All You Need Is Love
35 Brincadeirinhas eróticas?
Notas iniciais
Uma onda de tristeza invadiu Liam, uma sensação arrebatadora de estar perdido no mundo, de que estava sozinho sem poder contar com ninguém, sentia como se seu coração de vidro estivesse se estraçalhado; oque definitivamente ocorreu. Desolado, triste, desapontado, machucado, era assim que ele se sentia.
Manu desceu correndo as escadas para ajudar o seu amigo. Puxou-o pelo braço e saiu daquele lugar onde todos estavam pasmos. Manuela estava principalmente preocupada com qual estado estava o coração do amigo. Ela sem duvida era a que mais se preocupava com os amigos, colocava tudo antes dela, deixava sua felicidade de lado apenas para ver seus amigos sorrindo. Ela não iria desistir de colocar um sorriso verdadeiro no rosto de Liam. Nunca. Jamais. Desistir é uma palavra que não existe no dicionário dela.
Colocou-o com dificuldade no taxi, e pagou a mais para que o moço chegasse mais rápido em seu destino. Assim foi feito, em um piscar de olhos eles já estavam na frente de sua enorme mansão. Satisfeita por ter chegado lá na metade do tempo, agradeceu o ao taxista e tornou a arrastar Liam, que até então não havia falado nenhum pio.
(...)
Lucy confusa pela resposta de Emma perguntou a sua irmã, que estava completamente chocada e impossibilitada de mover um musculo se quer, qual lugar provável que Emma poderia se encontrar. A garota com uma certa dificuldade disse a ela.
Lucy saiu em disparada, pegou um taxi, conversou com o taxista pelo caminho e pagou-o assim que chegou no local. Lucy não sabia onde estava, nem com quem ela encontraria, ela estava mesmo era preocupada com Emma, que em tão pouco tempo já havia conquistado a confiança dela. Ela sabia que no fundo Emma se arrependera de ter dado tal resposta.
Lucy ouvira soluços e seguiu o barulho até chegar aonde queria. Emma, ela estava encostada na arvore abraçando suas pernas e com a cabeça afundada nos braços. Parecia arrependida. Assim como Lucy imaginou.
Aproximou-se da menina com passos curtos. E assim que chegou a uma distancia considerável sentou-se na grama.
Assim que ouviu passos, tentou ao máximo controlar os seus soluços. Porém foi em vão. Emma sabia que no fundo, uma vez na vida ela deveria olhar para o próprio umbigo, e não ser mais aquela escrava que seu pai tornara ela e sua irmã. Ela sentia culpa, culpa por ter deixado com que ele fizesse isso com sua irmã, e o que provocava mais raiva em Emma, é que ela simplesmente se preocupava com seu pai. Aquele que fazia ela e sua irmã trabalharem vinte e quatro horas ininterruptas, sem tempo para descansar, sem tempo para comer ou até mesmo se divertir. Ela se preocupava com ele, se preocupava até quando aquelas drogas iriam interferir na vida dele, antes um pai presente e querido, hoje um pai ausente e frio. Isso era oque mais a machucava. Porém achava que deveria dar uma chance a ela mesma de ser feliz.
Emma encarou os olhos verdes de Lucy, e logo se sentiu em casa. O poder de aconchego que exalava de Lucy a deixava calma. Aos poucos sua respiração foi acalmando e a aceleração de seu coração se instalou em um calmo e profundo bater.
-Eu sempre fui muito boa de desvendar as pessoas. -Lucy se pronunciou pela primeira vez naquele meio tempo em que ficaram desfrutando do silencio profundo e arrebatador. Emma olhou sem entender para garota. –Emma, eu só acho que você deveria deixar esse seu lado maduro demais para poder fazer as suas reais vontades.
-Eu... Eu não posso Lucy!
-Claro que pode! É uma questão de escolha Emma. Você não pode se sempre assim, se não nunca será feliz.
-Eu tenho medo. –Emma disse baixinho.
-Tudo dá para dar a volta por cima. Então, não precisa ter medo. Se você tiver amigos por perto, tudo se torna mais fácil.
-O problema é esse, eu não tenho amigos.
-Você é quem sabe. Olhe a sua volta, eu vim aqui porque? Porque eu confio em você, e se o Liam ama você, você logo já se torna minha amiga. Eu vim aqui porque eu quero o seu bem.
