previu a minha aproximação, mas antes que ela pudesse sentar, eu tirei a cadeira da frente e enlacei a cintura dela beijando o seu pescoço.
—Scorpius! — ela se sobressaltou, porém as mãos dela já estavam em mim.
—Você falou pra terminar o que começamos, ué — argumentei.
—O trabalho — ela me corrigiu com a voz fraca quando eu mordi de leve a sua orelha.
—Tem certeza que você quer pegar os livros agora? — provoquei baixinho no seu ouvido.
—Cala a boca! — ela girou o corpo ficando de frente para mim e esmagando os lábios nos meus.
A língua dela invadiu a minha boca, explorando todos os cantos já familiares para ela. Minhas mãos passearam pelas costas dela, interrompendo o percurso na carne macia da bunda, onde eu a apertei, fazendo-a gemer e morder com força o meu lábio. Ela me puxou para perto, colando os nossos quadris, aumentando a urgência que eu sentia de um dia inteiro adiando o que eu queria. O tempo frio nos fazia usar muito mais roupa do que qualquer um de nós queria no momento. Não demoramos muito para nos livrarmos da primeira camada jogando nossas capas e suéteres para longe.
Ela deu um passo para trás chegando de encontro à mesa mais próxima, Afastei a minha boca da dela para impulsioná-la para cima do móvel. As mãos dela conseguiram se agarrar aos botões da minha camisa, devido à distância momentânea entre nós. Assim que ela tirou a minha gravata e abriu a peça toda, o tecido foi puxado pelos meus braços até cair no chão, com a boca dela acompanhando o aparecimento da pele dos meus ombros, me causando um arrepio gostoso. Fiz o mesmo com ela, jogando o tecido da gravata aos meus pés, porém ela me puxou para mais um beijo antes que eu pudesse tirá-la de dentro da blusa, que permaneceu aberta revelando o sutiã claro que ela usava por baixo e que eu não demorei em sentir com os meus dedos.
Os joelhos dela me apertavam, a pressão fazendo aumentar o desejo que eu sentia. Desci as minhas mãos pelos lados do corpo dela, chegando até a barra da saia por onde eu infiltrei os meus dedos arranhando de leve as coxas dela. Eu sentia a respiração acelerada no meu ombro onde ela me beijava, as mãos afundadas nos meus cabelos. Levei a mão para a perto de dentro da coxa dela, alcançando o tecido fino da calcinha dela e escutando-a gemer com o contado no local que já pulsava de desejo.
Eu me inclinei sobre ela, levei as mãos até as suas costas segurando-a até que ela estivesse com as costas apoiadas na mesa, meu corpo pressionando o dela. Beijei a pele exposta do seu colo, descendo os beijos pela sua barriga, usando a língua para deixá-la ainda mais ofegante. As mãos dela seguravam o meu cabelo, mantendo-me na posição que eu me encontrava, porém eu tinha outras ideias. Eu me abaixei, levantando a saia dela até a cintura, apertando novamente as coxas macias. Desvencilhei-me das suas mãos e beijei a pele que antes estava coberta pelo tecido escuro.
—Scorpius! — ela gemeu quando meus dentes arranharam a parte interna da coxa — o que você está fazendo?
—Experimentando — eu falei olhando atrevido para cima, não ouvi nenhum tipo de protesto, então continuei com o que eu tinha em mente.
Permaneci ajoelhado, corri as minhas mãos pela extensão das pernas dela, chegando até os tornozelos. Me ocupei de livrá-la dos sapatos, que caíram de qualquer jeito no chão. Agora só existiam as grossas meias lhe cobrindo as pernas até a altura do joelho. Levei a mão até a barra de uma das meias, abaixando-a lentamente, acompanhando cada centímetro de pele exposta com a boca, causando alguns suspiros na dona das pernas. Repeti a ação com a outra meia, agora tendo as pernas dela completamente livres para deslizar os meus dedos, o que fiz, parando novamente nas coxas dela antes de mover o carinho para o local onde a calcinha ainda escondia. Senti as pernas dela se contraindo quando eu enrosquei os dedos do elástico da calcinha, ainda beijando a curva das pernas dela.
