All We Need Is Love
25 Epilogue
Notas iniciais
O dia finalmente havia chegado, depois de anos de espera e papeladas, eles haviam conseguido adotar uma criança. Uma linda menina de apenas 6 semanas de vida, que eles nomearam Alice.
Tudo começou depois do casamento de sua Zelena e Charlie. Eles foram morar numa casa que ele havia comprado e Cora havia se mudado para uma outra casa a algumas quadras dali. Então Regina notou como a casa havia ficado vazia, mesmo ainda tendo Henry, Roland e Robin. Para ela era estranho não ter a irmã ali, nem que fosse para perguntar como algo daquele mundo funcionava ou a fazendo rir quando via algum filme da Disney e dizia que a história verdadeira não era daquele jeito. Já Cora lhe fazia uma falta que nunca imaginaria, mesmo morando perto e estando lá sempre que precisassem, não era a mesma coisa. Numa noite, quando o casal estava se preparando para dormir, Robin percebeu que algo estava errado — Aconteceu alguma coisa? — Perguntou se deitando na cama.
— Não... É só que a casa parece um pouco quieta, não acha?
— As crianças estão dormindo, acho que essa é a hora que a casa fica quieta — Ele respondeu sem entender muito bem o que ela queria dizer.
Regina riu — Não nesse sentindo. Acho que a casa está um tanto vazia sem minha mãe e Zelena.
Ele finalmente entendeu o que estava acontecendo — Você sente falta delas.
— Sim, mas eu as vejo todo dia. É só que depois que elas foram embora eu percebi esse vazio... É como se algo além delas estivesse faltando — Ela sabia o que estava faltando, mas não queria dizer em voz alta.
Robin estava quieto, tentando achar uma maneira de falar o que queria sem magoá-la, pois percebeu que eles estavam entrando naquele assunto que ainda era um tanto delicado — Regina, eu venho pensando em algo a algum tempo , mas não tive coragem de dizer.
— O que foi? — Ela perguntou com um pouco de medo.
Ele segurou as mãos dela, numa tentativa de acalmá-la — O que acha... Eu acho que nós deveríamos adotar uma criança.
— Robin...
O arqueiro percebeu pelo tom de voz dela que não deveria ter falado isso — Me desculpe, eu não deveria ter falado sobre isso, esqueça.
— Não, tudo bem — Ela sussurrou — Eu mesma já havia pensado nisso algumas vezes, mas... não sei.
— Isso é difícil, eu sei, mas pense nisso milady. Você sabe que uma criança talvez ajude a preencher esse vazio.
— Você tem razão. Só que não é tão fácil, pode demorar anos e nós temos que ter certeza de que estamos preparados.
— Nós estamos.
— Não, nós queremos uma criança, é diferente.
Ele entendeu o que a rainha queria dizer — Nós precisamos ter certeza que estamos preparados para essa mudança.
— Exato. Isso provavelmente vai levar um tempo e nós precisamos pensar muito e contar as crianças, mas se nós realmente quisermos isso e estivermos dispostos a passar por todo o procedimento, nós vamos conseguir, tenho certeza.
O arqueiro a abraçou – Sim, nós vamos.
Levou quatro meses até eles terem certeza que estavam preparados, contar para a família e entrar com o pedido de adoção. Não foi um processo fácil, apesar de eles terem sido definidos com candidatos perfeitos, levou quase três anos.
Durante o primeiro ano eles estavam bem esperançosos.
No segundo um pouco menos e muito mais ansiosos. Foi no meio daquele ano que Zelena descobriu que estava grávida e apesar de Regina ter ficado muito feliz por ela, não pode deixar de sentir um pouco de inveja e de ficar envergonhada por isso.
No começo do terceiro ano eles já haviam perdido quase toda a esperança, mas continuavam esperando.
Então numa manhã de sábado, que parecia ser apenas outro normal, Regina estava colhendo algumas maçãs da sua árvore com ajuda dos meninos para fazer sua famosa torta, quando sua mãe apareceu magicamente dizendo que Zelena estava no hospital e a criança provavelmente nasceria em algumas horas. E três horas depois ela deu a luz a uma linda menina, nomeada Agnes.
Horas depois, quando ainda estava no hospital, Regina recebeu uma ligação: Haviam encontrado uma criança.
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— Deixa que eu pego as malas — Robin disse saindo do carro.
— Eu pego nossa princesa — A rainha já estava tirando a menina da cadeirinha. Mesmo depois daquelas duas semanas que eles já haviam passado com ela, Regina não deixava de se encantar sempre que a pegava no colo. — Vamos conhecer a casa — Ela disse para a menina que respondeu com um barulho, como se entendesse algo.
Quando abriu a porta, eles foram surpreendidos com uma bela faixa escrito "Bem vinda, Alice" e o que parecia uma arrumação para uma festa, exceto pelo fato de não ter ninguém.
— Olá? Crianças? — Regina chamou
— Estamos na cozinha! — Henry gritou — Mas a vovó disse para vocês não entrarem aqui.
— Por quê?
— Porque nós estávamos preparando uma festa surpresa que talvez esteja bem atrasada. Sua irmã também está vindo — Cora saiu da cozinha. Alice pareceu estranhar mulher que vinha em sua direção, mas logo abriu um sorriso — E você dever ser a Alice — Ela brincou com a menina, que logo começou a gargalhar.
