Notas iniciais
Volteiiiiii E com algumas descobertas esclarecedoras nesse cap

– Então, já estamos em Storybrooke. O que vamos fazer agora? — Vivien perguntou. As duas estavam numa cabana que ela havia "construído" com magia.

– Não sei. Talvez seja melhor esperamos — Morgana respondeu.

– ESPERAR? — A menina gritou — Nós estamos seguindo eles desde Avalon! Você não tem um maldito plano?

– Eu tinha! Mas eles descobriram e estragaram tudo vindo para cá.

– E não tinha um plano b? — Morgana a ignorou e começou a andar pela cabana, sendo seguida por Vivien — Pelo visto não. Está tão cega por vingança que nem sabe o que fazer.

– EU SEI O QUE FAZER! — Ela gritou — Só preciso que você me ajude.

– Eu não tenho escolha — Murmurou — O que vai fazer?

– Você já vai saber.

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Enquanto isso Cora e Merlin terminavam de colocar feitiços de proteção em volta da casa — Isso deve ser o suficiente por agora. Elas não poderiam nos localizar com nenhuma espécie de feitiço e caso consigam de outra maneira, estaremos protegidos de ataques surpresas — O feiticeiro falou.

– Eu estou preocupada.

– Com as meninas?

– Com as meninas, com as crianças, com você, comigo, com todos. Não quero arriscar a vida de todos por causa de um erro meu.

– Primeiro, Morgana quer se vingar de nós dois, a culpa não é totalmente sua. Segundo, elas são duas contra nós todos, por mais poderosa que aquela menina possa ser.

– Não acho justo envolvemos ninguém além de nós nisso.

– Sei que é seu instinto protetor falando, mas acho que vai ser impossível deixar as meninas fora disso.

– Elas já estão aqui? — A mulher perguntou.

– Sim. Numa cabana bem escondida na parte sua da floresta. Eu sei que está pensando em ir lá.

– Realmente estou.

– Não faça isso, eu te suplico.

Ela percebeu o quanto ele estava com medo de ela ir até lá — Tudo bem.

– Você está mentindo.

– Eu não vou atrás delas! Mas acho melhor decidirmos o que fazer e logo.

– Pensei em usarmos a tinta de lula, como na história do livro.

– E onde conseguimos isso?

– Tem uma pessoa que me deve um favor e ela pode conseguir, volto dentro de pouco tempo — Dito isso o mago sumiu.

Cora não sabia se Merlin realmente havia acreditado ou se e estava fingindo, mas não importava. Iria atrás de Morgana e terminaria o que começou, sozinha.

Ela foi até a sala e encontrou Regina e Henry tentando explicar para os novos moradores o que era um filme — Mãe, vem assistir essa coisa com a gente — Zelena chamou, fazendo ela rir.

– Eu adoraria, mas estou cansada, vou subir e descansar um pouco.

– Tudo bem.

Ela odiou mentir para sua filha, mas era necessário. Foi até o quarto onde estava dormindo antes de ir para a Floresta Encantada, trancou a porta, para evitar suspeitas e se teletransportou para o cofre de Regina. Havia algo ali que a ajudaria a descobrir exatamente onde Morgana estava.

Enquanto isso na mansão Mills, depois de algumas explicações e muitas pergunta, maioria delas de Zelena, que tinha horas que parecia uma criança, eles finalmente conseguiram se sentar para assistir o filme. Porém algum tempo depois alguém tocou a campainha e Regina foi abrir.

– O que está fazendo aqui? — Ela gritou assim que viu Charlie, sua irmã havia contado o que aconteceu.

– Eu preciso falar com Zelena.

– Como você se atreve a aparecer aqui depois de tudo que fez a ela? De todas as mentiras que contou? Desde a primeira vez que te vi sabia que não era confiável, eu deveria arrancar seu coração e...

– Regina, deixa, eu vou falar com ele — Zelena falou atrás de sua irmã. A morena revirou os olhos e voltou para sala — O que quer?

– Pedir desculpas. Eu sei que devia ter contado a verdade desde o começo...

– Pare com isso, eu não quero ouvir. Me deixe em paz — Ela ia fecha a porta mas o rapaz pôs o pé impedindo de fechar.

– Por favor Zelena, eu preciso te contar o que aconteceu.

Ela fechou os olhos e contou mentalmente até cinco, coisa que fazia para se acalmar — Tudo bem, fale.

– Não aqui, tenho muito coisa para contar. Venha jantar na casa de meus pais, hoje às nove, este é o endereço — Ele lhe entregou um papel — Se não souber onde fica pergunte à sua irmã, mas por favor, venha.

– Eu pensar — Eles se despediram e a ruiva voltou para a sala bem animada.

– O que aconteceu? — Regina perguntou estranhando a mudança repentina de humor da irmã.

– Nada. Você sabe onde fica esse lugar?