Gentilmente, eu fui puxando o tecido para baixo, ela entendeu o meu objetivo e levantou o quadril para facilitar o processo. Eu estava completamente imerso na vontade que eu sentia de tocá-la, literalmente explorá-la de maneira que eu nunca havia feito antes, porém ao mesmo tempo a insegurança não ia embora, eu queria mais, mas tinha que ser bom para nós dois e eu claramente não sabia o que estava fazendo. Depois de jogar a calcinha para o lado, apoiei as mãos nos joelhos dela, afastando-os ainda mais. Escutei-a gemer alto quando a minha respiração foi de encontro à sua parte mais sensível. Meu coração martelava no peito, apertei os dedos no joelho dela, tentando conter meu nervosismo quando eu aproximei minha boca, beijando-a numa carícia delicada.
A reação foi instantânea, ela arfou espalmando as mãos na mesa do lado do corpo de maneira a prender os dedos na borda do móvel. Incentivado pelo movimento, eu repeti a ação deslizando a minha língua de maneira a aprofundar o contato o que a fez gemer alto.
—Scorpius! — meu nome surgiu em meio a um suspiro aumentando ainda mais as sensações que passeavam pelo meu corpo.
—Você quer que eu pare, Rosie? — a pergunta saiu num tom convencido, mas a resposta era muito importante para mim, aguardei-a ansiosamente, porém não precisei esperar muito pois ela logo se posicionou.
—Se você parar… — ela falou com o fôlego entrecortado — eu te mato!
O sorriso surgiu involuntário no meu rosto, a satisfação de vê-la tão entregue era como fogo líquido nas minhas veias. Voltei a atenção para o que eu estava fazendo, ganhando coragem de ser mais ousado a cada barreira que eu ultrapassava recebendo de volta os sons de satisfação da Rose. Ela já estava muito excitada e eu ajudei a aumentar o nível, explorando todos os contornos dela. Quando eu encontrei um ritmo entre as lambidas e chupões, ela veio de encontro a mim, impulsionando o quadril para igualar o movimento.
Os gemidos dela se transformaram numa música que incendiava cada pedacinho de mim, ampliando a minha vontade de fazê-la chegar ao ponto máximo. Ela tinha os dedos enrolados no meu cabelo, mantendo-me no lugar, como se houvesse a menor possibilidade que eu fosse parar. Quando eu senti a urgência dela aumentando e uma das mãos sumindo da minha nuca, levantei os olhos para vê-la. A mão dela agora estava bem mais acima, onde ela acariciava os próprios seios com apertos e carícias que formavam uma imagem difícil de desviar o olhar. Desci novamente o meu olhar, trazendo os meus próprios dedos para mais perto afundando-os na cintura dela. Tive certeza de que ela estava prestes a atingir o clímax, quando ela forçou as pernas em torno de mim, no entanto, prendi as mãos nas coxas dela, mantendo-as afastadas sem limitar o meu acesso. Ela deu um último gemido antes de estremecer e deixar as pernas caírem de uma vez.
Minha respiração continuava fora do ritmo, levantei devagar louco para colocar os meus olhos nela. A Rose estava com os olhos fechados e um sorriso preguiçoso nos lábios, o peito subindo e descendo numa frequência acelerada. Levei as minhas mãos à cintura dela o que a fez abrir os olhos e me encarar, notei as pupilas dilatadas com satisfação. Me inclinei sobre ela, beijando-a no pescoço antes de colar nossos lábios de maneira lenta e profunda. Ela abraçou o meu pescoço e afastou a boca da minha para sussurrar no meu ouvido:
—Agora é a minha vez — a voz baixa e sugestiva lançou um arrepio pela minha espinha, era a antecipação pelo que tinha por vir.
Fazendo pressão contra mim para que eu me levantasse, ela pulou da mesa assim que eu dei espaço.
—Vamos começar nos livrando dessas roupas — ela me deu um sorriso lascivo antes de me fazer tirar os sapatos a se ocupar de abrir a minha calça.
Eu estava só de cueca, ela deslizou a mão pelo meu estômago me fazendo suspirar quando roçou a parte de mim que latejava por ela.
—Rosie… — gemi encostando a testa na curva do pescoço dela e puxando o tecido da blusa que ela ainda usava.
—Não — ela deu um tapinha na minha mão, me impedindo de despi-la.
Levantei a cabeça confuso, pensando ter feito algo errado, mas ela ainda sorria provocante o que me acalmou imediatamente. Ela estalou um beijo nos meus lábios antes de se afastar me deixando afoito pelo toque que eu não tinha mais.
—Aonde você… — eu queria saber o que ela pretendia, porém ela foi mais rápida. Caminhou até a cadeira mais próxima, virou-a de frente para si encostando-a na estante de livros.
—Vem cá — ela chamou apontando com o dedo em sua direção, e num piscar de olhos eu já estava ao seu lado com os braços em volta dela.
