All of me
3 Festa de boas vindas - parte 2
Notas iniciais
Nicolas P.O.V
Depois de passarmos por toda aquela multidão de alunos que estavam na porta, nós conseguimos entrar na casa. Eu segurei a mão dela e seguimos para dentro da casa procurando por nossos amigos. Os encontrei no mesmo lugar de antes, na mesa de bebidas. E vi o Ian apoiado na mesa e respirei mais aliviado.
Rebeca P.O.V
A cena do beijo que o Nicolas me deu, não saia da minha cabeça. Será que ele realmente estava interessado em mim? Estava olhando para o nada quando o Ian me chamou.
— Desculpa,não entendi o que disse,pode repetir? Estava pensando em algumas coisas.
— Claro que posso. Eu havia perguntado se você está gostando da festa.
— Aah,isso. Não sou freqüentadora de festas,mas essa está bem legal. Mas tem muita gente, não gosto disso.
— Quer ir para algum lugar mais reservado para conversar? Ele me perguntou.
— Você acha melhor?
— Você que sabe.
— Ok,vamos.
Quando chegamos a área externa da casa onde tinha a piscina e o balanço, ele me levou até o balanço e se sentou.
— Conhecia essa parte da casa? Ela é enorme,não é mesmo?
—Sim, eu já conhecia. Faz pouco tempo que eu estava aqui com o Nicolas. Respondi com uma cara triste.
— Aconteceu alguma coisa aqui? Pode me contar se quiser.
— É que. Bom, o Nicolas me beijou.
— E você não gostou, eu suponho.
– Não sei, está tudo muito confuso agora. Foi tudo muito rápido
— Olha pra mim. Ele inclinou a minha cabeça para cima. – Não fica assim. O Nick é um afobado, mas ele é uma pessoa legal. Quem diria que no seu primeiro dia de aula, você conquistaria o coração do artilheiro do time de futebol. Disse sorrindo.
— Já cheguei “causando” como dizem no Brasil. Disse sorrindo fraco.
— Olha,sempre que precisar desabafar,ou até mesmo colocar o papo em dia,você pode me procurar ou procurar as meninas,elas amaram você e o seu jeitão brasileiro de ser.
Eu assenti e o puxei para um abraço.
— Agora me diga Rebeca Matter. Como é o Brasil? Eu sempre tive a vontade de visitar esse país.
— O Brasil, senhor Ian, é um lugar legal de se morar. É um país bastante diversidade. Cada região tem os seus costumes. Você deveria matar a sua curiosidade e visitar todos o país,não somente ir para o Rio de Janeiro ou São Paulo.
A nossa conversa foi tomando uns rumos tão legais, que nem percebemos a hora passar. Quando eu peguei o meu celular para checar a hora, eu tomei um susto, eram 23h50min. Nunca pensei que a hora pudesse passar tão rápido. Com uma carinha de anjo pedi para que Ian me levasse para casa. Até porque eu não queria ficar de castigo depois da minha primeira festa da escola. Meu pai sempre foi bem rígido em questão de horário. Entramos de volta na casa e se despedimos de todos os conhecidos que ali estavam. Ian provavelmente não voltaria para festa. Não vi o anfitrião da festa, mas resolvi ir embora assim mesmo.
O caminho até a minha casa não foi tão longo. Conversamos coisas banais, até chagarmos em frente a minha casa. Ian saiu primeiro do carro e abriu a porta para mim. Saí do carro e o agradeci dando um abraço bem apertado e carinhoso em Ian. Um pseudo de tosse surgiu e eu sabia exatamente quem era.
— Para dentro, mocinha. Está tarde e muito frio aqui fora.
— Eu já estou indo, pai.
—Boa noite, Ewerling.
— Boa noite, Matter.
— Boa noite, senhor Matter. Disse provocando meu pai
— Boa noite, criatura que eu não sei o nome. Entrou e bateu a porta na cara do menino.
Fiquei olhando pela janela ele entrando em seu carro e sumindo na estrada
— Podia ser mais educado com as pessoas que dão carona para sua filha.
— Eu disse que não era para chegar tarde.
— Pai, nem é tão tarde assim.
— São 00h15min,já deveria está na cama.
— Deixa ela Leonard, é a primeira festa dela aqui. Falou minha mãe interrompendo sua bronca.
— Não importa, já pro quarto. Amanhã você tem aula.
— Ok, pai. Estou indo. Boa noite mãe. Subi as escadas virando os olhos de raiva
— Boa noite, querida.
