All The Things She Said
3 Ne Ver', Ne Boisya, Ne Prosi
Bom, depois que uma pessoa vai embora fica muito mais difícil tê-la de volta. – Eu disse, para que não ficasse com esperanças de coisas que eu mesma havia decidido que não iria acontecer. Depois que Gabriel fez tudo aquilo, me ignorou daquela maneira por causa de uma vadia, eu prometi que nunca mais me tornaria amiga dele, muito menos aquilo que antes era o que eu mais queria ser dele...
Eu sei, dói saber desse tipo de coisa. Ela era uma ótima garota, ela é, sempre será... – Ele disse, parecendo triste com o assunto. Então decidi terminá-lo:
Eu imagino. Mas acredito que ela também sinta sua falta... – Merda, não acredito que havia dito aquilo. Como eu... como eu disse aquilo sendo que eu queria mesmo me vingar do que ele fez pra mim? Ta certo que eu não sabia exatamente como me vingar mas eu me vingaria, era o mais certo a fazer. Mas eu disse que eu mesma sentia falta dele? Talvez eu estivesse certa mas ele não precisava saber e criar esperanças... Como sou burra, meu Deus!
Acho que não, pois se fosse verdade ela já teria vindo aqui, nem que seja por vingança ou algo assim. – Ele disse e eu simplesmente gelei. Credo, ele era algum tipo de leitor de mentes ou sei lá? Deu medo depois disso.
Pois é... Mas acho que não, sei lá, uma pessoa não vem por vingança porque sentiu falta da outra, só acho... – Eu disse, novamente mentindo e fazendo com que ele perdesse as esperanças. Eu parecia mal por saber que certamente ele estava triste ouvindo tudo aquilo. Céus, o que eu estou pensando? Eu vim para me vingar e não para ter pena dele, ele não merece, não depois de tudo que fez... Eu realmente havia provado á mim mesma que era uma completa idiota sensível!
Acho melhor nós irmos até onde nossos amigos estão. – Eu disse, querendo que ele concordasse para que pudéssemos sair daquele lugar de uma vez e parar com aquele clima triste.
Ok, vamos. – Ele disse, segurou na minha mão e me levou até nossos amigos. Confesso que senti falta daquelas mãos tocando na minha, mas eu não podia pensar assim, eu não podia amá-lo, eu tinha que me vingar, apenas isso!
Chegando lá, vi Stefani bebendo como uma louca e Gabriele sentada num banco quietinha, sem conversar com ninguém. Os amigos de Gabriel estavam conversando e rindo alto. Então soltei da mão de Gabriel e fui até Gabriele, e falei:
Porque não esta conversando com alguém, Gabi? – Falei fazendo cara de um pouco preocupada. Gabi nunca foi assim, não até irmos embora daquela cidade, depois disso ela ficou assim, triste e quieta. Eu me preocupada com ela, ela era como uma irmã mais nova pra mim.
Ah, não sei Anne. Eu acho que não estou muito no clima de festa, sabe? – Ela disse, olhando para um lugar atras de mim, que eu logo olhei para saber o que era. Uma garota oferecida estava dando em cima de Igor, mas ele não parecia estar gostando muito da ideia.
Porque não vai até lá falar com ele, Gabi? – Eu disse, olhando para ele e a garota desconhecida e logo depois olhando para Gabriele.
Melhor não, deixa, eu estou bem aqui. – Ela disse, achando que estava me enganando, mas eu a conheço faz tanto tempo que sei quando ela está falando a verdade e quando não está.
Certo. Então, vamos nos divertir? Por favor, Gabi, a gente veio aqui para curtir e não para ficar em um canto sozinha e com uma cara de quem não está nem um pouco bem. – Eu disse, meio que implorando para que ela saísse daquele canto e ficasse um pouco melhor, pelo menos.
Ok, vamos. – Ela disse, levantando-se daquele banquinho e vindo comigo para algum lugar, para dançar ou sei lá.
A gente estava dançando e rindo, mesmo sem saber o motivo. Talvez pela nossa dança ridícula.
