All of me

23 Conhecendo meus pais.


Notas iniciais
Oi,tudo bem? Então,eu estou de volta,com algumas novidades. Mas vejo vocês nas notas finais. Boa leitura ♥

Meus pais voltaram do Brasil há quatro dias, trouxeram alguns vários presentes para mim. Usaram a desculpa de por estarem ausente no meu aniversário. Eles me contaram tudo o que passaram nesse mês em que estiveram fora e com isso me fez relembrar da minha antiga vida. Quando eu me mudei eu não imaginava o quanto a minha vida iria mudar. Deixei muita coisa para trás, muitas coisas pendentes. O mais doloroso foi se despedir dos meus antigos amigos. Lembro-me da Laisa chorando horrores no aeroporto. Ela de longe, foi à melhor amiga que eu já tive. Ainda falo com ela,quando dar,é claro, nas férias dela, eu quero que ela venha passar alguns dias aqui comigo, ela vai amar, eu tenho certeza.

Arrastei todos os presentes escadaria a cima para o meu quarto. Encontrei meu celular vibrando indicando a ligação do Nicolas. Atendi e coloquei no viva voz para começar a arrumar as minhas coisas.

Ligação ON

— Oi, meu amor. Falei assim que atendi.

— Oi, meu anjo. Respondeu num tom preocupante.

— Tudo bem? Aconteceu alguma coisa?

— Então, eu estou preocupado com uma coisa. O que te deixou tão preocupado?

— Rebeca, nós fizemos amor duas vezes, sem proteção.

— Eu sei, eu me lembro disso. Mas onde está o problema?

— Como assim “Onde está o problema?”. Eu não quero ser pai tão cedo.

— O problema é esse? Nicolas, eu tomo anticoncepcional, esqueceu?

— Ai que alivio meu amor. Pensei que iria ser pai.

— Então quer dizer que você não quer um filho meu?

— Claro que eu quero, muitos, na verdade, mas não agora.

— Nossa,senhor coelho. Respondi dando risada e me virando para fechar a porta do quarto e acabei dando de cara com a minha mãe com uma cara nada boa. Puta que pariu, estou ferrada. – Amor, depois eu te ligo. Ok? Disse num tom preocupante.

— Aconteceu alguma coisa?

— Não. Estou arrumando meu quarto. Depois eu te ligo. Te amo,beijos.

Ligação off

Encerrei a chamada e me sentei na cama,enquanto ela entrava no quarto e fechava a porta do mesmo.

— É. Ahn. Estava ouvindo desde que parte?

— Desde que ele falou “Rebeca, nós fizemos amor duas vezes, sem proteção”. Ela se sentou do meu lado e quando ela foi falar algo eu a interrompi dizendo.

— Eu posso explicar.

— Explicar o que? Que você perdeu a virgindade com o seu namorado, que por um acaso eu fui descobrir de sua existência hoje?

— Mais ou menos isso. Eu e o Nicolas estamos juntos há seis meses.

— Porque nunca me contou sobre ele? Que diabos, Rebeca. Eu sou a sua mãe.

— Eu sei,eu estava com medo.

— Medo de que? Não iria te bater ou algo do tipo se me apresentasse o seu novo namoradinho. Você não teve medo de me apresentar o Matheus.

— Não era medo de você e sim do papai. Você tinha que se lembrar do Matheus?

— Oh querida,me desculpe,sei que não gosta de lembrar-se dele. E além do mais, seu pai nunca iria fazer nada ao rapaz.

— Mesmo se ele souber que esse rapaz, deflorou a filha dele?

— Esse detalhe nós podemos ocultar por mais algum tempo. Disse dando uma risada engraçada e eu concordei dando uma risada boba e respirando mais aliviada. -Então, me conta como foi a sua primeira vez.

— Ai,mãe. Tem certeza que quer ouvir sobre isso?

— Claro que sim. Você é minha filha. Quero saber se ele foi carinhoso ou se foi indelicado,essas coisas.

