All of me

25 Quero que sempre se lembre disso, ok?


Notas iniciais
Oie, tudo bem com vocês? Como eu disse nos outros capítulos, a fic está chegando ao seu fim. Decidi fazer um capítulo por casal e por fim finalizar a história. Hoje temos o "Final" de Rana e Thiago (como eu não inventei um nome pro casal???) Espero que gostem. Boa leitura ♡ Notas finais ♡

1 mês depois do baile de formatura.

Thiago P.O.V

Meu estoque de cerveja estava acabando e eu precisava repor, e para a minha sorte, aquele Walmart da estrada estava fazendo uma promoção da minha marca favorita.

Como alegria de pobre dura pouco e a sorte também, o meu carro resolveu não ligar e me deixar no meio da estrada.

Soquei tanto meu volante, que acabei machucando minha mão. Como não tive saída, tive que ligar para todas as pessoas que eu classificava confiáveis, mas ninguém atendeu, restava apenas o Nicolas, ele era a minha esperança. Depois do quinto toque, ele atendeu.

— Alô? Ele disse ao atender.

— Nicolas? Perguntei.

— Sou eu. O que foi cara? Ele perguntou.

— Cara, meu carro quebrou aqui no Walmart. Respondi.

— O que eu tenho haver com isso? Você sabe que eu sou péssimo com carros.

— Como assim? Que tipo de amigo é você? Ninguém atende o caralho do celular, isso inclui meus pais. Eu preciso de alguém pra me buscar.

— Ligou pro Ian? Eu estou em um jantar importante, não poderei sair para te buscar.

— O panaca do Ian não atende. Ele e a Jordana devem estar transando. A Rebeca está com você? Perguntei.

— Sim, ela está. Liga para a Rana, talvez ela possa te buscar.

— A Rana não dirige, como ela vai vim me buscar? Perguntei.

— Ela tirou a carteira de motorista faz um mês, panaca.

— Como se fosse minha obrigação saber, seu idiota.

— Liga pra ela, palhaço. Não vai cair a mão dela, se ela ajudar um velho conhecido.

— Vai se foder, Nicolas.

— Também te amo, agora eu tenho que ir. Disse encerrando a chamada.

Aquele viado teve a capacidade de desligar na minha cara. Será que a Rana vai me atender? Porque diabos a Meg não tirou a droga da carteira de habilitação?

Horrana P.O.V

Nesse frio, a melhor coisa para se fazer é tomar um bom banho quente para relaxar. Estava confortável em meu pijama quentinho e com a minha caneca de cappuccino, em casa, numa sexta feira à noite. Por incrível que pareça, eu sinto falta do Thiago, nessas horas. Nunca ficávamos em casa sexta à noite, sempre tinha uma festa para ir.

Estava deitada na minha cama vendo TV, quando meu celular começou a vibrar incessantemente, até eu perceber que se tratava de uma ligação e não uma mensagem.

Quando eu peguei o celular e olhei para o visor, eu quase tive um pequeno enfarto. Sabe aquela típica frase "falando no diabo..."

— Tem certeza que não ligou pro número certo? Perguntei assim que atendi.

— Claro que sim. Não conheço nenhuma Rana, a não ser você. Respondeu.

— Claro que só tem eu. Até porque eu sou única. Já que ligou pro número certo. No que posso te ajudar?

— Eu preciso de um favor seu.

— Ah claro! O que mais eu poderia esperar de você? O que precisa de mim? Vai me dizer que a nova namoradinha não faz direito, e você está com saudades?

Esqueci desse mero detalhe. Thiago agora namora uma tal de Meggie do penúltimo ano.

— Deixando claro que eu só te liguei porque não tinha opções. E isso não tem nada haver com sexo ou com a Meggie.

— Sempre soube que eu era a sua única esperança.

— Rana, sem brincadeiras. Meu celular está ficando sem bateria e eu preciso que você me busque aqui no Walmart, porque meu carro quebrou. Ele disse aflito.

— Como você sabe que eu estou dirigindo? Enfim, isso não vem ao caso. Em que Walmart você está?

— Aquele da estrada.

— Porra Thiago, o da estrada? Porque não aproveitou e fez compras na floresta também?

— Por que a promoção que eu queria, só era válida nesse daqui. Por favor, vem me buscar Rana.

— Tudo bem, eu vou. Mas queria deixar claro que eu só vou porque não tenho nada pra fazer.

— Muito obrigada, Rana. Vou ficar te devendo uma.

— Disponha. Não precisa me dever nada. Daqui a pouco eu chego aí.

