All That Drugs - Sugar Coma
25 CAPITULO 24: Sorry, If I hurt you
Notas iniciais
- DESCULPA, DESCULPA! 1 MÊS SEM POSTAGEM! ME DESCULPEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMM!
ALL THAT DRUGS
CAPITULO 24: Sorry, If I hurt you
“Would you belive me when I tell you
you’re the queen of my heart
please don’t decive me when I hurt you
just ain’t the way it seems
can you feel my love buzz?”
- Love Buzz — Nirvana
A madrugada estava fria, Travis perambulava pelo apartamento pequeno da hospedaria. Sentia-se incomodado, algo como um mau pressentimento o consumia. Sentia que estava enlouquecendo aos poucos, morrendo aos poucos. Seus sonhos o estavam enlouquecendo; sonhos com Frances, com seus beijos, abraços e tapas, mas tudo se misturava com terror, com as coisas negras de toda a sua vida, como uma bola de neve negra que descia montanha abaixo, apenas aumentando, pegando impulso para quando estivesse grande demais atingisse a Travis e ele não aguentasse tal impacto.
Fantasmas o perseguiam a cada passo que dava, desde Seattle até Aberdeen, e isso o estava enlouquecendo, maltratando, agredindo... Matando...
Seu sonho se transformava em algo que pensava ter esquecido, algo que pensava que nunca mais se lembraria: uma briga com Frances, em que nada estava bem. Ela estava alterada, ele estava alterado, mas ela estivera um pouco fora do comum. Estava gritando, e xingando-o de todos os xingamentos que ela conhecia; estava muito irritada, por um motivo que ele nunca soubera.
- Cretino! – gritara ela, enquanto Travis a impedia de atacá-lo com tapas, segurando os braços dela. – Puto!
Por um momento Frances estava batendo nele sem parar, gritando e xingando-o, até que um momento depois, Frances estava chorando, parecendo que não conseguia se manter em pé com total equilibro; mas isso não a impedia de continuar a bater em Travis.
- Qual o motivo? – gritou Travis por cima da voz de Frances, o que a fez parar um momento e olhá-lo. – Qual a droga do motivo?!
Frances o fitara com raiva.
O modo como Frances olhava para ele, fazia Travis se sentir mal, fazia ele querer sumir, querer morrer, pelo simples fato de detestar quando Frances se irritava com ele. Era como se seus irritados olhos azuis o transformassem em um manequim de gelo e depois o jogasse no chão, fazendo-o se quebrar em milhões de pedaços. Era como se ela não o amasse mais, e isso o acabava.
- Você sabe! Você sabe muito bem! – Frances gritou de volta.
- Você tá bem? – ele a fitou – Frances, a heroína... – aquilo tinha soado como uma pergunta, dissera enquanto segurava o braço dela.
Frances estava parecendo uma criança, tentando arrancas a mão presa com força ao braço dela. Travis colocou o braço dela para cima, sentia que a deveria estar machucando pelo menos um pouco, mas não a soltou.
- Frances! Frances! Frances! Porra, me escuta! – Frances gritava sem parar, tentando se soltar.
- Solte-me! Está doendo!
- Frances, vai com calma!
Travis ouviu um estalido e Frances gemera, apertando os olhos. Uma lágrima descera por seu rosto dos dois olhos. Travis a soltou, e a segurou pelos ombros.
- Vai com calma, por favor... – envolveu o rosto de Frances com as duas mãos, e acariciou o rosto dela – Não quero ver meu anjo em uma overdose.
Hipócrita, uma voz sussurrara em sua mente, já que ele mesmo já tinha sofrido uma overdose. A culpa batera em sua porta assim que terminara de falar. Olhou para baixo, Frances olhava para o pulso, onde ficaram marcados nítidos anéis vermelhos da força que colocara para segurá-la.
- Desculpe...
- Tudo bem... Eu... Eu entendo. – Travis a abraçara, depois beijara a testa dela carinhosamente, em pedido de desculpas.
Pegou em sua mochila a caixa preta e a colocou em cima da cama. Suspirou, e a abriu, pegou um saco plástico, onde dentro havia coisas semelhantes a cigarros, sendo menores e tortos. Em um compartimento na lateral da caixa, havia um isqueiro e a heroína no fundo. Pegou o isqueiro, abriu o saco plástico, pegou um cigarro de maconha e o acendeu, deixando o quarto escuro e fechado, com um leve esbranquiçado da fumaça no ar.
Pegou uma seringa e a heroína, colocou os cabelos para trás, bagunçando-os levemente, e se segurando pela parede, caminhou cambaleante até o banheiro. Lavou o rosto, e foi até a pequena cozinha, onde havia um fogão. Aqueceu a heroína, preparando-a para a seringa, colocou-a na seringa e injetou, apertando os olhos, assumindo uma expressão mais calma, após sentir a droga circulando por seus vasos sanguíneos.
Imaginou se alguém suspeitaria que houvesse um drogado na hospedaria. Voltou ao banheiro e analisou o rosto, largado, estava horrível. Enormes círculos levemente arroxeados por debaixo dos olhos, a barba aloirada estava grande, e os olhos sem nenhum brilho. Voltou ao quarto, pegou uma blusa flanela azul marinho e preta, e uma toalha de dentro de sua mochila.
Fez a barba, tomou banho, e se vestiu. Achou ter visto alguma coisa na janela, mas se houvesse sido alguma coisa, já havia ido embora, nada mais havia quando olhara pela segunda vez. Pegou o violão, colocou-o nas costas e desceu as escadas. Não havia ninguém na recepção, o homem que o atendera deveria estar dormindo.
Piscou várias vezes os olhos e seguiu andando até a praça movimentada, onde haviam crianças brincando nos brinquedos com outras crianças e mulheres sentadas em bancos.
Sentou-se no chão e ficou tocando, e cantando, várias músicas, até perceber que a maior das atenções estava voltada para uma movimentação em uma árvore não muito longe dali. Apoiou-se no violão, depois no tronco da árvore atrás dele e caminhou até onde estava a árvore e umas quatro pessoas.
Quando já estava um pouco perto podia notar que alguém estava caído no chão, mas era impossível ver um rosto. Um cara ruivo estava apoiado ao chão olhando a pessoa, e uma mulher estava cobrindo os olhos de uma garotinha. Ouviu um miado, apressou um pouco o passo e viu um gato dentro de uma caixa de transporte, tentando sair de lá de dentro. Brandon,foi a primeira coisa que veio na cabeça de Travis quando viu o gato laranja lá dentro, e logo, olhou para a pessoa caída e caminhou até Frances caída, desmaiada, com um cara ruivo do lado dela.
- Com licença. – Travis chamou, com a voz seca – O que aconteceu?
O ruivo ergueu os olhos para analisar Travis, olhou-o da cabeça aos pés, depois abriu a boca para falar.
- Parece que ela desmaiou, preciso levá-la ao hospital. – o ruivo ia carregar Frances, quando Travis o interrompeu com a fala.
- Eu faço isso. – o ruivo o olhou sem entender.
Notas finais
---- plxxx eu pisei na bola, bem pisado, mas... deixa lá um review, please! meu coração agradece... byebye
xoxo
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