All of me

20 Velhas amizades


Notas iniciais
Com um recorde de cinco dias de hiatus eu voltei com mais um capítulo maravilhoso para vocês. Notas Finais.

Estava chorando de soluçar no banheiro feminino. As meninas faziam de tudo para me acalmar.

– Nicolas é um idiota,esquece isso. Disse Geysa.

– Ele não tinha o direito de dizer aquilo,era uma coisa minha.

– Dizer que você ficou com meu namorado? Relaxa eu não liguei,sei que vocês tinham algo no passado. Disse Jordana.

– Não é nem por você, Jordana. É que isso faz parte do meu passado, coisa minha,não gosto que fiquem falando da minha vida por aí. Todo mundo ouviu e isso foi ridículo.

– Daqui a pouco esse povo idiota esquece. Fofocas vem e vão,já esqueceram até do meu chifre. Disse Rana.

– Isso é o que você acha. Respondeu Jordana.

– Cala a boca. Disse Rana e Gey ao mesmo tempo.

Saí do último box do banheiro enquanto as meninas estavam espalhadas pelo o ambiente com a porta trancada,não queria que ninguém visse como eu estava mal. Lavei meu rosto e me sentei no chão e elas vieram me abraçar, menos a Jordana. Respirei fundo e ouvi alguém batendo na porta. A Jordana perguntou quem era e para minha surpresa.

– É o Ian. Preciso falar com a Rebeca.

– Deixa ele entrar. Respondi secando minhas últimas lágrimas. — Quero falar com ele sozinha meninas. Poderiam me esperar lá fora?

– Claro. Disse Rana. E as outras apenas concordaram e saíram.

Depois que o Ian entrou e trancou a porta,eu me levantei para pegar papel. Ele ficou parado me olhando esperando eu secar meu rosto vermelho e provavelmente inchado de tanto chorar.

– Podemos conversar? Perguntou.

– Sim. O que quer?

– Antes de tudo,um abraço da minha melhor amiga. Ainda ocupa esse cargo?

– Acho que sim. Disse sorrindo.

Ele me puxou para um abraço apertado e confortável, eu senti falta daquele abraço. Depois de alguns minutos abraçados me soltou e deu um beijo em minha testa.

– O que eu faço com você hein. Disse com um sorriso tímido. — Não posso te largar dois minutos que você já arruma confusão.

– Você sabe que não foram dois minutos.

– E você sabe que eu nunca vou te abandonar. Disse me abraçando novamente.

Sentamos no chão e eu fiquei com a cabeça encostada em seu ombro e ele iniciou uma conversa.

– Vamos,me diga como foi a sua primeira vez.

– Como você sabe disso?

– Maiquel não aguentou guardar segredo por muito tempo. Convenhamos que ele nunca soube fazer isso. Respondeu rindo.

– Aaah claro. Olha,não foi a oitava maravilha do mundo,mas não foi um bicho de sete cabeças. Aconteceu. E o seu relacionamento com a Jordana?

– O que tem ele?

– É de verdade? Perguntei e ele me olhou confuso. — Necessariamente quis perguntar se você realmente gosta dela. Disse tentando sair da corda bamba.

– Sim,nosso relacionamento é de verdade. E eu gosto dela sim. Que estranho né? Disse soltando uma gargalhada alta e gostosa de se ouvir

– Eu gosto de te ver sorrindo. Seu sorriso é lindo. Disse meia sem graça por dizer isso na cara dele.

– Ei,não fica com vergonha. Sou seu amigo esqueceu?

– Não esqueci. Que tempo louco,ontem eu só era a novata e hoje estou causando uma grande confusão.

– Você me lembra a Scarllet. Não do modo negativo. Mas ela chegou assim aqui,assustada,e com medo de tudo e de todos e com o passar do tempo,se tornou uma das pessoas mais importantes para mim e para o Nicolas.

– O que ela fez de tão ruim? Perguntei e ele fechou a cara quase que no mesmo minuto. — Se não quiser falar não tem problema.

– Ela nos enganou,da mesma maneira que ela me falava coisas lindas e fazia planos comigo,ela repitia com o Nicolas,até que não deu mais para esconder o que eu sentia e fui correndo contar para o Nick,quando ele me disse que amava ela e queria tudo com ela,entramos em conflitos,depois de muita briga ela foi para Miami com outro e nos deixou.

– Que vadia. Porque ela voltou?

– Eu não sei,quero distância dela. Tenho mais pena do que nojo dela,não importa muito agora.