Encerrei a chamada e me levantei da cama. Coloquei uma roupa decente e me olhei no espelho e percebi que estava com um sorriso idiota no rosto. Não pude deixar de notar que um sorriso se formou em meus lábios quando ele me chamou de Rana ou quando disse que precisava de mim. Odeio ter que concordar com a Geysa, mas aquela praga tinha razão. Eu ainda sinto alguma coisa pelo panaca do Thiago.

Como ele tinha dito, aquele mercado ficava na estrada, ou seja, quinze minutos, pelo menos, eu iria demorar para chegar. A estrada estava ruim devido a chuva que caiu de tarde, então eu devo demorar mais um pouco para chegar lá. O carro que meus pais me deram era super foda, tinha de tudo, menos música decente. Troquei de rádio umas mil vezes, até eu me estressar e desligar de vez. Depois de vinte minutos, eu finalmente consegui chegar, o mercado estava quase fechando. Vaguei pelo o estacionamento, até encontrar o abençoando chutando o próprio carro. A cena era engraçada, até eu lembrar que aquele carro valia uma nota. Buzinei pra ele e desliguei o motor, saltando do carro.

— Pelas barbas de Odim. Que bom que você chegou, Rana. Eu estava tendo um treco já. Ele disse me abraçando.

— Calma querido. Eu disse que viria salvar a donzela em perigo. Disse rindo.

— Ain. Meu herói.

— Vamos logo donzela. Aqui está muito frio, não quero congelar. O que você veio comprar afinal?

— Cerveja. O que mais eu compraria? Esta 0.99 centavos cada lata.

— Você é um idiota. O que vamos fazer com seu carro?

— Amanhã eu irei rebocar ele, já falei com os funcionários.

— Ok donzela. Agora vamos.

Ele trancou seu carro e pegou as coisas que tinham algum "valor" e colocou dentro do meu porta malas e logo depois entrou no banco de caronas.

Era tão estranho ficar em um lugar sozinha com ele depois de tempos que a gente não se falava.

Thiago P.O.V

Nós seguimos o trajeto em silêncio. Horrana dirigia o seu carro com o maior cuidado do mundo. Aquele silêncio era ensurdecedor, parecíamos dois estranhos, mas ambos se conheciam o suficiente. Uma luz começou a piscar no painel e a velocidade do carro foi diminuindo gradativamente.

— Puta que pariu. Eu não acredito que isso está acontecendo. Praguejou Rana.

— O que foi que aconteceu?

— A gasolina acabou. Eu me esqueci completamente de abastecer antes de vim pra cá.

— Então quer dizer que estamos sozinhos no meio da estrada deserta, sem gasolina?

— E sem sinal de celular também. Ela disse.

— Puta que pariu, Horrana. Como você esqueceu de abastecer?

— Porque eu queria chegar logo na droga do mercado.

— E agora?

— Agora é esperar o celular dar sinal, e torcer para que a bateria dure até lá.

— E o que vamos fazer enquanto isso? Perguntei.

— Qual foi, Thiago. Não haja como se fossemos estranhos. Vamos conversar.

— Sobre o que?

— Sobre a vida. Acredito que você seguiu com a sua depois do nosso término.

— Claro que segui, assim como você. Deixa eu me lembrar, como vai o Derek Jones?

— Nem me lembra daquele ser idiota. Nunca me arrependi tanto de ter transando com alguém.

— Eu não acredito que eu estou ouvindo isso. Rana do céu. Disse rindo.

— E porque não? Ele pode até ser gostoso e tudo mais, mas mas não faz nada direito. Ele foi todo afobado, mal sabia colocar a camisinha.

— Daí você deu uma aula pra ele?

— Claro que sim. Você está falando com a Horrana Seyboth.

— Muita coisa aconteceu naquele baile.

— Sim, mas a única coisa que eu não consegui esquecer, foi a nossa dança.

FLASHBACK ON

Eu havia prometido para todas as meninas, que eu dançaria com todas elas, pelo menos uma dança , no nosso baile de formatura. Já havia dançado com todas, ou quase todas, faltava a Rana. Tentei explicar para Meg, que era uma promessa, e eu teria que cumprir. Ela disse que entendia, mas não achava correto, e mesmo assim, eu fui procurar pela Rana.

Ela estava sentada em uma mesa isolada, ao lado do seu acompanhante. O babaca do Derek Jones. Eles estavam conversando, mas era nítido que a Rana não estava nem um pouco interessada no assunto. Quando eu me aproximei da mesa, fingi uma tosse, fazendo Rana olhar para cima. Em resposta, ela sorriu.