-Você... –Emma bateu em sua testa e fechou os olhos. -Ai você tem razão. –Foi como um choque. Ela de repente sentiu-se mais segura, foi como se agora ela pudesse ver com clareza. Estava obvio! Emma sabia oque fazer. Ela sabia que deveria dar um tempo ao Liam, mas sua real vontade era de ir agora atrás dele e dizer tudo oque sente.
Lucy sentia-se orgulhosa, não era a primeira, nem a segunda, muito menos a terceira vez que ela ajudava alguém a abrir os olhos. Sentia-se feliz por ajudar as pessoas.
(...)
Após separar algumas roupas quentes que Zayn deixava em seu armário antes de... Pegou as roupas uma toalha enorme e uma nova boxer, separou o secador de cabelo e os acessórios higiênicos colocou Liam apenas de cueca dentro de sua banheira de hidromassagem, colocou sais de banho, e muita espuma. Queria o bem estar de Liam, antes de conversar com ele, ela sentia que deveria deixa-lo relaxado, achava que um bom banho de agua quase fervente ira ajuda-lo a abrir-se melhor com ela depois. Ela não sabia que estava absolutamente correta. Deixou-o tomando banho, e saiu a passos apressados.
Liam estava contente por ter uma garota tão especial como melhor amiga, mas nada que se comparasse com a dor que o buraco em seu coração sentia. Manu tinha razão, afinal ela sempre tem, um bom banho o ajudou a livra-lo mesmo que por um tempo, o peso do arrependimento. Liam achava que não haveria cura para oque estava sentindo. Mas oque ele não sabia, é que, existe sim. E está a dois passos dele. A verdadeira amizade.
O moreno se enxugou após terminar seu longo banho de quase um hora. A agua da banheira já estava fria, mas nada que incomodasse Liam.
Vestiu-se com as roupas de seu amigo. E pensou em como estava sendo exagerado, ele apenas havia levado um fora, mesmo que fosse um fora da garota que ele mais amou em seus dezoito (gente finge que ele ainda não fez aniversario ok?) anos de vida. Manu e Lucy haviam sofrido muito mais do que ele! Manu já havia ficado em coma por três longos meses, já havia pego seu ex tranzando com uma garota qualquer, já havia levado um fora de Zayn por telefone e agora tinha que aguentar ele e Perrie se pegando em algum lugar, e Lucy, Lucy já havia sido estuprada em um ônibus, havia se perdido de casa até encontrar um anjo chamado Manuela. Ele estava sendo mesquinha, tanta gente já havia sofrido muito mais do que ele e ele estava aqui chorando feito um bebe, ele tinha de ser forte, ser forte por seus amigos.
Liam juntou forças e saiu do banheiro com um sorriso, poderia até ser falso, mas não era, era verdadeiro, ele estava feliz, feliz por ter amigos verdadeiros com ele.
Manu estranhou o fato de Liam estar sorrindo, mas seu sorriso era tão radiante que a fez sorrir também. Ele sentou do lado de Manu, esboçou um obrigado, e a abraçou-a como se ela fosse a coisa mais importante para ele, e sim, de fato era, sua melhor amiga.
A morena sentia-se feliz, porque como foi dito anteriormente, nada mais valia do que a felicidade daqueles que ela ama. Nada mais, ela podia estar caindo de um penhasco, mergulhando em acido sulfúrico, mas apenas com um sorriso verdadeiro ela logo sentia-se feliz, e toda a dor iria embora.
Niall e Mari decidiram que não deveriam pensar nos dois porque logo eles se resolveriam. Os dois mortos de fome decidiram ir comer em alguma lanchonete qualquer. Deixaram seus amigos no karaokê e foram comer. Niall nunca achara alguma menina que fosse tão apaixonada por comida quanto ela, e dessa forma ele se encantou de primeira por ela. Mari sentia-se principalmente feliz, por ter um garoto, além de bonito, que fosse apaixonado por comida tanto quanto ela. Estava feliz por ter encontrado seu ídolo, estava feliz. Mas também, em parte preocupada, com sua irmã. Mari estava incrédula, não acreditava que Emma poderia ter recusado uma proposta tão tentadora quanto aquela. Logo ela que dizia que algum dia iria se casar com Liam, ter vários filhos, etc? Mari, do jeito que conhecia a irmã, sabia que seu lado responsável falara mais alto. E torcia para que Lucy conseguisse fazer com que a cabeça dura de sua irmã tomasse a decisão certa.