— Ele foi super carinhoso. Sempre perguntava se estava machucando ou algo do tipo. Não foi a oitava maravilha do mundo, mas eu gostei. Sem perceber surgiu um sorriso meio bobo nos meus lábios.

— Esse sorriso bobo em seus lábios, está me indicando que você está apaixonada. Céus, minha filha está apaixonada. Disse toda empolgada. – minha querida, essa é a melhor parte da adolescência.

— Eu sei mãe. Estou vivendo um dos melhores momentos da minha vida. Eu o amo, ele me ama, não quero mais nada.

— E quando o rapaz que eu não sei o nome, vai se apresentar oficialmente, aos pais da namorada?

— O nome dele é Nicolas. Nicolas Allen Turquetti. Disse com um sorriso. – Olha, se eu chamar ele vem, então é só marcar. Disse mexendo no anel que ele me deu. Minha mãe pegou minha mão e observou o anel.

— Foi ele quem te deu?

— Sim. De presente de aniversário. Um modo de oficializar o nosso namoro.

— Eu tenho que conhecer esse rapaz pra ontem. Disse com um tom de brincadeira.

— Logo vai conhecer. Só tenho que convencer ele a entrar na toca do leão.

— Nossa você é tão engraçada. Bom, eu vou tomar banho e vou dormir, a viagem foi longa. Vemos-nos depois, ok? Disse levantando da cama e indo em direção a porta

— Aham. Boa noite. Disse acenando para ela.

Eu não acredito que eu contei para ela que eu perdi a minha virgindade. Não acredito também que ela me fez lembrar do Matheus, aquele idiota. Ele foi nada mais e nada menos que meu primeiro namorado e a pessoa que eu não quero ver nem pintada de ouro. Pego meu celular e vejo que tem mensagem do Nick.

“ Eu sei que aconteceu alguma coisa,mas se não quiser me contar,eu irei respeitar.”

Eu odeio quando a pessoa me conhece tão bem,que sabe quando eu estou escondendo algo. Ri de mim mesma e respondi.

“Não aconteceu nada demais, meu amor. Houve um pequeno contra tempo. Amanhã eu te explico.”

Bloqueei a tela do meu celular e me joguei na minha cama macia e confortável. Pensei em mil coisas e acabei pegando no sono.

Maiquel P.O.V

Meu relacionamento com a Geysa estava cada vez melhor. Só até eu perceber que eu nunca havia a pedido em namoro. Estávamos no telhado da minha casa olhando o céu estrelado. Ela fica ainda mais linda a luz do luar. Eu estou tendo a sensação de que estou apaixonado. Ela estava em meus braços observando as estrelas e mexendo em seus fios cor de ouro.

— Gey? A chamei e ela inclinou a cabeça para cima para me olhar.

— Oi. Disse com um sorriso bobo no rosto.

— Estava pensando em uma coisa. Disse olhando para o céu.

— No que estava pensando? Disse se virando e começou a me encarar.

Eu fitei aqueles olhos azuis maravilhosos e busquei coragem no lugar mais profundo do meu ser.

— Eu estou sendo um idiota.

— Porque acha isso? Ela me olhou confusa

— Porque até agora, não tomei atitude em relação a um simples pedido.

— E que pedido seria esse?

— Geysa,você quer namorar comigo?

Ela me olhou assustada. Com toda certeza, ela não esperava isso de mim, na realidade, nem eu mesmo.

— Você tem certeza disso? Ela perguntou com os olhos arregalados.

— Claro que eu tenho se não tivesse, eu não teria feito pedido algum.

— É que, ahn. Você nunca foi de ter relacionamentos sérios e tudo mais. Fiquei assustada com isso.

— Eu pensei muito sobre isso, e decidi que era a hora de ir para o próximo passo,com você. Mas,só se quiser,é claro.

— É claro que eu quero.

