All of me
16 Scarllet Miller Moore
Notas iniciais
Minha cabeça latejava de dor,eu nunca mais vou beber para acompanhar alguém,onde eu estou? Esse não é o meu quarto,deixa eu me lembrar,boate com a Rana,ligação de um telefone público,só posso estar em um lugar,a casa da Geysa.
Me levantei e fui para o banheiro,precisava de um banho,meu Deus o Nick vai me matar,estamos sem se falar desde ontem,ele deve estar furioso comigo,primeiro eu o largo em sua própria casa depois de termos uma noite memorável,depois digo que iria para uma boate curar a dor de cotovelo de uma amiga,e fico a noite sem dá notícia,sim ele vai me matar.
Vasculho o quarto a procura de um Iphone amarelo,sim eu amo coisas fora do padrão e quando eu o olhei na vitrine comprei sem nem pensar duas vezes. O acho em cima de uma mesinha carregando,obrigada Geysa,amo você por isso. Desbloqueio o aparelho e vejo as ligações perdidas,que no total são 10,meu Deus pensei que haveria umas 30,quando eu clico para entrar nos registros de chamada o celular começa a tocar e aparece a minha foto com o lindão do meu namorando sorrindo,deslizo o dedo na tela para atender a ligação.
Ligação on
– Alô?
– Rebeca?
– Sou eu.
– Graças a Deus,fiquei preocupado,porque não ligou? Aonde está?
– Calma,uma pergunta de cada vez. Sim,estou bem,obrigada por perguntar. Eu não liguei pelo simples fato do celular ter descarregado e eu ter que carregar uma bêbada pra casa. Estou na casa da Geysa.
– Como foi parar na casa da Geysa se você estava na casa da Horrana? Aconteceu alguma coisa que eu deveria saber?
– Longa história meu amor,vou simplificar o mais rápido possível. Rana pagou fiasco,liguei pra Gey que resgatou a gente na boate e ela trouxe nós duas para sua casa com a ajuda do Maiquel.
– E aonde entra a história do telefone descarregado?
– Na parte onde eu liguei de um telefone público pra ela.
– Vou passar aí para te buscar e te levar pra casa.
– Essa hora? Está cedo.
– Meio dia é cedo para você?
– Meu Deus,eu bebi tanto assim?
– Espero que não tenha pago fiasco como a Horrana. O Thiago está muito puto com ela.
– Porque diz isso?
– Ele recebeu fotos dela dançando em cima da mesa da boate completamente bêbada.
– Sério? Será que ela sabe disso?
– Ela eu não sei,mas ele está furioso,passou aqui em casa soltando fogo pelo nariz.
– Que merda,vou tomar banho,quando chegar aqui me manda mensagem.
– Pode deixar,te amo.
– Também te amo,bye.
Encerrei a chamada e fui direto pro banho,tentando lembrar dos fatos de ontem a noite,poucos flash vinham na minha memória,mas um me deixou um pouco intrigada.
Flashback on
– Mais uma tequila,por favor. Disse ao barman que já estava enjoado da minha cara depois de eu ter ido umas 300 vezes ao bar.
– Assim vai acabar passando mal. Disse uma garota que acabara de chegar no bar,mas ela não me era estranha,era ela a desconhecida que me encarava de longe enquanto eu dançava com a Rana,será que ela achava que eu era lésbica?
– Eu tenho um fígado de aço. Respondi com desdém
– Seu namorado sabe que você está aqui?
– Quem você pensa que é pra chegar do nada e perguntar sobre minha vida pessoal? Eu nem te conheço.
– Você não me conhece Rebeca Matter,mas eu te conheço muito bem.
– Como sabe meu nome? O que você quer comigo?
–Sei de todas as coisas. Quero de volta o que é meu.
– O que seria seu?
– Nicolas Allen Turquetti.
– Olha eu não faço a mínima de quem você seja,mas me deixa em paz e meu namorado também.
– Antes de ser seu,ele já foi meu inclusive quem você chama de “melhor amigo” também. Fez aspas quando falou melhor amigo.
– Posso pelo menos saber seu nome? Disse rindo.
–Claro que pode. Meu nome é Scarllet Miller Moore.
– Então senhorita Miller,foi um prazer te conhecer,ou não,mas o Nick está bem demais comigo para me trocar por você. Passar bem. Disse me levantando da cadeira com mais uma dose de tequila na mão.
Flashback off
– Scarllet Miller Moore. Disse pensando alto demais.
– Quem é essa Scarllet? Disse Rana com o cabelo todo desarrumado entrando no quarto.