Ela me prendeu num beijo, puxando a minha cueca para baixo até que ela caísse nos meus tornozelos deixando fácil chutá-la para longe. Novamente ela se afastou, os olhos que me encaravam eram duas faíscas que combinavam com as sensações de desejo dentro de mim.
—Senta — ela apontou para a cadeira. Olhei com um olhar inquisidor, mas fiz como ela pediu me colocando de frente a ela.
Ela se abaixou em minha direção, a bunda permanecendo empinada, enquanto ela me beijava e corria as mãos desde os meus joelhos, parando um bom tempo nas minhas coxas e subindo pelo meu peito. Eu ofeguei quando os dedos dela estiveram extremamente próximos da parte de mim que mais queria atenção. Voltando a ficar reta, ela se insinuou para perto de mim, se posicionando entre as minhas pernas agora abertas, o joelho propositalmente pressionando a minha excitação. Eu queria sumir com a roupa que ainda a cobria e trazê-la para mais perto de mim, porém quando os meus dedos foram de encontro ao fecho da saia dela, ela me impediu novamente.
—Agora é a minha vez de experimentar, Scorpy — minha expressão frustrada foi logo substituída por uma de curiosidade, tentando adivinhar o que ela tinha em mente.
Ela deu um passo para trás e se virou de costas ficando fora do meu alcance. Eu vi as mãos dela passeando pelos lugares que eu queria que as minhas pudessem tocar. Ela apertou a sua cintura, passando a mão sobre a bunda até chegar às coxas. Eu respirei fundo ao presenciar o show que ela estava montando. Primeiro ela passou a manga da camisa por cima de um ombro, deixando a vista a pela alva, ela jogou o cabelo para o lado, fazendo o mesmo com o outro ombro. O tecido foi puxado aos poucos me deixando literalmente sem fôlego ao acompanhar o percurso da peça que acabou no chão. Ainda com o cabelo jogado para frente, eu consegui ver direitinho as mãos dela subindo pelas costas e abrindo o fecho do sutiã. Quando puxou a primeira alça para baixo, ela se virou com um sorriso travesso, constatando meu completo estado de hipnose.
Minha boca estava seca, meus olhos simplesmente não conseguindo se desviar do corpo a minha frente. Ela passou a mão pelos seios que permaneciam escondidos de mim, mas logo voltou a atenção para o fecho da saia, a última peça que a cobria. Lentamente os dedos dela abriram os botões. A saia foi empurrada propositalmente devagar, o quadril dela rebolando num ritmo enlouquecedor para ajudar a se livrar da peça. Ela estava completamente nua na minha frente e eu estava quase pulando da cadeira para satisfazer a vontade que eu tinha de tocá-la, porém permaneci preso ao lugar. Ela cruzou os braços em volta de si, e virou o rosto em minha direção.
—Você quer? — ela perguntou rindo ao olhar para baixo indicando a si mesma.
—Sim — respondi quase sem conseguir formar a palavra.
—O que? — ela provocou, ainda me encarando na mesma posição que a ocultava de mim.
—Você — declarei sem nem precisar pensar. Era a primeira vez que ela entrava num jogo de provocação e eu podia dizer sem sombra de dúvida que estava funcionando muito bem. Eu me sentia trêmulo, ansiando pela aproximação dela, minha respiração saindo com dificuldade.
Sem dizer nada ela se virou de frente para mim, presenteando meus olhos, e eliminou o espaço que nos separava. Minhas mãos voaram imediatamente para a cintura dela, me deixando satisfeito ao ver que ela também suspirava com o meu toque. Beijei a pele perto das costelas dela, antes de subir com a boca para capturar um dos seios. Os braços dela se fecharam no meu pescoço, arranhando a minha nuca. Novamente ela estava entre as minhas pernas e a maneira como ela se esfregava em mim, era uma provocação por si só. Uma das mãos desceu pelo meu corpo se fechando em torno do local que evidenciava toda e minha excitação. A pressão dos dedos dela me fez jogar a cabeça para trás em meio ao um gemido forte.
Ela começou uma sucessão de movimentos, me estimulando cada vez mais. Minhas mãos se enterraram na bunda dela, precisando me agarrar a algo. Voltei a olhar em seus olhos que me observavam com imensa satisfação. Ela se abaixou para me beijar mais uma vez, chupando a minha língua com urgência. Eu precisava de mais, meu quadril se movendo para intensificar os movimentos dela. No entanto, de repente ela cessou completamente o que fazia, e eu gemi em protesto.