— Com licença. Rana, a senhorita me deve uma dança, se lembra? Pergunto.

— Claro que lembro. Estava esperando você vim me cobrar. Ela disse se levantando da cadeira.

— Você não me perguntou se podia dançar com ele, docinho. Disse Derek, levemente alcoolizado.

— Você não manda em nada, panaca. Disse estendendo meu braço para ajudá-la a sair dali.

Seguimos para a pista de dança. Horrana estava linda naquele vestido verde. Quem eu estou tentando enganar? Ela é linda de qualquer jeito. Quando chegamos na pista de dança, a música agitada parou, e a melodia lenta de "Thousand years" começou a tocar. Me posicionei e a segurei para começar a dançar.

" Hearts beats fast. Colors and promises. How to be brave. How can I love when I'm afraid to fall. But watching you stand alone. All of my doubt suddenly goes away somehow..."

— Obrigada por me tirar daquela mesa. Aquela conversa estava extremamente chata. Ela disse, quando eu havia a girado.

— Não tem o que agradecer. Eu sempre serei seu salvador, querida Rana. Disse ela sorriu para mim.

" I have died every day waiting for you. Darling don't be afraid, I have loved you for a thousand years. I will love for a thousand more..."

Essa música significava muito para nós dois. Até porque, nós tivemos a nossa primeira vez ao som dela. Então não tinha como esquecer dela.

Meu coração estava acelerado, e a cada passo da dança, eu sabia que o que eu sentia por ela, ainda não havia saído totalmente do meu coração. Rana ainda mexia com os meus sentimentos. Porque o senhor faz isso comigo, Deus?

" Time stands still. Beauty in all she is. I'll be brave. I'll not let anything take away. What's standing in front of me. Every breath. Every how has come to this.
One step closer..."

— Rana, posso te perguntar uma coisa?

— Automaticamente você já me fez uma pergunta, mas sim, você pode fazer.

— Você já me superou completamente?

— Como assim? Ela me olhou confusa.

— Você deixou de me amar?

— Nunca deixei de te amar, Thiago. Tão pouco tenho raiva de você.

— Então porque terminou comigo?

— Eu não terminei, eu apenas precisava de um tempo para pensar.

— Você demorou muito para me dar a reposta.

— E por isso você seguiu com a sua vida. Eu lhe compreendi perfeitamente. Eu também faria isso.

— Eu não queria que terminasse assim.

— A nossa história ainda não acabou. Digamos que ela esteja pronta para um final épico, e além do mais, temos um futuro pela frente.

— E se os nossos futuros forem caminhos diferentes?

— Se o nosso futuro for bem distante um do outro, eu sempre, sempre me lembrei de você. Afinal você foi o meu primeiro amor.

" I have loved you for a thousand years. I'll love for a thousand more..."

A música havia acabado, mas eu não conseguia me soltar dela. Estávamos conectados de uma maneira incrível e eu confesso que não queria sair dali.

Alguém cutucou meu ombro, me fazendo sair do transe. Quando eu percebi, já era tarde demais, Meg estava com uma cara furiosa.

— Me desculpe por isso. Disse Rana, caminhando em passos largos até a sua mesa.

FLASHBACK OFF.

— Eu também não me esqueci dela. Passei o resto do baile inteiro brigando com a Meggie por causa dela.

— Vai me dizer que a querida da Meg, não gostou de ser trocada pela Horrana maravilha aqui?

— Não por isso. Foi por causa dos comentários que ela ouviu durante a dança.

— Eu imagino quem tenha comentado. Mas o que falaram?

— "Eu sabia que eles iriam voltar", "Olha como eles são lindos juntos", "Eles deviam ser rei e rainha do baile". E por último o mais arrasador. " Eu tenho pena dessa Meg, mal sabe que está servindo como pneu reserva."

— Meu Deus, eu iria ficar muito furiosa se fosse comigo.

— E ela ficou, acredite. Fez greve de sexo por duas semanas.

— Ai meu Deus, Thiago. Eu fiz daquela vez, uma greve de um mês e achei pouco. Disse rindo.

Horrana P.O.V

Conversamos por mais meia hora, até eu chegar a conclusão que se ficássemos no mesmo lugar, nunca iríamos ter sinal. Concordamos em caminhar para conseguir algo. Era quase uma hora da madrugada, e estávamos andando na estrada deserta, e eu estava com bastante frio. Eu estava morrendo de frio, até que o Thiago me abraçou e me aqueceu.