— Isso foi um “sim”? perguntei

— Claro que foi. Disse me dando vários selinhos.

Rebeca P.O.V

Acordei com os raios solares invadindo o meu quarto pelas frestas da cortina. Eu sinceramente, não queria levantar, parecia que eu não dormia há dias. Meu Deus, que preguiça. Levantei da cama e me arrastei quase que literalmente pro banheiro e depois de um banho bem gelado eu despertei e acabei de me arrumar. Encontrei minha mãe na cozinha e ela estava servindo o café para o meu pai, que por sua vez não estava com a cara nada boa, afinal quem seria Leonard Matter sem sua cara ranzinza de sempre.

— Bom dia. Disse num ótimo bom humor.

— Bom dia,querida. Respondeu a minha mãe. – O jantar está marcado para amanhã. Tudo bem para vocês?

— Vocês,quem? Perguntou meu pai

— A Rebeca e o seu novo namorado. Qual é o nome do rapaz mesmo,querida?

— Nicolas Turquetti. Respondi com o coração na garganta.

— Não vai me dizer que ele é filho da Megan e do John? Meu pai perguntou com cara de quem não gostou nem um pouco

— Eles mesmos. Algum problema?

— Os meus problemas com o John,não deveria afetar o seu “namoro”. Disse fazendo aspas com os dedos.

— O meu “namoro” não irá ser afetado por problemas que não pertencem a nós. Disse fazendo aspas quando falei a palavra namoro.

— Traga o rapaz,amanhã. Quero muito conhecê-lo.

— Ele virá. Pode ter certeza. Disse me levantando da mesa e indo em direção a garagem.

Como ele consegue estragar meu dia em questão de segundos? Que saco.

Quando cheguei ao carro,esqueci que havia deixado a chave em cima do meu criado mudo e acabei voltando e dei de cara com a mamãe discutindo com o papai.

— VOCÊ SEMPRE SOUBE QUE OS TURQUETTI SÃO PROBLEMA. Disse meu pai gritando.

— SUA FILHA O AMA. EU TENHO CERTEZA QUE O NICOLAS NÃO É IGUAL AO PAI. Respondeu no mesmo tom.

— Você sabe que nunca será assim.

— Leonard,isso faz anos. Esqueça o passado. Foi com você que eu fiquei,não é mesmo?

“Esqueça o passado”,”Foi com você que eu fiquei,não é mesmo?”

Será que a minha mãe teve um caso com o pai do Nicolas? Meu Deus que confusão. Eu preciso sair dessa casa urgentemente e silenciosamente. Bom falhei na parte do “silenciosamente”,acabei tropeçando no móvel de madeira que fez um pequeno barulho e fez com que meus pais olhassem para o local de onde o barulho veio.

— Desculpa,eu esqueci a chave do carro. Já estou indo. Corri para o meu quarto e depois para garagem novamente e consegui ir para escola

Corri mais que o normal para chegar o mais rápido possível, precisava falar com o Nick sobre o jantar e sobre o que eu ouvi antes de vim para escola. Estava tão atordoada que passei pelas meninas e nem falei com elas. Entrei pelo corredor lotado, aquilo parecia um formigueiro humano, eu precisava sair dali. Sinto algo puxar meu braço e me levar para dentro de uma sala vazia. Sim, era o Nicolas. Ele trancou a porta e me prensou contra a mesma e me beijou, e é claro que eu correspondi. Parti o beijo por falta de oxigênio.

— Nossa,quanto amor.

— Estava com saudades. Disse ele apertando a minha cintura.

— Você me viu ontem. Respondi

— Às vezes, você gosta de cortar o clima, né?

— Precisamos conversar. Disse séria.

— Prevejo o navio afundar com essa bomba que vai vim. Mas pode dizer.

