All You Wanted
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Eu Te Amo
A amizade entre Quinn e Rachel só crescia a cada dia, ao passar-se um mês e a quase duas semanas do fim das aulas, as duas eram inseparáveis. Claro que para Quinn acabara tornando-se algo bem maior do que uma simples amizade, a loira sabia o que sentia pela outra desde a apresentação das duas no Glee Club.
Estava com o coração despedaçado e Rachel Berry parecia a pessoa certa para consertá-lo, estava amedrontada, mas isso era mais fraco do que a necessidade que ela tinha de ter a diva perto dela o tempo todo. Então, Quinn Fabray concentrava-se em manter a amizade do que em perdê-la por uma coisa que não era certa, aliás, fingia o tempo todo, aquilo lhe lembrava dolorosamente os tempos de cherrio.
- Q, você está me ouvindo? – A voz levemente irritada e impaciente de Rachel pode ser ouvida entre os pensamentos de Quinn enquanto ambas caminhavam pelos corredores do McKinley High. Ainda recebiam alguns olhares curiosos, mas nada comparado a quantidade que receberam há um mês.
- Desculpa, estava divagando, mesmo. – Quinn tinha um ar envergonhado, Rachel fez uma careta irritada, mas logo abrandou a expressão com aquele mesmo sorriso de 1000 watts. Quinn já percebera que aquele sorriso derretia todos os seus neurônios e deixava suas pernas bambas.
- Então, estava pensando se você podia me ajudar com Química II... Realmente estou enrolada com a matéria e parece que nunca vou entender aquelas cadeias orgânicas. E se eu for mal na prova? – Rachel dizia com o tom de voz levemente desesperado. – E se eu acabar reprovando? Acha que Mr. Shue me deixará no Glee depois desse fracasso? E se...?
- Tá bom Berry, tá bom! Deixe-me esclarecer duas coisas para você... – Quinn interrompeu Rachel entre sorrisos e pensar que essa mania de falar sem parar já a irritara tantas vezes, enquanto agora só a fazia rir e achar Rachel ainda mais linda. – Primeira coisa: você não vai reprovar porque eu vou te fazer tirar um A+ naquela prova. Segunda coisa: o Mr. Shue nunca seria capaz de te expulsar do Glee.
- E por que não? – Rachel fez uma careta confusa, Quinn parou de andar e segurou os braços da diva com força fazendo-a parar também, a encarou com uma expressão séria.
- Porque, odeio admitir senhorita “Estrela Dourada”... Mas você é a alma e o talento do Glee Club, ele seria maluco de te tirar dali!
- Se você continuar a me elogiar dessa forma, eu vou começar a achar que você fala sério. – Rachel disse com um sorriso enorme e uma expressão emocionada na face, Quinn deu um sorriso satisfeito, senão podia tentar nada, ao menos poderia fazer com que a morena se sentisse bem. Em seguida, a loira revirou os olhos e respondeu.
- E quem disse que eu não falo a verdade? Outra coisa, sei muito bem que você adora ter o ego inflado todo o dia.
- Você diz como se eu tivesse ataques de estrelismo a cada minuto. – Rachel estava inconformada, não podia ser tão paranóica com a fama. Quinn deu uma gargalhada e fez uma expressão que dizia claramente “sim, você dá ataque de estrelismo a cada minuto”. Rachel ficou ofendida, mas logo riu também.
- Está bem, eu posso exagerar ás vezes, mas não é sempre.
- Se você diz, não vou tentar te questionar... – Quinn respondeu com uma voz tranqüila e dando de ombros, nesse momento, Santana passava com Brittany e percebeu o sorriso envergonhado que Rachel dera. Logo arrumou uma forma de destilar o veneno.
- Ora, ora... Já está assim Fabray? Logo já poderá pedi-la em namoro.
- Cala boca Santana! – Quinn dissera entre dentes enquanto passava reto pela latina, mas Santana pareceu não se dar por vencida e puxou Brittany para seguir Quinn e Rachel. A diva olhou preocupada para a loira.