Logo Henry e Roland apareceram na sala, o mais velho correu para abraçar sua mãe e o mais novo membro da família. Roland um pouco distante, parecendo um pouco nervoso, o que não passou despercebido pelo casal. Eles haviam conversado com os meninos sobre a nova criança que entraria na família, principalmente com o mais novo, pois precisaram explicar o que era adoção, mas mesmo assim eles só teriam noção de como ele iria reagir naquele momento.
— Roland, vem conhecer sua irmã — Robin chamou. O menino pareceu estar com medo, mas logo foi até eles.
— Ela é tão pequena! — Disse enquanto brincava com a irmã.
Nessa hora a campainha tocou e Cora foi abrir.
— Aqui estamos! — Zelena entrou segurando a pequena Agnes, sendo seguida por Charlie — Onde está minha sobrinha?
— Eles estão na sala. Achei que vocês não chegariam nunca, o que aconteceu? — Cora perguntou.
— Desculpem nosso atraso, mas é muito difícil de sair de casa com um bebê — Respondeu Charlie.
— Agora nós podemos comer? — Henry perguntou.
— Claro, mas antes disso precisamos tirar uma foto — Cora disse enquanto procurava sua camera fotográfica, tirar fotos havia virado seu novo hobby e talvez se tornasse algo mais — Okay, todos em frente ao sofá sorrindo, vão ser cinco fotos, então mantenham as posições — Ela posicionou, configurou o temporizador da câmera e foi para o seu lugar.
Eles acabando tendo que tirar mais cinco fotos, pois nenhuma das primeiras ficou boa — parecia ser impossível tirar fotos boas como os bebes — mas no final eles acabaram conseguindo uma que Cora disse está perfeita. E logo depois eles foram comer e aproveitar a pequena festa.
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Eram quase sete horas da noite quando a festa acabou. Zelena, Charlie e Agnes haviam ido embora. Cora havia arrumado a bagunça com a ajuda dos meninos e depois os três seguiram para casa dela — já que os meninos haviam insistido em ir dormir lá e ela adorava isso. Enquanto isso Regina havia subido com Alice para tentes fazer-la dormir.
— Ela ainda está acordada? — Robin perguntou baixinho ao entrar no quarto.
— Sim — Regina estava deitada em sua cama com a pequena ao seu lado — Acho que ela não está com sono ou eu não estou conseguindo fazer-la dormi.
— Deixe me tentar — Robin a pegou no colo e ficou caminhando pelo quarto, cantarolando baixinho. Alguns minutos depois ele colocou uma Alice adormecida na cama.
— Como fez isso?
— Acho que ela gosta do balanço, Roland durante uma época só dormia assim.
— Já Henry só dormia no berço. Você acha que seremos bons pais? — Ela perguntou.
— Claro que sim, Regina. Por que essa pergunta agora?
— Não sei muito bem. Nós passamos esses três anos tendo a certeza de que estávamos preparados, mas agora que ela está aqui é que nós vamos saber realmente. Odeio admitir, mas isso me assusta.
— Nós vamos ser os melhores pais do mundo — Ele se deitou ao lado dela — Na verdade nós já somos.
— É verdade — Ela riu — Ainda não acredito que conseguimos chegar até aqui, depois dos vilões que nós tivemos que enfrentar.
— E os lugares que fomos, incluindo os do mundo real. Acho que deveríamos voltar lá mais vezes, quem sabe uma viagem em família? — Robin havia amado a cidade grande, era tão cheio de luzes e coisas novas, ele havia se sentido como uma criança novamente.
— Com certeza, existem milhares de lugares para conhecermos. Só que no momento eu só quero dormir, você pode colocar a Alice no berço?
— Claro — Robin se levantou e pegou a menina, que continuou dormindo.
Regina continuou deitada por um tempo, até que ouviu um barulho vindo do seu guarda-roupa. Ela se levantou correndo para ver o que era — pois sabia que naquele mundo com magia poderia ser qualquer coisa — mas quando abriu não havia nada de anormal. Porém quando voltou para cama encontrou um pedaço de papel.
— Pronto, ela está dormindo — Robin voltou para o quarto segurando a babá eletronica — O que é isso? — Ele apontou para o papel.
— Não sei. Eu me levantei para ver algo no guarda-roupa e ele simplesmente apareceu.
Regina pegou o papel com cuidado e o abriu. Para sua surpresa nele tinha uma versão em desenho da foto que eles haviam tirado mais cedo — Robin olhe!
O arqueiro pegou o papel — "E eles viveram felizes para sempre, fim" — Leu o que estava escrito em baixo — De onde isso veio?
— Parece uma página do livro do Henry — O menino havia contado naquele dia mais cedo que estava aparecendo mais páginas no livro, contando todas as aventuras na Floresta Encantada e em Avalon.
— Acho que é o fim do livro.
— Isso quer dizer que é o final da nossa história? — Regina perguntou.
— Não, acho que é apenas o fim do livro. E acho também que quer dizer que agora sim nós podemos começar uma nova história, sem todo o peso do passado.
— Então é isso. Finalmente nosso verdadeiro final feliz.
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