All We Need Is Love
6 Shirtsleeves
Notas iniciais
Regina procurou sua mãe pelo castelo inteiro, mas ela não estava em lugar nenhum. Então resolveu procurar do lado de fora, e a encontrou sentada perto do rio.
– Quer conversar? — Ela perguntou se sentando do lado de sua mãe.
– Não, eu vou ficar bem.
– Eu não queria trazer ele, conseguiria outro jeito de te salvar, mas Zelena disse que todos mereciam uma segunda chance.
– Agradeço por terem me salvado e apesar de tudo eu acabo de descobrir que Merlin é pai de uma das minhas filhas. Que incrível, não é? — As duas riram.
– E agora? O que vai ser?
– Não sei. Zelena já deve estar sabendo da verdade e se ela quiser perdoa-lo, eu não vou ser contra.
– Tenho certeza que ela vai fazer isso. Zelena mudou, ela te perdoou e vai perdoa-lo também.
– Tem razão.
Elas ficaram em silêncio e Cora percebeu que sua filha estava preocupada com algo — O que foi? — A mais velha perguntou.
– Nada.
– Não minta para mim, Regina.
– Quando nós estávamos saindo de Avalon uma feiticeira apareceu, ele não me disse quem é ela e acho que ela se parecia com... — Ela olhou para Cora e finalmente lembrou com quem Morgana se parecia — Você — Completou a frase surpresa com sua "descoberta".
A ruiva riu — Comigo? Tem certeza?
– Sim. Merlin a chamou de Morgana.
Cora gelou ao ouvir aquilo. Morgana, a quanto tempo não ouvia aquele nome, e com certeza não queria ter ouvido agora. Ela se levantou rapidamente — Tem certeza que foi esse nome que você ouviu?
– Sim. Quem é ela, mãe?
– Preciso falar com ele. — Cora despareceu numa nuvem de magia roxa.
– Mãe! — Regina gritou e também desapareceu usando magia.
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Enquanto isso Zelena havia feito a mesma coisa que sua mãe: corrido para longe daquele quarto. Ela correu por um bom tempo até perceber que está perdida, isso era bom, já que precisava ficar sozinha. Andou até o final do corredor onde estava e encontrou uma escada, no topo havia uma porta de ferro que ela precisou usar todas sua força para abri-la e lá encontrou um aposento totalmente sem janelas, e havia uma cama. A ruiva fechou aquela porta, a selou com magia, se sentou na cama encostando as costas na parede e se permitiu pensar no que acabara de descobrir: Merlin era seu pai! Por isso Regina estava tão relutante em trazer-lo, agora ela começava a se arrepender por não ter a ouvido.
– Zelena — Ela ouviu Charlie chamar e bater na porta alguns minutos depois.
– Pode entrar — Ela destrancou a porta.
O rapaz entrou e se sentou na cama, ao lado da ruiva. Mesmo se conhecendo a alguns dias, os dois começaram uma amizade que parecia ter anos. — Precisa conversar? — Ele perguntou.
Ela confiava nele desde o primeiro momento e não havia precisado usar nenhum feitiço, apenas seus instintos — Acho que sim.
– Imagino como deve ser difícil. Não sei se entendi muito bem, mas parece que aquele tal de Merlin e seu pai e sua mãe tem muita raiva dele, certo?
– É isso, bem, a história é muito mais do que isso. — Zelena pensou um pouco e resolveu contar o que sua mãe havia lhe contado sobre seu pai.
– Agora eu entendo o porquê de você ter saído correndo.
– Sim, sei que ele vai pedir desculpas por tudo e eu ainda estou tentando processar o fato de ele ser meu pai.
– Você iria perdoa-lo?
– Não sei. Eu quero muito, mas sinto que não devia. Ele mentiu para minha mãe e a abandonou grávida, se eu perdoar ele, será como se tivesse traindo ela. — Então ela se permitiu chorar.
Charlie passou o braço pelo ombro de Zelena e a trouxe mais para perto, deixando-a encostar a cabeça em seu ombro.
– Posso te fazer uma pergunta? — Zelena perguntou alguns minutos depois.
– Pode.
– Você já se apaixonou alguma vez? — Perguntou tentando mudar de assunto.
Charlie ficou em silêncio pensando na melhor resposta. A ruiva levantou a cabeça e olhou para ele — Desculpe se fui indelicada.
Ele sorriu — Não, tudo bem, eu só estava pensando na resposta, e não, eu nunca me apaixonei, não de verdade. E você?
– Já, mas isso foi a muito tempo — Ela não disse mais nada, então ele entendeu que não era para fazer perguntas sobre aquilo
– Está melhor agora?
– Sim, obrigada por ficar aqui comigo.
– Você salvou minha vida, é o mínimo que eu posso fazer. — Ela sorriu em resposta.
– Como eu disse antes, foi a coisa certa a se fazer.
Os dois ficaram olhando um para o outro — Você fica mais linda ainda quando sorri — Zelena sentiu seu rosto esquentar. Tinha certeza que havia ficado vermelha, mas não era sua culpa, ela não recebia um elogio tão sincero a muito tempo — Acho que poderia te beijar.
– O que está esperando então? — Ela respondeu sem pensar. Charlie a puxou para mais perto e a beijou.
Aquela com certeza foi uma das melhores sensações que Zelena sentiu na vida, todos os problemas pareciam ter sumido e existiam apenas os dois no mundo.
Eles se separaram quando precisaram de ar, só então Charlie percebeu que a ruiva estava de olhos fechados — Está tudo bem?
Ela abriu os olhos — Não poderia está melhor — Dessa vez ela capturou os lábios dele em outro beijo.
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