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Cora havia terminado de preparado uma poção localizadora e estava atrás de um colar que estava escondido entre suas coisas no cofre, aquele adorno era a única coisa que tinha de sua irmã. Quando cada uma nasceu, seus pais lhe deram um colar exatamente iguais, exceto pelos pingentes: o de Morgana era uma lua e o de sua irmã, uma estrela. Porém, quando as duas eram crianças elas trocaram, com o pensamento de que sempre estariam uma com a outra enquanto usassem eles. Cora esperava que ele ainda funcionasse para achar Morgana.

Quando finalmente encontrou o pequeno baú, que continha seu cordão e o de sua irmã, ela se apressou para jogar toda a poção no objeto que outrora fora de sua irmã.

Ele começou a flutuar para saindo e Cora o seguiu, depois de alguns minutos ele caiu no chão, ela o colocou no pescoço e viu que estava em frente a uma cabana, bem escondida dentro da floresta. De longe dava para ouvir alguns gritos, mas não parecia de alguém sendo machucado e sim de alguém com muita raiva, uma mulher. Ela esperou um pouco e eles cessaram, a porta foi aberta e Vivien saiu correndo de lá, como estava escuro, Cora conseguiu se esconder atrás de uma árvore e logo a menina passou por ela e desapareceu floresta a dentro.

Aquela era a oportunidade perfeita, ela foi até a cabana e entrou sem medo — Já voltou? Apesar de todo esse poder, você ainda depende muito de mim, tão patética — Morgana estava sentada numa poltrona de costas para a porta.

– Sou eu, querida irmã — Usou seu melhor tom sarcástico — E você não deveria falar assim com Vivien, ela é só uma criança e é sua filha!

– Não venha querer me dar uma lição sobre criação de filhos. Afinal, você abandonou uma e fez da vida da outra um inferno... Acho que a verdinha teve mais sorte de não ter crescido sofre seus cuidados — Morgana provocou.

– Você não pode falar nada, provavelmente Vivien só nasceu porque você precisa dela para conseguir sua vingança — A mais nova retrucou, parecendo atingir a outra por um momento com aquelas palavras.

– Afinal, o que veio fazer aqui? — Ela pareceu ter ignorado tudo que sua irmã falou.

– Vim terminar o que começamos, sozinhas.

– E acha que podemos simplesmente se sentar e conversar sobre o passado como se não fosse algo tão grave?

– Talvez. Pra que tentarmos nos matar? Arriscar a vida de nossas filhas? O que isso vai adiantar?

– Eu terei minha vingança e poderia finalmente viver em paz.

Cora riu — Vingança? Paz? As vezes parece que eu sou a irmã mais velha, você nunca vai conseguir viver em paz depois de conseguir sua tão querida vingança, tudo que ira conseguir é um vazio... Eu sei como é isso, esse desejo por vingança, de causar mal a quem um dia te fez algo grave. Eu já me vinguei de alguém que me humilhou uma vez. Ou pelo menos achei que era uma vingança, mas aquilo não valeu de nada, aquele vazio continou ali e eu só consegui preencher ele agora, com minhas filhas ao meu lado.

– Me poupe Cora, quando você ficou tão tosca assim? Ou está com medo? — Ela sorriu malignamente — Está com medo, eu sabia, tem medo de que eu machuque suas preciosas filhas...

– Tudo bem. Eu não queria chegar a esse nivel — Cora conjurou uma bola de fogo.

Morgana tentou jogar-la contra a parede, mas o feitiço não funcionou e na mesma hora o colar no pescoço da mesma começou brilhar — Você... Você ainda guarda isso...

– Sim, é a única que tenho sua — Ela respondeu sem acreditar no que havia acontecido: o cordão havia repelido o feitiço e além do mais parecia ter feito sua irmã raciocinar um pouco, porém não por muito tempo, logo ela pegou um cordão no bolso de suas vestes, ele se parecia com seu antigo; exceto pelo pingente que era uma lua e uma estrela juntas.

– Vivien, volte para a cabana, agora — Ela sussurou para o colar.

Foi então que Cora entendeu o porquê de Vivien ser daquele jeito — Você a controla.

– Nossa! Só agora que percebeu? Achei que era mais esperta. Sim, eu a controlo, graças aquele colar que trocamos na infância, ele só precisou de alguns ajustes.

– Isso é tão baixo, você transformou aquela menina num mostro!

– Não — A menina apareceu na porta com uma bola de fogo na mão, pronta para ser lançada — Ela apenas me guiou para que eu me tornasse quem realmente sou.

Cora sabia que não conseguiria enfrentar Vivien sozinha e não sabia se o cordão a protegeria da menina, então se teletransportou para longe dali.

Notas finais
Então, espero que entendam porque Vivien é desse jeito e eu nunca disse que Morgana era uma boa mãe sksksks