Andamos cerca de mais cinco minutos, e para a graça de Deus, achamos um posto de gasolina. Os frentistas cobraram uma nota para encher dois galões de 10 litros de gasolina. Depois de muita discussão, Thiago pagou a conta e seguimos o trajeto de volta.

O caminho de volta foi extremamente silencioso. Até que finalmente ele resolveu puxar assunto.

— Então, o que pretende fazer no futuro?

— Academicamente?

— Aham.

— Até o ano passado eu queria fazer medicina.

— E o que fez você mudar de idéia?

— Eu percebi que não tenho vocação para essa profissão. Talvez eu faça arquitetura e urbanismo ou engenharia civil.

— Então a senhorita é de exatas?

— Faz parte do show. E você? Ainda quer fazer direito em Harvard?

— Rana do céu. Ainda se lembra disso?

— Era seu maior sonho. Como eu poderia esquecer? E além do mais eu lembro de tudo.

— Eu também. E eu me lembro perfeitamente o que a senhorita me disse no baile de formatura.

— E o que foi que eu disse?

— " Se o nosso futuro for bem distante um do outro, eu sempre, sempre me lembrei de você. Afinal você foi o meu primeiro amor. "

— Ai Thiago, quer mesmo relembrar do baile? Eu não estava perfeitamente em sã consciência.

— Se é você queque estar dizendo, quem sou eu para discordar.

Chegamos no carro, e ele conseguiu encher o tanque para finalmente seguirmos viagem. Eu estava tao cansada que acabei deixando ele dirigir, e logo apaguei. Acordei com alguém me chamando.

— Rana. Rana. Rana, acorda. Chegamos na minha casa.

Abri meus olhos e o encarei por alguns segundos e acenei com a cabeça.

— Bom, a donzela está entregue. Sã e salva. Disse.

— Obrigado mais uma vez. Você foi o meu herói.

— Sempre que precisar. Só por favor me lembre de que tenho que abastecer antes de te salvar.

— Pode deixar que sim. Disse sorrindo. — Rana, posso te falar uma coisa?

— Claro que pode.

— Independente do nosso futuro for juntos ou separados, quero que saiba que nunca vou amar ninguém, como eu amo você. Assim como eu não esqueci o que eu sinto por você, eu tenho certeza que você não esqueceu também.

— Thiago, não deixa a coisa mais complicadas.

— Shiii, eu ainda não acabei de falar. Disse colocando o dedo em meus lábios. — Rana, você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Eu posso estar com qualquer outra pessoa, mas quero que saiba que sempre pensarei em você e na sua felicidade. Quero que sempre se lembre disso, ok?

Seu rosto estava bem próximo ao meu. Ele fazia carinho em minhas bochechas com seus dedos. Confesso que estaca louca de vontade de beija lo.

— Thiago, não me faça querer reviver isso. Não posso negar que ainda te amo, mas você tem namorada, e ela te ama. Por mais que eu queira voltar atrás da minha decisão, eu não posso ser injusta com ela, pois sei que ela gosta de você. Disse com uma cara triste.

— Rana, não faça essa cara.

— O mundo é tão injusto.

— Injusto é eu querer te beijar e não poder.

— Quer saber de uma coisa? Que se foda a sua namorada.

Eu acabei com a distância que existia entre a gente, selando de vez os nossos lábios. Ele me beijava com todo o fervor existente nele. Minha consciência gritava desesperadamente e eu não estava nem um pouco afim de ouvi — lá. Nós precisávamos daquilo, mesmo sabendo que aquilo era errado. Eu o amava, e ele me amava, o que tinha de errado mesmo? É claro, ele tinha namorada. Finalmente eu ouvi a minha consciência e parti o beijo.

— Meu Deus. O que acabamos de fazer? Ele perguntou.

— Eu não acredito que eu fiz isso. Não podemos contar para ninguém o que aconteceu aqui.

— Rana, não tente estragar o momento.

— Não é questão de estragar. O que eu fiz foi errado, não vamos repetir. Não enquanto estiver com a Meg.

— Rana, por favor.

— Thiago, isso é para o seu bem. Adeus.

— Adeus. Disse abrindo a porta do carro e saindo.

Eu pulei para o banco do motorista e esperei ele entrar em casa. Ele acenou e eu buzinei. Segui para minha casa com a cabeça a mil.

Notas finais
Devem estar querendo me matar, mas não consegui inspiração o suficiente para escrever um capítulo sobre um baile. Aos poucos vou trazer flashs do baile. Queria dizer que esse casal só vai se resolver na finaleira da fic, ainda falta algumas coisas. Obrigada a quem esteja acompanhando a fanfic. Beijos e boa noite ♡