Eu levei um susto quando senti alguém atrás de mim, eu me virei e vi um garoto que eu jamais havia visto na vida, mas que era realmente muito bonito.
Ér, você quer dançar? – Ele disse, meio sem jeito, e passando a mão na nuca. Quanta vergonha...
Quero sim. – Eu disse, soltando um sorriso e pegando na sua mão. Logo depois fomos para um outro lugar, e começamos a dançar. Ele estava com suas mãos em minha cintura e olhando nos meus olhos, confesso que fiquei um pouco envergonhada.
Você tem lindos olhos... – Ele disse, sorrindo e sem deixar de olhar em meus olhos.
Obrigado. – Eu disse sorrindo, porém envergonhada. Logo ele se aproximou de meus lábios e colocando os seus nos meus. Foi um beijo bom, eu admito, mas eu não sentia aquela coisa que eu sentia ao beijar Gabriel. Sim, eu já beijei Gabriel, mas foram três vezes eu acho. Ele estava segurando na minha cintura com suas mãos que pareciam muito macias. Ele era fofo e carinhoso. Logo ele se afastou e olhou nos meus olhos novamente e disse:
Desculpa se fui rápido demais é que... – Ele disse, com vergonha. Eu não entendi o porque de tanta vergonha mas tudo bem. Não que fosse a coisa masi normal do mundo alguém chegar, te convidar para dançar e logo te beijar mas, não era pra tanto, estavamos em uma festa...
Não, tudo bem... Foi bom... – Eu sorri. É estranho falar isso pra ele. Eu havia ficado com poucos meninos, beijado poucos meninos. Eu sempre fui muito quieta e não namorava ou ficava com qualquer um. Eu mal o conhecia...
Bem, qual seu nome, pequena? – Ele disse, fazendo com que eu ficasse um pouco triste, pois Gabriel costumava me chamar de pequena.
Meu nome é Alanne, mas pode me chamar de Anne. – Eu disse logo sorrindo para ele. Sabe, ele era legal e fofo. Mas espera, eu ainda não sabia seu nome...
E o seu nome, qual é? – Perguntei
Meu nome é Bryan. – Ele disse e eu me lembrei de um garoto que, na mesma época que eu gostava de Gabriel quando era menor, era meu amigo. Mas, que eu me lembre, ele gostava de mim. Eu gostava dele, mas não como ele gostava de mim, apesar de ele sempre ter sido extremamente bonito e carinhoso comigo. Mesmo assim, ele não podia saber que eu era Anne, a Anne que todos conheciam.
Bonito nome. Então, eu acho que ou embora, não to me sentindo muito bem. Eu vou falar com minhas amigas e avisar que vou embora. – Falei.
Espera, você não quer que eu te leve? Eu estou de carro então fica mais fácil de te levar até sua casa. – Ele disse. Ah, sério que fica mais fácil? Nossa, até em uma hora dessas, da qual eu deveria ter medo que ele me reconhecesse, eu fazia brincadeiras idiotas, quer dizer, minha mente fazia, eu não dizia nada.
Ok, então, eu vou falar com elas... – Eu disse, indo em direção á Gabriele e Stefani.
Meninas, eu vou embora mas vocês podem continuar aqui pois uma pessoa vai me levar até em casa. – Eu disse, já imaginando o que Stefani diria...
Hmm, mas já, Anne? – Stefani disse rindo, ela parecia meio bêbada.
Ah, Stefani, não é nada disso. Ele é só um... amigo! – Eu disse, calmamente. Logo depois ele chegou.
Vamos? – Ele disse, estando atras de mim. Percebi que Gabriel olhava, parecendo não gostar nada daquilo. Não tinha que achar nada.
Vamos sim. – Eu disse, sorrindo e ele me estendeu sua mão para que eu segurasse. Eu o fiz.
Fomos conversando ao som de um bom e velho Rock, falando sobre a vida de cada um. Tive que me segurar para não falar demais de mim e ele acabar descobrindo, mas foi tudo tranquilo...
Continua...
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