—Rosie… — foi tudo o que eu consegui dizer.
Escutei um risinho em resposta, eu ia reclamar de novo, meu corpo ansiando pelo contato, porém ela se ajoelhou entre minhas pernas e onde antes eu sentia a pressão de seus dedos, ela passou a me provocar com a boca. Eu perdi qualquer capacidade de respirar, a língua dela passeava por toda a minha excitação, alternando carícias com os lábios num movimento cada vez mais rápido. Eu gemi alto quando ela adicionou a mão à brincadeira, me pressionando sob os dedos. Eu estava prestes a chegar ao meu limite, minhas mãos enroscadas nos cabelos dela, os olhos fechados, quando mais uma vez ela parou. Não tive tempo nem de protestar, pois ela se levantou, passou uma perna por cima da minha, imitando o processo com a outra e, com um rápido auxílio das mãos, sentou no meu colo, me mergulhando dentro dela de uma vez só. Nossos gemidos se igualaram com a união. Ela agora tinha os dedos agarrados aos meus ombro, enquanto eu ainda a segurava pelas nádegas.
—Melhor assim? — ela perguntou, eu não sabia que gostava tanto dessa provocação, mais uma descoberta para a noite.
—Uhum — respondi, porém qualquer outro pensamento que rondava a minha cabeça foi eclipsado quando ela se ergueu, afastando-se um pouco, apenas para voltar a me afundar dentro dela.
A sensação era mais do que apenas gostosa, ela controlava a velocidade, me deixando completamente louco. Eu a puxava para mim, tentando apressar os movimentos, porém ela mantinha a vontade da tortura lenta. No entanto, ela não conseguiu manter o controle por muito tempo, seu corpo também exigindo mais pressa. O ritmo acelerou, eu a puxava ao máximo de encontro a mim, ela tinha os seios colados no meu peito, nossas bocas se devorando, salvo pelos momentos em que gemidos escapavam das nossas gargantas. A urgência atingiu o ápice até que chegamos ao clímax. A sensação foi intensa e logo após, senti meu corpo inteiro relaxando e o dela desabando sobre o meu.
Ficamos algum tempo imóveis, ela com o rosto apoiado no meu ombro. Tentávamos apenas recuperar o fòlego e normalizar a respiração. Assim que conseguimos voltar quase ao normal, ela se afastou de mim, mantendo-se no meu colo, porém de modo a me olhar direto nos olhos. Seu rosto sorridente era a coisa mais linda que eu já tinha visto, a pele afogueada, os cabelos vermelhos revoltos e grudados na testa. Levei a mão até o seu rosto, afagando a bochecha, ela passou o dedo pelos meus cabelos, num carinho que eu já não conseguia relacionar a ninguém que não fosse ela.
—Fomos um fracasso em completar o trabalho de história — ela brincou.
—Prefiro muito mais a nossa versão, mas ainda dá tempo — dei de ombros.
—Nem pensar, agora estou exausta.
—Já quer ir pro dormitório? — não era nem um pouco a minha intenção se separar dela, mas não dava para dormir numa cadeira, a escolha da sala precisa foi muito interessante, mas pouco prática para descanso.
—Não — ela respondeu ainda sorrindo — tá vendo aquela porta ali? — ela apontou para uma porta atrás de si que eu notei pela primeira vez.
—Sim.
—Essa sala não é só uma biblioteca — ela explicou num tom sugestiva.
—A senhoria por acaso providenciou um quarto também? — zombei e ela confirmou — então não era só eu que não estava pensando em notas.
—Uma hora íamos ficar cansados de estudar — ela usou de uma inocência fingida.
—Aham, sei — não acreditei por um momento na afirmação e acabamos rindo.
—Vem — ela se levantou e me puxou pela mão.
Entramos no quarto, que tinha inclusive um banheiro, onde fizemos uma parada rápida para tirar o suor do corpo, aproveitando para roubar mais alguns beijos. De fato, o avançado da hora em junção com as atividades recentes, drenaram as nossas energias, então depois de secos, fomos direto para cama, onde ela se aconchegou em mim e dormiu rapidamente com um sorriso nos lábios. Fiquei alguns minutos a observando, deixando o meu coração bater o mais apaixonado que já havia batido. Nós estávamos tão próximos, não só fisicamente, que eu sentia que não faltava mais nada, apenas escutar dos lábios dela que aquilo era o que ela mais queria também, pois as ações já me mostravam isso. Acabei dormindo sem perceber.
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