(...)
Liam contara tudo oque sentia para Manu, e ela ouvira atentamente e no final apenas abraçou Liam com todo o carinho que ela tinha por ele. Ele quase que de imediato sentiu-se melhor. Ficaram conversando baboseiras, ele desabafando com ela e ela desabafando com ele. Era um favor que se davam. No momento o que os dois mais precisavam era apenas um ombro amigo para se reconfortar.
Lucy deixou Emma no hotel e foi para casa de seu namorado, afinal ela sabia que Liam e Manu precisavam de um momento só para conversar.
Lucy Pov
Aiai eu sou demais né? Um anjo em pessoa, ok exagerei. Relevem, eu to feliz poxa!
Toc toc.
-Quem é?-Hazza gritou lá de dentro. Folgado! Aposto que ele tá pelado, esparramado no sofá comendo besteiras.
-A pessoa mais linda do mundo! –Eu cantarolei feliz.
-Tem um clone de mim ai?- Fechei meu sorriso e rolei os olhos.
-Amoor! Não vai abrir pra mim não? –Eu disse com as voz escorrida.
-A chave tá debaixo do tapete.
-Como se eu não soubesse.
-Se sabe então porque não abriu de primeira?
-Porque eu queria que você levantasse essa tua bunda enorme do sofá e viesse receber sua namorada.
-Já to indo.
Depois ele abriu a porta e antes que eu percebesse eu já estava colada na porta para o lado de dentro com suas mãos na altura da minha cabeça. Nossos corpos estavam colados, e eu sentia seu hálito de menta batendo em meu rosto. Quando faltavam menos de um milímetro para nossas bocas se tocarem eu passei por debaixo de seus braços. Me sentei no sofá e fiz bico. Confesso que eu desviei o olhar para sua conta um vez. Mais foi só uma!
-Minha bebezona ficou braba é? –Ele disse todo fofo se sentando no sofá. Fiz um bico maior ainda e fiz que sim. Como uma criança mimada. –Não faz esse bico ai se não eu não resisto.
Molhei meus lábios e fiz o bico. Ele deu uma risada gostosa, mordeu meu lábio e puxou pra ele. Comecei a gargalhar.
-Bobo.
-Gostosa.
-HARRY! –Arregalei meus olhos e bati nos cachos dele. Ele riu e mordeu minha bochecha.
-Ai canibal! –Esfreguei minha bochecha com as costas da mão. Ele riu mais alto. –Tá rindo do que peste?
-Você é tão linda sabia? –Ele disse olhando nos meus olhos. Corei e sorri olhando para os meus pés. Ele levantou minha cabeça e me deu um beijo no queixo e depois mordeu.
-Você gosta de me morder hein? –Eu disse rindo e ele me olhou com uma cara safada. Olhei para seu membro e ai eu me toquei que ele estava pelado.
Ai
Meu
Pai.
-Vai colocar uma roupa menino!-Eu disse cobrindo os meus olhos. Ele gargalhou e saiu saltitando. Ri da bobeira dele e deitei no sofá.
-Pronto madame! –Ele disse parando na minha frente. Olhei a roupa que ele vestia e comecei a ter uma acesso de riso. http://www.blogdamulher.com/files/2011/12/Fantasia%20de%20Bombeiro.jpg
-HAZZA! –Eu disse colocando a mão na boca e rindo. Ele começou a rir.
-Comprei uma pra você também! http://www.sejalojas.com.br/imagem/index/414028/G/thumb_41493_890730_0_35ac5c1231863ab3587f40a3863bf234.jpg Ele deu uma gargalhada gostosa.
-Eu não vou colocar isso nem que me paguem.
-Por favor! –Ele fez cara de cachorrinho que caiu da mudança. Revirei os olhos.
Ok, se ele quer me provocar eu também posso né? Peguei a “roupa” da mão dele e me troquei no banheiro. Escovei meus dentes, penteei meu cabelo e chequei tudo.
-Hazza? –Eu disse com voz sensual (ou pelo menos tentei né). Ele se virou e se deparou comigo escorada na porta mordendo o lábio. Ele respirou fundo tentando se concentrar. Fui chegando mais perto e abracei ele, colando bem nossos corpos.
Pam! A porta abriu e duas pessoas nos encararam. Olhei para Hazza como se dissesse “fudeu”
Notas finais
Amo vocês minhas anginhas
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