- Não dê atenção. – Rachel murmurou preocupada recebendo um olhar mais calmo e um pequeno sorriso de Quinn, algumas pessoas pararam para observar a cena e para desespero das duas, Finn e Puck estavam entre essas pessoas e pareciam confusos.
- Por que você implica tanto com as duas? – Brittany questionara completamente perdida na discussão, Santana revirou os olhos irritada e continuou a despejar uma série de comentários maldosos em cima de Rachel e Quinn.
- Quem diria Berry... Primeiro Puck, depois Finn e agora Quinn. Impressionante como você conseguiu baixar o nível.
Rachel parou de andar e virou-se lentamente, respirou fundo e um sorriso formou-se em sua face. Quinn teve medo daquilo, sempre que Rachel assumia essa expressão, ela fazia algum comentário que desconcertava alguém. A loira deu graças quando Rachel abriu a boca, mas foi interrompida por Brittany.
- Se elas estão mesmo namorando... Nós também estaríamos, não nos desgrudamos e ainda fazemos mais como...
- Brittany, isso deve ficar entre a gente, tudo bem? – Santana disse meigamente e Brittany calou-se com uma expressão triste, as pessoas começaram a comentar entre si confusas com a informação recém-vazada por Brittany. Talvez fosse esse o motivo que fez Santana puxar Brittany para fora dali.
Quinn respirou fundo ao ver as duas longe, no fim das contas, Santana acabou deixando vazar informação demais. Rachel não parava de rir ao seu lado.
- O que foi? – Quinn questionou observando o resto do pessoal dispersar e as gargalhadas da diva preencherem seus ouvidos como se fosse música, Rachel respirou diversas vezes, mas sempre caía na gargalhada novamente quando ia responder.
- Eu que pergunto: o que há com vocês? – A voz insegura, patética e confusa de Finn pode ser ouvida, Quinn virou-se para o rapaz, Puck estava ao lado dele com uma expressão que beirava a irritação. A loira ia responder quando Rachel finalmente conseguiu responder e tomou a frente.
- Olhe Finn, não há nada demais entre eu e a Quinn. Somos boas amigas, só isso. E também, acho que não devemos satisfação alguma para você ou para o Noah.
- Claro que devem, vocês são nossas ex’s! – Puck justificou como se aquela fosse a coisa mais óbvia do mundo, Finn concordou estupidamente fazendo vários sinais afirmativos com a cabeça, Quinn revirou os olhos e em seguida, olhou para Rachel que parecia tão irritada quanto ela com o comentário.
- Se todas as suas ex’s te dessem satisfação Puck, você estaria ferrado. – Quinn dissera com um brilho maligno nos olhos, lembrando e muito aquela antiga capitã das Cherrios, Puck saiu dali como se tivesse visto o diabo. Depois a loira virou para Finn e continuou em um tom frio. – Quanto a você Finn, Rachel deixou bem claro que a conversa acabou entre vocês, então, até mais.
Em seguida, o sinal tocara e a loira puxou Rachel dali para irem para a aula o mais rápido possível. Rachel estava corada, daquela mesma forma que sempre ficava quando Quinn a tocava ou falava alguma coisa no duplo-sentido. A loira tinha uma expressão contrariada e quando perguntou, sua voz saiu seca.
- O que foi?
- Nada, só que... Entendo o que a Santana fala sobre a gente, afinal... Você é quase que o meu príncipe encantado, sempre me tira fora de situações como essa. – Rachel respondeu ligeiramente envergonhada e encolhendo os ombros, porém, Quinn não estava focando nela e sim, em alguém que vinha em suas costas. Rachel virou-se e deu de cara com Karofsky vindo em sua direção com uma raspadinha de amora.
No momento seguinte, sentiu um empurrão e ouviu um estrondo. As duas estavam caídas dentro do banheiro feminino, Quinn por cima e Rachel embaixo dela. Ambas estavam muito coradas, a loira levantou-se rapidamente e trancou a porta do banheiro, Rachel teve certeza que ouviu alguém xingar irritado pela porta.