— Quando você me ligou ontem,o telefone estava no viva voz,eu estava arrumando o meu quarto,para ser mais precisa. Resumindo a minha mãe ouviu a nossa conversa e quer que você jante lá em casa amanhã. Falei tão rápido que fiquei com falta de ar. Respirei fundo e continuei. — Ela sabe que eu não sou mais virgem e sabe que eu tenho um namorado,cujo o nome ela sempre esquece.

— Rebeca,respira. Disse rindo com as mãos no meu ombro. – Quer dizer que a sua mãe não sabia do nosso namoro e muito menos que eu deflorei a filha dela?

— Mais ou menos isso.

— Você é louca. E eu te amo ainda mais por isso. Disse me dando um selinho demorado.

— Então quer dizer que você vai ao jantar?

— Acho que sim. Eu só espero que seu pai não me receba com um facão.

— Relaxa, ele não tem um facão, ele tem uma espingarda.

— O QUE? Disse com os olhos arregalados.

— Estou brincando, meu amor.

— Não brinca com isso,eu posso te um troço.

— Claro que não. Você só pode morrer depois que me der vários Nicolas Junior.

— Quantos você quiser.

O sinal soou indicando o fim do primeiro período. Seguimos para sala. O dia foi incrivelmente frustrante, as horas pareciam querer me torturar. Eu estava mais que ansiosa, por sua vez o Nick estava confiante que tudo daria certo. Mas se tratando de Leonard Matter,as coisas seriam extremamente complicadas.

No dia seguinte...

Faltava meia hora para o Nicolas chegar aqui em casa. Meu pai não parava de olhar o relógio, e isso me deixava meio aflita. A minha mãe estava tranqüila e acabando de preparar a janta. Ela nunca esteve tão tranqüila. Eu estava roendo as unhas que já não tinha. Andei de um lado para o outro sem parar.

Nicolas P.O.V

Faltavam poucos minutos para chegar o horário da tal janta. Na realidade parece que eu estou indo assinar a minha sentença de morte. Calma, Nicolas, o pai dela não vai te matar. Dei a quinta volta no quarteirão e parei em frente a casa dela. Não era uma mansão, mas era uma bela casa. Saltei do carro e peguei o buquê de flores e a garrafa de vinho que o Maiquel indicou. Respirei fundo e segui para varanda. Ajeitei a minha roupa e toquei a campainha. Poucos segundos depois,aparece na porta uma moça muito bonita,loira dos olhos verdes. Deduzi que seria a minha “sogra”.

— Boa noite. Disse sem jeito. – Eu sou o Nicolas.

— Então você é o famoso Nicolas. Ela sorriu – Meu Deus, você é a cara do seu pai.

— A senhora conhece o meu pai? A questionei

— Claro que sim. Ele trabalha na empresa do meu marido, oras. Disse com um singelo sorriso

— Eu me esqueci desse detalhe. Perdoe-me, senhora.

— Esquece essa coisa de senhora. Entre querido, sinta-se a vontade. A Rebeca já vem. Ela disse me puxando para dentro de casa. – Essas flores são para a Rebeca?

— Não. São para a senhora. E a garrafa de vinho para o seu marido.

— Você é um amor, Nicolas. Elas são lindas, e acho que Leonard vai amar o vinho.

— Assim eu espero. Disse eu sentando no sofá enquanto ela sumia casa adentro.

Fiquei esperando alguns longos minutos sentados no sofá quando alguém tampa a minha visão.

— Adivinha quem é? Disse Rebeca com uma voz doce.

— Eu acho que é a loira mais linda desse mundo.

— Eu sei que eu sou linda, não precisa me lembrar. Disse soltando suas mãos em volta de mim e sentando do meu lado. — Tudo bem?

— Estou muito nervoso. Você não tem noção. Disse esfregando uma mão na outra. – Parece que eu estou indo assinar a minha sentença de morte.

— Não pense assim. Meu pai não é tão mal assim. Disse um pouco mais tranqüila. – Se você está vivo até agora, é porque ele foi com a sua cara. Disse rindo. – Estou brincando, ok?

