All We Need Is Love
15 You make me smile
Notas iniciais
— Agora que as crianças estão dormindo e estamos a sós, o que acha de aproveitar um pouco? — Regina segurava uma garrafa de vinho, duas taças e uma toalha de piquenique.
— Acho uma ótima ideia. O que vamos fazer?
— Vem comigo — Os dois foram para o jardim, onde a rainha estendeu a toalha em baixo de uma árvore — Nós vamos nos sentar, beber um bom vinho e apreciar um pouco o momento.
Eles se sentaram e ela serviu a bebida — Como está se sentindo? — O arqueiro perguntou.
— Como assim?
— Quero dizer, vem acontecendo tanta coisa nos últimos dias e você parece passar por tudo isso facilmente.
— Estou lidando com as coisas da melhor maneira que posso e espero que tudo isso vai acabe logo para podermos finalmente aproveitar a vida sem medo.
— Nós já estamos fazendo isso agora, não? Ou pelo menos tentando?
— Sim, mas é diferente, a qualquer momento Morgana pode atacar e ainda não sabemos como nos defender — Ela parou de falar e começou a beber.
— Vamos fazer o seguinte: tentar viver o momento, como você disse. Sei que está preocupada mas tente relaxar, só por essa noite.
— Tudo bem. É isso que estou tentando fazer, mas estou começando a me preocupar com Zelena. Eu a deixei lá faz muito tempo, ela disse no caminho que usaria magia para voltar caso precisasse. E se algo aconteceu?
— Não se torture com isso, como você mesma disse aquela hora, ela é adulta e tem magia, além do mais ela é tão forte quanto você. Provavelmente eles fizeram as pazes.
— Você está certo — Ela encheu os copos novamente e tornou a beber — Obrigada, por tudo. Por sempre estar comigo, por sempre me ouvir e me dizer coisas maravilhosas, por me fazer sorrir.
— Eu vou estar com você, sempre. Pois eu te amo.
— Eu também te amo, Robin — Ela o beijou e ambos deixaram as taças de lado. O arqueiro passou a mão pelas costas dela, com a intenção de trazer-la mais para perto, mas ele acabou deitando com ela por cima.
Eles só se separaram quando precisaram de ar, a rainha se deitou ao lado de seu amado e segurou sua mão — Tem algo que eu não lhe contei...Quando eu era jovem conheci uma fada chamada Tinkerbell, naquela época eu estava tão sozinha e ela roubou um pouco de pó de fada para me ajudar a encontrar meu verdadeiro amor. Nós acabamos indo parar numa taberna, mas eu nunca vi a face desse homem, pois fiquei com medo e fugi. Porém eu vi sua tatuagem — Ela começou a passar a mão levemente pelo local onde o desenho estava.
— Era eu? — Ele perguntou sem acreditar.
— Sim...
— Isso é...maravilhoso.
— Sim! Minha mãe e eu voltamos para a Floresta Encantada pois eu estava decidida a encontrar esse homem, mesmo não tendo noção de por onde começar. Até o dia que encontrei Roland e de alguma forma me levou até você, como se fosse...
— O destino?
— Mais ou menos isso.
Os dois começaram a rir. Estavam tão apaixonados e nada, nem ninguém poderia destruir aquele sentimento — Olhe, uma estrela cadente — Ele apontou para o alto — Faça um pedido.
— Eu não acredito nisso.
— Nem eu, mas não custa nada pedir.
— Okay — Ela fechou os olhos e ele também — Pronto. O que pediu?
— Que nós sejamos felizes para sempre. E você?
— Que nós possamos ter um família — Ela falou tom baixo e se aninhou no peito dele.
Robin entendeu o que a rainha quis dizer, eles já tinha uma família, o que ela realmente queria era uma criança com ele — Nós já temos uma família Regina, uma grande e bela família, mas eu entendo você. Lembra o que Merlin disse? Há uma solução neste mundo e quando tudo isso passar, nós vamos encontrar. Juntos.
Ela começou a chorar e ele a abraçou, desejando poder protegê-la de toda a dor. — Eu... Eu apenas não consigo acreditar. Ele disse que tem uma pequena chance, mesmo assim não consigo acreditar. Me sinto tão vazia, tão incapaz. Como se tivesse falhado com você.
— Não! Nunca, me ouça bem, nunca diga isso novamente. Nós vamos encontrar uma maneira e vamos ter nossa criança — Ele beijou a testa dela delicadamente.
— Eu te amo tanto — Ela disse.
— Eu também te amo, muito.
O arqueiro ficou a observando por algum tempo — O que foi? — Ela perguntou.
— Eu estou apenas apreciando sua beleza.
Eles se beijaram como se o mundo estivesse chegando ao fim. Sem que os dois percebessem a rainha já estava em cima de Robin enquanto suas mãos começaram a percorrer o corpo dela. "Eu devo ser o homem mais sortudo de todos os mundos" Ele pensou quando ela começou a desabotoar sua camisa — Não, Não! — A rainha parou.
— O que aconteceu?
— Nós estamos no meio do jardim, qualquer um pode nos ver.
— Eu esqueci completamente de onde estávamos.
— Eu também — Eles riram — Vamos lá para cima — Com um pequeno movimento da mão eles estavam não cama dela, ainda na mesma posição — E agora deixa eu apenas colocar um pequeno feitiço para não corremos o risco de sermos ouvidos — Ela lançou o feitiço e Robin aproveitou para trocar as posições.
— Eu esperei por esse momento desde que nos conhecemos — O ladrão disse, fazendo Regina sorrir.
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Ela acordou com a luz do sol em seus olhos, ela havia esquecido de fechar as cortinas. A noite anterior não havia sido um sonho, foi real, ele estava ali e eles haviam feito amor. As mãos do arqueiro ainda estavam envolta da cintura dela, a segurando bem perto e eles ainda estavam nus de baixo dos lençóis. Regina tentou se mover sem acordar-lo, mas não conseguiu — Bom dia, milady.
— Bom dia — Ela virou para poder observar-lo.
— Então, como está se sentindo?
— Como uma nova mulher. Uma maravilhosa, incrível, realizada e amada mulher. E você?
— O homem mais feliz desse mundo.
Eles riram e se beijaram- Eu estou me lembrando daquele dia, no rio quando nos beijamos pela primeira vez — Regina disse sorrindo.
— Eu me lembro muito bem, mesmo parecendo que foi a anos atrás. Você foi tão corajosa ao tirar a roupa na frente de um estranho. Eu amei isso.
Ela enterrou a cabeça no travesseiro — Nem me lembre disso, que vergonha.
— Não! Eu lembro bem de pensar sobre o quão bela você era e eu tive que lhe beijar
— E eu estraguei tudo fugindo, novamente.
— Eu acho que tudo é uma questão de tempo e aquele não era o momento certo.
— Concordo e agora é o momento certo... novamente, certo?
— Sim, com certeza.
Eles se beijaram se novo e Robin a puxou para cima dele — Você acha que podemos ficar mais um pouco na cama? — Ele começou a beijar o pescoço dela.
— Sim... — Ela soltou um gemido baixo.
— Mãe! — Henry chamou e bateu na porta, fazendo os dois congelarem — Você tá acordada? Roland e eu queremos tomar o café da manhã!
— Sim! Nós estamos com fome! — O mais novo disse.
— Eu já vou descer, me da cinco minutos — Ela respondeu.
— Okay.
— Acho que deveríamos levantar agora.
— Nós temos cinco minutos...
— Que nós deveríamos usar no chuveiro.
— Chuveiro?
— Vem comigo, eu vou te mostrar.
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