– Quando eu soube que ela foi na casa do Nick,eu não sei o que aconteceu, me subiu uma raiva sem igual.

– Você sentiu ciúmes. Normal.

– Não sinto ciúmes. Era apenas raiva dela.

– Você o ama,não é mesmo? Por isso sente ciúmes. É normal sentir ciúmes quando se ama alguém.

Respirei fundo e respondi.

– Mesmo ele não merecendo. Sim. Eu o amo. E sim vou admitir que eu estava com ciúmes.

– Ele vai se desculpar com você. A gente quase saiu na porrada no refeitório por você,e eu disse umas poucas e boas para ele.

– Vocês brigaram por minha causa? Não vou aguentar isso de novo.

– Apenas discutimos. Ele sabe que está errado. E se ele não vier pedir desculpas,eu arrasto ele até você e faço ele pedir. Disse acariciando a minha bochecha.

– Obrigada. Disse

– Pelo o que? Perguntou

– Por tudo. Pela conversa. Por voltar a ser meu amigo. Por tudo. Desculpa por trantornar o seu namoro, sei que está sendo barra pra Jordana,deixar você correr atrás de mim e tudo mais.

– Você é minha amiga Rebeca, ela tem que entender. Disse arrumando seu cabelo e se levantando. — Agora vamos,já perdemos uma aula e não quero perder o último período. Disse me estendendo a mão e me ajudando a levantar.

Me olhei no espelho e tentei ficar apresentável, mas sem sucesso. Destranquei a porta do banheiro e verifiquei se havia alguém no corredor para que o Ian pudesse sair sem ser visto. Caminhamos até a sala em silêncio, apenas um empurrando o outro em forma de brincadeira. Quando chegamos quase em frente a porta ele me parou e disse.

– Sorria,independente de você estar um lixo,mostre para ele que você tem valor e que você é linda e pode arrumar outra pessoa em questão de horas que deixaria ele no chinelo. Ok?

Assenti e segui para a porta e abri e dei de cara com um professor mal humorado.

– Senhorita Matter e Senhor Ewerling, o que trazem os senhores a minha humilde aula?

– Viemos estudar,professor. Respondeu Ian.

– Estão atrasados. 40 minutos para ser exato. Respondeu o professor com raiva e classe sem falar um "aí" sequer.

– Tive que resolver um problema no comitê de boas vindas,e pedi para senhorita Matter me ajudar. Não a culpe por isso,ela estava apenas me ajudando.

– Podem entrar,mas o diretor irá saber disso.

– Mande ele passar no comitê depois. Disse sentando no seu lugar e eu no meu.

– O que foi isso? Perguntou Rana.

– Ian sambando na cara do professor. Disse Geysa.

– Ai gente,deixa isso pra lá.

– Está melhor? Perguntou Jordana.

– Estou sim. Ian conversou comigo. E depois eu quero conversar com você, tudo bem?

– Claro. Respondeu ela sem graça.

Nicolas não parava de me encarar. Ele me olhava como se pudesse ver a minha alma. Isso me dava medo. A aula passou sem mais delongas

Estava caindo um temporal lá fora,eu como sempre desavisada não levei guarda-chuva. Rana disse que iria embora com a Geysa e Maiquel pra evitar que eu perdesse tempo com ela e esquecesse de mim, que menina louca. A chuva do lado de fora parecia um dilúvio e todos os alunos sumiram num passo de mágica, ninguém queria pegar chuva e de quebra um resfriado,fiquei no banheiro um certo tempo até a chuva passar um pouco e nada dela dar uma trégua. Me dei por vencida e fui para o estacionamento, tinha ainda alguns carros que provavelmente deveria ser de algum professor. Até que eu vi o dele. Nicolas ainda não tinha ido embora. O que será que ele estava fazendo? Fiquei um ano procurando a chave do meu carro na minha mochila e não achava nem a base de oração. Até que alguém chegou por trás de mim e falou.

– Precisamos conversar.

Eu virei assustada com a mão no peito e reconheci a pessoa em menos de 5 segundos.

– Não pode ser outra hora? Estou um pouco ocupada se não percebeu. E eu não quero ficar resfriada.

– Não pode ser outra hora,Rebeca. Eu preciso que você me perdoe agora. Nesse instante.

– Na base da marra não se conquista nada,Nicolas. Muito menos o amor de alguém.

– Rebeca,eu te amo,ok? E eu sei que fui um completo idiota antes do intervalo e durante ele,mas eu te amo e ficar brigado com você é um castigo. Me perdoa.

– Nossa,muito rápido esse seu arrependimento. Droga. Perdi minhas chaves. Disse e voltando em direção a escola novamente para procurar na sala.