— Rebeca,se você quer que o sobrenome do seu filho seja Allen Turquetti,nunca mais fale isso.

— Nada de Allen. Vai ser Matter Turquetti.

— Vai ser lindo,igual a mãe.

Ouvimos um “pseudo” de tosse e logo em seguida vimos alguém entrar na sala.

— O que vai ser lindo igual a mãe?

Nesse momento todas as células do meu corpo congelaram por um milésimo de segundos.

— A cachorrinha dele, pai. Vai ter filhotes, na semana que vem. Ela disse na maior cara de pau.

— Não sabia que os Turquetti tinham um animal de estimação.

— Não sabem. Eu a achei na rua faz poucos dias, ela fica no meu porão.

— E até quando vai esconder? Perguntou confiante.

— Até quando ela tiver os filhotes, senhor. Respondi e senti um calafrio pelo meu corpo,mas que diabos,ele é um ser humano qualquer.

— A janta está pronta. Gritou a mãe da Rebeca da cozinha.

Seguimos todos para sala de jantar. Essa mesa me trás ótimas lembranças.

Rebeca P.O.V

Assim que sentamos para jantarmos, Nicolas não parava de olhar para mim e dar sorrisos maliciosos e é claro que eu sei o motivo. Nós fizemos amor, várias vezes em cima dessa mesa. Um mês foi pouco tempo, para muita coisa que fizemos. Estava sentada ao lado da minha mãe, com o Nick na minha frente e meu pai na ponta da mesa observando tudo. Minha mãe fez strogonoff,uma típica comida brasileira. Eu amo quando ela faz esse tipo de janta especial.

Minha mãe trouxe também uma garrafa de vinho para a mesa. Eu não sabia que a ocasião era tão especial.

— Esse vinho, foi presente do Nicolas. Ela abriu um sorriso para o meu pai. – E como somos amantes de vinhos, agradecemos o presente. E dizer que você acertou, esse é o meu favorito.

— Vinho italiano. Disse meu pai ao ler o que estava escrito na garrafa. – Não sabia que seus pais tinham dinheiro para comprar um vinho desses.

— Esse vinho pertencia à adega do meu falecido avó. Creio que se lembra dele, Senhor Matter. Afinal ele foi sócio do seu pai. Disse Nick, apertando o garfo com força.

— Claro que eu lembro, passei bastante tempo com o seu avô, assim como passei bastante tempo com o seu pai. Nós crescemos juntos. Disse com um certo tom de reprovação no final.

— Eu sei disso, senhor. Meu pai já havia me contado sobre a história de vocês,inclusive o motivo de vocês se odiarem tanto.

— Isso não necessário falar. Meu pai disparou

— Porque não é necessário? Disse confusa.

— Nada querida. Foi a vez de a minha mãe falar algo.

— Porque eu tenho a impressão de que todos estão me escondendo algo? Disse furiosa. – Ou vocês acham que eu não ouvi a briga de vocês de manhã? Diga-me, mãe. Eu quero saber a verdade.

— Adriana, você não tem que falar nada. Disse meu pai levantando da cadeira.

— Porque vocês odeiam tanto o John? Hein?

—Rebeca, cale a boca. Disse meu pai

— Só quero saber a verdade. O porquê desse ódio entre vocês. O porquê que eu não posso namorar o Nicolas?

— SEU PAI ODEIA O JOHN, PORQUE ELE ACHAVA QUE VOCÊ ERA FILHA DELE.

Meu pai se sentou na cadeira novamente e meu mundo girou. Como assim eu poderia ser filha do John?

— Me explica isso, por favor.