- Bem é... Ele ia... É... Te jogar uma raspadinha! – Quinn justificou-se gaguejando enquanto estendia a mão para ajudar Rachel a se levantar, a diva agradeceu com um aceno na cabeça, sentindo seu corpo ainda queimar por ser tocado tantas vezes por Quinn Fabray em um curto período de tempo. A loira parecia tão envergonhada quanto ela, por isso, tentou continuar a conversa.
- Do que falava antes?
Péssimo assunto, melhor não falar a verdade.
- Ah nada demais... Era sobre Santana e Brittany, obrigada por ahm... Me livrar da raspadinha, até mais. – Rachel respondera rapidamente antes de abrir a porta e sair pelo corredor abraçada aos livros, Quinn fez o mesmo com a expressão confusa e mil perguntas na cabeça. Tinha certeza que ouvira Rachel dizer que era o príncipe encantado dela por livrar-lhe de tantas, a loira não pode conter um sorriso, talvez, não precisasse segurar-se tanto.
***
Quinn não encontrara Rachel naquele dia após o que acontecera no banheiro, até entendia que a morena estava a evitando. Também evitaria se dissesse algo daquela natureza a alguém. Mas mesmo assim, estava melancólica, como já pensara mais de mil vezes, ficar longe de Rachel Berry não lhe fazia bem no momento.
Voltou para casa calada, Mercedes apenas a observava, mas a loira tinha certeza de que a amiga já sabia muito bem o que estava acontecendo e logo puxaria conversa.
- Olha Q, sei que não quer falar sobre o que você está sentindo... Mas eu já saquei tudo, acho que se abrir pode te ajudar. – A voz de Mercedes soou como uma lufada de ar puro, Quinn deu um sorriso agradecido e apertou a alça da bolsa, completamente nervosa.
- Não é que eu não quero, eu só não tenho certeza de tudo que tá acontecendo, tá indo tão rápido... – Quinn respondera tristemente, chutando uma pedrinha enquanto caminhava. Mercedes fez uma expressão curiosa e pigarreou antes de continuar.
- E você acha que essas coisas possuem alguma lógica? Não fui só eu que entendi o que se passa entre você e a Berry, Kurt também sabe.
- Mas Kurt deve sei lá... Ter um radar para isso! – Quinn respondeu nervosa, mas acabou arrancando boas risadas de Mercedes e a loira também acabou entendendo que fizera uma piada.
- De qualquer forma, acho que você deveria falar com ela... Como eu já te disse, ela sente alguma coisa por você, bem diferente do que uma simples amizade. – Mercedes disse sabiamente enquanto tirava a chave da bolsa e preparava-se para abrir a porta da casa, Quinn estava tão perdida em seus pensamentos que nem percebeu que havia vozes dentro da casa dos Jones.
- Mas e se não for o que eu acho que é? Tenho medo e... – Quinn respondia tranquilamente, mas calou-se quando seus olhos castanho-esverdeados focalizaram a pessoa que estava sentada na sala.
Judy Fabray estava sentada em uma poltrona, mas levantou-se rapidamente quando seus olhos se encontraram com os da filha. A mulher tinha um sorriso enorme na face que entrava em contraste com a careta de espanto da filha. Mercedes e a mãe perceberam que aquela conversa não seria para elas e foram para cozinha.
Quinn sentiu toda a raiva pelo desprezo do pai e pela covardia da mãe tomarem conta de si. Não seria uma conversa fácil, aliás, ela não deixaria que fosse fácil.
- Olá querida, tudo bem? – Judy questionara ainda com aquele mesmo sorriso que estava começando a irritar Quinn mais ainda, a loira respirou fundo, procurando se acalmar, mas quando sua voz saiu, era repleta de mágoa.
- Acha que pode iniciar essa conversa como se nada tivesse acontecido?
- Calma querida... Eu vim aqui só ver como você estava e, também, refazer a minha proposta. – Judy respondeu nervosa enquanto se levantava e se aproximava da filha, Quinn deu um passo para trás com a expressão dura e sem menor sentimento. Tinha palavras engasgadas em sua garganta que saíram sem que ela percebesse.