– Aonde pensa que vai?

– Na sala procurar as minhas cha... Quando ele levantou um chaveiro idêntico ao meu,eu não aguentei e corri para bater nele com todas as minhas forças. Essa hora eu estava completamente molhada,mas não me importava eu estava queimando de raiva. Comecei uma "briga" sozinha dando socos e tapas em seus braços e ele ria como se algo engraçado estivesse acontecendo.

– Você eu um idiota,eu te odeio. Quando eu completei a frase ele me imobilizou e me beijou. Aí se foi o meu juízo perfeito. Já não senti aquela raiva quando aquela língua quente pediu passagem e invadiu a minha boca querendo travar uma batalha com a minha. E eu deixei,me deixei levar novamente pelos encantos do Nicolas. Ele me soltou e partiu o beijo e sorriu e eu automaticamente sorri de volta para ele.

– Me perdoa. Eu estava com raiva de você ter ficado com ele e ter me escondido. Eu te amo.

– Eu preciso pensar. E preciso ir embora também.

– O tempo que precisar. Toma. Disse entregando as chaves do meu carro e seguindo para o seu. Ele sorriu o trajeto inteiro até o seu carro e eu sorri ao entrar no meu e seguir para minha casa.

Estava tremendo de frio,mesmo com o aquecedor do carro ligado. Estacionei em frente a minha casa e saí correndo para dentro de casa. Quando abri a porta vi malas arrumadas, como se alguém fosse viajar e me assustei por tinha 6 malas.

– Querida,o que houve com você? Perguntou mamãe assim que me viu toda molhada.

– Eu peguei chuva da escola até o estacionamento,a minha vaga era um pouco longe.

– Vá tomar um banho, e depois volte para cá,temos que conversar.

Segui para o banheiro e fui largando tudo pelo caminho,tênis, bolsa, casaco, tudo que eu podia me livrar naquele momento. Depois de um banho relaxante eu me troquei e coloquei uma roupa aconchegante. Desci para sala pois o assunto me parecia ser sério.

Quando cheguei encontrei o papai junto com a mamãe na sala e adivinha o que aconteceu? O número de malas aumentou,de seis foram para 10. Sim aquilo me assustou bastante.

– O que está acontecendo? Vamos nos mudar novamente? Porque todas essas malas?

– Não querida. Não vamos nos mudar. Sente-se que vamos te explicar. Disse meu pai

– Ontem de madrugada,seu pai recebeu uma ligação, da clínica que sua vó, minha mãe estava internada. A melhor do Rio de Janeiro. Eu sempre quis que ela viesse morar com a gente,mas ela sempre disse que queria ficar no Brasil. Na ligação o médico disse que ela teve uma parada cardíaca e não resistiu. Minha mãe caiu em prantos no meio da sala agarrada ao meu pai que nada dizia,só afagava os cabelos loiros de dona Adriana. — O motivo das malas é que eu e seu pai vamos para o Brasil, acertar as contas,planejar o funeral e etc. Só que vamos ficar um mês lá, sua avó tinha muita coisa em seu nome,tem também seu testamento e tudo mais. Precisamos saber se você vai precisar que alguém cuide de você, uma empregada talvez. Eu posso ligar antes de ir para o aeroporto e contratar uma.

Eu estava chocada com toda aquela informação. Minha avó morreu,meus pais vão ficar fora por um mês, meu Deus,me ajuda.

– Não precisa contratar ninguém. Eu me viro sozinha,eu prometo. Só me liguem todos os dias para contar como foi e como vai ficar tudo por lá e eu vou contar o que vai acontecer por aqui,OK?

– Filha,qualquer coisa você liga para nós, não importa o horário, você sabe que se precisar é só gritar. Disse meu pai se levantando e ajudando a minha mãe a se levantar e eles foram em direção a porta.

– Nosso vôo sai em uma hora,fica em casa e descansa, faz uma sopa porque você vai pegar um resfriado por conta da chuva. Disse minha mãe.
E quando uma mãe diz que vai acontecer,se prepara porque vai. Fui para o meu quarto dormir e pensar no que fazer nesse mês que eles vão ficar fora.

Notas finais
Sim meus amores,eu estou muito alegre esses dias e resolvi postar logo. Esse é o vigésimo capítulo e eu pensava que eu iria desistir no décimo. Agradeço a todos que estão acompanhando desde o início. Fantasmas apareçam, gosto de pessoas que falam hahaha Tenham uma ótima semana,amo vocês. Boa tarde.