— Quando eu conheci seu pai, no Brasil, eu logo engravidei de você. As férias do seu pai haviam acabado e ele tinha voltado para Nova Iorque. Quando eu fiz quatro meses, eu vim para cá atrás do seu pai e conheci o John, na época ele era estagiário na empresa do seu avô. Seu pai estava brigado comigo, não queria me ver, porque o seu avô não aceitava a minha gravidez, dizia que não era filho do Leonard e que eu era uma interesseira e que o filho era do John. Ela respirou e olhou para todos que estavam na mesa e olhou para o Nicolas que estava parado, ele parecia estar congelado. – Nessa mesma época, Megan ficou grávida do Nicolas, e isso me deixou mais confusa. O John não queria me abandonar para ficar com a Megan. E o seu pai quis voltar atrás e largou a empresa do seu avô e quis voltar comigo para o Brasil. Foi muitas brigas envolvendo muitas pessoas. Para simplificar eu voltei para o Brasil com o seu pai sem terminar o meu relacionamento com o John. Nunca imaginei que um dia voltaria para os Estados Unidos, e muito menos que os nossos filhos fossem se conhecer e se relacionar. Disse por fim e se sentou e respirou fundo.

Eu estava colocando as idéias no lugar e olhei fixamente nos olhos dos Nick.

— Você sabia de tudo isso e nunca me falou, Nicolas?

— Eu só sabia que o meu pai teve um breve relacionamento com a sua mãe. Foi o que me foi falado. Não sabia dessa história toda. Meu Deus, eu nunca pensei que namorar seria tão complicado.

— Esse jantar acabou. Disse meu pai se levantando da cadeira e indo em direção as escadas.

— Me desculpa filha. Eu não queria estragar o seu jantar.

— Eu sei mãe. Eu que peço desculpa, eu pressionei a bomba, e ela explodiu. Obrigada pelo jantar, o cheiro do strogonoff está maravilhoso.

— Vocês ainda podem comer, eu vou tomar um banho e ir dormir. Ela sorriu e fez um afago em minha bochecha. – Nicolas, você é uma ótima pessoa. A minha filha está em boas mãos, não deixa o nosso passado, interferir no futuro de vocês.

Ela se retirou e foi para o andar de cima da casa. Eu estava completamente sem fome,mas se o Nick quisesse eu o acompanhava.

— Ainda quer jantar? Perguntei a ele.

— Sinceramente? Eu perdi a fome. Ele disse sorrindo para mim. – Vamos lá pra fora,preciso de ar fresco.

— Vamos. Disse levantando e estiquei a minha mão para ele se levantar.

Seguimos para a parte externa da casa e sentamos na grama e nos encostamos na parede e ficamos olhando as estrelas.

— Esse jantar foi um fracasso. Disse rindo.

— Eu queria que você visse a sua cara, quando a sua mãe disse, que seu pai achava que você era filha do John. Foi tão hilária. Disse dando gargalhadas. – Imagina se eu fosse o seu irmão.

— Imagina só? Não iríamos poder fazer o que fazemos.

— Quando eu olhei para a mesa de jantar,a primeira coisa que eu imaginei, foi as vezes que nós transamos em cima dela.

— Posso te falar a verdade? Ele assentiu. – Eu também. Somos muito loucos.

— Eu sou louco por você.

— E eu por você. Disse beijando-o

Ficamos ali por cerca de uma hora conversando, até que ele disse que teria que ir embora. E para minha tristeza ele foi.

Esse dia vai ficar para história. O dia que ele conheceu os meus pais.

Notas finais
Bom eu gostaria de explicar o motivo de ter sumido. 1º: Eu fiquei bastante chateada. Porque no ultimo capítulo,eu demorei dias para escrever e ninguém comentou nada, nem um "continua,viu" e isso me deixou sem motivação alguma. 2º: Eu pensei em abandonar a fanfic,várias vezes. Mas queria dar um final digno a história e por isso voltei com um capítulo novo. Com o tempo eu adquiri mais técnicas na arte de escrever e por esse motivo eu estou reescrevendo os primeiros capítulos,aos poucos eu consigo atualizar tudo e fazer uma história melhor. Agradeço a quem acompanha e a quem comenta. Eu acho que era só isso que eu tinha para falar. Boa noite,sweets ♥