- Calma? Eu estou bem e não, não vou morar com você. Acha que vai ser tudo facilmente resolvido depois do que você e papai fizeram comigo? Eu tive que me virar sozinha, sorte que eu tinha o Glee Club para me apoiar, porque se dependesse de vocês, eu teria tido meu bebê na rua!
- Mas filha eu... Já te disse que estou arrependida! Eu me separei de seu pai e comprei uma casinha onde eu e você podemos voltar a ser o que éramos! – Judy justificou-se com a voz falhando em alguns momentos, Quinn sempre imaginou aquela conversa e sempre pensou que sentiria pena da mãe... Mas não. Ela era culpada também, não tivera coragem de defendê-la diante da fúria de Russel Fabray.
- Você está esquecendo o principal: eu preciso te perdoar primeiro e isso, eu não consigo, por mais que me esforce! – Quinn respondera cruelmente, pode ver os olhos da mãe encherem-se de lágrimas, mas a loira não fraquejou em momento algum. Judy limpou as lágrimas com a costa da mão direita que tremia, aproximou-se novamente da filha e pegou-lhe as mãos enquanto suplicava.
- Por favor, querida... Você não é assim! Eu sofri muito quando seu pai te expulsou de casa, mas agora... Podemos recomeçar. Não acha que mereço uma segunda chance?
- Não, não acho. Porque quando eu mais precisei de você, você ficou calada! Só observando ele dizendo aquelas palavras cruéis e... – Quinn falava firmemente, mas nesse momento teve que parar para respirar, a emoção estava transbordando dentro de si e por mais que doesse, não se sentia preparada para perdoar a mãe. – Sou o que vocês fizeram comigo!
Judy calou-se diante das palavras da filha, parecia ter entrado em choque, a mulher sentou-se novamente na poltrona e não tinha coragem para encarar Quinn. A loira olhou tudo de cima, com as lágrimas rolando pela sua face, mas não se deixou enfraquecer. Deu a conversa por encerrada e preparou-se para sair da sala.
- Posso ao menos saber como está meu neto? – Judy perguntara com a voz embargada e aquela pergunta fez Quinn desabar, a lembrança de Beth ainda estava cravada em si. A loira limpou as lágrimas com raiva, virou-se para mãe com uma expressão de fúria e respondeu colérica:
- Era uma menina, chamava-se Beth. E ao contrário de vocês, eu pensei nela. Entreguei-a para adoção, espero que ela encontre avós melhores!
Dizendo essas palavras, Quinn disparou pela escada com Mercedes atrás de si, antes de fechar a porta do quarto, ouviu a Sra. Jones consolando sua mãe e a acompanhando até a porta de entrada.
Quinn entrou no quarto e desabou, agachou-se e abraçou as pernas enquanto chorava compulsivamente. Mercedes bateu e chamou-a pela porta diversas vezes, mas a loira ignorou-a. Do lado de fora, Mercedes procurava o telefone de Rachel Berry desesperadamente em seu celular.
- Alô. – Quinn atendera o celular depois de cansar-se com “Twist and Shout” dos Beatles ecoando pelo quarto (não era uma boa hora para escutar aquela música e também, estava cansada de ouvi-la). Do outro lado da linha, a voz pareceu ficar aliviada ao ouvi-la. – Olha, não quero falar com ninguém hoje e...
- Calma Q, sou eu. – Rachel Berry respondera tranquilamente do outro lado da linha, Quinn sentiu como se um peso enorme tivesse sido tirado dos seus ombros, deu um sorriso triste para as próprias mãos, ainda sentada no chão ouviu Rachel perguntar preocupada.
- Você está bem?
- Não muito, tive uma conversa bem agradável com minha mãe. – Quinn respondera sem conseguir conter a leve ironia na voz, Rachel suspirou do outro lado da linha ao perceber o tom, estava preocupada com a loira.
- Quer falar sobre isso? – Rachel perguntou baixinho, tinha certeza que Quinn responderia grosseiramente. Mas a loira respirou fundo e disse:
- Não, até porque eu ia acabar brigando com você... Entende?