Entrei no meu quarto e senti o celular vibrar dentro da minha bolsa, tinha duas mensagens do Nicolas
“Porque sumiu da festa ?”
“Estou preocupado,quando puder liga”
Era fofo a sua preocupação comigo, estava começando a achar que realmente ele estava afim de mim, respondi o mesmo.
“Estou bem Nick,estava ficando tarde e não pude mais ficar,amanhã nos falamos melhor,beijos e boa noite.”
Fui em direção ao banheiro e tomei um bom banho, vesti um pijama e pulei na minha cama e dormi feito anjo.
O despertador me acordou às 06h50min da manhã junto com a minha mãe abrindo as cortinas do meu quarto, estava um dia frio então fui direto tomar um banho bem quentinho e fazer minha higiene matinal, peguei uma calça jeans escura e uma regata branca e um moletom por cima, coloquei uma bota cano longo preta, peguei minha bolsa e meu celular e segui para cozinha para tomar café
— Bom dia, família.
—Bom dia querida. Respondeu minha mãe
—Bom dia. Respondeu meu pai curto e grosso
Comi uma fatia de bolo de chocolate e tomei uma xícara de café, olhei no relógio e passava de 07h15min. Corri e peguei minhas coisas e fui indo em direção a garagem e logo atrás de mim veio minha mãe.
— Que bom humor o dele. Falei puxando assunto
— Hoje ele está nervoso por conta de uma reunião na empresa querida, não ligue.
— Ok mamãe, obrigado por me trazer e até mais tarde!
Mais um dia começava e eu não fazia idéia do que me esperava. Entrei na escola e dei de cara com quem? Sim o Nicolas.
— Bom dia,Matter!
— Bom dia, Turquetti! Tentei responder no mesmo nível de animação do dele, mas estava sem paciência.
— Dormiu bem?
— Como um anjo. Até depois na sala. Respondi indo ao refeitório comprar um café, pois estava morrendo de sono.
Logo o sinal bateu e eu fui indo em direção a sala, estava tão familiarizada com a escola que já não precisava mais de ajuda para me localizar.
— Bom dia, Matter!!
— Bom dia, Ewerling!
— Senta aqui com a gente, tem uma cadeira vazia.
Assenti e fui em direção a eles, quando esbarro com ninguém menos que Jordana.
— Olha por onde anda idiota, quase derramou café em mim.
— Desculpa, não foi por mal, estava distraída.
— Então se situa e se retire do mundo da lua. A propósito, eu tenho um recado para você. Fique longe do que é meu.
— E o que seria seu? A cadeira? Perguntei debochada.
— Você sabe muito bem. Deixa o Nicolas em paz.
—Sim, senhora. Ele é todo seu. Saí dali e fui andando em direção a carteira vazia.
Senhor Jesus,me dê paciência para aturar essas coisas.
— Qual foi a da Hildebrandt? Perguntou Horrana rindo da situação,mesmo sem saber.
—Ela estava deixando claro algumas coisas para mim. Inclusive que o Nicolas é território dela. Mas mal sabe ela,que quem está correndo atrás de mim é ele.
Rimos da situação e o professor entrou na sala já dando ordens e passando coisas na lousa, meu celular vibrou por receber uma mensagem.
“Está livre hoje ?”
“Quem é ?”
“Ewerling”
“Ahh sim.Estou livre sim “
“Topa sair ?”
“Claro,vamos aonde ?”
“Surpresa”
“Odeio surpresas !“
“Dessa você vai gostar”
— Espero que a conversa no seu celular seja mais interessante que minha aula, senhorita Matter.
— Claro que não. Desculpa professor, não vai mais se repetir.
— Acho muito bom mesmo.
O sinal soou e com ele o professor de biologia entrou na sala, com mais dois alunos com pilhas de livros nos braços. E só para deixar claro, ele estava de bom humor,ou seja, a vida amorosa dele estava uma maravilha.
— Bom dia classe. Disse para nós. – Podem deixar os livros em cima daquela carteira vazia. Disse para os alunos que carregavam os livros.
—Bom dia professor. Respondemos todos juntos.
A hora demorou a passar e os períodos de aula foi se arrastando e a minha curiosidade estava acabando comigo. O Ian não me deu nenhuma pista ou detalhe de para onde iríamos. E eu estava com muita fome, tomara que ele me leve para almoçar. Eu sou uma pessoa muito chata quando estou com fome.
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