– Desculpa,não te vi aí,não é ninguém,não se preocupe. Disse tentando disfarçar a tensão.
– Que seja,preciso de um banho e de carona pra casa,minha cabeça parece que vai explodir.
– Nick está vindo me buscar,quer que ele te leve em casa?
– Que seja amiga,só preciso da minha casa e da minha cama.
– Vai tomar banho,vou fazer café pra nós. Geysa já acordou?
– Faz tempo,e ela e o Maiquel fizeram o café.
– Maiquel dormiu aqui?
– Aham,me deixa tomar banho,porra.
Sai do quarto dando risada da situação e encontro o Maiquel somente de cueca passeando pelo corredor,quando me viu tomou um susto e colocou suas mãos como se estivesse tentando proteger sua parte “íntima”.
– Desculpa,não sabia que estava acordada.
– São meio dia,deveria estar não acha?
– Talvez.
– A noite foi boa,não é mesmo?
– Não é o que está pensando.
– Não estou pensando em nada querido. Disse virando as costas e descendo as escadas.
A cozinha cheirava a café,e esse cheiro me encantava,como um ser humano pode viver sem café? É quase que impossível ,ouço um barulho vindo do meu estômago e ele foi vergonhosamente alto.
– Posso resolver isso para você. Disse Geysa sorridente.
– Obrigada. É,ahn,o que foi aquilo no corredor do andar de cima?
– Não sei o que você viu. Se fingindo de inocente.
– Vamos lá Geysa,se esforça,Maiquel de cueca andando pela casa.
– Ah isso,ele dormiu aqui,antes de pensar besteira,ele só dormiu,não tinha roupa que coubesse nele,por isso ele está só de cueca.
– Cá entre nós,que corpinho hein. Disse caindo na gargalhada e ela séria olhando pra mim.
– Nick não curtiu isso.
– Estava brincando amiga. O que tem pra mim comer?
– Fiz panquecas para as donzelas bêbadas,também fiz café,está na cafeteira .
– Já disse que te amo? Disse me aproximando dela para abraçá-la.
– Sim,eu sei,agora me solta.
Soltei ela de meus braços e fui direto para o café,sim,ele é um amigo inseparável. Depois de encher a xícara,peguei um prato e servi a panqueca que era de doce de leite,minha preferida.
– Guarde algumas para aqueles que não comeram,sua morta de fome. Disse Maiquel correndo em disparada para pegar a sua.
– Quem disse que eu sou uma morta de fome? Perguntei incrédula com a sua falsa afirmação.
– Eu sei de tudo.
– Aham,mestre dos magos.
Sai dali e fui para sala tentar tomar meu café em paz. Sentei me no sofá ao lado de Geysa que estava distraída com algo bobo que passava na TV.
– Amiga,posso te perguntar algo?
– Já está perguntando,mas pode falar.
– Sabe quem é Scarllet Miller?
Na mesma hora seu semblante mudou. Maiquel entrou na sala com uma cara de assustado.
– Vocês viram algum fantasma?
– Você falou o nome dele. Disse Maiquel sentando no sofá em frente ao meu.
– D-de onde você conhece ela? Perguntou Geysa aflita .
– Essa louca me parou no bar da boate dizendo que eu estava com algo que é dela.
– Algo que é dela? Maiquel perguntou como se soubesse da resposta.
– Ela disse algum nome para você? Perguntou Geysa.
– Disse o nome do Nick diretamente e indiretamente o nome do Ian,deveria saber se algo?
– Eu não acredito que ela está de volta. Disse Maiquel.
– Ela prometeu que iria voltar,só não disse quando. Disse Geysa em direção ao Maiquel.
– Quem voltou? Disparou Rana descendo as escadas.
– Scarllet Miller. Disse Maiquel.
– Era essa a Scarllet que você estava falando? Perguntou Rana sentando do meu lado.
– Tem outra? Perguntei com ironia.
– Bom que fosse. Disse Geysa.
– Posso saber da história?
– Não cabe a nós contar,pergunte ao Nicolas ou ao Ian. Disse Maiquel.
Quando ele tinha falado aquilo subiu por meu corpo um calafrio,de me dá medo,quem era ela e porque todos ficaram estranhos quando toquei no nome dela? O que ela queria comigo? Sabia que isso iria acabar mal,são tantas perguntas e todas envolvendo ela,preciso falar com o Nicolas. Subi para o quarto e peguei minhas coisas para esperá-lo, eu precisava saber o que ela queria comigo
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