- Tudo bem, mas se quiser companhia até a hora de dormir, eu posso ficar aqui com você, sem problema. Podemos até ficar sem falar... – Rachel dissera um pouco triste, parecia que a dor de Quinn estava refletindo-se nela também. Estava agoniada, queria estar perto da loira naquele momento. A gargalhada de Quinn deixou Rachel um pouco mais aliviada.
- Tem certeza que consegue ficar sem falar? Justo você que tem a capacidade de falar mil palavras por segundo? – Quinn questionara alegremente, Rachel pode ver aquele sorriso charmoso formando-se nos lábios dela e sorriu também.
- Acho que não, mas me esforçarei... Por você. – Rachel disse repleta de intenções, sabia que não era o momento mais adequado para falar algo como aquilo e que estava abusando dos sentimentos feridos de Quinn. Mas só queria que a loira se sentisse bem.
O outro lado da linha ficara mudo, Quinn estava completamente confusa com o que acabara de ouvir. Rachel tinha deixado escapar uma frase que continha muito duplo-sentido... A loira viu um sorriso puro e sincero formar-se em seus lábios e deu graças por Rachel não estar ali com ela.
- Quinn? – Rachel chamou rapidamente, talvez envergonhada e ressentida pelo que dissera. A loira passou a mão pela face e secou as últimas lágrimas, só Rachel Berry conseguia fazê-la esquecer dos problemas tão rapidamente.
- Ainda estou aqui, baby.
Foi a vez de Rachel ficar sem saber o que fazer... A morena deitou na cama com a face iluminada de felicidade, tantos anos de sentimento reprimido pareciam ser perfeitamente compreensíveis agora que ouvia Quinn falar com ela daquela forma. A morena deu aquele sorriso de 1000 watts enquanto olhava para o teto feito boba.
- Está com aquele sorriso enorme no rosto, não é? – Quinn perguntara como se fosse a coisa mais boba do universo, Rachel fez uma careta constrangida e não respondeu.
- E agora está com aquela cara constrangida... Sim Berry, eu te observo o bastante para saber todas as suas reações.
- Como você sabia? – Rachel questionou sentindo o calor subir a suas bochechas, mesmo distante, Quinn Fabray conseguia deixá-la envergonhada e sem jeito. A loira deu uma gargalhada e o coração de Rachel disparou, adorava aquela gargalhada que parecia tão sincera frente aquele sorriso maldoso que presenciara tantas vezes em Quinn quando ela ainda era uma cherrio.
- Sou uma pessoa observadora e eu adoro aquele sorriso, é o único capaz de te deixar quieta por alguns minutos... – Quinn dissera com um ar sarcástico que provocou uma leve indignação na diva. Rachel sentou-se na cama, puxando as cobertas e disse falsamente ofendida.
- Eu poderia desligar na sua cara agora, sabia Fabray?
- Uii... Para me chamar de “Fabray” é porque atingi seu ego, o que aconteceu com o carinhoso “Q”? – Quinn perguntara fingindo medo e divertindo-se com a situação, estava muito mais leve agora. Rachel deu mais um sorriso e brincou bobamente com o desenho de seu edredom, estava tolamente apaixonada.
- Não seria capaz de desligar na sua cara.
- Ah é? Por quê? – Quinn perguntou curiosa, não esperava uma resposta como essa, repleta de sentimento, achava que Rachel ficaria envergonhada ou continuaria a brincadeira. Rachel respirou fundo no outro lado da linha, ia fazer a confissão da sua vida naquele momento.
- Porque eu te amo Q... Bem, vou desligar, estou cansada. Beijos, se precisar, me ligue.
Quinn ficou atônita ao ouvir aquelas palavras e a linha emudecer. A loira colocou o celular de lado e levantou-se calmamente, ainda não acreditando em tudo que ouvira. Rachel Berry a amava e como uma maluca apaixonada, Quinn correu e pulou na cama, sorrindo de orelha a orelha, esquecendo-se completamente do que acontecera há pouco com a mãe.
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